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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Prêmios de Katharine Hepburn

Em 60 anos de carreira Katharine Hepburn recebeu nada menos que 26 prêmios e 31 indicações. Confira as principais.

PRÊMIOS

Oscar
1933 - Melhor Atriz Principal por Morning Glory
1968 - Melhor Atriz Principal por Guess Who's Coming to Dinner
1969 - Melhor Atriz Principal por The Lion in Winter
1982 - Melhor Atriz Principal por On Golden Pond
Os 4 Oscars de Hepburn

BAFTA
1968 - Melhor Atriz Principal por Guess Who's Coming to Dinner
1969 - Melhor Atriz Principal por The Lion in Winter
1983 - Melhor Atriz Principal por On Golden Pond

Festival de Cinema de Cannes
1962 - Melhor Atriz por Long Day's Journey into Night

Emmy
1975 - Melhor Atriz Principal num programa especial por Love Among the Ruins

Festival de Cinema de Veneza
1934 - Melhor Atriz por Little Women

INDICAÇÕES

Oscar
1936 - Melhor Atriz Principal por Alice Adams
1941 - Melhor Atriz Principal por por The Philadelphia Story
1943 - Melhor Atriz Principal por a Woman of the Year
1952 - Melhor Atriz Principal por The African Queen
1956 - Melhor Atriz Principal por Summertime
1957 - Melhor Atriz Principal por The Rainmaker
1960 - Melhor Atriz Principal por Suddenly, Last Summer
1963 - Melhor Atriz Principal por Long Day's Journey into Night

Globo de Ouro
1936 - Melhor Atriz - Comédia ou Musical por Pat e Mike
1957 - Melhor Atriz - Drama por The Rainmaker
1960 - Melhor Atriz - Drama por De Repente, no Último Verão
1963 - Melhor Atriz - Drama por Longa Jornada Noite Adentro
1968 - Melhor Atriz - Drama por Guess Who's Coming to Dinner
1969 - Melhor Atriz - Drama por The Lion in Winter
1983 - Melhor Atriz - Drama por On Golden Pond

BAFTA
1952 - Melhor Atriz Principal por The African Queen
1956 - Melhor Atriz Principal por Summertime
1957 - Melhor Atriz Principal por The Rainmaker

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Filmografia Katharine Hepburn


Com uma carreira de mais de 60 anos, Katharine Hepburn fez dezenas de filmes dos mais variados gêneros. Confira a lista:

1932 - A Bill of Divorcement (br: Vítimas do Divórcio)
1933 - Little Women (br: Quatro Irmãs)
1933 - Morning Glory (br: Manhã de Glória)
1933 - Christopher Strong (br: Assim Amam as Mulheres)
1934 - The Little Minister (br: Sangue Cigano)
1934 - Spitfire (br: Mística)
1935 - Break of Hearts (br: Corações em Ruínas)
1935 - Sylvia Scarlett (br: Vivendo em Dúvida)
1935 - Alice Adams (br: A Mulher que Soube Amar)
1936 - A Woman Rebels (br: Liberta-te Mulher!)
1936 - Mary of Scotland (br: Mary Stuart, Rainha da Escócia)
1937 - Stage Door (br: No Teatro da Vida)
1937 - Quality Street (br: A Rua da Vaidade)
1938 - Holiday (br: Boêmio Encantador)
1938 - Bringing Up Baby (br: Levada da Breca)
1940 - The Philadelphia Story (br: Núpcias de Escândalo)
1942 - Keeper of the Flame (br: Fogo Sagrado)
1942 - Woman of the Year (br: A Mulher do Dia)
1943 - Stage Door Canteen (br: Noivas do Tio Sam)
1944 - Dragon Seed (br: A Estirpe do Dragão)
1945 - Without Love (br: Sem Amor)
1946 - Undercurrent (br: Correntes Ocultas)
1947 - Song of Love (br: Sonata de Amor)
1947 - Sea of Grass (br: Mar Verde)
1948 - State of the Union (br: Sua Esposa e o Mundo)
1949 - Adam's Rib (br, pt: A Costela de Adão)
1951 - The African Queen (br: Uma Aventura na África)
1952 - Pat and Mike (br, pt: A Mulher Absoluta)
1955 - Summertime (br: Quando o Coração Floresce)
1956 - The Iron Petticoat (br: A Saia de Ferro)
1956 - The Rainmaker (br: Lágrimas do Céu)
1957 - Desk Set (br: Amor Eletrônico)
1959 - Suddenly, Last Summer (br: De Repente, no Último Verão)
1962 - Long Day's Journey into Night (br: Longa Jornada Dentro da Noite)
1967 - Guess Who's Coming to Dinner (br: Adivinhe Quem Vem para Jantar)
1968 - The Lion in Winter (br: O Leão no Inverno)
1969 - The Madwoman of Chaillot (br: A Louca de Chaillot)
1971 - The Trojan Women (br: As Troianas)
1973 - A Delicate Balance (br: Equilíbrio Delicado)
1973 - The Glass Menagerie (br: 'Algemas de Cristal) – Filme para TV
1975 - Rooster Cogburn (br: Justiceiro Implacável)
1975 - Love Among the Ruins (br: Amor entre Ruínas) – Filme para TV
1978 - Olly Olly Oxen Free (br: A Grande Aventura)
1979 - The Corn Is Green (1979) (br: O Milho Está Verde) – Filme para TV
1981 - On Golden Pond (br: Num Lago Dourado)
1984 - The Ultimate Solution of Grace Quigley (br: Grace Quigley - Um jogo de Vida e Morte)
1986 - Mrs. Delafield Wants to Marry - Filme para TV
1988 - Laura Lansing Slept Here (br: Laura Lansing Dormiu Aqui) - Filme para TV
1992 - The Man Upstairs - Filme para TV
1993 - Katharine Hepburn: All About Me (br: Katharine Hepburn: Tudo Sobre Mim) - Documentário feito pela própria atriz.
1994 - One Christmas (br: O Poder do Natal) - Filme para TV
1994 - Love Affair (br: Segredos do Coração)
1994 - This Can't Be Love (br: Vestígios de uma Paixão) - Filme para TV

