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DVD, sofá e pipoca,
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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Como apagar uma cidade, em 3 passos

Fé cega! Isso sempre me assustou, afinal existe  de verdade e tem o bizarro potencial de criar seitas. Historicamente aprendemos que um bando de fanáticos em torno de um conjunto de regras ditadas por um suposto profeta, não acaba bem. Imagine então, se o pregador e seus seguidores forem todos crianças?

Tão fácil quanto sugestionar mentes em formação, é realizar um massacre com crianças. Afinal os pequenos são adoráveis, inofensivos e dependentes dos pais certo? Não em Gatlin cidadezinha rural perdida no meio de muitos, muitos acres de milharal. Depois de matar todos os adultos e cortar as comunicações as crianças tomam conta da cidade, e seguem uma estranha seita que tem como base sangue e milho. Embora nem todas concordem com isso.

Mas como assim? Ninguém sentiu falta de uma cidade inteira, ninguém passou por lá? Passaram sim, mas as seita requer sacrifícios constantes. Péssima notícia para Burt (Peter Horton) e Vicky (Linda "Sara Connor" Hamilton) que precisam passar pela cidade para chegar a sua nova casa. O casal é atraído feito João e Maria para a casa de doces, e como na fábula vão ter dificuldades se quiserem sair com vida.

Produzido nos adoravelmente insanos anos de 1980, os efeitos tem o toque da época. Não funcionam mais! Datados, ao invés de assustar provocam o medo. Mas estão apenas no clímax do longa. O terror jaz na tensão criada pela desorientação do casal durante toda a trama. Burt e Vick estão perdidos, e não apenas pela cidade estar deserta, como adultos tem menos atitude que a maioria das crianças em cena.


E por falar nas crianças.... Ah! os adoráveis anos 80, antes do politicamente correto alcançar o seu auge. Quando crianças podiam ser assustadoras além de maquiagem pálida e lentes de contato. O pregador Isaac Chroner (John Franklin) e seu imediato Malachai (Courtney Gains) são agressivos verbal, fisica e intelectualmente. Não dá para lembrar que são apenas crianças.

Também nessa época, crianças podiam enfrentar desafios maiores que elas (ao menos no cinema). Os pequenos Job (Robby Kiger) e Saraj (Anne Marie McEvoy), são o mais próximo de resistência que a cidade tem. E não exitam em ajudar os forasteiros e arriscar sua vida. Milharal em chamas, quem tem medo?
Outro ponto forte é a trilha sonora, que apesar de um pouco intrusiva é eficiente. Nem todo ator mirim é tão bom assim, e a música dá o tom macabro, que o elenco de apoio não tem.

Tudo isso somado à bem construída história de Stephen King, compensa os efeitos especiais que não resistiram ao tempo. Além de abafar o questionamento de como o governo ainda não mandou o FBI, CIA, exercito, os MIB, qualquer um, para investigar a ausência de notícias, impostos encomendas de correio compra de suprimentos, entre outras coisas por mais de três anos???

Pelo visto antes, da internet, GPS e celulares era fácil perder uma cidade!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Curiosidades A Colheita Maldita

O orçamento de A Colheira Maldita foi de US$ 3 milhões. Arrecadou mais de US$ 14 milhões apenas nos Estados Unidos.

Seguido por Colheira Maldita 2 - Os Filhos do Mal(1993) e Colheita Maldita 3 (1994). E outros filmes lançados diretamente em home vídeo e TV Children of the Corn III: Urban Harvest (1995); Children of the Corn IV: The Gathering (1996); Children of the Corn V: Fields of Terror (1998); Children of the Corn 666: Isaac's Return (1999); Children of the Corn: Revelation (2001); Children of the Corn (2009 - Telefilme) e Children of the Corn: Genesis (2011).

Children of the Corn foi baseado no conto homônimo de 1978 de Stephen King, que também fez o rascunho original do roteiro. O título brasileiro para a história é As Crianças do Milharal.

No painel do carro de Burt e Vicki tem uma cópia de "Sombras da Noite", coletânea de contos de Stephen King onde A Colheita Maldita apareceu originalmente.

No trailer de cinema original, o nome de Stephen King foi escrito incorretamente como "Steven".

Na história original, os nomes de Isaac e Malachai eram William Renfrew e Craig Boardman, respectivamente.

A entidade maligna de “Colheita Maldita” foi chamada por Stephen King originalmente de “He Who Walks Behind the Rows“. Quando publicado no Brasil recebeu a tradução de “Aquele Que Anda Por Detrás das Fileiras” (referindo-se às fileiras dos milharais nos campos de plantações). Na versão em DVD do filme, o demônio recebeu a alcunha de “Aquele Que Caminha Por Trás da Plantação“

Apesar de milho verdadeiro ser utilizado para a maioria das filmagens, milho de poliuretano teve de ser utilizado para as sequências de ação mais difíceis.

R.G. Armstrong filmou suas cenas em um dia.

O lema "E uma criança os guiará" vem de Isaías 11:06, no Antigo Testamento, onde se lê: "E o lobo habitará com o cordeiro, eo leopardo se deitará com o cabrito, eo bezerro, eo jovem leão eo animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará ".

Os nomes da maioria das crianças da cidade foram tirados da Bíblia.

A música "Disciples of the Watch" da banda americana de trash metal Testament foi inspirada neste filme.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A Colheita Maldita

Faltava um pouco de sangue em nosso mês do terror? Não falta mais!
Children of the Corn
1984 - EUA
92 min, cor.
terror

Direção: Fritz Kiersch

Roteiro: George Goldsmith

Música: Jonathan Elias

Elenco: Peter Horton, Linda Hamilton, R.G. Armstrong, John Franklin, Courtney Gains, John Philbin, Robby Kiger, Anne Marie McEvoy, Zach Moody

Baseado o conto homônimo de 1978 de Stephen King, que também fez o rascunho original do roteiro. Seguido por Colheita Maldita 2: O Sacrifício Final e Colheita Maldita 3.

domingo, 23 de junho de 2013

Mas quando começa o exorcismo???

Enfim um filme realmente assustador em nosso mês do terror! E assim como em nossa lista o medo demora a dar as caras no longa de terror mais famoso do mundo.

Padre Damien Karras (Jason Miller) na verdade não é um exorcista, mesmo porque a atividade fora abandonada há muito pelos sacerdotes católicos. Mas ele é psiquiatra e antes de enfrentar o maior desafio de sua vida, ele tem sérios problemas para cuidar de sua mãe idosa. Entretanto antes disso somos apresentados ao padre Lankester Merrin (Max von Sydow), que tem alguma experiência no assunto e apesar da idade adora tropeçar por sítios arqueológicos.

E por falar no assunto, Regan MacNeil (Linda Blair) é aquela que vai precisar da ajuda dos padres. Sua "enfermidade" no entanto é lenta e gradual, possibilitando inúmeras tentativas de diagnóstico dos médicos dos anos de 1970. Entenda-se aí, estranhos equipamentos de tortura exame, muitas dúvidas, equívocos, e um certo preconceito por parte dos médicos em relação à psicologia e psiquiatria. Com tudo isso, passam se dois terços do filme antes de ser constatado, Regan está possuída!

E olha que a menina dá muitos sinais, palavreado baixo (sério que eles achavam baixo calão assustador?), mudança de personalidade, força incomum, alterações físicas, telecinese, voz alterada. É nos poderes da menina que está o ponto forte do filme, com os incríveis efeitos especiais. Que embora datados, ainda hoje esbanjam qualidade. É disso aliais, somado a maquiagem que a maioria das pessoas tem medo. A boa atuação do elenco também ajuda.

Feliz ou infelizmente (isso depende da fragilidade de seus nervos), o filme demora a dizer a que veio, logo o exorcismo em si é resolvido às pressas e deixa algumas pontas soltas. Desde a própria morte do demônio (sim, SPOILER, o filme é 1973 gente!), que apesar de ser uma entidade sem corpo e superpoderosa, morre quando seu hospedeiro é eliminado. Voltou para o inferno? Morreu? Encontrou outra alma para atormentar? Aliais se a pessoa possuída morre sinal que não houve exorcismo, e sim assassinato.

