3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Psicose

É provavelmente o filme mais famoso de um cineasta cheio de filmes famosos. Com certeza traz a cena de assassinato (incluindo sua aflitiva trilha sonora), mas imitada, reproduzida, homenageada e referenciada da história do cinema. Parece exagero, mas é só Psicose!

Psycho
1960 - EUA
109 min, p&b
suspense/terror

Direção: Alfred Hitchcock

Roteiro: Joseph Stefano

Música: Bernard Herrmann

Elenco:Janet Leigh, Anthony Perkins, Vera Miles, John Gavin, Martin Balsam

Alfred Hitchcock

Fizemos suspense e demoramos para publicar o tema que o blog vai abordar durante Outubro de 2013. Mas a espera finalmente acabou! Dentro de instantes você vai descobrir o grande homenageado deste mês. Ninguém menos que o incrível, o inigualável.....
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Alfred Hitchcock!!!!
Então? Nossa tentativa de fazer suspense escrito funcionou? Afinal, o homenageado da semana é considerado o mestre do suspense. Contudo, se nosso suspense não funcionou, não tem problema pois vamos ter um mês inteiro e 5 (sim temos filme extra!!!) longas para aprender com o melhor.

Podemos começar relembrando as duas primeiras passagens de Hitchock por nosso sofá. Em 2010 assistimos, resenhamos e descobrimos todas as curiosidades de Janela Indiscreta e Um corpo que cai.

Prepare-se, surpresas estão por vir....

domingo, 29 de setembro de 2013

Momentos Rock 'n' Roll de cinema

Durante todo este mês especial de Rock no cinema reunimos em nossa página no Facebook momentos de puro rock na tela grande. Já que ficou muito legal resolvemos criar uma playlist com os 30 vídeos que publicamos este mês.

Então? Seu momento favorito entrou na lista? Qual ficou faltando? Conte pra gente! 

Enquanto isso, aproveite o rock bebê.


sábado, 28 de setembro de 2013

All you need is a Beatle Song

Jude (Jim Sturgess) um rapaz comum de Liverpool sai em uma jornada de autoconhecimento, e acaba clandestinamente nos Estados Unidos. Lá não demora muito a esbarrar no amor de sua vida, Lucy (Evan Rachel Wood). Mas, são tempos conturbados na terra do Tio Sam, jovens tentam lutar contra o serviço militar obrigatório na guerra do Vietnã. O desgaste de um dia-a-dia conturbado e ideais diferentes coloca em risco o romance de Hey Jude e Lucy In The Sky With Diamonds.

Across the Universe seria uma história para lá de comum, e até repetitiva não fosse um único, porém vital, detalhe. Todo o enredo se desenrola através de músicas dos Beatles. Sim, é um musical, daqueles que você ama ou odeia. Onde os personagens, começam a cantar e dançar sem aviso prédio. Se você é um dos odiadores de musicais acredite: as músicas fazem toda a diferença.

As melodias fora adaptadas para o filme e executadas pelo elenco, mas as letras permanecem inalteradas. Isso torna mais impressionante quando elas não apenas se encaixam, mas ganham novos sentidos de acordo com o momento da trama em que são apresentada. O melhor exemplo disso é "I Want You (She's So Heavy)". Originalmente uma canção sobre o relacionamento entre John Lennon e Yoko Ono, aqui apresenta a convocação dos jovens pela pátria, e o peso de defende-la em uma guerra. Seu número musical incluisive, é um dos melhores elaborados e executados.

A trama ainda conta com Max (Joe Anderson), irmão de Lucy. A cantora Sadie (Dana Fuchs), uma referência a Janis Joplin. O músico Jo-Jo (Martin Luther McCoy) referência a Jimi Rendrix e Prudence (T.V. Carpio). É com eles que vem as maiores falhas do filme. Personagens secundários, tem suas histórias mal desenvolvidas. Max não escapa da guerra, mas parece só estar-lá para valorizar o tema anti-Vietnã, já que Jude, britânico, não seria recrutado. Sadie e Jo-Jo, engatam um romance que desanda apenas para ser retomado sem maiores explicações. Enquanto Prudence só existe para que a música que tem seu nome possa ser executada.

Outra presença sem sentido pois é logo abandonada é a segregação racial da época. Entretanto a cena dos confrontos ao som de uma das vítimas cantando “Let It Be” é emocionante. Alguns números musicais, longos e deslocados também atrapalham o desenvolvimento, e só mantem o expectador pela boa música.

Para o expectador atento, ainda resta buscar as referências aos Beatles, outros artistas e acontecimentos da época. Que vão desde a escolha de nomes dos personagens, como de suas atitudes e objetos da cenografia. Também as participações especias de Bono, Joe Cocker, Salma Hayek e do comediante Eddie Izzard.