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Curiosidades de Levada da Breca

A performance de Levada da Breca nas bilheterias americanas foi tão ruim que o diretor Howard Hawks foi demitido de seu projeto seguinte dentro da RKO e a atriz Katharine Hepburn foi obrigada a rescindir seu contrato com a empresa.

Foi eleito o 24º Filme Maior de todos os tempos pela revista Entertainment Weekly.

David faz referência aos personagens notórios "Mickey Mouse" e "Donald Duck". RKO era distribuidor de Walt Disney na época.

Katharine Hepburn nunca tinha feito qualquer comédia antes e teve que ser treinadas em gags e timing por Howard Hawks e vários veteranos do vaudeville que ele empregou apenas para treinar Hepburn. Cary Grant veio para o filme com seu senso cômico já impecavelmente no lugar.

O trailer de cinema é composto principalmente de tomadas alternativas não utilizadas no filme.

O roteiro final do filme tinha 202 páginas, o que equivaleria a uma duração de 3 horas e 22 minutos. Se esta montante de metragem representou o corte de montagem grosseira da película não é conhecido.

A cena em que o vestido está rasgado de Susan foi inspirado por algo que aconteceu com Cary Grant. Ele estava no Roxy Theater uma noite e as calças com zíper foi ao chão quando travou na parte de trás do vestido de uma mulher. Grant impulsivamente seguiu. Quando ele contou essa história para Howard Hawks, Hawks adorou e colocá-lo no filme.

O "Baby" mencionado no título do filme refere-se ao nome de uma onça originária do Brasil, domesticada, que no roteiro original foi chamada de leopardo.

Cary Grant não gostava do leopardo que foi usado no filme. Uma vez, para torturá-lo, Katharine Hepburn colocou um leopardo de pelúcia através de uma abertura no topo de seu camarim. "Ele saiu de lá como um relâmpago", escreveu Hepburn em sua autobiografia.

Roteiristas Dudley Nichols e Hagar Wilde se apaixonou enquanto eles estavam escrevendo o roteiro.


domingo, 26 de agosto de 2012

Levada da Breca

Uma comédia com Katharine Hepburn foi a escolha dos leitores no mês dedicado à divas do cinema.

Bringing Up Baby
1938 - EUA
102min, p&b
comédia

Direção: Howard Hawks

Roteiro: Dudley Nichols e Hagar Wilde

Música: Roy Webb

Elenco: Katharine Hepburn, Cary Grant, Charles Ruggles, Walter Catlett.


sábado, 25 de agosto de 2012

Filmografia - Greta Garbo

Greta Garbo fez mais de 30 filmes entre 1920 e 1941. Confira os títulos de sua curta porém, construtiva carreira:

Filmes mudos
1920 - Mr. and Mrs. Stockholm - filme publicitário
1921 - O Cavaleiro Feliz (A Happy Knight)
1921 - Como Não Se Vestir (How Not to Dress) - filme publicitário
1922 - O Pão Nosso de Cada Dia (1922) (Our Daily Bread) - filme publicitário
1922 - Pedro, O Vagabundo (Luffar-Petter)
1922 - A Scarlett Angel (O Anjo Escarlate) - Greta aparece apenas como extra.
1924 - A Lenda de Gösta Berling (Gösta Berling's Saga)
1925 - A Rua das Lágrimas (Die Freudlose Gasse)
1926 - Os Proscritos (Torrent)
1926 - Terra de Todos (The Temptress)
1927 - A Carne e o Diabo (Flesh and the Devil)
1927 - Love
1928 - Mulher Divina (The Divine Woman)
1928 - Bela e Misteriosa (The Misterious Lady)
1928 - Mulher de Brios (A Woman of Affairs)
1929 - Orquídeas Selvagens (Wild Orchids)
1929 - O Direito de Amar (1929) (The Single Standard)
1929 - Os Homens (A Man's Man) - breve aparição ao lado de John Gilbert e do diretor Fred Niblo, interpretando a si mesma.
1929 - O Beijo (filme)

