3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

terça-feira, 30 de abril de 2013

Curiosidades de Mary & Max

A fotografia principal durou mais de 57 semanas, com 133 conjuntos separados, 212 fantoches, e 475 adereços em miniatura, incluindo uma máquina de escrever Underwood totalmente funcional. Esta levou nove semanas para ser projetada e construída.

Todas as cenas aquáticas foram criadas usando lubrificante. Foi preciso 2.400 colheres de chá de óleo lubrificante para criar o oceano quando Max se imagina em uma ilha deserta.

A rua, Lamim Drive, é um jogo de palavras: Lamingtons é um bolo australiano. Eles são muitas vezes utilizados em atividades de angariação de fundos por escolas e outras organizações, em que são vendidos a granel. Tais atividades são referidos como 'Drives Lamington ".

O abrigo de gato que Ivy deixa seu dinheiro para tem o nome de TS Eliot, autor do 'Old Possum's Book of Practical Cats'.

Os selos usados por Mary para postar cartas têm a imagem da Dama Edna Everage, personagem interpretado pelo comediante Barry Humphries, narrador do filme.

Quando Maria está chorando em seu quarto durante seus anos de faculdade, há um cartaz do grupo Abba na parede. Mary é uma jovem adulta com excesso de peso que vive com sua mãe. Em O Casamento de Muriel (1994), a personagem título também é uma jovem adulta com excesso de peso que vive com seus pais, e obcecada por Abba. A dubladora de Maria, Toni Collette é quem interpreta o papel de Muriel no longa de 1994.

Barry Humphries (o narrador) e Eric Bana (Damien) já haviam emprestado suas vozes para um filme de animação. Em Procurando Nemo, interpretão tubarão Bruce e Anchor, respectivamente.

Este é o primeiro filme de animação a abrir o Festival de Cinema de Sundance.

Seu site oficial ainda está no ar - http://www.maryandmax.com/

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mary & Max - Uma amizade diferente

Mary Dinkle é uma menina de 8 anos, gordinha e solitária, que vive no subúrbio de Melbourne (Austrália). Max Horovitz tem 44 anos, é obeso e judeu, e mora em Nova York. E eles vão se tornar melhores amigos. 

Mary & Max
2009 - Austrália
90 min, cor.
animação, drama, comédia

Direção: Adam Eliot

Roteiro: Adam Eliot

Música:Dale Cornelius

Elenco: Bethany Whitmore, Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries

Baseado em uma história real.

Animações off-Disney


Porque as técnicas de animação e história emocionantes não estão só nas produções do estúdio do ratinho mais amado do mundo. Para quem conhece muito desse mundo, e para os que pouco conhecem, não se acanhem: podem pegar suas pipocas e se acomodar no sofá com a gente, pois animação é o que não vai faltar esse mês!

sábado, 27 de abril de 2013

Paixão por livros e cinema


Hugo (Butterfield) e Isabelle (Moretz): o deslumbramento com o cinema
Eu li o livro de Brian Selznic antes de ver o filme (que não tinha visto no cinema, nem antes da premiação do Oscar que concorreu), mas garanto que as expectativas sobre o visual do filme foram muito altas e, graças a Deus, foram muito bem correspondidas. A invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011) é um filme lindo, de perder o fôlego com os efeitos visuais e a fotografia lindíssima. A história é comovente como poucas, e tem grandes sutis reviravoltas. Mas digo que apesar do visual deslumbrante, o fime me pareceu um tanto frio.

Hugo (Asa Butterfield, de olhos extremamente lindos e expressivos) é um menino órfão que herdou do pai (Jude Law em uma microparticipação) o gosto por consertar relógios. Após o acidente no museu que vitimou seu amado pai, Hugo vai morar com o tio Claude (Ray Winstone) na estação de trem de Paris. Para lá, ele leva somente a saudade de seu pai e o autômato que ele levou para casa afim de consertar. Uma máquina complexa e bonita, uma figura humana capaz de (supostamente) escrever e que estava quebrada havia anos. Hugo tomou aquilo como sua missão na vida, consertar a máquina que seu pai trouxera. Este autômato era seu maior tesouro e sua única alegria na convivência com tio Claude. Ele era um homem rude, vivia bêbado, e seu trabalho era ajustar e consertar os relógios da estação de trem. Um dia tio Claude some e cabe a Hugo cuidar dos relógios como se tio Claude ainda estivesse lá - ninguém sabia da existência dele.

Inspetor Gustave (Baron Cohen) e seu doberman: implacáveis, mas nem tanto
Então o menino roubava para comer, e seu maior desafio era fazer isso sem que o inspetor Gustave (Sacha Baran Cohen, a veia cômica do filme) o pegasse e mandasse para o orfanato. Seu iniseparável doberman parece ler a mente do homem, e ambos funcionam como uma máquina: farejar pequenos ladrões órfãos (vítimas da guerra e da recessão), perseguir, prender, mandar para o orfanato. Sem coração mole para os pequenos, apenas para a jovem florista da estação, a senhorita Lisette (Emily Mortimer). Hugo roubava também a loja de brinquedos do senhor George (Ben Kingsley), atrás de peças para consertar seu autômato. Mas o dono da loja já estava farto de ver suas peças roubadas, e um dia consegue pegar o menino que o vinha roubando. Confrontado, Hugo teve que esvaziar os bolsos e lá estava seu precioso caderno, com os desenhos de seu pai sobre o funcionamento do autômato, seus estudos sobre o intrincado funcionamento dele. O homem ficou extremamente sensibilizado e estranhamente irritado com o caderno, e resolveu tomá-lo de Hugo. Queimaria aquele caderno. E Hugo? O que faria sem aquela lembraça de seu pai? Como conseguiria consertar o autômato?

Desesperado, Hugo o segue até a casa do senhor, que o ignora e o deixa na  rua - mesmo estando muito frio e ele saber, de certa forma, que o menino não tinha para onde ir. No dia seguinte, Hugo continua indo até a loja para cobrar seu caderno, e conhece Isabelle (Chöle Grace Moretz, fofa), sobrinha de George. Uma menina doce e dedicada aos livros, adotada por George e sua esposa depois que seus pais morrem. Ela adora o tio, e pede a Hugo que tenha calma, porque ela vai ajudá-lo. Ela sonha viver uma aventura na vida, como seus ídolos dos livros que sempre pegava na livraria do senhor Labisse (Christopher Lee, um querido sempre). Hugo havia largado a escola para aprender o ofício do tio Claude, mas gostava de livros e eles lhe traziam lembranças de seu pai. Livros e cinema.

