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sábado, 31 de março de 2012

É uma história de amor, apesar de tudo!

Na segunda parte de sua jornada, a Noiva (de quem finalmente descobrimos o nome, após 1 filme e meio) decide que já gastou as 1001 maneiras de usar sua katana, e resolve nos informar. Seja com os vários flashbacks, ou a tradicional verborragia tarantinesca, da qual muitos sentiram falta em Kill Bill -vol1.

"Melhor usar outra arma, ou vou ter que afiar esta antes de Kill Bill 3"
Ainda com a lista em mente, Beatrix Kiddo (Uma Thurman) vai atrás dos últimos capangas antes de alcançar o chefão Bill (David Carradine), igual as fases de um video-game. E assim como nos jogos a cada adversário a dificuldade aumenta, assim, enquanto no primeiro longa ela se saiu bem em todos os embates, neste ela enfrenta uns mal bocados, antes de passar a cada novo desafio.

Olha aí a porta de Rastros de Ódio!
A metalinguagem ainda está lá. Os diferentes formatos de tela, os closes estilo velho-oeste, as referências ao cinema japonês, as músicas. Não que esta blogueira que vos escreve consiga ir muito além da paisagem emoldurada por uma porta saída de Rastros de Ódio

A novidade está na figura do Pai Mei (Gordon Liu), treinador responsável pela letalidade de nossa protagonista, e pelas habilidades de outras personagens. Rabugento, mal-humorado, cheio de ensinamentos e filho de referências, já entrou para a galeria de grandes mestres das telas.

Depois de acompanhar o treinamento em flashback, e os ótimos embates com Budd (Michael Madsen) e Elle Driver (Daryl Hannah), que inclui uma divertida cena apenas entre esses dois últimos, o embate final parece até menor. A não ser pela presença de B.B. (Perla Haney-Jardine), que altera as ações da Noiva, o clímax não conta com grandes cenas. Nem ao menos uma grande luta, ficando tudo na base do diálogo.

Aula de biologia para moribundos e agonizantes

Entra aí a explanação sobre o Superman, que me fez compreender porque sempre fui mais simpáticas as Super-homens de Lois & Clark e Smallville, que aos do cinema (sorry Reeves). Na TV eles "acordam Clarck Kent"! Aprendendo (mas não empolgando) com Bill.

Deixando as referências de lado, com a jornada  completa e os pingos devidamente distribuídos a seus respectivos "is", finalmente compreendemos seu verdadeiro motivo. E é piegas, repetido, mas funciona: amor. Amor da Noiva por seu bebê, de Bill por ela, de Elle por si mesma, a falta de amor-próprio de Budd, e por aí vai....

E pensar que o pessoal só pensa em sangue e violência ao ouvir o nome de Tarantino!


A hora da vingança


Esqueça as cenas de ação frenéticas e sanguinárias do primeiro filme. Em Kil Bill vol. 2, o ritmo da narrativa se torna mais lento e mais contemplativo. É hora de finalmente entendermos o que aconteceu durante o massacre em El Paso. Dessa vez, contamos com mais do que meros flashbacks: o primeiro capítulo da continuação mostra detalhadamente o que aconteceu durante o ensaio do casamento da Noiva. Seu reencontro com Bill (David Carradine) não poderia ter sido mais amistoso. Seria mesmo? O plano que enquadra algoz e vítima pela primeira vez nos mostra que entre eles há um deserto que se perde no horizonte, seco, árido e sem vida. Os dois agora pertencem a mundos diferentes, e nem o mais terno dos diálogos é capaz de mascarar isso. E a aura angelical da cerimônia, garantida pelo excesso de luz na bela fotografia em preto e branco de toda a sequência, é brutalmente interrompida pelas silenciosas e fatais Víboras Assassinas. Nessa história, não há felizes para sempre.