E por falar em assassinato, como a Sra. MacNeil (Ellen Burstyn) conseguiu escapar de 3 mortes misteriosas no quarto de sua filha. Sério que já que a atriz foi embora, o investigador vai dar o trabalho como encerrado? Regan saiu ilesa e sem lembranças? Mas ela não esteve consciente em vários momentos, principalmente no início. E também não me satisfaz a explicação do porque uma menina de 12 anos entre milhares de pessoas. A escolha por Regan apenas deixou seu opressor encurralado, não que ele parecesse querer sair da casa. O propósito era atormentar apenas aquele número de pessoas em particular? Prefiro vilões que pretendam dominar ou destruir o mundo.

Ok! Não dá muito para pensar em tanto detalhes enquanto você está apavorado vendo a garota vomitar sopa de ervilha e levitar. E talvez as questões estejam melhor desenvolvidas nos livros. Nesse caso, o filme não se sustenta sozinho, o que não é bom. Além de não sobreviver à uma análise mais lógica (ou de uma mente surtada cheia de referencias misturadas feito a minha). Mas quem quer achar lógica em possessões demoníacas???

Apesar das histórias paralelas, que desviam o foco e atrasam "o que realmente interessa", é difícil passar incólume pelo filme. E não ficar incomodada ao perceber que o ritual de exorcismo conhecido pelo sacerdotes não é lá dos mais eficientes. Não sei vocês mas durante a sessão eu me encontrei pensando: "Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incuriso infernalis adversarii, omnis legio, omnis congredatio et secta diabolica…"

sábado, 22 de junho de 2013

Meu pior pesadelo

Então aparece na lista do Dvd, Sofá e Pipoca o nome do meu pior pesadelo em forma de filme: O exorcista (The exorcist, 1973). O filme até nem foi tão impressionante quanto eu imaginei que fosse, mas certamente foi traumático pra mim. Tanto que não tive coragem de rever o mesmo pra escrever este post. Vou escrever sobre o que me lembro do filme - e as lembranças não são boas. Mas, entendam. Sou uma pessoa que tem dois grandes vilões cinematográficos: a cara verde e coberta de cicatrizes de Linda Blair nesse filme e o brinquedo assassino de jardineira jeans Chuck. Não consigo ver imagens desses dois personagens sem ter pesadelos horríveis depois - e não tô exagerando.

Era uma casa, muito grande e bonita por fora. Mas lá dentro, em um dos quartos, estava um demônio. Possuindo o corpo de uma criança, uma menina de seus 8 anos se muito, ele iria aterrorizar a família dela, seus amigos e o resto do mundo ao ser exibido nas telonas (e telinhas) do mundo todo. O exorcista do filme é, na verdade, um aprendiz de exorcista: um padre que está começando na carreira e acompanha o exorcista mais velho e experiente para aprender o ofício. Manter a fé e a calma quando ele se manifesta é imprescindível. E olha que o demônio sabe como chamar a atenção...

São várias as cenas famosas da possessão na garota: ela descendo as escadas deitada, em um ângulo anormal; a voz modificada; a cama sacudindo alucinadamente; a cabeça sendo retorcida de forma não natural... Tudo muito impressionante e apavorante, ainda mais se você pensar que na época em que foi lançado, os efeitos visuais eram o suprassumo do momento. Hoje soam meio toscos, principalmente a maquiagem. Mas o clima é bem tenso. Aliás, talvez seja esse o trunfo do filme: manter a tensão do início ao fim fez dele memorável - para o bem e para o mal, no meu caso. Apesar de todos os esforços para a expulsão do demônio do corpo da menina, ele parecia ser bastante resistente às práticas exorcistas do padre. E as cenas vão ficando cada vez mais intensas, até o final clímax.

Pouco me lembro do enredo mesmo, e pesquisar na internet sobre o filme é quase suicídio pra mim - impossível que se fale dele sem que me depare com pelo menos umas 20 fotos do rosto maquiado e transfigurado de Linda Blair, o rosto que me apavora tanto. Talvez se eu revisse o filme esse medo passaria, mas não consigo. Faz parte da mágica de um clássico de terror ter pessoas que não conseguem olhar pros cartazes, que saem apavoradas no meio da exibição e gritam 'Nunca mais quero ver isso na vida!'. Faço parte desse grupo. Vi uma vez, e fiquei na dúvida entre achar meio tosco (já estávamos pra lá do ano 2000 quando tive coragem de ver) e ficar apavorada com os takes da cara de Linda totalmente coberta de cicatrizes. Possessão demoníaca e obsessão espiritual (como a que vimos em Poltergeist - o fenômeno na semana passada) são, talvez, as formas mais assustadoras de se fazer um filme de terror non-gore (gore é o estilo de terror com fotografia sombria e sangue e tripas para todos os lados) - até porque são a mistura certa entre fantasia e cruel realidade. 

Um filme de terror que apavorou tanto esta jovem blogueira que vos fala, a ponto de não deixá-la rever o mesmo pra conseguir postar. Tem que ter muita coragem pra encarar seu medo e vencê-lo, e como já vi o  filme uma vez, me considero (um pouco) corajosa. Se você nunca viu, ironicamente, eu recomendo que veja. Até pra decidir se eu sou exagerada ou se tenho razão.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Maldição de O Exorcista

Se está acompanhado nosso mês do terror, já deve ter percebido, quase todo filme de terror tem uma maldição relacionada a sua produção. Agora é a vez do filme de terror mais famosos de todos os tempos!

Durante as filmagens, oito pessoas da produção morreram de forma não-explicada.

O primeiro foi Jack MacGowran seu personagem é o primeiro a morrer na história, despencando de uma escadaria. Uma semana após terminar de gravar MacGowran morreu, oficialmente de pneumonia.

A atriz Vasiliki Maliaros, que viveu a mãe do Padre Karras, foi outra que não chegou a ver o filme nos cinemas.

O homem que refrigerava o quarto onde aconteceu as cenas de possessão morreu de maneira inexplicável. Um vigia noturno que cuidava dos cenários foi morto a tiros durante uma madrugada. Um carpinteiro cortou o polegar fora. Outro serrou o dedão do pé. Max Von Sydow foi informado que seu irmão havia morrido enquanto gravava uma das cenas "chave" da produção. Entre outras "concidências".

O set de 'O Exorcista' pegou fogo durante as filmagens e teve que ser reconstruído. O único lugar que ficou intacto foi o quarto da menina possuída. Contudo, dizem que, na verdade, uma torradeira é que deu curto-circuito e a Warner aumentou a história para conseguir ainda mais mídia em torno do longa.

Na época do lançamento, lendas urbanas garantiam que todo mundo que participou da produção estaria amaldiçoado pela eternidade. 

Após o lançamento do longa, Linda Blair foi ameaçada de morte por fanáticos religiosos, que afirmavam que ela "glorificava o Demônio" com o papel da menina possuída. Por conta disso, ela passou seis meses amparada por seguranças contratados pelo estúdio. Isso sim é assustador, gente doida!!!

Eventualmente, o diretor William Friedkin consultava o Reverendo Thomas Birmingham sobre a possibilidade de exorcizar o set de filmagens. Em todas as vezes, o reverendo recusou o pedido, dizendo que isto causaria ainda mais ansiedade no elenco. Mas por diversas vezes ele visitou os sets para benzê-los e tranquilizar o elenco.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Prêmios de O Exorcista

O Exorcista foi o primeiro e único filme de terror a ser indicado ao Oscar de melhor filme.