Hugo e o autômato: mistérios e mais mistérios
Com o tempo, Hugo torna-se amigo de Isabelle e aprendiz do senhor George na lojinha de brinquedos, enquanto continuava regulando os relógios da estação e consertando seu autômato. Quando finalmente consegue consertá-lo, descobre que uma peça está faltando: a estranha chave em formato de coração é fundamental para o funcionamento perfeito do autômato. O problema era que Hugo não fazia ideia de onde encontrá-la. Surpreendentemente, o menino descobre que Isabelle possui uma chave em formato de coração, exatamente como a que ele precisa para ligar o autômato. Esperando receber uma mensagem de seu pai, ele liga a máquina e espera ele terminar seu trabalho: um desenho, de uma bala de canhão atingindo o olho da Lua. Uma cena fantástica, de um filme muito especial para o pai do menino, e para ele também. mas não fazia muito sentido. No fim, o autômato assinou o desenho: George Mélies, o nome do diretor do filme. Para surpresa de Isabelle, que descobriu que o tio George era um artista. Para ter mais informações, foram à casa de Isabelle de novo, mas uma grande confusão acaba por magoar ainda mais o pobre senhor Mélies - ele queria se esquecer do passado de sonhos e fantasias, mas desde que Hugo apareceu em sua vida, esses 'fantasmas' surgiram para atormentá-lo.

Curiosos quanto ao passado de tio George, Hugo e Isabelle começam a investigar o passado dele no cinema. Descobrem que ele foi um dos precursores do cinema, o primeiro a criar ficção filmada. Na biblioteca da Acedemia de Cinema, eles encontram um professor apaixonado pela história do diretor e contam a ele que tio George é o George Mélies que ele tanto admirava. Assim, combinam de levar o professor René Tabard (Michael Stuhlbarg) para encontrar o tio de Isabelle. Porém, a tia Jeanne (Helen McCrory, excelente) os impediu de ver George. Quando o Talbard se desculpa pelo incômodo e, antes de sair, elogia tia Jeanne por sua beleza ainda intacta, as crianças descobrem que ela era a musa de George e a principal atriz de seus filmes. Tentada a se rever na tela uma última vez, autoriza que Talbard exiba sua cópia de "Viagem à Lua", a obra-prima de seu marido. Emocionados, todos se voltam para tio George, que chega à sala naquele momento. Ele relmebra com carinho da sua história, sem a dor que o passado lhe trazia. E conhecemos a vida interessantíssima e o triste fim de uma época fascinante na vida de tio George. E tudo por causa do autômato de Hugo, que descobriu seu verdadeiro criador - George Mélies.

Ao voltar correndo para a estação em busca de seu autômato, para devolvê-lo a seu dono e explicar toda a história, Hugo é pego pelo inspetor Gustave e quase vai para o orfanato. Foi salvo por tio George, que assumiu a responsabilidade pelo menino. No fim, uma grande homenagem ao George Mélies verdadeiro foi feita: na homenagem do professor Tabard a tio George, há uma apresentação de trechos dos filmes de Mélies. Um final digno de um espetáculo visual como esta realização de Scorcese.

Deixa tia Petúnia saber disso...
Aliás, achei divertida a participação robert do diretor, como um fotógrafo lambe-lambe registrando o início da carreira cinematográfica de tio George. A escolha do menino Asa para o papel de Hugo Cabret foi acertada, ele tem um ar de inocência e uma expressividade únicas. Ben Kingsley e Christopher Lee são acertos sempre. Aliás, fiquei fascinada com a pequeniníssima participação de Lee - em poucas cenas, ele consegue demonstrar a desconfiança inicial de Monsieur Tabisse para Hugo, seu apreço por Isabelle e sua empatia final pelo pequeno órfão. Chamar de mestre é pouco. Divertido também foi o Gustave de Baron Cohen e seu cachorro, e ver tio Válter (Richard Griffiths) e Madame Maxime (Frances de la Tour) num estranho caso de amor. Sim, participações de luxo no filme, apesar de seus personagens terem mais peso no livro. Como disse no início, eu tinha grandes expectativas para o filme por ter me apaixonado pelo livro. A questão do desenho substituir a narrativa em alguns trechos do livro e as profundas questões que ele alcança dentro de uma narrativa leve, o amor dedicado ao cinema e à literatura são difíceis de se transpôr para a tela. Mas o diretor fez um ótimo trabalho, e acho que o filme é um ótimo complemento à experiência de se compreender a obra de Selznic. Graças ao carisma de Asa, da graça de Baron Cohen, da fotografia e dos efeitos visuais, o filme torna-se memorável. Mas o livro é inesquecível.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Curiosidades de A Invenção de Hugo Cabret

Adaptação para os cinemas do livro infantil "The Invention Of Hugo Cabret", de Brian Selznick.

Programado inicialmente para se chamar Hugo Cabret, o diretor Martin Scorsese anunciou a mudança de nome para Hugo somente, em junho de 2011. A decisão foi bastante estranha e pegou o mercado de surpresa, tendo em vista que perde totalmente a ligação com a obra que o originou. No Brasil, a tradução seguiu literalmente o título do livro.

É o primeiro trabalho de Scorsese em 3D.

O primeiro filme de Martin Scorsese filmado totalmente em digital.

Fimado na França e na Inglaterra.

Johnny Depp é um dos produtores do longa metragem.

Teve orçamento estimado em US$ 170 milhões, o filme estreou nos Estados Unidos em novembro de 2011 com apenas US$ 11.3 milhões.

Este foi o segundo filme lançado em 2011, que tem o artista surrealista Salvador Dali como personagem. O outro foi Meia Noite em Paris, de Woody Allen.

Na sequência que acontece na estação de treme, três figuras famosas são representadas em cena. São elas o escritor James Joyce, o lendário líder político britânico Winston Churchill e o guitarrista belga Django Reinhardt.

Ainda na estação de trem, no café, quando dois cachorros vem entrando, a música "Frou-Frou" é cantada ao fundo por uma mulher. Essa mesma música é ouvida pelo personagem Jean Gabin no filme A Grande Ilusão (La Grande Illusion - 1937), de Jean Renoir.

O primeiro longa-metragem Martin Scorsese a ser filmado no formato 1.85:1 desde Os Bons Companheiros.

O poema Isabelle recita na estação de trem para Inspector Gustav é "A Birthday", de Christina Georgina Rossetti.

Ben Kingsley baseou sua caracterização de Georges Méliès em Martin Scorsese.

Há várias referências a James Joyce no filme. No começo, ele está em pé no café. Além disso, as pessoas congeladas fora do prédio são uma referência direta ao conto de Joyce, "The Dead", que tem como personagem central imaginando pessoas congeladas na neve toda a Irlanda.

Quando Ben Kingsley (como Georges Méliès) é visto dirigindo um de seus filmes, o operador de câmera na tela esquerda é interpretado por seu verdadeiro filho Edmund Kingsley.