Depois de eliminar seus primeiros alvos a base de muitos golpes de kung fu e de espada, num ritmo digno de videogame, Beatrix Kiddo (finalmente descobrimos o nome da personagem de Uma Thurman) enfrenta bem mais dificuldades antes de terminar sua lista. Budd (Michael Madsen, que nem de longe lembra o charmoso Mr. Blonde de Cães de aluguel) é, eu diria, seu adversário mais respeitável: em vez de subestimá-la, prepara-se para o confronto e consegue boa vantagem. Seu único ponto fraco: a ganância. Já o embate com Elle Driver (Daryl Hannah), que já no primeiro filme mostrou-se desprezível, garante uma das cenas mais inusitadas e impagáveis do filme. Humor também é fundamental.


Aliás, o capítulo dedicado ao treinamento com Pai Mei também é divertidíssimo. A história do mestre carrasco e do pupilo, já vista à exaustão em tas produções do gênero, fica bem mais interessante com a trilha sonora e os movimentos de câmera que lembram os filmes orientais de artes marciais que Tarantino tanto gosta. As referências são propositais e descaradas, e a intepretação afetada de Gordon Liu dá o tom de caricatura que dá ao filme um pouco de leveza necessária para o equilíbrio com uma trama tão barra-pesada.

Mas o grande momento do filme é mesmo o esperado acerto de contas entre Beatrix e Bill. A sequência em que ela entra de arma em punho e com uma Hatori Hanzo na bainha e é "desarmada" por um oponente inesperado é demais. A expressão de Uma traduz, na medida do possível, a enxurrada de sentimentos que a personagem vive naquele momento: surpresa, raiva, alegria, decepção, alívio. É até difícil imaginar uma pessoa lidando com tudo isso ao mesmo tempo. Enquanto isso, seu ex age com uma falsa naturalidade que chega a irritar. 


Carradine, cínico na medida certa, vai da teoria tarantinista sobre super-heróis ao tiro repentino com a mesma calma. A polidez com que se tratam é mais tensa do que qualquer cena de embate dos dois volumes. Todo o caminho percorrido até ali está em jogo: teria valido a pena ou não? A resposta está nos últimos créditos do filme, que apresentam a protagonista. Beatrix Kiddo, também conhecida como A Noiva, Mamba Negra ou Mamãe. Ou seja: Tarantino também sabe ser fofo de vez em quando.

Ser enterrada viva e escapar sozinha, é possível?

SPOILERS - Se você ainda não assistiu a Kill Bill - vol. 2, e não quer perder as surpresas melhor encerrar a leitura por aqui. Mas se já viu, ou não se importa...

Um dos maiores feitos de Beatrix Kiddo nesta sequencia é, sem dúvida, sobreviver a um caixão sob sete palmos de terra. Proeza que a moça alcança graças as sua habilidade com as artes marciais, e a capacidade de nadar em um "mar de terra". Após ser enterrada viva a Noiva usa uma técnica de socos a curta distância para arrebentar a tampa do caixão e cavar sua saída rumo a vingança.

Contudo, será que tal proeza é possível? É isso que os Caçadores de Mitos testaram em um de seus episódios. Tory, Cary e Grant verificaram se uma pessoa é capaz, não apenas, de quebrar a tampa do caixão aos socos, mas também a sobreviver a toda terra depositada sobre ele.

Já que o grupo fez sucesso aqui no blog ao desvendar os Mitos de Tubarão, é claro que garantiram seu espaço no mês Tarantino. Infelizmente o episódio não está disponível on-line em português, então acompanhem em inglês ou procurem uma das reprises do Discovery Channel. Façam suas apóstas, mito possível, plausível ou detonado???


sexta-feira, 30 de março de 2012

Uma Thurman


Uma Karuna Thurman. Um nome tão diferente tem um significado muito bonito: filha de budistas, Karuna significa "compaixão" e é um dos set pilares do Budismo.  Uma atriz versátil e camaleônica como poucas, já apareceu na sua telinha várias vezes.   Foi em uma outra história de Tarantino que a alçou a um status de musa cult - um filme que você já deve ter ouvido falar: Pulp fiction - Tempos de violência (que a gente já comentou aqui no blog). Ela já havia participado de outras produções anteriores, mas, com certeza, Pulp fiction foi o grande marco de sua carreira.