OSCAR
Indicado para Melhor Filme, Melhor Diretor - William Friedkin, Melhor Atriz (Ellen Burstyn), Melhor Ator Coadjuvante (Jason Miller), Melhor Atriz Coadjuvante (Linda Blair), Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição

GLOBO DE OURO
  • Melhor Filme - Drama
  • Melhor Diretor - William Friedkin
  • Melhor Atriz Coadjuvante - Linda Blair
  • Melhor Roteiro
Indicado Melhor Atriz (Ellen Burstyn), Melhor Ator Coadjuvante (Max von Sydow), Melhor Revelação Feminina (Linda Blair)

Golden Scroll (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, USA)
  • Best Horror Film
  • Best Make-Up
  • Best Special Effects
  • Best Writer


BAFTA Awards
Nomeado para Best Soundtrack

Directors Guild of America, USA
Nomeado para Outstanding Directorial Achievement in Motion Pictures

Empire Awards, UK
  • Movie Masterpiece Award - William Friedkin

Golden Reel Award (Motion Picture Sound Editors)
  • Best Sound Editing - Dialogue
  • Best Sound Editing - Sound Effects

Writers Guild of America, USA
Nomeado Best Drama Adapted from Another Medium

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Testes de maquiagem de Linda Blair

Linda Blair passou por mais de 80 testes de maquiagem diferentes, antes de chegar ao resultado visto no filme. Transformá-la naquele ser aterrorizante levava oito horas, a maquiagem complicada tinha até massa de pizza em sua composição.

E para nossa diversão (ou pavor) eles gravaram todo o processo de criação do visual. Assista por sua conta e risco.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Curiosidades de O Exorcista

O Exorcista foi o primeiro de uma série de quatro filmes baseados nos personagens. Os demais foram O Exorcista II - O Herege (1977), O Exorcista III (1990) e O Exorcista - O Início (2004).

Inspirado no livro homônimo de William Peter Blatty. Blatty se inspirou notícias de jornal publicadas em 1949. Os jornais de Georgetown contaram a história do exorcismo de Robbie Manheim. O garoto de 14 anos teria sido possuído depois de brincar com uma tábua de Ouija para tentar se comunicar com seu tio morto.

O cronograma de filmagem original era de 85 dias, mas as filmagens nos Estados Unidos duraram 224 dias.

Foi relançado nos cinemas americanos em 2000, com uma nova cópia, som digital e 11 minutos de cenas extras inseridas ao longo do filme.

O sítio arqueológico visto no início do filme é um local real da antiga Nínive, em Hatra, Iraque. A estátua de "Pazuzu" foi acidentalmente enviada para Hong Kong, antes de echegar no set, no Iraque.

O quarto onde grande parte do filme foi rodada teve que ser constantemente refrigerado, para que se pudesse capturar com exatidão a respiração gélida dos atores. Para tanto, foram usados quatro aparelhos de ar condicionado, todos ligados simultanemente.Não é à toa que quase todos os atores ficaram com pneumonia.

O endereço do apartamento mostrado no filme foi habitado por William Peter Blatty, autor do livro em que se baseia a história, quando ainda era um estudade da Georgetown University.

A atriz Ellen Burstyn aceitou atuar em O Exorcista estabelecendo uma única condição: que sua personagem não dissesse a frase "I believe in the devil!" ("Eu acredito no demônio!"), contida no roteiro original. Os produtores atenderam o pedido e esta frase foi retirada da história.

Na sequência em que a personagem de Ellen Burstyn é arremessada para longe por sua filha possuída, a atriz bateu violentamente com o coccix contra a cama e gritou de dor no mesmo instante. Esta cena foi filmada e mantida no filme.

Mercedes McCambridge
Inicialmente, a voz do demônio seria da própria Linda Blair. Entretanto, após 150 horas de trabalho em cima do som do filme, o diretor resolveu substituí-la pela voz de Mercedes McCambridge que, para fazer a voz do demônio, comeu ovos crus, tomou muito álcool e fumou diversos cigarros. A atriz McCambridge chegou a processar a Warner Bros., para que seu nome como a dona da voz do demônio entrasse nos créditos do filme.

Os gemidos aterrorizantes da garotinha possuída foram captados em uma fazenda. Eram porcos e vacas sendo levados para o abate.

Linda Blair nunca falou sequer um palavrão durante as filmagens de 'O Exorcista'. Ela dizia outros textos bobinhos enquanto a dubladora Mercedes McCambridge era responsável pelos textos pesados.

Friedkin vivia assustando o elenco fazendo barulhos aterrorizantes no set, além de dar tiros para o ar, só para ouvir gritos "mais realistas".

Linda Blair passou por mais de 80 testes de maquiagem diferentes, antes de chegar ao resultado final, que levava oito horas para ter seu rostinho bonito transformado no de um verdadeiro filhote do Belzebu. A maquiagem assustadora tinha até massa de pizza em sua composição.

A agência que representava Linda Blair havia esquecido dela, recomendando pelo menos 30 outras clientes para o papel de Regan. A mãe de Blair a levou pessoalmente para fazer os testes.

O filme foi editado na Quinta Avenida, em Nova York, num estúdio de número 666.

Max Von Sydow, ator que interpretou o padre Merrin no filme, ficou tão impressionado com as "obscenidades" da menina possuída no set que esquecia constantemente suas falas.

Desde março de 1973 (o filme só viria a estrear oficialmente em dezembro), a Warner fazia sessões teste em festivais locais e também com o público da cidade de Nova York para ver as reações. Não dava outra: o povo ou saia correndo ou chorava.

Por conta da repercussão do longa, vários espectadores nos Estados Unidos recebiam sacos de vômito antes de entrar nos cinemas.

No Brasil, o filme fez tanto sucesso que, no interior de São Paulo, cidades como Ribeirão Preto, Sorocaba e Franca, que ainda não tinham cinemas ou cópias do longa, disponibilizavam ônibus de turismo para que as pessoas pudessem assistir ao filme na capital na sessão da meia-noite. Isso também aconteceu no Reino Unido, que ganhou o "The Exorcist Bus", que levava os britânicos para ver o longa em outros países da Europa, já que ele havia sido proibido em Londres e nas cidades vizinhas.

A casa onde filmavam as externas do longa, bem próxima às famosas escadas de Georgetown, demorou mais de 30 anos para ser alugada, dado ao medo dos inquilinos. Hoje, pertence à Warner e é ponto turístico.

Até o lançamento de Tubarão, dois anos depois, O Exorcista foi o filme mais lucrativo da história. Se não considerada a inflação, o longa aparece até hoje entre os dez mais vistos de todos os tempos

Fontes: Quem, Adoro Cinema, IMDB

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Exorcista

Pense em um filme de terror. Provavelmente este é o primeiro que vem à cabeça.

The Exorcist
1973 - EUA
122 min, cor.
terror

Direção: William Friedkin

Roteiro: William Peter Blatty

Música: Jack Nitzsche, Mike Oldfield

Elenco: Ellen Burstyn, Max von Sydow, Linda Blair, Jason Miller, Lee J. Cobb, Mercedes McCambridge

Baseado no livro homônimo de William Peter Blatty. Vencedor de 2 Oscar.

domingo, 16 de junho de 2013

É terror ou comédia?


Não sei se demorei demais a ver Poltergeist - O fenômeno, mas o fato é que achei mais divertido do que assustdor. E a culpa não é só dos hoje desatualizados efeitos especiais ou da boa premissa perdida em soluções capengas mas também pelo humor impregnado na própria narrativa (a árvore lutadora, uma criança arremessada para espíritos!). Acredito mesmo que, se não fosse a maldição atribuída ao filme (coisa comum no gênero), talvez ele não tivesse virado cult por tanto tempo.

Há coisas boas? Sim, a começar pela protagonista Carol Anne, vivida com impressionante naturalidade pela fofa Heather O'Rourke. S´´ério, como pode alguém daquele tamanho interpretar tão bem cenas tão difíceis? Milagres do cinema. Ouso arriscar que a atuação dela e de JoBeth Williams, como Diane, é que sustentam a  trama até o fim. A improvável história da garotinha aprisionada (na casa? numa outra dimensão? no limbo? nunca vamos saber) devido à presença de espíritos vingativos ganha força realmente graças ao desempenho das duas atrizes, que traduzem o desespero de mãe e filha separadas por um universo de distância. 