Em flashbacks, vemos Georges Méliès pretarando suas produções com conjuntos e fantasias ricamente coloridas . Os Méliès real usava apenas, figurinos e maquiagem em tons de cinza, uma vez que elementos coloridos pode vir o tom errado de cinza em um filme preto e branco. Muitas das cópias dos filmes foram, então, manualmente tingidas na pós-produção.

Brian Selznick: O autor do livro pode ser visto no final do filme no apartamento de Georges Méliès.

Scorsese aparece no filme interpretando um fotógrafo.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Uma linda e mágica homenagem ao cinema


Sinceramente, chamar A invenção de Hugo Cabret de filme infantil parece mais uma equivocada estratégia de marketing do que qualquer outra coisa, o que, infelizmente, pode afugentar os telespectadores mais crescidos. Apesar de seu protagonista ser uma criança, o longa de Martin Scorsese é, na verdade, uma aventura mágica e envolvente. E para embarcar nessa viagem não há limite de idade, apenas um requisito: amor incondicional pelo cinema.

Logo de início, somos apresentados à história de Hugo Cabret (Asa Butterfield), um órfão que vive clandestinamente numa estação de trem parisiense. Sua atividade preferida é trabalhar no conserto de um autômato descoberto por seu pai em um museu. Em sua incansável busca por ferramentas, ele encontra um empecilho na figura do ranzinza Georges (Ben Kingsley), dono de uma loja de brinquedos dentro da estação, que confisca, arbitrariamente, a caderneta com preciosas informações sobre o projeto. A partir daí, Hugo conta somente com a ajuda de Isabelle (Chloë Grace Moretz) para reaver o objeto. E o que parece ser apenas um inofensivo passatempo vira uma pesquisa, digamos, histórica.

Quando as peças do quebra-cabeça começam a se encaixar, é delicioso e emocionante acompanhar a saga de Hugo e Isabelle pelo passado de Papa Georges, ou melhor, Georges Méliès, um ex-ilusionista que enxergou as possibilidades criativas do cinematógrafo, a mais recente invenção dos irmãos Lumière. Enquanto eles viam sua criação como um modo de registrar a realidade mecanicamente, Méliès foi quem resolveu investir na própria imaginação para levar a fantasia à sétima arte. A cada descoberta dos meninos, um capítulo dos primórdios do cinema é revelado, o que pode tornar o filme um pouco didático demais em determinados momentos, mas certamente encantador. E não importa muito se você é um especialista no assunto ou está descobrindo essa história pela primeira vez: "entrar" no set de filmagens de Viagem à Lua é uma experiência única.


Ben Kingsley consegue achar o tom exato de amargura para o cineasta aposentado, que tem seus motivos para renegar o passado, mas não consegue ser feliz sem fazer o que realmente sabe. Helen McCrory está ótima como uma envelhecida Mama Jeanne, que se divide entre o respeito pelo "luto" do marido e a certeza de que a carreira dele merece ser lembrada. Já o protagonista Asa Butterfield parece hesitante em alguns momentos importantes, e Chloë Grace Moretz, segura e competente, acaba roubando muitas de suas cenas. Mas é uma pena que bons atores como Sacha Baron Coen, Emily Mortimer, Frances de la Tour e Richard Griffiths, fiquem reduzidos a subtramas sem muita importância.

Baseado no livro de Brian Selznick, A invenção de Hugo Cabret é daquelas histórias que nasceram para a telona. Porque não há maneira mais perfeita de prestar uma homenagem ao cinema do que fazendo cinema. E aqui vale um parêntese: no longa de Scorsese, a volta ao passado tem tom de reconhecimento, não de nostalgia. A primeira obra em 3D da carreira do cineasta - curiosamente ambientada numa estação de trem, assim como no pioneiro filme dos irmãos Lumière - mostra que é possível acompanhar a evolução tecnológica sem esquecer o legado de quem impulsionou a sétima arte.  E se é verdade que finais felizes só existem nos filmes, temos muito que agradecer a Méliès e Scorsese.

* Texto publicado originalmente no blog Comentar é preciso

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Hugo nem precisava inventar nada!

Não. O menino Hugo Cabret não inventa nada, mas o equivoco do título nacional oriundo do livro de Brian Selznick curiosamente se encaixa bem com o cinema inventivo que o longa homenageia.

Desde a morte do pai relojoeiro, Hugo (Asa Butterfield) vive nos "bastidores" da estação de trem de Paris, ajustando seus relógios. Trabalho que herdou do tio bêbado, do pai (Jude Law em ponta de luxo) herdou a habilidade com pequenas engrenagens e um misterioso autômato (robô em forma humana), que tenta desesperadamente consertar. Para tal furta peças da loja de brinquedos da estação, até que um dia é pego pelo dono, o velho senhor Georges (Ben Kingsley), e precisa pagar o prejuizo que causou. Convivendo com George, e sua afilhada Isabelle (Chloë Moretz), acaba descobrindo o caminho para para desvendar o seu, e outros, mistérios.

Uma aula de cinema para os não inciados, e uma delícia em detalhes para aqueles que conhecem um pouco da história da sétima arte, uma vez que o dono na loja de brinquedos é na verdade George Meilés. Pioneiro do cinema, que não apenas é devidamente apresentado para os leigos, com trechos de seus filmes, originais e reproduzidos pelo elenco de Scorcese. Mas também recebe a homenagem que a história não dera. O verdadeiro Meliés morreu no anonimato e a maioria dos seus 500 filmes foi derretida para virar solas de sapato. Scorcese acrescenta aqui a mensagem sobre a importância da preservação da arte.

Diante do deslumbrante mistério que é George Meliés, a saga do protagonista parece menos importante do que deveria ser. E os trechos da sua vida na estação, em que Hugo observa o mundo através dos relógios, por vezes nos fazem questionar, por que os estamos assistindo isso? Cenas cotidianas de relacionamentos, trens indo e vindo. Então me lembrei (ou melhor o diretor nos lembra, já que isto também aparece no filme), da Chegada do Trem à Estação, primeiro filme da história produzido pelos irmãos Lumiere.

Os inventores do cinema, estavam mais interessados na técnica do movimento, achavam que o cinema era coisa passageira, e filmavam apenas cenas do cotidiano. Enquanto Meliés, na mesma época, descobriu a capacidade de se criar sonhos através da câmera. Quanto mais presente é sua figura na trama, menos vemos dessas cenas cotidianas, vistas de longe. Até que certo ponto nos aproximamos dessas personagens apenas para observar o desfecho de suas histórias antes do filme terminar e seu protagonista trocar a fumaça da estação, pelas cores de Meliés definitivamente.