Uma começou a carreira como modelo, mas foi em Ligações perigosas (Dangerous Liaisons, 1988) que a atriz começou a chamar a atenção do público e dos críticos. Mesmo assim, sua carreira não deslancharia ainda: vários filmes foram fracassos comerciais, e Uma chegou a "ganhar" um Framboesa de Ouro (o Oscar dos piores do ano) por sua atuação em Even cowgirls get the blues (1993). Pois é. 

Já no ano seguinte ao desastroso "feito", veio a ascenção ao estrelato: Pup Fiction, Tarantino e o resto é história. Sambando na cara da sociedade, ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua Mia Wallace, a namorada doidona do gângster de cabelos estilo Cleópatra, que dança descalça e toma milk shakes de 5 dólares. Desde então, Uma vem alternando filmes que são sucesso de crítica (como o futurista Gattaca, 1997) e de público (Batman & Robin, também de 1997, em que interpretou uma sensual e um tanto drag Hera Venenosa, toda ruiva e coberta de plantas) e outros que não chegaram a chamar a atenção nem de um, nem de outro. Sua última participação de peso antes de uma breve pausa no cinema foi na adaptação cinematográfica de Les miserábles, em 1998. Entre 1998 e 2002, ela se dedicou totalmente ao papel de mãe: tempo integral para os dois filhos com o ator Ethan Hawke, seu parceiro de elenco em Gattaca. O casal se divorciaria algum tempo depois (Uma também foi casada com Gary Oldman, mas o casal não teve herdeiros - pena!). Vida que segue.

E seguiu muito bem. Seu pé-de-coelho particular, Tarantino esperou que a sua musa decidisse retornar à ativa para enfim tocar o projeto de Kill Bill. Os volumes 1 e 2 da saga só renderam elogios à dupla, e Uma voltou a ocupar lugar de destaque nas mídias. Uma torna-se uma das mais bem pagas atrizes de Hollywood - não sai de casa por menos de 12 milhões de dólares por filme. Após uma tentativa (fracassada?) de reviver a gloriosa dupla de Pulp fiction com John Travolta no filme Be cool -o nome do jogo (Be cool, 2005), a atriz pareceu se dedicar a filmes de comédia romântica: Terapia do amor (Prime, 2005), Minha super ex-namorada (My super ex-girlfriend, 2007), Marido por acaso (The accidental husband, 2008)... Nenhum fez muito sucesso, principalmente com os críticos. Mais recentemente fez uma particiáção no blockbuster Percy Jackson e o ladrão de raios (Percy Jackson & the Opympians: The lightning thief,  2010) como a Medusa. Ao que parece, seus maiores sucessos de público e crítica são mesmo as parcerias com Tarantino. Alguém reclama?

Prêmios de Kill Bill - vol 2

Kill Bill volume 2 teve um cerca de 40 indicações e 9 vitórias confira algumas delas.

SATURN AWARDS (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)
  • Best Action/Adventure/Thriller Film
  • Best Supporting Actor (David Carradine)
  • Best Supporting Actress (Daryl Hannah)

MTV MOVIE AWARDS
  • Melhor luta (Daryl Hannah X Uma Thurman)
Indicado para Melhor Filme e Atriz (Uma Thurman)

GLOBO DE OURO
Indicado para Melhor Atriz (Uma Thurman). Melhor Ator Coadjuvante (David Carradine)

GRAMMY
Indicado para Best Compilation Soundtrack Album for a Motion Picture, Television or Other Visual Media.

PEOPLE'S CHOICE AWARDS
Indicado para Favorite Sequel, Favorite Villain Movie Star - "Bill"(David Carradine). Favorite Villain Movie Star - "Elle Driver" (Daryl Hannah).