Filmes sonoros
1930 - Anna Christie
1930 - Anna Christie (versão alemã)
1930 - Romance
1931 - Inspiração (Inspiration)
1931 - Susan Lenox (Susan Lenox: Her Fall and Rise)
1931 - Mata Hari
1932 - Grande Hotel (Grand Hotel)
1932 - Como Me Queres (As You Desire Me)
1933 - Rainha Cristina (Queen Christina)
1934 - O Véu Pintado (The Painted Veil)
1935 - Anna Karenina
1936 - A Dama das Camélias (Camille)
1937 - Maria Waleska (Conquest)
1939 - Ninotchka
1941 - Duas Vezes Meu (Two-Faced Woman)

Um pouco mais da diva: Greta Garbo

Greta Lovisa Gustafson nasceu em Estocolmo, Reino da Suécia e Noruega, no dia 18 de Setembro de 1905.  Eleita pelo Instituto Americano de Cinema como a quinta maior lenda da história da sétima arte, era solitária e reservada.  Só concedeu quatorze entrevistas durante toda a vida.

Greta Garbo, entrou no mercado de trabalho aos 14 anos após a morte do pai. Começou trabalhando em barbearias e lojas, por isso seus primeiros trabalhos nas telas foram em filmes publicitários para lojas de Estocolmo.

Durante dois anos (1922 - 1924), Greta estudou arte dramática na Academia Real de Teatro Dramático (Kungliga Dramatiska Teatern), quando foi descoberta pelo diretor finlandês Mauritz Stiller (1883 - 1928), com quem planejou várias parcerias que ambos tencionavam fazer, mas só fizeram um único filme juntos: A Lenda de Gösta Berling, 1924.

Stiller levou Greta para filmar na Alemanha. Lá, ela chamou a atenção do expressionista alemão Georg Wilhelm Pabst, que a convidou a participar do seu próximo filme, A Rua das Lágrimas 1925. A atuação chamou a atenção de Louis B. Mayer magnata do cinema que comandava a MGM na época. Ele ofereceu a ela e ao seu mentor, Mauritz Stiller, um contrato para irem trabalhar em Hollywood.

Greta Garbo
Foi por volta de 1924 que a atriz adotou o nome Greta Garbo. Existem ao menos cinco versões para a mudança:

1 - a mais absurda diz que o nome "Garbo" é derivado da palavra polonesa wygarbowac (que significa "curtir couro"), supostamente uma concessão ao desejo de Stiller de moldar seu invólucro psíquico.
2 - o nome era muito grande para os letreiros.
3 - A etimologia mais romântica sustenta que garbo era uma antiga palavra norueguesa que significa "ninfa do bosque" ou "fada da floresta", e que Stiller a escolheu para que significasse "um ser misterioso que surge à noite para dançar à luz da lua".
4 - Mimi Pollak (1903 - 1999, colega de Garbo dos tempos da Academia Real de Teatro Dramático), e Greta, não Stiller, inventaram "Garbo". De acordo com Pollak, a própria Greta sentiu que Gustafson era muito comprido e comum para um nome artístico.
5 - O mais plausível é o relato segundo o qual Stiller queria seguir o modelo do seu filme Erotikon 1920, com algo similar para o lugar de "Tora Teje", que era um nome de heroína "moderno, elegante e internacional, [e] pronunciado com clareza tanto em Londres e Paris quanto em Budapeste ou Nova Iorque". Seu roteirista-assistente, Arthur Nordén, sugeriu "Mona Gabor", derivado de Gábor Bethlen, um rei húngaro do século XVII. Stiller gostou, mas continuou experimentando variações: Gábor, Gabôr, Gabro… Garbo! Tora Teje foi logo abandonado, mas quando Greta Gustafson lhe veio à cabeça, percebeu que o nome dela combinava perfeitamente com o sobrenome que tinha em mente.

Hollywood
Garbo não alcançou sucesso imediato nos Estados Unidos. Além da barreira linguística,  ninguém queria saber de dar uma oportunidade para "uma gorduchinha sueca sem retoque", com uma sombra de queixo duplo, cabelos crespos e quase dentuça. Foi preciso que Irving Thalberg ordenasse  dieta rígida e providenciasse a correção do dente direito. Dois anos depois, em 1927, já magra e com belos dentes, escureceu em torno dos olhos (e possivelmente das narinas) para dar profundidade e alisou os cabelos, usando-os para trás, de forma a "levantar" seu rosto. Nasce uma musa.

Daí por diante trabalhou no cinema mudo, alcançou o sucesso. E acertou no desafio de transpor para o cinema falado. Foi uma das atrizes mais influentes de sua época. É cidada como inspiração para Marlene Dietrich, Tallulah Bankhead, Joan Crawford, Katharine Hepburn, Bette Davis e Mae West.