E por falar em cores, não era preciso ganhar tantos Oscars técnicos (5 no total), para que o detalhismo da fotografia e produção de arte se faça notar. Com cenários gigantescos, reprodução de época impecável e mesmo no tratamento da cor que muda entre o cenário cotidiano da estação, e o mundo mágico do cinema. O 3D bem utilizado, torna tudo mais espetacular e deslumbrante, além de fazer mais uma referência a evolução da sétima arte.

Sem deixar de mencionar, claro, a supra-cidata surpresa que é Scorcese fazendo filmes para crianças, e sua estréia em 3D. Recheado de mensagens, intencionais ou não, com detalhismo impressionante e até mesmo um pouco de didatismo (o be-a-bá do cinema), As Invenções de Hugo Cabret ainda consegue ser encantador para crianças e adultos, a máquina de sonhos que Meliés descobriu. É verdade Hugo não inventa nada, mas a essa altura, quem se importa?

Resenha publicada originalmente no blog Ah! E por falar nisso..., em 29/02/2012

terça-feira, 23 de abril de 2013

O Livro A Invenção de Hugo Cabret

"Mas antes de virar a página, quero que você se imagine sentado no escuro, como no início de um filme. Na tela, o sol logo vai nascer, e você será levado em zoom até uma estação de trem no meio da cidade. Atravessará correndo as portas de um saguão lotado. Vai avistar um menino no meio da multidão e ele começará a se mover pela estação. Siga-o, porque este é Hugo Cabret. Está cheio de segredos na cabeça, esperando que sua história comece."
Nem de longe tentando desmerecer o trabalho de Scorsese, mas quem lê a breve introdução deste livro pensa: está meio caminho andado!!!

Escrito por Brian Selznick The Invention of Hugo Cabret (A Invenção de Hugo Cabret) foi lançado originalmente em 2007, nos Estados Unidos. No Brasil ganhou tradução de Marcos Bagno, e uma encadernação caprichada (embora meio dificil de manusear, o livro é muito grosso) pela Edições SM. Em 2011 ganhou uma adaptação fiel e premiada dirigida por Martin Scorsese, com Asa Buterfield como personagem título.
Fazer "storyboard" pra que?! Usemos o livro mesmo ele tem tudinho!!1 ;-)
Escrito por um autor que sempre desejou escrever uma história de George Méliès, o livro começou a nascer, quando Selznick descobriu sobre a coleção de autômatos do cineasta. Sim, ele realmente criava essas interessantes, máquinas. A diferença da vida real, é que a maioria foi esquecida em um museu até ser jogada fora.

Na ficção Hugo, um menino órfão que vive escondido nos corredores da estação de trem de paris, encontra uma dessas máquinas. Seu conserto, oferece uma pista para uma aventura que vai (re)descobrir um dos grandes nomes da história do cinema.

Os gêneros, são fantasia e aventura, mas o livro é facilmente confundido por "mais um livro infantil". Provavelmente por sua linguagem simples, e principalmente poque a a maioria de suas mais de 500 páginas estão preenchidas por incríveis ilustrações da história. Mas não se engane, a história cheia de mistério deve agradar adultos também.

Diferente de muitos livros, infantis onde os desenhos apenas ilustra um trecho da história escrita, as ilustrações feitas pelo próprio autor fazem parte da narrativa, substituindo as palavras em grande parte da história. Além das ilustrações, o livro também usa imagens de obras reais de Mèliés, para contar sua história.

Se encontrar resenhas sobre o livro afirmando que sua leitura é rápida, provavelmente é verdade. A menos que se perca em seus detalhados desenhos. Seja um leitor dinâmico ou detalhista, quem for obediente à breve introdução e seguir Hugo pelos corredores da estação, vai embarcar uma grande aventura em paris. E como bônus, ainda vai descobrir parte da história do cinema e uma merecida homenagem a um de seus criadores.

Prêmios de A Invenção de Hugo Cabret

Segundo o IMDB, Hugo recebeu cerca de 49 prêmios e 101 indicações. Confira alguns deles:

Oscar
  • Melhor direção de arte
  • Melhor fotografia
  • Melhor mixafem de som
  • Melhores efeitos especiais
Indicado para melhor figurino, melhor direção, melhor edição, melhor trilha sonora, melhor roteiro adaptado e melhr filme.

AFI Awards, USA
  • Movie of the Year

BAFTA Awards
  • Best Production Design
  • Best Sound
Nomeado para Best Cinematography, Best Costume Design, Best Director, Best Editing, Best Make Up & Hair, Best Original Music, Best Special Visual Effects

Golden Globes, USA
  • Best Director - Motion Picture
Nomeado para Best Motion Picture - Drama, Best Original Score - Motion Picture.

Academy of Motion Picture Arts and Sciences of Argentina
  • Best Foreign Film (Mejor Película Extranjera)

Saturn Award
  • Best Production Design
Indicado para Best Actor (Ben Kingsley), Best Costumes, Best Director, Best Editing, Best Fantasy Film, Best Music, Best Performance by a Younger Actor (Asa Butterfield), Best Performance by a Younger Actor (Chloë Grace Moretz), Best Writing

Austin Film Critics Association
  • Best Film

Cinema Audio Society, USA
  • Outstanding Achievement in Sound Mixing for Motion Pictures

Florida Film Critics Circle Awards
  • Best Art Direction/Production Design
  • Best Director

Italian National Syndicate of Film Journalists
  • Special Silver Ribbon Dante Ferretti - Francesca Lo Schiavo -For the production design.
Nomeado para Best Non-European Director (Regista del Miglior Film Non-Europeo)

Kansas City Film Critics Circle Awards
  • Vincent Koehler Award for Outstanding Science Fiction, Fantasy or Horror Film

Sierra Award
  • Best Family Film
  • Youth in Film

Motion Picture Sound Editors, USA
  • Golden Reel Award - Best Sound Editing - Music in a Feature Film

National Board of Review, USA
  • Best Director
  • Best Film

Palm Springs International Film Festival
  • Frederick Loewe Award for Film Composing - Howard Shore

Santa Barbara International Film Festival
  • The American Riviera Award - Martin Scorsese

Veja a lista completa no IMDB.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A Invenção de Hugo Cabret

Scorsese em seu primeiro filme em 3D, e infantil! Essa foi a escolha do público para encerrar o mês dedicado ao cineasta. Prontos para ver se deu certo?
Hugo
2011 - EUA
127 min, cor.
aventura, infantil

Direção: Martin Scorsese

Roteiro: John Logan

Música: Howard Shore

Elenco: Asa Butterfield, Ben Kingsley, Chloë Grace Moretz, Sacha Baron Cohen, Ray Winstone, Jude Law, Christopher Lee, Helen McCrory, Michael Stuhlbarg, Emily Mortimer, Frances de la Tour, Richard Griffiths

Baseado no livro homônimo de Brian Selznick, vencedor de 5 Oscar.

domingo, 21 de abril de 2013

Os problemas causados pela insônia!