TEEN CHOICE AWARDS (adolescentes!?! qual é mesmo a censura desse filme?)
Indicado para Choice Movie - Drama/Action Adventure, Choice Movie Actress - Drama/Action Adventure (Uma Thurman), Choice Movie Fight/Action Sequence, Choice Movie Your Parents Didn't Want You to See

quinta-feira, 29 de março de 2012

Curiosidades de Kill Bill - Vol 2

Kill Bill foi inicialmente planejado como um único filme, mas devido à longa duração que teria o diretor Quentin Tarantino e os produtores da Miramax Films acabaram concordando em dividi-lo em duas partes, com lançamento de 6 meses entre elas;

O capítulo "Yuki's Revenge" foi cortado do filme para dar lugar a outro, "Massacre at Two Pines", que mostrava detalhes do ataque sofrido pela Noiva;

A personagem Pei Mei aparece em vários filmes de kung fu feitos pelos irmãos Shawn nas décadas de 70 e 80, sendo conhecido como o Monge de Sobrancelha Branca;

O xerife Earl McGraw, interpretado por Michael Parks, é o mesmo personagem assassinado pelos irmãos Gecko logo no início de Um Drink no Inferno (1996), filme que teve roteiro escrito por Quentin Tarantino;


Cada personagem do grupo de assassinos de Kill Bill possui um codinome referente a algum tipo de cobra;

Foram utilizados 450 galões de sangue falso nos dois filmes de Kill Bill;

Os símbolos japoneses que aparecem ao fundo do pôster de Kill Bill significam "kirubiru", que é o modo de dizer "Kill Bill" em japonês;

A noiva nunca diz de fato alguma coisa a Budd.

Daryl Hannah (Elle Driver) é proprietária do carro - um 1980 Pontiac Trans-Am - que a sua personagem dirige no filme. No entanto, ela possui o que foi utilizado para fotos promocionais, porque Michael Madsen (Budd) ficou com o verdadeiro Trans-Am antes de ela ficar a ele.

O livro que Esteban Vihaio (Michael Parks) lê é "The Carrucan's of Kurrajong" por Jasmine Yuen. Jasmine Yuen Carrucan é um dos membros da tripulação.

Apesar de nunca mostrado no filme, as fotos de produção revelam o número placa do carro de Bill: JE2336

Discurso de Bill sobre Superman foi em parte inspirado em "Os grandes heróis de revistas em quadrinhos", um livro de Jules Feiffer.

A razão que a noiva não tem mais o "Pussy Wagon" no vol. 2 é porque no roteiro original, que incluía o personagem de Yuki Yubari, a irmã de Go-Go, o Yuki havia destruído logo após o assassinato de Vernita Green.

Espere depois dos créditos para ter uma alternativa da Noiva rasgando os olhos de um dos Crazy 88's

Perla Haney-Jardine nasceu em 2 de Maio de 1997 no Rio de Janeiro. Segundo a wikipédia "estadunidense" ela é uma "Brazilian-born American actress" = atriz americana nascida no Brasil!

Embora Quentin Tarantino seja conhecido por nunca usar marcas reais para produtos como cereais e cigarros, a marca do pão que utiliza para fazer o sanduíche, durante a cena, "história de morte de Emílio" BIMBO, é uma marca real e muito popular de pão no México.

Soco de três polegadas de Pai Mei é uma referência ao soco nocaute de três polegadas de Bruce Lee.

Cada pessoa morta na tela, excluindo os na seqüência anime, é morto por uma personagem feminina. (A Noiva: Vernita Verde, Buck, Gogo, os Crazy 88s, O-Ren Ishii, Bill, Elle: Budd, Pai Mei, O-Ren Ishii: Boss Tanaka; Gogo Homem de Negóciosde Tóquio)

No primeiro filme 41 pessoas são mortas em cena. Neste filme, apenas três são vistas sendo mortas(Budd, Bill e Pai Mei). Beatrix só mata Bill.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Beatrix é o cara