É uma pena que o fenômeno do poltergeist seja tratada de forma ligeiramente leviana aqui. A explicação dada pela parapsicóloga, que difere a manifestação de uma assombração corriqueira, não encontra respaldo no roteiro. Sem contar que a presença de sua equipe me fez sentir saudade dos Caça-Fantasmas... A cereja do bolo foi a chegada da misteriosa velhinha, que dá início a um ritual bem pouco ortodoxo para resgatar a garotinha. Tinha um quê de religioso, mas sem se aprofundar no assunto. Tudo assim, muito genérico.

Para completar a coleção de referências, o cemitério, referência que faz parte do imaginário coletivo de várias lendas urbanas de massacres e tragédias, dá o toque final de moral da história: a ganância tem seu preço. Uma ideia válida, se não fosse desperdiçada numa sequência  final apressada, com direito a uma calmaria cuidadosamente desenhada para enganar o espectador. E por que não funcionou? Respondam com sinceridade: você ficaria mais um minuto dentro de uma casa assombrada depois de quase ter perdido sua família e sua vida? Colocaria seus filhos para dormir mais uma noite no quarto onde tudo começou? Isso foi além da conta, ofende um pouco nossa inteligência. E ainda acho que tudo seria diferente se aquela TV tivesse dado uma piscadinha no final...

Clima de Sessão da Tarde


Steve (Nelson), Carol Anne (O'Rourke) e Diane (Williams): porque é SUPERNORMAL sua filha conversar com a tv de madrugada...
Ok, pode ser uma heresia. Mas foi divertidíssimo assistir a Poltergeist - O fenômeno (Poltergeist, 1982). O filme do diretor Tobe Hooper tem roteiro de Steven Spielberg e foi rodado nos anos 1980. Lógico que teria um quê de sessão da tarde, não é? Engraçado também é o fato do filme ser colorido ao extremo, com dias ensolarados de verão - nem mesmo as noites de chuva e tempestade (como podia ter tanta nuvem e chuva de noite se o céu estava tão claro na hora do café da manhã?) são assustadoras. Susto mesmo, só aos 45 do segundo tempo.

A família Freeling vive feliz na Cuesta Verde, em uma casa grande e bonita e levam uma vida normal. Mas um dia, a pequena Carol Anne (HeatherO'Rourke, forte concorrente à Criança Mais Fofa Que Hollywood Já Levou Para As Telonas) acorda de noite e se encaminha até a tv da sala e começa a conversar com alguém que só a mocinha ouve. O pai Steve (Craig T. Nelson, que cresce junto com o filme), a mãe Diane (JoBeth Williams) e os irmãos Danna (Dominique Dunne) e Robbie (Oliver Robbins) acordam assustados, mas ninguém parece dar muita bola para isso no café da manhã. Na verdade, a mãe só começou a se ligar que algo estranho estava acontecendo quando uma pilha de cadeiras se formou em cima de sua mesa em alguns segundos, enquanto ela cuidava do café da manhã da caçula. Ela até achou divertido brincar com a força estranha que arrastava as coisas de um ponto a outro na cozinha...

Diane, Carol Anne e 'os seres da tv'. Não tá vendo eles não?
Mas a situação começou a ficar sinistra de verdade quando, em meio a uma tempestade, os filhos mais novos, Robbie e Carol Anne foram ameaçados. Robbie foi pescado pela terrível árvore do jardim (sem brincadeira), que o roubou de dentro de seu quarto para um lanchinho da madrugada. Sério, foi assustador ver o garotinho ser ENGOLIDO por uma árvore. Por sorte, o pai conseguiu correr e resgatar o garoto, que só voltou coberto de ketchup e mostarda uma gosma nojenta. A pequena Carol Anne não teve ajuda: foi sugada, junto com todas as coisas que haviam em seu quarto para dentro do armário e acabou parando em uma outra dimensão. Sem saber a quem recorrer, Steve pede ajuda a uma paranormal profissional, a dra. Lesh (Beatrice Straight). Ela e dois assistentes vão para a casa dos Freeling buscando respostas. E eles ficam assustadíssimos com o que veem ali. Foi a doutora Lesh quem disse aos pais que o que poderia estar ali era um polterigeist, uma espécie de obsessão espírita que se fixa a uma pessoa - no caso, fica subentendido que a "bucha" foi a pequena Carol Anne. Após presenciarem a estranha forma de comunicação da pequena com a família (que conseguia chamar pela mãe através de um canal de tv fora do ar), e outros episódios assustadores, como a terrível cena em que um dos assistentes sofre uma alucinação na cozinha (coisa nojenta, eca!), ela percebe que o sobrenatural ali está além dos seus conhecimentos e resolve pedir ajuda de uma verdadeira especialista em fenômenos paranormais. Eles chama então a figura esquisita de Tangina Baron (Zelda Rubinstein, uma caricatura ambulante).
 
A sensitiva percebeu que o que estava ali era algo muito pior que um simples poltergeist: explica a família que Carol Anne está sendo usada como isca por Satã para evitar que as almas sigam o caminho da luz, uma vez que ela é cheia de energia vital - porque ela ainda está viva, apenas presa entre essa dimensão e próxima, bastando que ela corra em direção à luz para morrer. Agora, sente o drama da família: a filhinha foi sequestrada por fantasmas, tá presa em uma outra dimensão e apavorada, prestes a morrer sem nem saber e ainda é usada como isca por Satã. É ou não é desesperador um quadro desses? Então começa a parte mais louca do filme, o resgate da menina. Montando uma arapuca muito louca na sala (que era uma saída da passagem criada para a outra dimensão onde estava Carol Anne), a vidente bola um plano muito louco de mandar Diane amarrada por uma corda atravessar a dimensão e pegar a filha de volta. Sim, uma corda amarrada na cintura e muita coragem. Um beijinho de boa sorte e vai que é tua!

Sensitiva (Rubinstein) e estudiosos na sala dos Freeling: o perigo era bem pior do que eles imaginavam
E ela conseguiu. Resgatou a menina e voltaram cobertas de geleca, que lembrava uma placenta. Nojento. Depois de salvas, a especialista afirma que a casa está limpa. Happy end? Ainda não. Então, vem a pior parte do filme - não por causa do medo, mas por causa da burrice da família. Depois de ter passado por tudo aquilo durante dias, lá vão eles passar mais uma noite na casa. E pior, vão botar as duas crianças de novo no quarto maldito. Em mais uma sequência eletrizante (e involuntariamente hilária), os pequenos vão sofrer no quarto onde deveriam dormir tranquilamente: Robb é quase enforcado pelo demoníaco palhaço de brinquedo (sério, quem dá um palhaço hediondo daquele pro seu filho? Francamente...) e Carol Anne tem que se agarrar novamente na cabeceira da cama para não ser sugada para a grotesca garganta maligna que se abriu no seu armário. A mãe, que relaxava na banheira poucos minutos antes, teve sua sessão 'exorcista', com direito a debater-se involuntariamente na cama e rolar pelo teto, até conseguir chegar perto das crianças. A filha mais velha estava na casa do namorado e o marido tinha ido resolver sua situação no trabalho (havia faltado muito, para poder cuidar dos problemas em casa). A quem ela ia pedir ajuda? Ao vizinhos, claro. Mas aí ela acaba por cair na piscina em construção, e os mortos que estavam enterrados no terreno começam a aparecer, nadando com ela e saindo de seus caixões. Ah, sim! Havia esquecido de comentar: Steve descobre que o seu chefe havia transferido um cemitério de lugar para a construção do bairro onde ele agora estava morando - o que explica o aparecimento dos caixões e esqueletos nessa cena. Pena que Diane não sabia disso e sorte dela que o vizinho se mexeu e foi lá puxá-la de lá de dentro.