O ministério da saúde adverte: uma noite mal dormida pode ser prejudicial a saúde física e mental. Imagina então quando um ex-fuzileiro de 26 anos simplesmente não consegue dormir!

Travis Bickle (Robert De Niro), não consegue dormir. Ao invés buscar ajuda médica, tomar um chá de maracujá, ou contar carneirinhos, ele resolve tornar sua noite produtiva e consegue um emprego de taxista no turno mais estranho de todos, a madrugada. Sem vida própria, e nem grandes anseios de construir uma, ele passa suas noites observando seus passageiros. É assim que ele fica obcecados por dois personagens bastante diferentes. Betsy (Cybill Shepherd), moça certinha que trabalha no comitê eleitoral de um candidato a presidência. E Iris (Jodie Foster), uma prostituta de 12 anos que entra em seu táxi fugindo de um cafetão.

As moças são de mundos completamente opostos. E nenhum deles é o mundo de Travis, ele até consegue um encontro com Betsy, mas a coisa desanda devido a sua falta de tato social. Com Iris, a situação é diferente, ele quer ajuda-la a sair desta vida "inapropriada", principalmente para uma criança.

Sem nunca entender exatamente o que se passa na cabeça deste personagem, acompanhamos seu confuso plano, que inclui intenso treinamento físico, mudança de visual e amamento pesado. Digo plano confuso pois até agora não tenho certeza se ele falhou em sua tentativa de atentado, ou se sua intenção sempre fora apenas ser seguido pela polícia até onde se encontra o cafetão de Iris. Com certeza se tornar herói da cidade, que antes o ignorava e por muitos que o ignoravam, foi bônus.

Com tantos prêmios e elogios ao longo de décadas, além de colocar De Niro e a, então pequena, Foster no mapa cinematográfico, soa redundante afirmar que é um filme excepcionalmente executado. Tem um visual característico, e roteiro inteligente e ótimas atuações.

Crítica a decadência da sociedade na segunda metade do século XX, e à nossa indiferença a esses problemas. Além da impressionante mudança que um ponto de vista pode causar em toda uma população. Se bem sucedido no atentado durante o comício, o mesmo Travis seria considerado pela cidade um assassino, ao invés do grande herói que desbaratinou uma rede de prostituição. Crítica que chega ao auge quando vemos a repentina mudança de Besty, de repúdio à possível interesse (mocinha volúvel!).

Mais assustador ainda foi descobrir que o filme foi usado pela defesa no caso de John Hinckley Jr, que tentou assassinar Ronald Reagan. A defesa alegou que o filme fazia parte de seu delírios, e que Hinckley tentava inpressionar Joodie Foster, e ainda exibiu Taxi Driver para os jurados. A estratégia funcionou Hinckley foi considerado insano e ao invés da cadeia, está em uma instituição psiquiátrica.

É ou não é de perder o sono!?!

sábado, 20 de abril de 2013

Psicosociopatia

Travis (De Niro): aquele cara estranho que não se adequa a lugar nenhum
Nem sei se a palavra existe de verdade, mas foi o que eu percebi ser a 'doença' de Travis (Robert De Niro, nem precisa de comentários). Taxi driver (Taxi driver, 1976) é um filme estranho, assim como seu protagonista. Parece não saber para onde ir, e acaba se deixando levar pelos acontecimentos, que apontam para um final absolutamente violento. A gente dica pensando o tempo todo "quando será que o Travis vai surtar e começar a matar todo mundo?" Bem, isso quase acontece. Mas vamos com calma.

Travis tem problemas com insônia, então procura um emprego como motorista de táxi no turno noturno para completar suas intermináveis horas do dia e ver se, cansando o corpo, o sono chega. Mas não é isso o que acontece. Acordado e andando pela noite, ele vê todo o tipo de violência e sordidez da existência humana. Seu alívio no dia parece ser stalkear (me faltou uma palavra melhor, mais completa) a bela (e meio esquisita também) Betsy (Cybill Shepherd), uma voluntária na campanha de um senador candidato à presidência. Ela a princípio estranha a mania de ele ficar a observá-la (lógico), mas decide por dar uma chance a ele. Sem nenhum tato ou convívio social, ele acaba por levá-la a um cinema pornô. e achava que era a coisa mais normal do mundo. Escandalizada, ela vai embora e não quer mais ter notícias daquele homem estranho. 

Travis então se aprofunda ainda mais na solidão que o consumia. Torturado pela rejeição e massacrado pela falta de afeto (que ele fala claramente nas cartas que escreve - e narra), começa a acreditar que o mundo não tem mais jeito. e que precisa existir alguém que 'lave das ruas a escória'. Quando, por acidente, o tal candidato aparece em seu táxi e ele fala que isso o encomoda, mas que na prática ele não se mostrou favorável ao seu pedido de limpeza das ruas, aí sim ele teve certeza de que o mundo tava indo pro brejo. Então ele começa a planejar, mesmo sem planejar, sua vingança contra o mundo. Sua limpeza das ruas. O herói que salvaria o mundo. E salvaria também aquela menina, uma desesperada garotinha que entrou em seu carro e pediu para que a levasse para casa.
 
Iris (Jodie Foster) e Travis: um improvável encontro que mudou a vida de ambos

Aquela menina não era mais só uma menina. Era uma prostituta. E seu cafetão não ficou nada feliz com essa atitude dela. Algum tempo depois, passando pelas ruas, ele reencontrou a menina. Linda e jovial, com seu chapéu de verão, mais conformadado que antes. E então ele decide conhecer melhor essa menina. Conhece Sport (Harvey Keitel), o cafetão dela e paga por um tempo para ficar com ela. No quarto alugado, ele não quer saber de tê-la na cama. Ele quer realmente conhecê-la. Saber seu nome, seus sonhos, o que ela está fazendo ali, como ela foi parar ali, se ela lembrava dele. Mas 15 minutos não são suficientes para isso. Então, ele marca um encontro com ela no dia seguinte, na hora do almoço. E fica sabendo seu verdadeiro nome: Iris (Jodie Foster, criancinha ainda e já extremamente talentosa). Então ele a inclui na lista de salvações do dia.
Travis arranja uma arma, aliás, várias armas, de diferentes calibres e potências. Seus alvos também parecem ser muitos: Betsy e o suposto namorado, o senador, o cafetão Sport, o cara pra quem ele teve que pagar 10 dólares por 15 minutos no quarto com Iris. Mas nenhum deles foi seu primeiro alvo. O primeiro alvo foi um ladrão de ocasião, numa noite absolutamente normal. Ele só resolveu assaltar o lugar onde Travis estava comprando comida, e acabou morto. Não pelo tiro que levou, mas pelo ódio irrestrito que movia Travis. O tal ódio generalizado que o motivou a comprar armas e treinar tiro ao alvo e planejar o atentado ao candidato. Então, Travis organiza tudo: prepara a mente e o corpo para o atentado, deixa o dinheiro pra Iris voltar pra casa, manda uma carta para os pais com algumas mentiras para abrandar a notícia de sua trágica futura morte. Chega o grande momento e ele... Não consegue. Sua chance de conseguir atingir o candidato, um símbolo do que seria atingir toda a sociedade, passou e ele não sabia mais o que fazer. Mas ainda tinha uma chance de ele extravasar esse ódio e cumprir uma parte de seu destino: ele podia salvar Iris e limpar um pouco da escória das ruas.