Atuou em mais de 30 filmes, antes de abandonar repentinamente o cinema aos 36 anos, depois de filmar Duas Vezes Meu, ortemente abalada pelas duras críticas negativas que o filme recebeu. Ela também estava desiludida com o mundo devido à Segunda Guerra Mundial, e resolveu dar um tempo em sua carreira cinematográfica. Ao longo das décadas de 40 e 50, recebeu inúmeras foram as propostas de um retorno às telas. Todas recusadas.

Ela foi indicada quatro vezes ao Oscar de Melhor Atriz, mas só recebeu o premio em 1954 pelo conjunto da obra. Já reclusa Garbo não compareceu à cerimônia. Nancy Kelly aceitou o Oscar por ela. Garbo morreu reclusa em 1990, aos 84 anos.

Prazer, Mata Hari!

James Bond ficaria entediado. Apesar de ser um filme cheio de espiões e agentes duplos, ação não é o forte de Mata Hari. Aliais, passa longe. Todas as trama é baseada em intrigas e confrontos falados.

A bela, sedutora e exótica Mata Hari (Greta Garbo) tem os homens aos seus pés. Parece enfeitiça-los com sua (rápida e pouco ritmada) dança. Mas ela também é uma talentosa espiã que conspira contra a frança durante a Primeira Guerra Mundial. Até que um dia recebe a missão de seduzir o jovem e inocente Tenente Alexis Rosanoff (Ramon Novarro), para extrair informações confidenciais. É claro, que se apaixona pelo rapaz. Em um daqueles grande romances de cinema mudo, onde os amantes sacrificam tudo por sua cara-metade de forma gestualmente dramática.

O longa é de 1931, o cinema mal havia começado a falar. Logo, a atuação dura e exagerada ainda é uma realidade.   O que concede a um dos atores a pior personificação de um cego da história do cinema (sorry, não deu para acreditar mesmo considerando a época). Expressões faciais super acentuadas, falas um pouco fracas e aqueles curiosos abraços românticos em que o casal parece estar mais de frente p/ a câmera que um para o outro (nunca entendi), fazem parte do pacote.

Sim, a protagonista e forte, assume riscos, ousa. E claro tem o glamour e a presença de Garbo, acentuadas por um extravagante e exagerado figurino. Curioso observar no entanto, que o que era considerado sensual ou poderoso para uma mulher de 1930, é bastante diferente do que é considerado em 2012. E sim, como mencionado antes, para uma dançarina profissional, ela se apresenta muito pouco.

A intriga que move a trama por sua vez, é simples. As intrigas e conexões parecem mal exploradas, mantendo a trama sempre na superfície. Fidelidade histórica nunca foi um objetivo. Assim de real temos apenas a existência de uma sedutora dançarina exótica, que originalmente teria origem oriental, mas aqui ganha as feições caucasianas de Greta Garbo no auge da beleza.

Pode ser (de fato é) um marco na carreira de Garbo, mas não entrou para minha lista de favoritos. Talvez funcione melhor com a bagagem de alguém de 1930. Em todo caso, é um ótimo inicio de aprendizado sobre sua diva protagonista e da própria Mata Hari. Afinal, se alguém mexe com o imaginário coletivo ao ponto de ganhar um filme baseado na possibilidade de ela ser importante, quero saber quem realmente foi.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A Verdadeira Mata Hari

Sim ela existiu! Margaretha Gertruida Zelle nasceu em Leeuwarden, no ano de 1876. Filha do Adam Zelle, com a descendente de javaneses, Antje van der Meulen. Atualmente é tida como símbolo da ousadia feminina.

Perdeu a mãe aos 15 anos, tentou se tornar professora, mas não conseguiu. Se casamente com Rudolf John MacLeod, com quem teve dois filhos também fracassou. Depois disso ela mudou-se para Paris. É la´que sua história começa a ficar interessante.

Mata Hari
Ela posava como uma princesa javanesa e se tornou uma dançarina exótica. Adotou o pseudônimo Mata Hari quer dizer "olho da manhã", é a palavra mais usada para "sol" em malaio e língua indonésia. Também era cortesã e teve casos amorosos com vários militares e políticos.

Durante a Primeira Guerra Mundial, ela dormiu com inúmeros oficiais, franceses e alemães. Virando peão da intriga internacional. Historiadores nunca conseguiram confirmar se ela fora realmente uma espiã, ou qual suas atividades.

Ela foi a julgamento na França em 1917. Foi acusada de atuar como espiã e agente dupla para a Alemanha e França. Sua execução é incerta. Alguns rumores afirmam que os soldados do pelotão de fuzilamento tiveram de ser vendados para não sucumbir a seu charme. Outros que Mata Hari jogou um beijo aos seus executores antes que começassem a disparar.Uma terceira versão diz que ela não só jogou um beijo, mas também abriu a túnica que vestia e morreu expondo o corpo completamente nu.

Verdadade ou não, o longa Mata Hari de 1931 apenas aumentou o mito. Existe uma outra versão do filme Mata Hari de 1985 com a atriz holandesa Sylvia Kristel, embora sua repercussão não chegue nem perto do sucesso com Greta Garbo.