A Noiva (Uma Thurman) agora tem nome: Beatrix Kiddo
A Noiva (Uma Thurman) finalmente tem seu nome revelado: Beatrix Kiddo. E sim, ela é o cara. Ela sobreviveu ao treinamento de Pai Mei (Gordon Liu, inesquecível com seu trejeito de alisar a barba e soltá-la), a um tiro na cabeça, aos quatro anos de coma, aos quatro maiores assassinos de Bill (David Caradine, perfeito), aos 88 Loucos - que eram bem mais que 88 - de O-Ren (Lucy Liu), a ser enterrada viva e, o maior golpe de todos, descobrir que sua filha estava viva. O filme é de tirar o fôlego, apesar de não ter tanta ação quanto o primeiro volume. Aqui, Tarantino quis explicar como tudo aconteceu: o ensaio do casamento, como Beatrix era perigosa (sobreviver ao treinamento duríssimo era coisa pra gente muito, mas muito 'casca grossa'), de onde vinha a obstinação de Beatrix, porque Bill quis matá-la... Um arremate das pontas soltas do outro filme. O maior mérito é ser quase 'didático' nesse sentido e não ser enfadonho. Muito pelo contrário.


Pai Mei: um mestre muito, mas muito esquisito...
Quanto mais vai se descobrindo sobre o passado (nas belas cenas em preto e branco na igreja de El Paso, onde tudo começou), mais você quer ver como isso vai acabar. É claro que ela vai em busca da sua vingança, e tanto Bill quanto seu irmão (!) Budd (Michael Madsen, que embarangou horrores) parecem conformados com a morte certa que virá pelas mãos de Beatrix. "Ela merece essa vingança. E nós merecemos morrer." Nem por isso ele vai desistir sem luta. Com uma espingarda e balas de sal grosso, ele consegue o que parecia impossível: parar Beatrix. Imobiliza, amarra, encaixota e enterra a mulher viva. Pra quem não dava mais nada por ele, até que ele foi bem bizarro na hora de escolher como matar uma assassina top de linha. Mais bizarro que isso, só a sua morte: mordido por uma mamba negra, uma das cobras mais venenosas (se não a mais) do mundo, ele morre envenenado no chão do seu trailler imundo, com uma divina e poderosa Elle Driver (Daryl Hannah, perfeita: linda, perigosa e louca) lhe contando calmamente os efeitos do veneno da cobra - ela havia pesquisado no Google sobre a peçonhenta.

Mas é lógico que o embate do filme, quiçá do século, ainda estava por vir. Relembrando seus ensinamentos duríssimo com o orgulhoso e tinhoso Pai Mei, Beatriz conseguiu sair do túmulo e foi atrás de seus inimigos (pausa para a hilária cena em que ela chega imunda numa lanchonete e pede, candidamente, um copo de água). Elle x Beatrix. As duas discípulas de Pai Mei. As mais perigosas das Víboras Assassinas. Duas katanas Hanzo Hattori. Um trailler minúsculo. Era óbvio que o embate seria épico. E foi. Foi brutal também - ou só eu achei crueldade máxima arrancar o outro olho da Elle? O mais impressionante de tudo é que não dá nem pra ter pena da Elle nem pra condenar Beatrix. E, no fundo, a cena tensa é hilária. Cortesia do diretor.
Elle Driver (Hannah) e Beatrix Kiddo (Thurman): duelo de víboras

Seguindo sua lista, finalmente chega a vez do acerto de contas com Bill. Mas ele não facilitaria. Usou a filha como um escudo o quanto pôde. Utilizou dardos tranquilizantes para imobilizar Beatrix até que estivesse satisfeito com sua parte da história. O quê? Vilões também tem sentimentos, e os dele foram feridos... Bom, pelo menos foi o que ele disse. B. B. (Perla Haney-Jardine, fofíssima) dormindo depois de ver Ninja Assassino (?!), hora do embate final: os dois últimos discípulos de Pai Mei viventes e suas H. Hanzo. Quem venceria? A única pessoa a quem Pai Mei ensinou o seu golpe mais fatal, o legendário golpe em 5 pontos que explodem o coração. E ele havia ensinado a Beatrix. Ela, finalmente, saboreia a vingança. E tem sua filha de volta, e a vida que ela sempre sonhou ter desde o dia em que descobriu que estava grávida. Fim.