Com a situação fugindo ao controle, não havia mais nada a se fazer a não ser sumir dali. A família se junta no carro, ainda perseguida pelos espíritos e pelos esqueletos enraivecidos, e vão embora sem esquecer ninguém - nem mesmo o fofíssimo cachorro da família. Então, os fenômenos se repetem por todo o bairro, com caixões se levantando da terra em todas as casas e as luzes piscando alucinadamente; a pressão na casa dos Freeling aumenta ao ponto dela literalmente explodir. Então, tudo volta ao normal. Fico me perguntando o que foi da pobre população do bairro que continuou por lá: eles não faziam a menor ideia do que tinha ocorrido antes e ainda tiveram que lidar com os corpos que ficaram por lá depois. Coitados.

Robbie (Robins) e o palhaço: a gente já sabia que isso ia acontecer, né?

Mas ainda assim, mesmo com os efeitos especiais toscos (para os padrões de hoje em dia, claro) e algumas pitadas de humor involuntário, o filme é de terror sim. Dá medo pensar que seu bonequinho pode vir te enforcar, ou que seu cachorro pode estar brincando com 'seres da tv' quando ele resolve latir para o nada. O roteiro de Spilberg é bem louco, com direito a tornado passando só na casa dos Freeling, caixões saindo do nada, gelecas desnecessárias e uma boa pitada de nonsense. Mas o filme causa sustos sim (palhacinho desgraçado) e a gente fica por esperar sempre que algo vá acontecer. A protagonista, a pequenina Heather O'Rourke é especialmente angelical e causa ainda mais impacto vê-la tão frágil e imaginando ela sozinha numa outra dimensão ao lado do coisa-ruim em pessoa (?!). Craig T. Nelson é o melhor ator em cena, conforme as coisas absurdas vão acontecendo na casa e os dias passam sem que se saiba como resgatar Carol Anne, ele vai ficando cada vez mais acabado - parece que ele realmente ficou dias sem dormir direito. Poltergeist - O fenômeno foi uma boa surpresa, principalmente porque não tive medo de ver. Aproveitei o filme todo, me diverti e acrescentei um filme na minha lista de clássicos já vistos. Mas ainda assim, ir à cozinha de noite para um lanchinho esperto ou dormir com a tv ligada, nunca mais vai ser a mesma coisa...

sábado, 15 de junho de 2013

Poltergeist é pop

Todo clássico que se preze acaba virando referência na cultura pop - ou acaba sendo elevado à categoria de clássico quando vira referência na cultura pop. Poltergeist, nosso filme da semana, não poderia ficar de fora dessa listinha. Pessoalmente, lembrei imediatamente de três referências. Vamos a elas:

1) Spice Girls
Sim, meus queridos. As inglesas mais apimentadas das últimas décadas fizeram um sucesso enorme mundialmente com suas músicas pop dançantes, sempre alegres e apimentadas. E no clipe de "Too much", um dos seus maiores sucessos, há uma referência clara ao filme: Emma Bunton, a Baby Spice (que tinha cara de criança) foi caracterizada como a pequena Carol Anne (a fofíssima Heather O'Rourke) e em seu quarto de criança os objetos começam a voar. A música é bem bacana e a homenagem funciona porque Emma parece mesmo com a pequena Heather - como se fosse uma versão adulta da personagem. Confira:


2) "I see dead people"
Fenômenos estranhos na cozinha
Não, eu não me confundi. Estou falando sim do filme de 1999 de M. Night Shyamalan, O sexto sentido (The sixth sense). Pessoalmente, vi uma clara referência ao filme na sequência em que a pequena Carol Anne está na cozinha com a mãe e esta arruma as cadeiras que estão bagunçadas. Ela pega a menina e põe sentadinha no balcão, se vira para pegar algo no armário e, ao se virar novamente, as cadeiras aparecem empilhadas sobre a mesa - sem que a menina tivesse se mexido. No filme de Shyamalan, a mãe do pequeno Cole (Joel Halley Osment, um dos menininhos mais fofos que Hollywood já viu) está preocupada com as marcas que aparecem no corpo do menino e conversa com ele na cozinha. Em uma mesma sequência de planos, sem que haja cortes (perceptíveis), todas as portas dos armários da cozinha estão abertas, sem que o menino se mova. Como já foi dito, nada se cria...


3) Petergeist
Stewie e a tv fantasmagórica
Uma das séries animadas de maior sucesso nos EUA, Uma família da pesada (Family Guy), é o tipo de animação politicamente incorreta. Criada por Seth McFarlane, o polêmico apresentador do Oscar desse ano, a série conta com o humor sarcástico e por vezes escatológico do seu criador para fazer troça com Deus e o mundo - e não há exagero nisso. O episódio Petergeist da quarta temporada é uma paródia do filme. Para quem gosta de bom humor negro, é um prato feito. Não é difícil encontrar na internet links para assistir online o episódio - e a série toda também, que é exibida no Brasil pelo canal de tv a cabo Fox Entertainment.

E aí? Lembrou de alguma outra referência ao filme? Conta pra gente aqui nos comentários!

Concurso Em Briga de Marido e Mulher se Mete a Colher

Interrompemos nossa programação do mês do terror para uma breve dica:
Então caros cinéfilos, que tal deixar o sofá, deixar de ser expectador e produzir cinema? Divertido? Imagina se ainda for possível ganhar prêmios com isso!

Instituto Avon e MinutoAd lançam o concurso Em Briga de Marido e Mulher se Mete a Colher

Prêmios somam R$ 10 mil. Inscrições encerram em 10/08
Instituto Avon comemora 10 anos de atuação e realização do Concurso é uma das principais iniciativas das comemorações.

O Festival do Minuto, hoje permanente e online, criado por Marcelo Masagão, em 1991, oferece a algumas empresas o MinutoAd, um modelo diferenciado de investimento. A empresa ou instituição patrocinadora do concurso propõe o desafio de se criar um vídeo, de até 60 segundos, sobre uma ideia ligada a marca da empresa ou instituição. As melhores ideias e contribuições receberão prêmios em dinheiro ou, por vezes, em produtos e serviços. A empresa define o briefing, lança o desafio e fica responsável pelo concurso, escolhendo diretamente os vídeos vencedores. As regras e os objetivos de cada concurso, bem como os prêmios disponíveis, são descritos na página de cada um deles.

Foi com esse intuito que Instituto Avon, responsável pelo investimento social da Avon e que em 2013 completa dez anos, resolveu lançar o tema Em Briga de Marido e Mulher se Mete a Colher para encorajar e estimular tanto a denúncia quanto a não aceitação da violência. Isso quer dizer que o concurso amplia a rede de atuação do Instituto, que tem a mulher brasileira no seu foco de atuação principal e que tem como uma de suas principais bandeiras o enfrentamento à violência doméstica, causa em que investiu cerca de R$ 4,9 milhões de 2008 a 2012.

A violência doméstica não escolhe lugar. Ela é parte da vida de mulheres com ou sem estudo, com mais ou menos dinheiro, que trabalham fora ou só dentro de casa. Geralmente é invisível e, quando fica evidente, a maioria das pessoas prefere não ver e não se meter. Por que ficamos todos em silêncio? Bater, xingar a mulher, obrigá-la a fazer sexo sem vontade -- tudo isso é violência. E o curioso é que, sem se dar conta, a própria sociedade constrói a cultura da violência contra essa mulher com atos, gestos, discursos, atitudes, educação.

Então, o Instituto Avon desafia o público a meter a colher – através da realização de um vídeo de até um minuto sobre o tema. Serão distribuídos R$ 10 mil em prêmios. As inscrições seguem até 10 de agosto.
Prêmios

R$10.000,00 em prêmios

Melhor vídeo – voto equipe AVON – 1o colocado: R$ 5 mil
Melhor vídeo – voto equipe AVON – 2o colocado: R$ 3 mil
Melhor vídeo – escolha do público – R$ 2 mil

Terror Fofo!


Lembra quando os aparelhos de TV ficavam com a tela cinza de chuviscos na ausência de um sinal? Antes dos televisores terem o recurso tela azul e protetores de tela, eram ótimos aparelhos para recepção de frequências de outros mundos. Foi assim que os misteriosos "seres da TV" fizeram contato com a pequena Carol Anne (Heather O'Rourke).