Travis, suas armas e o espelho: 'You talking to me?'
Essa fase do filme é quase tarantinesca: sangue, muito sangue, pedaços de dedos saindo por todo o lado... E ainda assim você não consegue tirar os olhos da tela. Não pude deixar de fazer esse paralelo. Travis está armado com todas as armas que comprou e atira em Sport, no homem do aluguel do quarto, é atingido por um tiro de Sport, atira no cliente  que estava com Iris, é atingido por ele... Um banho de sangue. E quando parece que o filme vai acabar ali, naquela tragédia, que o destino de Travis tinha chegado finalmente, há uma sutil mudança nos planos. Apesar de ferido gravemente, Travis sobrevive e é tratado como herói por ter salvado a pequena Iris. Sai nos jornais, recebe uma carta emocionada dos pais da menina. E volta para sua rotina, como se nada tivesse acontecido. Nem mesmo Betsy em seu carro, em uma corrida noturna, o abalava mais: ele já tinha feito sua parte na limpeza das ruas.

Achei o filme, num todo, mediano. De Niro interpretando é algo extraordinário em qualquer filme que apareça, portanto acho que esse filme não seria considerado o clássico que é hoje não fosse a presença magnética e carismática (mesmo num personagem tão estranho e controverso quanto Travis) de De Niro. É a presença e interpretação dele que sustentam o filme, ou de outra forma ele seria apenas mais um. Scorcese tem uma direção segura e a fotografia do filme é muito bem cuidada, mas falta "mojo". Jodie Foster é um achado, tão segura e aparentando uma inocência ímpar, uma participação pequena porém muito impactante. Talvez eu tenha esperado mais, mas, ao fim do filme, a sensação que ficou para mim foi apenas de "menos um na lista de 'clássicos que não vi'".

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Prêmios de Martin Scorsese

Segundo o IMDB Martin Scorsese recebeu nada menos 112 prêmios, e outras 111 indicações. Logo, nada mais justo que gastar um post só para tentar enumerar tantas façanhas!

CALÇADA DA FAMA
  • Star on the Walk of Fame - Motion Picture (28/02/2003)

OSCAR
  • Melhor Direção - Os Infiltrados (2006)
Nomeado para Melhor Direção com O Aviador (2004), Gangues de Nova York (2002), Os Bons Companheiros (1990), A Invenção de Hugo Cabret (2011), A Última Tentação de Cristo (1988), Touro Indomável (1980). Para Melhor filme por A Invenção de Hugo Cabret (2011). E Melhor Roteiro por A Época da Inocência (1993). e  Os Bons Companheiros (1990).

Golden Globes, USA
  • Best Director - Motion Picture - A Invenção de Hugo Cabret (2011).
  • Cecil B. DeMille Award
  • Best Director - Motion Picture - Os Infiltrados (2006).
  • Best Director - Motion Picture - Gangues de Nova York (2002).
Indicações Best Director - Motion Picture por Cassino (1995), A Época da Inocência (1993), O Aviador (2004), Os Bons Companheiros (1990). Best Screenplay - Motion Picture
for: Os Bons Companheiros (1990).

AFI Awards, USA
  • Movie of the Year - A Invenção de Hugo Cabret (2011).
  • TV Program of the Year - "Boardwalk Empire" (2010).

BAFTA Awards
  • Academy Fellowship
  • Best Direction - Os Bons Companheiros (1990)
  • Best Film - Os Bons Companheiros (1990).
  • Best Screenplay - Adapted - Os Os Bons Companheiros (1990).
Nomeado para Best Director por A Invenção de Hugo Cabret (2011), O Rei da Comédia (1982), Taxi Driver (1976), Alice Não Mora Mais Aqui (1974). Para Best Documentary Film por George Harrison: Living in the Material World (2011). Best International por "Boardwalk Empire" (2010). David Lean Award for Direction por Os Infiltrados (2006), O Aviador (2004), Gangues de Nova York (2002). BAFTA TV Award por "American Masters: No Direction Home: Bob Dylan (#19.7)" (2005).

American Film Institute, USA
  • Life Achievement Award

American Society of Cinematographers, USA
  • Board of the Governors Award

BAFTA/LA Britannia Awards
  • Excellence in Film


Blue Ribbon Awards
  • Best Foreign Film - Taxi Driver (1976).

Bodil Awards
  • Best American Film (Bedste amerikanske film) - A Época da Inocência (1993).
  • Best Non-European Film (Bedste ikke-europæiske film) - Os Bons Companheiros (1990).
Nomeado para Best American Film (Bedste amerikanske film)por Os Infiltrados (2006).

Boston Society of Film Critics Awards
  • Best Director - A Invenção de Hugo Cabret (2011).
  • Best Director - Os Infiltrados (2006).
  • Best Director - Os Bons Companheiros (1990).
2° lugar - Best Director - Gangues de Nova York (2002).

Broadcast Film Critics Association Awards
  • Best Director -  Os Infiltrados (2006).
  • Best Director -  O Aviador (2004).
Indicado para Best Director por  A Invenção de Hugo Cabret (2011) e Gangues de Nova York (2002).

Cannes Film Festival
  • Best Director - Depois de Horas (1985).
  • Palme d'Or - Taxi Driver (1976).
Nomeado para a Palma de Ouro por Depois de Horas (1985), O Rei da Comédia (1982), Alice Não Mora Mais Aqui (1974).

David di Donatello Awards
  • Special David - 2011
  • Golden Medal of the Minister of Tourism - 1982
  • Special David - Taxi Driver (1976).
Nomeado para Miglior Film Straniero por A Invenção de Hugo Cabret (2011), Os Infiltrados (2006), Os Os Bons Companheiros (1990), Touro Indomável (1980)

Directors Guild of America, USA
  • Outstanding Directorial Achievement in Dramatic Series - "Boardwalk Empire" (2010).
  • Outstanding Directorial Achievement in Motion Pictures - Os Infiltrados (2006).
  • Lifetime Achievement Award 2003
Nomeações: Outstanding Directorial Achievement in Documentary por George Harrison: Living in the Material World (2011). Outstanding Directorial Achievement in Motion Pictures por A Invenção de Hugo Cabret (2011), O Aviador (2004), Gangues de Nova York (2002), A Época da Inocência (1993), Os Bons Companheiros (1990) Touro Indomável (1980), Taxi Driver (1976).