Em diferentes ocasiões sua vida foi alvo da curiosidade de biógrafos, romancistas e cineastas. Mata Hari também é mencionada no seriado Charmed, no episódio 13 da sexta temporada, Phoebe Halliwell (Alyssa Milano) incorpora o karma de Mata Hari. Ela também é um "quase" caso de Dimitri Borja Korosek, personagem principal no livro O Homem que matou Getúlio Vargas de Jô Soares.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Curiosidades de Mata Hari

Baseado na história real de Margaretha Gertruida Zelle(que viveu entre 1876 e 1917), embora a personagem seja inspirada em uma pessoa real, a maioria dos fatos do filme é ficional.

Ramon Novarro teve que usar sapatos de salto para ficar pelo menos na altura de Greta Garbo.

Durante as filmagens correram boatos sobre um possível romance entre Greta e Novarro. Fato improvável pois Novarro era gay.

Estréia no cinema de Roy Barcroft.

Tal como acontece com muitos pré-código filmes de Hollywood, Mata Hari foi censurada em sua reedição em maio 1939 após a aplicação do Código Hays. Pelo menos um corte conhecido foi feito na cena de sedução do tenente Rosanoff por Mata Hari; o final da cena foi movida com um fadeout

domingo, 19 de agosto de 2012

Mata Hari

Uma espiã alemã se disfarça de bailarina para conseguir documentos confidenciais durante a Primeira Guerra Mundial. O que ela não esperava era se envolver com um dos oficiais americanos. As consequências serão terríveis...

Mata Hari
1931 - EUA, preto e branco
89min. Drama, Suspense

Diretor: Geroge Fitzmaurice

Roteiro: Benjamin Glazer, Leo Birinski, Doris Anderson, Gilbert Emery

Elenco: Greta Garbo, Ramon Novarro, Lionel Barrymore.

Visão romanceada da vida de Margaretha Gertruida Zelle.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mês Divas: os concorrentes!

Sua vez de coroar uma diva! Escolha o longa com a mais glamourosa musa do cinema para encerrar este mês de beleza cinéfila. E claro, como as concorrentes são de peso, ajudamos um pouquinho sua escolha.

E não deixe de registar seu voto em nossa enquete. (Taáali do lado ó, no menu lateral)


Levada da Breca
(Bringing up Baby, 1938) - Diva: Katherine Hepburn

David Huxley (Cary Grant), um paleontólogo com casamento marcado, vai jogar golfe com o objetivo de agradar seu oponente e facilitar a doação de 1 milhão de dólares para o museu onde trabalha. Até que conhece Susan Vance (Katharine Hepburn), uma rica herdeira acostumada a ter tudo o que quer, mas completamente inconseqüente. Susan decide se casar com David, mas para mantê-lo ao seu lado ela utiliza todos os recursos possíveis, transformando a vida do pacato homem em uma sucessão interminável de problemas.






Alô Alô Carnaval

(1937) - Diva: Carmem Miranda
Dois autores procuram um empresário para bancar a revista musical "Banana da Terra". Quando encontrado, o empresário recusa a oferta porque está aguardando uma grande atração francesa. Como ela não acontece, ele é obrigado a reconsiderar sua decisão anterior, promovendo a revista.



Duas mulheres
(La ciociara, 1960) - Diva: Sophia Loren
O filme conta a história de Cesira, viúva dona de uma loja em Roma, e Rosseta, a filha adolescente dela que é muito devota do catolicismo. A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, quando a capital italiana estava sendo intensamente bombardeada pelos Aliados, razão pela qual Cesira decide abandonar a cidade e levar sua filha para Ciociaria, sua montanhosa região de origem, localizada no centro da Itália.

À beira do colapso

Kerr e Lancaster: na cena de beijo mais ousada do cinema - pra época, lógico

A um passo da eternidade (From here to eternity, 1953) é um filme que, além de clássico, é pertinente. Que pessoa nunca esperou encontrar um grande amor na vida? Quem nunca fez nada contra a vontade? Quem nunca se arrependeu de coisas que já fez, por acidentes que causou? São questões que perseguem o homem há tempos, e não vão desaparecer tão cedo. Enquanto o homem for capaz de cometer erros, então aqui estaremos nos perguntando sempre.

Numa momento histórico conturbado, pensar na eminência de guerra num paraíso como o Havaí chega a ser um pecado. Os jovens soldados querem mais é saber de farra. Menos Prewitt (Montgomery Cliff), que parece querer se isolar do mundo. Seu amigo, Angelo Maggio (Frank Sinatra, muito bom) é quem se empenha em levá-lo para a farra - afinal ainda são jovens, e devem se divertir. No clube, Pruett logo se sente atraído por Lorene (Donna Reed), a mais bela moça que trabalha no local. Cupido apronta em qualquer lugar, não é? Após algumas conversas e uma ceninha de ciúmes, Lorene (que, na verdade se chama Alma) acaba se deixando seduzir pelo jovem e belo soldado. Começa ali uma relação delicada, onde um precisa do outro pra conseguir sobreviver à dureza de sua rotina. Ele, perseguido em seu batalhão por se recusar a lutar, come o pão que o diabo amassou nas mãos do capitão que o quer forçar a aceitar lutar pelo título do campeonato de boxe. Ela, bom... Ela não era garçonete no clube. E isso já quer dizer muita coisa.