Mas os seres sobrenaturais não pararam por aí. Começaram irritar o cachorro, mover objetos, criar terremotos, animar árvores famintas, até finalmente sequestrarem a caçula da família. É a busca pela pequena Carol Anne, e a compreensão do que está acontecendo na casa é o que move Poltergeist - O Fenômeno.

A receita foi seguida a risca: família comum, de um bairro comum, garotinha inocente assustadoramente angelical e fenômenos inexplicáveis aumentando gradualmente sua esquisitice e gravidade. Mesmo assim, é o filme de terror mais fofo do mundo!

Ok, os efeitos especiais são datados, mas ainda convencem. E realmente nos preocupamos com a família. Entretanto a "atmosfera Spilbergiana", não nos deixa sentir pavor ou ansiedade. O tom é quase o de um filme família, com fantasmas ao invés do "ET" (que aliais foi filmado ao mesmo tempo e na mesma rua - a semelhança é notável).

Bem desenvolvida, a trama fica mais intensa ao decorrer do filme, abrindo espaço para um show de efeitos especiais. Ótimos para 1981, infelizmente meio engraçados 30 anos mais tarde. A não ser por Carol Anne (sim, a menininha que sempre aparece quando alguém menciona o filme), e pela "especialista" os personagens não são memoráveis. Alguns são até dispensáveis, como a irmã mais velha Dana (Dominique Dunne), cuja única função parece ser aumentar o número de pessoas quando necessário, sendo descartada, literalmente, na cena seguinte.

A chegada de uma especialista, mais cômica que sombria, não ajuda a amadurecer o tom. A não ser pelo fato de ficarmos na dúvida se a moça sabe mesmo o que está fazendo. Bom a família não tinha outra opção, afinal os Caça-Fantasmas só entraram na ativa anos depois, assim como os Winchester.

É um bom filme, mas para as crianças de hoje merece uma classificação etária mais branda. Não assusta, diverte. Contudo, ainda vou ficar de olhos e ouvidos atentos caso veja alguém conversar com uma TV. Isto é, se o aparelho estiver desligado, já que chegamos ao ponto em que conversar com a TV (e alguém te responder), não é brincadeira de criança, pesadelo ou loucura. Viva a tecnologia!!!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Prêmios de Poltergeist - O Fenômeno

Oscar
Indicado para Sound Effects Editing, Visual Effects, Original Score.

Saturn Award
  • Best Horror Film
  • Best Make-Up
  • Best Supporting Actress (Zelda Rubinstein)
Indicado para Best Actress(JoBeth Williams), Best Director (Tobe Hooper), Best Music

BAFTA Awards
  • Best Special Visual Effects

Young Artist Awards
Indicado para Best Young Supporting Actress in a Motion Picture (Heather O'Rourke)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A Maldição de Poltergeist - O Fenômeno

Verdade, medo coletivo, superstição tola ou estratégia de marketing, seja por um motivo ou outro (ou vários), muitos filmes de terror tem alguma história de maldição relacionada a eles. Conheça as estranhas histórias por trás de Poltergeist - O Fenômeno.



Muitos acreditam que a maldição do filme ocorreu porque a produção usou esqueletos humanos reais, pois eram mais baratos que alugar os de plástico.

Dominique Dunne (intérprete de Dana Freeling), foi estrangulada pelo namorado ciumento e morreu após ficar alguns dias em coma, semanas após o lançamento do filme. A lenda afirma que o assassino colocou a trilha sonora de Poltergeist - O Fenômeno para abafar os barulhos da violência.


Heather O'Rourke a protagonista Carol Anne, morreu logo após o fim das filmagens de Poltergeist III, aos 12 anos de idade. A menina tinha um bloqueio intestinal, conhecido como Doença de Crohn, desde o seu nascimento, que fora erroneamente diagnosticado com uma infecção intestinal. Levando a menina à morte em fevereiro de 1988, com isso terminou a franquia que já tinha planos para o 4° filme.

Heather e Dominique estão enterradas no mesmo cemitério.

Julian Beck fez o papel do reverendo Henry Kene, morreu em 1985 durante as filmagens da continuação da franquia com câncer no estômago.

Will Sampson, o índio Taylor, morreu pouco depois do lançamento do segundo filme por complicações em uma cirurgia cardíaca em 1987.

Outros acontecimentos estranhos:


Zelda Rubenstein, fez uma sessão de fotos para o filme "Poltergeist III", em uma delas apareceu uma luz brilhante obstruindo seu rosto, a própria atriz informou que, no momento em que a foto foi feita, sua mãe falecera.

Algo deu errado durante as filmagens da cena aonde o ator Oliver Robins era sufocado por um palhaço, ele estava realmente sendo sufocado.

JoBeth Williams contou que quando voltava para a casa depois das filmagens seusquadros estavam todos tortos. Ele os endireitava diariamente, e diariamente os quadros ficavam tortos enquanto não havia ninguém em casa.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Curiosidades de Poltergeist - O Fenômeno

Poltergeist - O Fenômeno teve duas sequências, Poltergeist II - O Outro Lado (1986) e Poltergeist III - O Capítulo Final (1988). Comercialmente é o filme de maior sucesso da trilogia Poltergeist.

É um dos raros filmes em que Spilberg tem o crédito de escritor, e seu primeiro como produtor.

Um dos primeiros filmes a lidar com EVP (Fenômeno de Voz Eletrônica).

O filme é é bastante parecido com um episódio da série de TV americana "Twilight Zone" chamado "Little Girl Lost", que teria servido de inspiração para a obra.

Apesar dos créditos do filme indicarem Tobe Hooper como diretor, na verdade ele ficou apenas encarregado de rodar as cenas. A grande maioria das decisões criativas foram de Steven Spielberg, roteirista e um dos produtores.

Um aviso no Holliday Inn diz "Welcome Dr. Fantasy and friends". Dr. Fantasy era o apelido de Frank Marshall, produtor do filme.

O filme que aparece na TV em uma cena logo no início de Poltergeist é Dois no Céu (1943), mais tarde refilmado pelo próprio Spielberg como Além da Eternidade (1989).

Dana Freelin
Dominique Dunne, que interpretou a jovem adolescente Dana Freeling, morreu no mesmo ano do lançamento do filme, asfixiada pelo então namorado.

As mãos que puxam a pele do rosto do investigador no espelho do banheiro são de Steven Spielberg.

A maneira estranha dos membros da família descer as escadas no começo do filme foi criado pelos atores que caminharam para trás escada acima e reprodução do filme foi feita ao contrário. O mesmo efeito foi usado mais tarde no filme na cena que mostra a reprodução de vídeo dos fantasmas.

A casa usada para cenas deste filme está localizada em Simi Valley, Califórnia, onde ele permanece até hoje. A família que morava na casa quando este filme foi rodado ainda vive lá.

Contagem de corpos: 1 (o pássaro na gaiola).

Drew Barrymore foi considerada para o papel de Carol Anne, mas de Steven Spielberg queria alguém mais angelical. Foi a audição de Barrymore para este papel, no entanto, que rendeu o papel em ET - O Extraterrestre.

Poltergeist - O Fenômeno foi rodado na mesma rua que ET - O Extraterrestre porque o diretor Steven Spielberg fez os dois filmes ao mesmo tempo.

Um dos poucos filme de Steven Spielberg a não ter música de John Williams.

A equipe de produção usou esqueletos humanos reais porque era mais barato comprar estes em vez de os de plástico.

Heather O'Rourke manteve o peixinho dourado Carol Anne tinha no filme.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Mês do Terror: os concorrentes!

Caso você não esteja paralisado de medo graças ao tema deste mês, que tal nos dar uma ajudinha? Na sua opinião qual filme encerraria mais assustadoramente nosso mês do Terror? Mas não fique assutado, nós damos uma ajudinha, apresentando os concorrentes.