Film Society of Lincoln Center
  • Gala Tribute

Florida Film Critics Circle Awards
  • Best Director - A Invenção de Hugo Cabret (2011).
  • Best Director - Os Infiltrados (2006).
  • Best Director - Gangues de Nova York (2002).

Fotogramas de Plata
  • Best Foreign Film (Mejor Película Extranjera) - A Época da Inocência (1993).
  • Best Foreign Film (Mejor Película Extranjera) - Os Bons Companheiros (1990).

Grammy Awards
  • Best Long Form Music Video - "American Masters: No Direction Home: Bob Dylan (#19.7)" (2005).
Nomead- Best Long Form Music Video por: "The Blues" (2003).

Independent Spirit Awards
  • Best Feature - Os Imorais (1990).
  • Best Director - Depois de Horas (1985).

Kinema Junpo Awards
  • Best Foreign Language Film Director - Taxi Driver (1976).

Primetime Emmy Awards
  • Outstanding Directing for Nonfiction Programming - George Harrison: Living in the Material World (2011).
  • Outstanding Directing for a Drama Series - "Boardwalk Empire" (2010).

Indicado - Outstanding Drama Series por "Boardwalk Empire" (2010). Outstanding Directing for Nonfiction Programming por "American Masters: No Direction Home: Bob Dylan (#19.7)" (2005). Outstanding Nonfiction Series por"American Masters" (1985). Outstanding Multi-Camera Picture Editing for a Miniseries, Movie or a Special por AFI Life Achievement Award: A Tribute to Robert De Niro (2003) (TV). Outstanding Nonfiction Series por The Soul of a Man (2003). Outstanding Cultural Program por Eric Clapton: Nothing But the Blues: An 'In the Spotlight Special' (1995) (TV).

Confira a lista completa no IMDB

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Prêmios de Taxi Driver

 Confira alguns dos prêmios do longa de Scorsese:

OSCAR
Indicado para Melhor Filme, Melhor Ator (Robert De Niro), Melhor Atriz Coadjuvante (Jodie Foster), Melhor Trilha Sonora

GLOBO DE OURO
Indicado para Melhor Ator - Drama (Robert De Niro), Melhor Roteiro

BAFTA
  • Melhor Atriz Coadjuvante - Jodie Foster
  • Melhor Revelação - Jodie Foster
  • Melhor Trilha Sonora

Indicado para Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Robert De Niro), Melhor Edição

FESTIVAL DE CANNES
  • Palma de Ouro
BLUE RIBBON AWARDS
  • Best Foreign Film

DAVID DI DONATELLO AWARDS
  • Special David for Jodie Foster and Martin Scorsese

Fotogramas de Plata
  • Best Foreign Movie Performer

Hochi Film Awards
  • Best Foreign Film

Kansas City Film Critics Circle Awards
  • Best Supporting Actress (Jodie Foster)

Kinema Junpo Awards
  • Best Foreign Language Film Director

Los Angeles Film Critics Association Awards
  • Best Actor (Robert De Niro)
  • Best Music
  • New Generation Award - Jodie Foster e Martin Scorsese

National Society of Film Critics Awards, USA
  • Best Actor - Robert De Niro
  • Best Director - Martin Scorsese
  • Best Supporting Actress - Jodie Foster

2° lugar - Best Film, Best Supporting Actor (Harvey Keitel)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Storyboards de Taxi Driver

Olha só que interessante esse vídeo que compara os storyboards feitos por Martin Scorsese para Taxi Drive com o resultado no longa. Além do vídeo, confira alguns dos storyboards.





terça-feira, 16 de abril de 2013

Curiosidades de Taxi Driver

Este foi o ultimo filme da Columbia a usar o logotipo clássico Senhora da Tocha em sua aparência tradicional.

Jodie Foster tinha apenas 12 anos de idade quando o filme foi rodado, por isso ela não podia participar de cenas muito fortes. Sua irmã, Connie Foster, na época com 19 anos de idade, foi contratada para trabalhar como dublê de corpo.

Filme de estréia do ator Albert Brooks.

Bernard Herrmann, conhecido por seu trabalho com Alfred Hitchcock, foi o responsável pela trilha sonora, que acabou sendo a última antes de sua morte. Ele morreu na véspera do Natal de 1975, poucas horas após concluir a trilha sonora de Taxi Driver.
Robert De Niro trabalhou durante 12 horas por dia como motorista de táxi ao longo de um mês, como preparação para seu personagem em Taxi Driver, além de ter estudado sobre doenças mentais.


A cena em que Travis Bickle está falando com o espelho foi completamente improvisada por Robert De Niro. Para aquela tomada o roteiro apenas descrevia: "Travis se olha no espelho". Entretanto a cena ficou marcada pela conversa que Travis teve consigo mesmo e disse a célebre frase "You talkin' to me?" ("Você está falando comigo?").


Harvey Keitel ensaiou com cafetões reais para se preparar para seu papel. A cena em que seu personagem e Iris dançam é improvisado, e é uma das duas únicas cenas do filme que não se concentram em Bickle.

Quando Travis chama Betsy de um telefone público para pedir desculpas por ter levado a um filme pornô (Ur kärlekens språk), ele faz a chamada do lobby do The Ed Sullivan Theater (1697 Broadway).

O restaurante onde os taxistas se reúnem para comer era um ponto de encontro da vida real para os motoristas de táxi chamado a Cafeteria Belmore a 28th St. ea Park Avenue South. Desde então, foi demolida, mas o prédio que o substituiu é chamado de Belmore.

No roteiro original de Paul Schrader, os personagens do Sport, o Mafioso eo funcionário do hotel foram todos negros. Martin Scorsese sentia que, combinado com outros eventos no filme, isso teria levado o tom em demasiado para racismo, e sugeriu que os personagens fossem alterados para os homens brancos. Schrader cedeu.


Paul Schrader foi inspirado a escrever o roteiro depois de ler o diário publicado de Arthur Bremer, o homem que foi condenado por atirar candidato a presidência George Wallace. Misteriosamente, Bremer tinha 26 anos em 1976 (o ano do lançamento do filme), a mesma idade de Travis Bickle no filme. E se Schrader tinha 26 quando ele escreveu o roteiro, em 1972.