Frank Sinatra em cena é ótimo: engraçado, convincente, comovente.

Outra história de amor contada no filme, fala da paixão fulminante e proibida do sargento Warren (Burt Lancaster, um pitel) e a esposa do capitão, Karen (Deborah Kerr, bem sem graça). Vivendo um casamento de fachada, ela encontra alívio e carinho nos braços do sargento apaixonado. Mas tudo tem que ser feito às escondidas, pois ninguém pode saber do romance ou ambos estarão seriamente encrencados. Mas vivendo numa ilha, como não ser visto pelas centenas de soldados, fardados ou não, que estão sob o comando do marido? Encontros frustrados em bares mais distantes e praias desertas. Sim, são estes os protagonistas da (talvez) mais famosa cena de beijo do cinema. Famosa por ser ousada, mas não dura mais que 10 segundos... Acho que a comoção toda é porque os atores estavam em trajes de banho. Muita pele em contato para a época. Bom, continuando. O amor nasce e floresce entre os dois, mas está fadado à morte prematura: ela não pode se divorciar do marido, ele não quer se tornar oficial e voltar para o continente tendo que trabalhar numa posição em que não gostaria. Mas nada disso seria realmente preocupante se eles soubessem o que estava por vir...


Reed: não deve ser nada fácil encontrar e perder seu grande amor num paraíso como o Havaí...

Após a morte do amigo Maggio, Prewitt se vê na obrigação de vingá-lo. E acaba por matar o homem que torturou seu amigo na cadeia. Após cometer o crime, se refugia na casa da amada, desertando. No dia seguinte, a base americana de Pearl Harbor é atacada pelos japoneses. Todos do batalhão são pegos de surpresa, a população da ilha também. Não haviam mais heróis ou bandidos, amores perdidos ou encontrados, vinganças, prêmios, saída: a guerra tinha chegado, destruindo navios, aviões, pessoas. Maggio morre, Prewitt morre, soldados anônimos morrem, esperanças morrem. Não há como sobreviver no paraíso à sombra de uma guerra. A cena final, das divas deixando a ilha paradisíaca onde encontraram o amor é bem descritiva sobre o tema: não importa onde esteja, nem quem você é, nem o que você faz. A oportunidade vai bater na sua porta uma vez, não deixe de aproveitá-la. Os outros vão querer te dobrar à vontade deles, cabe a você não ceder. Não importa o qual calmo e preparado você está, o caos pode se abater sobre suas cabeças a qualquer instante. Reflexões para toda a vida, que fazem esse filme ser uma pérola cinematográfica: um filme de amor e guerra, de esperança e tragédia. Tão profundo, mesmo sendo um entretenimento. Tão humano e próximo de qualquer um, independente de nacionalidade.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O beijo na praia

Considerado o beijo mais ousado do cinema, na época de seu lançamento. A cena romântica a praia entre entre Burt Lancaster e Deborah Kerr causou escândalo, e também se tornou uma das mais icônicas da história do cinema.

Prova disso é que mesmo os não iniciados na sétima arte reconhecem a referência, embora nem sempre lembrem o nome do filme. Terra das referências, cinema e TV usam e abusam dessa "familiaridade", e volta-e-meia fazem referência ao escandaloso beijo sob as ondas.

Versão Simpsons
Em O Pecado Mora ao lado, aquele da Marilyn Monroe e a cena do vestido branco na ventilação, a musa recria a cena com tom Ewel. O romântico beijo acontece durante um dos delírios do rapaz.

A versão de Eddie Murphy para Professor Aloprado é cômica, claro!



Shrek também faz sua versão com sua musa verde e uma penetra durante a montagem romântica que a abre o segundo longa da franquia.



A versão besteirol vem de Aperte os cintos o piloto sumiu!




Para não ficar dúvidas, segue a versão original de A um passo da eternidade.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Prêmios de A um passo da eternidade

Super premiado, segundo IMDB A um passo da eternidade tem 22 prêmios e 7 indicações. Confira alguns deles:

Óscar 
  • Melhor filme
  • Melhor diretor
  • Melhor ator coadjuvante (Frank Sinatra)
  • Melhor atriz coadjuvante (Donna Reed)
  • Melhor edição, melhor fotografia - preto e branco
  • Melhor roteiro adaptado e melhor som.
Indicado nas categorias de melhor ator (Burt Lancaster e Montgomery Cliff), melhor atriz (Deborah Kerr), melhor trilha sonora e melhor figurino - preto e branco.