Colheita Maldita
(Children of the Corn - 1984)

Isaac Chroner, um menino pregador, vai para Gatlin, Nebraska, e consegue que as crianças assassinem todos os adultos da cidade. Um jovem casal tem de comunicar um assassinato e vai para Gatlin, a cidade mais próxima, em busca de ajuda. Porém a localidade parece abandonada e logo eles são aprisionados, com poucas chances de escaparem vivos, pois as crianças praticam um culto que utiliza sangue humano para adubar a terra.



O Massacre da Serra Elétrica
(The Texas Chainsaw Massacre - 1974)

Em 1973, a polícia texana deu como encerrado o caso de um terrível massacre de 33 pessoas provocado por um homem que usava uma máscara feita de pele humana. Nos anos que se seguiram os policiais foram acusados de fazer uma péssima investigação e de terem matado o cara errado. Só que dessa vez, o único sobrevivente do massacre vai contar em detalhes o que realmente aconteceu na deserta estrada do Texas, quando ele e mais 4 amigos estavam indo visitar o seu avô.



A Hora do Pesadelo
(A Nightmare on Elm Street - 1984)

Um grupo de adolescentes tem pesadelos horríveis, onde são atacados por um homem deformado com garras de aço. Ele apenas aparece durante o sono e, para escapar, é preciso acordar. Os crimes vão ocorrendo seguidamente, até que se descobre que o ser misterioso é na verdade Freddy Krueger (Robert Englund), um homem que molestou crianças na rua Elm e que foi queimado vivo pela vizinhança. Agora Krueger pode retornar para se vingar daqueles que o mataram, através do sono.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Poltergeist - O fenômeno

O que fazer quando sua filha mais nova é sequestrada por fantasmas e aprisionada em outra dimensão dentro de sua própria casa? Acompanhem a luta desesperada de uma família para recuperar a pequena neste eletrizante clássico do cinema de terror da década de 1980.


Poltergeist - O fenônemo (Poltergeitst, 1982). EUA, 115 min, cor, Terror.

Direção: Tobe Hopper
Roteiro: Steven Spilberg, Michael Grais, Mark Victor. Baseado em uma história de Steven Spielberg.
Elenco: Craig T. Nelson, JoBeth Williams, Beatrice Straight, Dominique Dunne, Oliver Robbins, Heather O'Rourke, Michael McManus, Virginia Kiser, Martin Casella, Richard Lawson, Zelda Rubenstein, Lou Perryman, Clair E. Leucart, James Karen, Dirk Blocker, William Hope.



domingo, 9 de junho de 2013

Terror às claras


Rosemary (Mia Farrow) e o amuleto da sorte
O bebê de Rosemary (Rosemary's baby, 1968) é um filme atípico. O diretor Roman Polanski fugiu da maioria dos clichês (que funcionam), e criou um filme de terror que não parece um filme de terror. Sensacional. Afinal, imaginar algo aterrorizante numa noite escura e fria, quando você está sozinho e indefeso é muito fácil. Mas e quando você está feliz, recém-casada e cercada de amigos? É possível achar que o Mal vai te encontrar nessas circunstâncias? Muito mais difícil. 

Um jovem casal, Rosemary (Mia Farrow, fantástica) e Guy Woodhouse (Jon Cassavetes), se muda para um apartamento num prédio com fama de mal-assombrado - sem ligar muito pra isso, mesmo com os aterrorizantes fatos ocorridos por lá que seu amigo Hutch (Maurice Evans) havia detalhado - conhece seus novos vizinhos. Um extremamente simpático e bastante bisbilhoteiro casal de velhinhos, Minnie (Ruth Gordon, excelente) e Roman Castevetes (Sidney Blackmer). Eles haviam adotado uma jovem moça que Rosemary conhece na lavanderia - eles a haviam tirado das ruas e davam tudo o que ela queria e precisava, e ela era extremamente grata por isso. Essa jovem morre misteriosamente alguns dias depois, ao cair da janela do apartamento. Com isso, o casal acaba por se aproximar dos velhinhos. Ao aceitarem um convite para jantar, Roman acaba por criar uma amizade com Guy, enquanto a intromissão da velha incomoda a jovem Rosemary. Ela não quer mais saber de muita conversa, porém seu marido vê na ajuda de Roman uma chance de conseguir finalmente um bom papel para atuar.

Não demora muito e ele consegue o papel principal em um programa de tv após o ator escalado ter perdido repentinamente a visão. Alheia a esses acontecimentos, Rosemary só quer saber de terminar a decoração do apartamento e de engravidar. Quando seu marido finalmente se mostra disposto, chegando a marcar no calendário os melhores dias para a fertilização dela, Mary não suspeita de nada errado. Pelo contrário, junto com o marido preparam a noite especial - que é ligeiramente interrompida pela senhora Castevetes, que foi somente oferecer uma mousse de chocolate. Rosemary não toma todo o conteúdo de sua taça por não gostar do sabor (havia algo estranho ali), apesar da insistência de seu marido. Ao levantar-se, sente-se muito mal e é levada para o quarto por seu marido. Julgando ter caído no sono e estar um pesadelo terrível, ela se vê na casa dos vizinhos e seu marido a possuía na frente dos vizinhos e outras pessoas que não conhecia, completamente nus e entoando cânticos estranhos. Seu marido se transforma em uma criatura horrenda, de olhos amarelos, e a consciência oscilante desperta: ela não estava dormindo! Finalmente sedada, o ritual macabro termina e Rosemary acorda em seu quarto, com seu amado marido do lado. Certa de que teve realmente um pesadelo, apesar de estranhar as terríveis cicatrizes em seu corpo, resolve ignorar o acontecido.

Rosemary e os machucados: não foi só um pesadelo
Pouco tempo depois, descobre estar grávida. Felizes com a notícia, o casal de vizinhos indica 'o melhor obstetra da cidade', desprezando a confiança que ela tinha em seu médico. O doutor Sapierstein (Ralph Bellamy, sinistro) recomenda a ela que tome o suco diário que Minnie a ofereceria - seria muito melhor que as vitaminas industrializadas que ela tomaria se fosse a outro médico. Sem desconfiar, Rosemary aceita a indicação e resolve tirar do armário o amuleto da sorte que a mesma senhora havia dado à ela quando se conheceram. O amuleto era uma bola de metal com uma erva malcheirosa dentro, algo desagradável. Mas a pobre moça que morreu o usava com frequência, como uma forma de gratidão pelos cuidados do casal Castevetes. Então, ela resolveu usar também.

A gravidez não foi fácil. Sentindo intensas dores, que não passavam por nada, e com o seu obstetra dizendo que era muito normal, Rosemary começou a perder muito peso. Sua aparência estava cada vez pior, ela estava fraca, seu marido estava quase sempre ausente ensaiando o personagem, a vizinha estava cada vez mais intrometida em sua vida, aquela vitamina horrorosa que ela aceitava de bom grado já estava enjoando... A cada dia ela se sentia mais sozinha e isolada, e começava uma ligeira paranoia. Não queria mais saber dos vizinhos se intrometendo em sua vida (com a conivência do marido), seus amigos estavam afastados, ela quase não saía de casa. Resolveu parar de tomar a vitamina e dar uma festa para rever os amigos. Contou às amigas o que sentia, das dores terríveis e incapacitantes que sentia, recebeu a visita de seu amigo Hutch novamente - e foi aí que ela começou a suspeitar de que havia algo errado. Hutch estranhou o amuleto e foi pesquisar sobre, e quando ligou para ela marcando um encontro para contar-lhe o que havia descoberto, misteriosamente caiu em coma na manhã seguinte.