Bill (Carradine) e Kiddo (Thurman): o doce sabor da vingança
Bom, pra quem conhece a obra do diretor, o fim não se encaixa muito bem com o seu estilo. Final feliz? Sem mais nada? Acho que é por isso que reza essa lenda de que o filme vai ter continuação. Até porque, se a Noiva mereceu ter sua vingança, a pequena filha de Vernita Green (Vivica Fox) no Volume 1 também merece a dela. E, como ele mesmo diz, a vingança é um prato que se come frio. Honestamente, acho que a história está inacabada, ainda vai aparecer alguma surpresa por aí. Mas mesmo assim, com um final um tanto 'feliz demais', eu gostei muito do resultado. Valores aprendidos literalmente na base da porrada, muito sangue, muita perspicácia, diálogos poderosos e sucintos, belíssima fotografia. Definitivamente, um dos meus filmes favoritos.

terça-feira, 27 de março de 2012

Estudando Tarantino

Se você está pensando que apenas as blogueiras do sofá topam fazer um intensivão de Tarantino, está redondamente enganado. Tem gente faz disso um estudo de verdade!!!

Lhes apresento o curso O Cinema de Quentin Tarantino. Ministrado por Mauro Baptista Vedia e organinado pela Cena UM Produtora Cultural, lá em Porto Alegre.


Oficialmente o objetivo do curso é
Fornecer ao aluno uma introdução ao cinema de Quentin Tarantino, abordando seu talento para a mise en scène, sua particular forma de encenar em profundidade e de dirigir atores. O curso ajuda a situar e compreender o cineasta dentro do contexto do cinema contemporâneo e na história do cinema mundial.

Mas convenhamos, quando se estuda alguém que possui, e inclui em suas obras, vasto conhecimento sobre determinada área, aprende-se também bastante sobre o assunto. Tarantino é profundo conhecedor da sétima arte, logo alguém aí duvida que o curso beneficie até cinéfilos que não são fãs do diretor

A última edição aconteceu este mês, mas para quem tem sorte de morar na região vale a pena ficar de olho nas próximas edições.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tarantino Babies

Já que todo mundo já foi criança um dia, nada mais natural imaginar como as personagens nada comuns imaginadas por Tarantino eram na infância, não? Confira a imagem a baixo e descubra quantos desses anjinhos você reconhece:

Não sabe brincar, não desce pro play!
clique para ampliar

domingo, 25 de março de 2012

Kill Bill - Volume 2

A segunda parte da jornada da noiva é o foi o escolhido pelos leitores do  blog, para encerrar o mês Tarantino. Com 61% dos votos Kill Bill: Vol. 2, não deu chance para os concorrentes (A Prova de Morte - 30% e Jack Brown - 7%).

Kill Bill: Vol. 2
EUA/Japão - 2004
136 min, colorido
Ação, drama, suspense

Direção: Quentin Tarantino

Roteiro: Quentin Tarantino, Uma Thurman

Música: RZA

Elenco: : Uma Thurman, Lucy Liu, Vivica A. Fox, Daryl Hannah, David Carradine, Michael Madsen, Julie Dreyfus, Chiaki Kuriyama, Sonny Chiba, Gordon Liu, Michael Parks, Michael Bowen, Jun Kunimura, Kenji Oba, Yuki Kazamatsuri.

Precedido por Kill Bill - Volume 1.

sábado, 24 de março de 2012

Alternativa à história real

Logo antigo da universal. Longa, tensa e impressionante conversa entre um ameaçador Coronel Nazista e um simples fazendeiro que parece ter algo a esconder. Massacre de uma família indefessa. Garota sobrevivente foge sozinha para um mundo selvagem familiarmente emoldurado por uma porta. O enquadramento lembra a cena final de Rastros de Ódio. Falatório, violência e referência a sétima arte. Alguém aí duvida que este é um longa de Tarantino?