O personagem de Tom originalmente tinha poucas linhas no script, mas Albert Brooks trabalhou com Martin Scorsese e Schrader Paulo em dar conteúdo a o papel. Brooks também foi autorizado a improvisar durante as filmagens.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Taxi Driver

Esta semana, o filme levouRobert de Niro e Jodie Foster à fama e reconhecimento.

Taxi Driver
1973 - EUA
113 min, cor.
drama

Direção: Martin Scorsese

Roteiro: Paul Schrader

Elenco: Robert De Niro, Cybill Shepherd, Jodie Foster, Peter Boyle, Harvey Keitel, Leonard Harris, Albert Brooks, Martin Scorsese, Victor Argo, Steven Prince.



domingo, 14 de abril de 2013

Nunca quis ser um gangster!

Henry Hill, sempre quis ser um gângster, desde que se entendeu por gente. E ele conseguiu. Começou cedo no "ramo", ainda garoto. Viveu os grandes momentos, teve poder, inspirava o temor das pessoas, tudo por que queria fazer parte de algo "significativo".

Baseado no livro Wiseguy, de Nicholas Pileggi, que por sua vez conta a trajetória real de Henry Hill (Ray Liotta) e seus companheiros, em especial Jimmy Conway (Robert De Niro) e Tommy DeVito (Joe Pesci). Além de alguns acontecimentos históricos, o filme fala sobre tudo de um estilo de vida, ao mesmo tempo estranho e familiar para nós.

De descendência majoritariamente italiana, os gangsteres vivem em uma sociedade só sua. Ainda escandalosos, e intrometidos como qualquer italiano participam das vidas e das famílias uns dos outros. Mas a familiaridade para no momento em que qualquer um do grupo se torne uma ameaça. Se tiver sorte será apenas excluído do círculo, em geral qualquer ameaça é eliminada. Negócios são assim, baby!

Magistralmente composto por Scorsese, é cheio de significados e super inventivo. Da direção de arte, à fotografia, até na liberdade dada à atuação, tudo está ali por uma razão: mergulhar o expectador naquele estilo de vida. E mais nos medos, motivações, anseios e inquietações de Henry.

Entretanto a narração constante incomoda, ao menos a esta blogueira que vos escreve. Sua função é clara: mostrar o que as personagens (além de Henry, sua esposa Karen Hill, vivida por Lorraine Bracco) estão pensando, em um universo em que nem tudo se pode expressar em voz alta. Mesmo assim a sensação é que o filme tentava me lembrar a todo o tempo, de que foi baseado em um livro, e em uma narrativa real. Cansativo!

Mas admito, a vida de Tommy, desde sua iniciação na "família", até que ele forme sua própria. Sua ascensão nos negócios, e sua escolha por deixar essa vida é uma história para lá de interessante. Especialmente por ser baseada em uma história real. E é muito bem contada por Scorsese, mantendo o interesse até daqueles que não têm o gênero entre seus favoritos.

Não entrou na minha lista de favoritos, é verdade. Mas seria sacrilégio dizer que é um filme ruim. Tudo bem, não se pode ter tudo que quer. Eu, apesar de me esforçar, não consigo amar filmes de gangsters. Enquanto Henry só conseguiu fazer parte de algo "significativo", quando desistiu de seu sonho e traiu seus companheiros. É claro, depende do ponto de vista, mas isso é assunto para outro post!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Filmografia Martin Scorsese

Além de dirigir, Scorsese também faz trabalhos como ator, produtor roteirista e até na equipe técnica. Confira sua filmografia completa:

COMO DIRETOR
Em produção - The Snowman
2013 - The Wolf of Wall Street
2011 - A Invenção de Hugo Cabret
2011 - George Harrison: Living in the Material World
2010 - Ilha do Medo
2008 - The Rolling Stones - Shine a Light
2006 - Os Infiltrados
2005 - No Direction Home: Bob Dylan
2004 - O Aviador
2002 - Gangues de Nova York
1999 - Vivendo no Limite
1997 - Kundun
1995 - Cassino Diretor
1993 - A Época da Inocência
1991 - Cabo do Medo
1990 - Os Bons Companheiros
1989 - Contos de Nova York
1988 - A Última Tentação de Cristo
1986 - A Cor do Dinheiro
1985 - Depois de Horas
1983 - O Rei da Comédia
1980 - Touro Indomável
1978 - O Último Concerto de Rock
1977 - New York, New York
1976 - Taxi Driver - Motorista de Táxi
1974 - Alice Não Mora Mais Aqui
1973 - Caminhos Perigosos
1973 - Sexy e Marginal
A Invenção de Hugo Cabret

COMO ATOR
2012 - Michael Jackson - Bad 25 (Ele mesmo)
2011 - A Invenção de Hugo Cabret (um fotógrafo)
2011 - Corman's World: Exploits of a Hollywood Rebel (Ele mesmo)
2011 - Woody Allen - Um Documentário (Ele mesmo)
2005 - No Direction Home: Bob Dylan (Ele mesmo - narração)
2004 - O Aviador (Hell's Angels Projectionist/Man on Red Carpet - voz)
2004 - O Espanta Tubarões (Sykes)
2002 - Gangues de Nova York (The Rich-man who Jenny Everdeane mugged)
1999 - A Musa (Ele mesmo)
1999 - Vivendo no Limite
1998 - Entre Amigos
1994 - Quiz Show - A Verdade dos Bastidores
1993 - A Época da Inocência (um fotógrafo)
1990 - Sonhos (Vincent Van Gogh)
1989 - Contos de Nova York ( The Man on the Picture with Lionel Dobie)
1985 - Depois de Horas (Spotlight Operator - Club Berlin)
1983 - O Rei da Comédia (Diretor de TV)
1980 - Touro Indomável (Barbizon Stagehand)
1978 - O Último Concerto de Rock -
Bad
1976 - Taxi Driver (Motorista de Táxi Passageiro do táxi / homem parado na rua)
1973 - Caminhos Perigosos

COMO PRODUTOR
2013 - Malavita
2013 - The Wolf of Wall Street
2011 - A Invenção de Hugo Cabret
2011 - George Harrison: Living in the Material World
2010 - Ilha do Medo
2009 - A Jovem Rainha Vitória
2005 - No Direction Home: Bob Dylan
2004 - Frankenstein
2004 - O Aviador
2002 - Gangues de Nova York
1998 - Terra de Paixões
1973 - Caminhos Perigosos

COMO ROTEIRISTA
1995 - Cassino
1993 - A Época da Inocência
1990 - Os Bons Companheiros
1989 - Contos de Nova York
1973 - Caminhos Perigosos
Taxi Driver

NA EQUIPE TÉCNICA
1970 - Woodstock - 3 Dias de Paz, Amor e Música (1º Assistente de direção)
1970 - Woodstock - 3 Dias de Paz, Amor e Música (Montador)