Rosemary continuou os preparativos para a chegada do bebê, e com a morte de seu amigo (que lhe deixou um livro sobre a história do prédio onde morava e um enigma, passado a ela por uma amiga: 'o nome é um anagrama'), ela começou a desconfiar que havia algo de errado. O livro falava sobre bruxaria e a história de um bruxo poderoso que havia morado ali no prédio e os rituais de magia negra que ocorreram ali. Seguindo a indicação do amigo Hutch, ela trabalha o nome do livro em anagramas e descobre várias frases de sentido maligno ocultas em seu significado - mas nada que fizesse sentido. Então decide fazer um anagrama com o nome do bruxo que ali morou e descobre que Roman Castevetes é o tal bruxo. Começa então a paranoia dela. Desconfiada que seus vizinhos queriam seu bebê para rituais de sacrifício, tira do pescoço o amuleto que usava e proíbe que o marido volte a deixá-los entrar em sua casa. Preocupada com a saúde de seu bebê, vai até o consultório do doutor Sapierstein, e descobre casualmente que ele usa um colar como o seu. Sentindo que ele também faz parte do complô, ela liga para o seu primeiro médico e marca uma consulta de emergência. Lá ela conta tudo o que aconteceu, e todas as suas suspeitas. Ele pede para que ela se acalme e diz que vai tomar providências. Ele acaba por chamar seu marido e o doutor, que a levam à força pra casa e ameaçam  interná-la em um sanatório se continuar com a paranoia de rituais e bruxarias.

Minnie Castevetes (Ruth Gordon): mais sinistra do que a maquiagem dela...
Sem ter para onde ir ou a quem recorrer, Rosemary volta para casa e entra em trabalho de parto. Preocupada com a saúde e a segurança de seu filho, pede que a levem para um hospital - mas o parto acaba acontecendo ali mesmo, enquanto todos os outros membros da seita chegavam. Rosemary perde a consciência quando é dopada e acorda em seu quarto, vigiada e sem notícias do bebê. Seu marido aparece e diz que a criança não resistiu, mas que eles ainda terão oportunidade de ter outros filhos. Arrasada, Rosemary toma as pílulas que lhe oferecem sem contestar. Até que começa a ouvir um choro de bebê ao longe e desconfia que a estão enganando novamente. Decide parar de tomar os remédios que lhe dão e percebe que, mesmo sem ter seu bebê por perto, continuam retirando seu leite. Uma tarde, quando acorda sozinha, decide investigar. Um antigo armário embutido em sua casa, que estava bloqueado por um pesado armário de madeira quando eles se mudaram, formava uma passagem para a casa dos Castevetes. Armada com uma faca de cozinha, ela encontra várias pessoas reunidas ali, em torno de um berço negro e um crucifixo de cabeça para baixo pendendo sobre ele. Sobressaltados com a presença dela, tentam impedi-la de avançar. Mas o senhor Castevetes deixa que ela se aproxime e veja a criança. Para o horror de Rosemary, o bebê tem inexplicáveis olhos amarelos (a criança não é mostrada em momento algum). É quando Roman revela o grande segredo: o bebê de Rosemary não seria sacrificado, mas era na verdade o filho de Satã - e ela estava certa quando teve a impressão de que seu sonho não era só um sonho. Então vem o dilema dela: cuidar de seu rebento como uma mãe deveria cuidar ou deixar a criança demoníaca nas mãos da seita e tentar esquecer o que houve? O que se passou na cabeça de Rosemary naqueles minutos em que ela se deu conta do quanto havia sido enganada e traída (até mesmo pelo marido, que não hesitou em trocar seu filho pela fama e sucesso na carreira), as fatalidades inexplicáveis àqueles que estavam no caminho, a solidão, isolamento e sofrimento que ela passou... E seu bebê. Aquele que ela esperou tanto, que amou tanto. Importava tanto assim o que ele era ou viria a se tornar? A criança chora insistentemente e a forma com que ninam o bebê só deixa mais irritado. Por puro instinto, Rosemary vai até o berço e passa a embalá-lo, aceitando seu destino.

O maior trunfo do filme é ser um terror fora dos clichês. Ok, pra ambientar a trama como terror, teve lá o clichê do prédio mal-assombrado e dos rituais de bruxaria com sangue e sacrifício. Mas é impressionante como o restante do filme causa uma sensação incômoda de medo mesmo com a fotografia ensolarada: o filme se passa quase que em tempo integral dentro do prédio, mais especificamente dentro do apartamento dos Woodhouse. Na reforma, o apartamento escuro e sombrio ganha paredes claras, Rosemary se veste com estampas floridas e alegres, e até mesmo os pesadelos de Rosemary são nítidos, claros. Bem diferente dos filmes de terror, em que a fotografia escura é quase uma regra pra causar medo, a sensação que Roman Polanski parece querer passar é a de que o mal está à espreita e vai te pegar em qualquer lugar, você não precisa de um dia frio e chuvoso de inverno ou ir para uma floresta deserta, uma cabana abandonada, um culto religioso maluco ou qualquer outra coisa mais 'sinistra' para que o Mal chegue até você. Seus simpáticos vizinhos podem estar tramando contra você. Seus pesadelos mais tenebrosos podem ter realmente acontecido. Golpes de sorte podem não ser exatamente aleatórios. Vai dizer que isso não dá medo? Por fugir dos clichês (subgênero gore, como eu descobri nas minhas pesquisas) e por ser malignamente genial, este é meu filme favorito do gênero menos favorito de todos. Provavelmente o único que será inesquecível sem me deixar insone, e que eu consegui ver o tempo inteiro sem pôr as mãos à frente dos olhos em alguma cena mais forte. Brilhante, com atuações excepcionais de Ruth Gordon e Mia Farrow, tomadas de cena inteligentes e direção fenomenal. Clássico sim, e por ser absurdamente plausível, aterrorizante também.

sábado, 8 de junho de 2013

O personagem título não dá as caras!

O personagem título não dá as caras! Sim, estou dando um spoiler sem aviso no título (e no paragrafo inicial) da minha resenha. Me processem! Mas tenham em mente que só faço isso pois tenho certeza de que não diminuiria em nada o impacto do filme.

Rosemary (Mia Farrow) e Guy (John Cassavetes) encontram o lar dos seus sonhos. Um antigo e grande apartamento que fora divido em vários apartamentos menores. Dividir uma parede com vizinhos não é problema, certo? Aliais, a maioria acharia ótimo ter companhia nas solidão das grandes cidades. Mas cuidado se seus vizinhos forem meio excêntricos, intrometidos ou prestativos demais. Eles podem estar tramando alguma coisa. E leva tempo para Rosemary perceber que há algo errado, praticamente sua gestação inteira.


Uma gestação aliais muito da estranha. (Isso mesmo "crepúsculetes", gestação sofrida é assim viu!) E apesar dos estranhos efeitos colaterais, que incluem dores terríveis, palidez e enjoos, a mãe de primeira viagem não desconfia de nada. E os poucos que o fazem misteriosa e coincidentemente passam a estar indisponíveis para a moça. O que deixa toda aflição e preocupação para o expectador impotente do lado de cá da tela.

Sim, o terror aqui é sutil e psicológico. Dispensando sustos (estilo "BU!"), e imagens bizarras e nojentas. Mesmo os confusos sonhos da "mãe do protagonista" são mais fantasiosos que assustadores, mas não menos estranhos.

Brilhantemente construído, ainda encontra espaço para a ambiguidade. Mesmo com todos as atitudes dos personagens apontando em uma direção, em alguns momentos fica a dúvida: não será tudo coisa da cabeça de Rosemary? O que não seria possível sem a atuação dedicada do elenco, desde o marido (Cassavetes) e suas sutis, embora mal disfarçadas mudanças de comportamento. Passando pela assustadoramente intrometida e oscarizada vizinha (Ruth Gordon, comendo bolo me deu arrepios). Até a física e psicologicamente frágil, embora cheia de força de vontade Rosemary. Todos cheios de nuances perfeitamente transmitidas na tela.
Me chamem de louca, mas o que me deu mais medo foi ver essa senhora devorando um pedaço de bolo!
É verdade, eu não fiquei com medo. Mas não acho que a intenção de Polanski era nos fazer dormir com a luz acesa. Ele queria que você suspeitasse, se preocupasse, e da próxima vez que encontrasse seus vizinhos no corredor se descobrisse com uma pulga atrás da orelha. Será???

Depois disso tudo, quem se importa de não ter visto o tal bebê.