"Au revoir Shoshana" - estilo Rástros de Ódio.
Se a cena inicial de Bastardos Inglórios deixa claro à que veio, nem de longe consegue apresentar toda a trama que acompanha dois planos distintos de vingança contra os Nazistas. Onde curiosamente a vingaça de Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), a moça que presenciou o massacre de sua família, e dos Bastardos Inglórios do título culminam em um mesmo clímax.

Após fugir e reconstruir sua vida como dona de cinema, a moça vê sua chance de ouro ao ter sua sala de projeção escolhida como local de estréia de um filme nazista. Os Bastardos são um grupo de soldados judeu-americanos que atuam nas linhas inimigas com o objetivo de arrancar o maior número possível de escalpos nazistas. Eles pretendem encerrar a guerra na mesma premier, onde estará todo o alto escalão da SS, incluindo o próprio Führer.

Difícil não simpatizar com um longa que oferece uma alternativa mais rápida e eficaz para o desfecho da segunda guerra. Embora completamente inverosímel e mirabolante, e com personagens absurdamente caricatas. Não que essas caracterósticas sejam um problema. A falta de veracidade garante a surpresa na trama, e as personages unilaterais facilita o que-é-quem, entre tantas personagens. Deve-se excluir aqui,  o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz), cara malvado, inteligente que sente extremo prazer e orgulho em seu trabalho de "detetive", e que coloca a causa própria a frente de qualquer outra. Magistralmente interpretado por Waltz já entrou para lista de grandes vilões do cinema.

Brad Pitt também se sai bem como líder caipira dos bastardos. Nada mais engraçado que o italiano carregado de sotaque do Tenente Aldo Raine ao trabalar sobre disfarce. Já a outra "cabeça" do plano Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent),  mantém o tom inexpressivo quase todo o tempo (a exceção é a cena do almoçao com Landa). Se o tom "francesa blasé" é proposital ou falha da atuação não tenho certeza.

O elenco ainda conta com Diane Kruger, como uma diva de cinema. Mike Meyers desviando a atenção, como um General Aliado, em uma única cena (o que o Austin Powers está fazendo ali). E o, então, pouco conhecido Michael Fassbender, que gostou tanto de ser caçador de Nazistas que logo descolou o papel de Magneto em X-Men - Primeira Classe. A maioria dos atores atende bem às necessidades, o que inclui apresentar os chefes nazistas como um bando de patetas, que não conquistariam nem a chave de seus quartos, que dirá a Europa.

Dividido em capítulos, o longa intercala as várias narrativas até que estas se encontrem no desfecho de forma competente. Desta vez, a violência tradicional tarantinesca perde mais espaço para, os também tarantinescos, diálogos. O que para alguns podem parecer se arrastar, como na cena do bar no porão, ou nas tentativas do soldado/ator em impressionar Shoshana.

Cheio de referências a arte do cinema, das quais meu reles, conseguiu identificar apenas uns 15%. Bastardos Inglórios é adoravelmente irreal, violento e bem executado. Mas, novamente, essa é apenas a minha repes opinião.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Mais posterres de Bastardos Inglórios

E o pessoal não enjoa de arte relacionada ao filme. “Lost Art of Inglorious Basterds” reuniu em 2010 visões de vários artistas sobre o longa. As imagens ficaram expostas na Playground Art Gallery em Los Angeles, e pouquíssimas cópias numeradas podia ser adiquiridas pela bagatela de 300 dólares. Confira alguns deles:

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by Alex Pardee

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by David Choe

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by Dora Drimalas

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by Estevan Oriol

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by Grotesk

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by Jeremy Fish

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by Patrick Martinez

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by Morning Breath

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by Munk One

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by N8 Van Dyke

The Lost Art of Inglourious Basterds: Movie Poster by Rene Almanza

quinta-feira, 22 de março de 2012

Curiosidades de Bastardos Inglórios

Quentin Tarantino começou a escrever o roteiro de Bastardos Inglórios antes de Kill Bill (2003), mas adiou o projeto por não encontrar, na época, um bom final para a história contada.