Globo de Ouro 
  • Melhor diretor 
  • Melhor ator coadjuvante (Frank Sinatra).
Festival de Cannes 
  • Recebeu um prêmio especial.
Foi indicado ao Grande Prêmio do Festival.

BAFTA 
  • Melhor filme de qualquer origem.
Prêmio NYFCC (New York Film Critics Circle Awards, EUA)
  • Melhor ator (Burt Lancaster)
  • Melhor diretor
  • Melhor filme
Frank Sinatra accepts his Best Supporting Actor Oscar for "From Here to Eternity."

domingo, 12 de agosto de 2012

A um passo da eternidade

Conhecido por sua famosa cena do beijo na praia, o filme é uma história de guerra - um jovem soldado, bom boxeador , está prestes a ver sua vida mudar drasticamente com o bombardeio a Pearl Harbor. Baseado no livro de James Jones.

From here to eternity
1953 - EUA - preto e branco
118min. Drama.

Diretor: Fred Zinnemann

Roteiro: Daniel Tadarash

Elenco: Burt Lancaster, Cliff Montgomery, Deborah Kerr, Donna Reed, Frank Sinatra, Ernest Borgnine, Philip Ober, Jack Warden.

Vencedor de 8 Oscars. Baseado no livro homônimo de James Jones.

sábado, 11 de agosto de 2012

Cilada!

Lecionar para adolescente, quem questiona que é uma tarefa difícil? Mesmo assim, Immanuel Rath (Emil Jannings)é um respeitado e rígido profissional de um colégio de rapazes indisciplinados. Ao descobrir que os garotos tem frequentado um cabaré as escondidas, ele resolve ir ao local, flagar os alunos, e tirar satisfação com o dono do estabelecimento por permitir a entrada de menores. Lá se encanta por Lola Lola, uma cantora, ao ponto de deixar sua carreira de lado pela moça, que claro, leva a nada respeitosa vida de uma artista dos anos de 1920.

Deu para contar em quantas ciladas nosso protagonista se envolveu ao longo das quase duas horas de projeção? Escolheu lecionar para adolescentes. Era rígido demais e por isso sofria com revoltas dos alunos. Visitou um antro de perdição desrespeitoso para um profissional com seu status. Se envolveu com uma "moça da vida". Foi escrachado pelos estudantes por isso. Perdeu seu trabalho. Mudou todo seu estilo de vida por ela. É claro que o desfecho de tal jornada não podia ser bom.

Assim acompanhamos a jornada do professor por cinco anos. Desde que se aventurou em um local desconhecido, ao encantamento por uma mulher, a rotina, e a queda. O ritmo é lento, para os dias de hoje, mas não para a época. Esta também é culpada pelos resquícios do exagero do cinema mudo em algumas cenas. O cinema havia a pouco aprendido a falar.

O mais curioso é observar os padrões estéticos da época. Nada de mulheres extremamente largas, e basta um pouquinho de pele para ser "sexy". É de se estranhar em tempos que as roupas são muito menores, e não surtem nem metade do efeito que aquelas calçolas da vovó (com direito a babadinhos) conseguiam. O mesmo vale para a atuação de Marlene Dietrich, desprovido de grandes gestos e expressões que hoje relacionamos a personagens sexys. Ela faz os homens perderem a cabeça sem truques, apenas pelo fato de estar naquela posição. Simples, né!

Nem tão simples foi a caricata (novamente, natural para 1930) atuação de Emil Jannings. Ele vai do metódico professor, torna-se um bobo admirado, um fracassado sustentado pela mulher, antes de perceber desistindo de tudo.

Uma história de derrocada, sem redenção, reviravoltas, ou grandes lições. Pode surpreender os desavisados, que ficam a espera de um desfecho que tenha no mínimo uma alternativa, ou uma nova busca para o protagonista. Então vou logo avisando: deixamos Immanuel em um beco sem saída. "Falei pra vocês, mais uma vez...cilada!"

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Filmografia: Marlene Dietrich

Confira a filmografia da Diva alemã.