O Narrador é Samuel L. Jackson;

O diretor Tom Tykwer foi o responsável pela tradução dos diálogos do roteiro para alemão;

Tim Roth esteve em negociações para interpretar o tenente Archie Hicox;

A personagem Francesca Mondino foi escrita especialmente para Julie Dreyfus;

O nome do personagem de Brad Pitt é uma homenagem ao ator e veterano da 2ª Guerra Mundial Aldo Ray;

Shosanna Dreyfus recebeu o nome da atriz Julie Dreyfus, que aparece no filme como Francesca Mondino.

O nome da personagem de Mike Myers (General Ed Fenech) é uma homenagem à atriz Edwige Fenech;

O nome do personagem de Til Schweiger é uma homenagem ao ator Hugo Stiglitz (Hugo Stiglitz);

O nome de Dieter Hellstrom é uma referência à personagem da Marvel Comics Daimon Hellstrom, o Filho de Satã (também conhecido como Hellstorm).

Eli Roth ganhou 15 kg de músculo para interpretar o sargento Donny Donowitz;

Ennio Morricone chegou a ser contratado para compôr a trilha sonora, mas deixou o projeto para trabalhar em Baaria - A Porta do Vento (2009);

No material de divulgação do filme na Alemanha a suástica foi retirada ou coberta, de forma a não violar a lei local que impede a divulgação de símbolos nazistas;

Em Portugal, o filme tem o curioso título de Sacanas Sem Lei.

Quentin Tarantino trabalhou no roteiro por quase uma década.

O corte final do filme tinha três horas e dez minutos. Antes de sua primeira exibição pública, Quentin Tarantino e Sally Menke o reduziram ao seu tamanho final, em dois dias.

Quando Shosanna (Mélanie Laurent) menciona ex-atriz da UFA Lilian Harvey, Joseph Goebbels (Sylvester Groth) lança uma birra e grita nunca mencionar esse nome na sua presença. Lilian Harvey teve que fugir da Alemanha nazista em 1939depois de ajudar o coreógrafo judaico Jens Keith a fugir para a Suíça.

Durante o jogo de cartas na taverna LaLouisiane, o cartão que Hellstrom (o maior da Gestapo) tem que identificar é King Kong, um dos filmes favoritos de Adolf Hitler.

Um dos nomes judaicos esculpidos no The Bear Jew's bat é Anne Frank.

Daniel Brühl dublou a si mesmo para a versão em espanhol do filme.

Christoph Waltz dubbed his own performance in the German version.

Filme de Quentin Tarantino, de maior bilheteria desde Pulp Fiction.

O papel do pai de Shosanna Dreyfus, Jakob (brevemente visto escondendo debaixo das tábuas do assoalho na casa de Perrier LaPadite), foi vivido pelo ator suíço Patrick Elias, cujo pai, Buddy Elias, é um primo de Anne Frank.

A personagem Christoph Waltz fala mais línguas no filme que qualquer um no set, 4 (Inglês, Francês, Alemão e Italiano).

Para se preparar para seu papel, Mélanie Laurent trabalhou como projecionista filme por algumas semanas no New Beverly Cinema, projetando principalmente desenhos animados e trailers antes dos shows. O verdadeiro teste estabelecido pelo Quentin Tarantino era para ela exibir Cães de Aluguel.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Tarantino Minimalista

A página Brock Weaver faz cartazes minimalistas de diversos filmes e séries, alguns deles são Tarantinos. Confira as versões minimalistas para os posteres de Bastardos Inglórios, Cães de Aluguel e Pulp Fiction.









terça-feira, 20 de março de 2012

Posteres de Bastardos Inglórios

Imagens de divulgação de diversos formatos, países, destacando um personagem ou grupo. Você vai perder tempo em nossa galeria de posteres de Bastardos Inglórios!