1922 - Der Kleine Napoleon
1923 - Tragödie der Liebe
1923 - Der Mensch am Wege
1923 - Der Sprüng ins Leben
1925 - Rua das Lágrimas (Die Freudlose Gasse)
1926 - Manon Lescaut (Manon Lescaut)
1926 - A Moderna Du Barry (Eine Du Barry von Heute)
1926 - A Madame Não Quer Filhos (Madame Wünscht Keine Kinder)
1926 - Kopf Hoch, Charly!
1927 - O Barão Imaginário (Der Juxbaron)
1927 - Seine Grösster Bluff
1927 - Café Elektric
1928 - A Arte do Amor (Prinzessin Olala)
1929 - O Favorito das Damas (Ich Küsse Ihre Hand, Madame)
1929 - Flor de Paixão (Die Frau, Nach der Man Sich Sehnt)
1929 - Homens Sem Lei (Das Schiff der Verlorenen Menschen)
1929 - Noites de Amor (Gefahren der Brautzeit)
1930 - O Anjo Azul (Der Blaue Engel)
1930 - Marrocos (Morocco)
1931 - Desonrada (Dishonored)
1932 - O Expresso de Xangai (Shanghai Express)
1932 - A Vênus Loira (Blonde Venus)
1933 - O Cântico dos Cânticos (The Song of Songs)
1934 - A Imperatriz Galante (The Scarlet Empress)
1935 - Mulher Satânica (The Devil Is a Woman)
1936 - Desejo (Desire)
1936 - I Loved a Soldier; inacabado
1936 - O Jardim de Alá (The Garden of Allah)
1937 - O Amor Nasceu do Ódio (Knight Without Armour)
1937 - Anjo (Angel)
1939 - Atire a Primeira Pedra (Destry Rides Again)
1940 - A Pecadora (Seven Sinners)
1941 - Paixão Fatal (The Flame of New Orleans)
1941 - Aquela Mulher (Manpower)
1942 - A Mãe Solteira (The Lady Is Willing)
1942 - A Indomável (The Spoilers)
1942 - Ódio e Paixão (Pittsburgh)
1944 - Epopeia da Alegria (Follow the Boys); atriz convidada
1944 - Kismet (Kismet)
1946 - Mulher Perversa (Martin Roumagnac)
1947 - Cigana Feiticeira (Golden Earrings)
1948 - A Mundana (A Foreign Affair)
1949 - Quebra-Cabeça (Jigsaw)
1950 - Pavor nos Bastidores (Stage Fright)
1951 - Na Estrada do Céu (No Highway in the Sky)
1952 - O Diabo Feito Mulher (Rancho Notorious)
1956 - A Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in 80 Days)
1956 - Aconteceu em Monte Carlo (The Monte Carlo Story)
1957 - Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution)
1958 - A Marca da Maldade (Touch of Evil)
1961 - Julgamento em Nuremberg (Judgement at Nuremberg)
1962 - A Raposa Negra (The Black Fox)
1964 - Paris Quando Alucina (Paris When it Sizzles)
1978 - Apenas um Gigolô (Just a Gigolo)


Um pouco mais da diva: Marlene Dietrich

Marie Magdelene Dietrich von Losch nasceu em Dezembro de 1901 em Schöneberg, um distrito de Berlim, Alemanha. Estudou canto e música desde a adolescência, teve aulas de interpretação com Max Reinhardt, estreando em “Der Kleine Napoleon”, de 1923. Foi a primeira mulher a usar calças publicamente, nos anos 1920.

Trabalhou alguns anos como atriz antes de ser descoverta pelo diretor austríaco Josef von Sternberg, que a convidou para estrelar O Anjo Azul. Fez mais seis filmes com o diretor antes de chegar a Hollywood, onde trabalhou em filmes mais profundos e mais marcantes.

Dietrich foi convidada por Hitler para protagonizar filmes pró-nazistas. Ela recusou o convite e se tornou cidadã americana. Hitler tomou a atitude como desrespeito à pátria alemã e baniu os filmes dela. Durante a Segunda Guerra Mundial, Marlene cantava para divertir e encorajar as tropas aliadas. Por isso foi condecorada com medalhas.
Depois disso passou a cantar além de atuar. A partir de 1951, começou a se apresentar em espetáculos em Las Vegas, no Sahara Hotel.

Em 1961 ela protagonizou Julgamento em Nuremberg. O filme tratava do holocausto, do nazismo, e do tumultuado julgamento que condenou os grandes líderes nazistas, em uma época em que falar do assunto ainda era muito complicado.

Mesmo visitando inúmeros países ao redor do mundo, só retornou a sua terra natal em 1962. Muitos alemães não gostaram da visita, nazistas remanescentes chamaram-na de traidora em pleno aeroporto.

Seu último filme foi Apenas um Gigolô de 1978, com David Bowie. Depois disso fez várias participações em rádio e programas de televisão antes de se "aposentar". Morreu em 1992, aos 90 anos de idade em seu apartamento em Paris, oficialmente de causas naturais. Rumores questionam a causa da morte da diva. Alguns afirmam que que Marlene se matou com calmantes, pois não suportava o fato de envelhecer. Outros dizem que ela tinha Mal de Alzheimer e, por isso, se matou. Não há provas de nenhum dos casos.

Em 2001 foi realizado um filme biográfico sobre a diva, dirigido pelo seu neto e com comentários de várias pessoas que conviveram com Dietrich, como sua filha Maria Riva, seu sobrinho, Hildegard Knef, Burt Bacharach, o filho de von Sternberg, entre outros. A filha Maria Riva também escreveu um livro sobre sua mãe, no qual a declarava uma pessoa fria e autoritária.

Prêmios
Recebeu uma indicação ao Oscar de 1931, na categoria de melhor atriz, pela atuação em Marrocos.Em 1958 foi indicada ao Globo de Ouro, na categoria de melhor atriz de cinema - drama, por Testemunha de Acusação (1957). No mesmo ano recebeu o Golden Laurel, como segunda colocada na categoria de melhor atriz pelo mesmo filme.