Imagine, no final das contas, os pontos fortes superam os fracos! E apesar das pontas soltas Across the Universe deve agradar fãs e não iniciados. Afinal, tudo que o romance do garoto britânico e a menina americana precisavam era de uma música dos Beatles, e este longa está repleto delas!


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Prêmios de Across the Universe

Oscar
Indicado para melhor figurino.

Golden Globes
Indicado Best Motion Picture - Comedy or Musical

Grammy Awards
Nomeado Best Compilation Soundtrack Album for Motion Picture, Television or Other Visual Media

Camerimage
  • Silver Frog - Bruno Delbonnel
Casting Society of America, USA
Indicado - Outstanding Achievement in Casting - Studio Feature - Drama - Bernard Telsey

David di Donatello Awards
Indicado Best Foreign Film (Miglior Film Straniero) - Julie Taymor

GLAAD Media Awards
Indicado para Outstanding Film - Wide Release

Italian National Syndicate of Film Journalists
Noemado Silver Ribbon Best European Director (Regista del Miglior Film Europeo) - Julie Taymor

Satellite Awards
Nomeado Satellite Award - Best DVD Extras (2008), Best Art Direction & Production Design, Best Cinematography (2007)

Teen Choice Awards
Indicado Choice Movie Breakout Male - Jim Sturgess - também por Quebrando a Banca (2008).

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Referências musicais em Across the Universe

Across the Universe traz dezenas de referências, não apenas aos Beatles. Também traz outros fatos, artistas, acontecimentos, e tendências da época. Os detalhes são tantos que, além dos que já mencionamos aqui, também foi possível criar uma lista inteira apenas com referências a canções de The Beatles.

- O título do filme, e muitos dos personagens têm nomes de várias músicas: Lucy, Jude , Max ( Maxwell ) Sadie, Mr. Kite , Dr. Robert , Prudence , JoJo , Rita.

- "Helter Skelter" é ouvido na montagem de pré- título, e também é uma referência ao método em que as cenas são mostradas.

- "Doctor Robert": Quando Jude , Lucy e Max estão na festa para o doutor Robert ( interpretado por Bono) eles são vistos bebendo uma taça de líquido desconhecido. Esta é uma referência à letra , " Tome um gole do seu copo especial , Doctor Robert " (Take a drink from his special cup, Doctor Robert).

- "Get Back" : Uma voz se ouviu gritando "Get Back! " Sadie quando deixa o palco durante o "Oh! Dear"

-"Strawberry Fields Forever" : Durante a cena do jantar de Ação de Graças , Lucy e observações de Max avó que " o molho de cranberry não é tão picante como no ano passado ", referenciando o uso das palavras " molho de cranberry " proferidas por John (que foi muitas vezes ouvido mal como " Eu enterrei Paul ", acrescentando que o mito de que Paul estava morto).

- "Maxwell's Silver Hammer": Na faculdade, Max geralmente apronta fora e causa problemas. Esta é uma referência à letra da canção, "Back in school again/Maxwell plays the fool again."

- Além disso, quando Max e Jude encontram pela primeira vez Sadie, ela diz que eles parecem inofensivos, em seguida, olha para Max e diz: "Então, novamente, você poderia ter assassinado sua avó com um martelo." Max é visto mais tarde a "consertar" um fã com um martelo.

- "Ob-La-Di, Ob-La-Da": O nome Molly (namorada de Jude em Liverpool ) faz alusão a Molly na música.

- "The Word": Quando se discute o gerente de Dr. Robert ônibus Sadie diz: "Espalhe a palavra." (Spread the word).

- "A Day In The Life": Quando o cover instrumental de Jeff Beck de "A Day in the Life" toca, Jude está lendo um jornal - uma referência à letra: "Eu li as notícias hoje, oh boy".

- "I Want You": o famoso cartaz de recrutamento do Tio Sam está animado para ilustrar a canção.

- "Martha My Dear": nome da mãe de Jude é Martha.

- "Lovely Rita": Nome do amigo de Prudence é Rita.

"Sexy Sadie": Embora o personagem de Sadie seja uma referência a Janis Joplin, ela também é uma referência a esta canção.

- "Get Back": Enquanto o personagem de JoJo é uma referência a Jimi Hendrix, é também uma referência a "Get Back". (especialmente a primeira linha "JoJo foi um homem que pensou que era um solitário / Mas ele sabia que não iria durar . ")

- "Revolution 9": o número do prédio onde o concerto no terraço ocorre é # 9. 

- "Olá, Goodbye": Após Prudence entrar pela janela do banheiro, Jude cumprimenta dizendo "Olá, olá", que pode ser visto como uma referência a "Olá Goodbye" (que foi chamado Olá Olá por McCartney enquanto ele estava escrevendo).

- "Ela entrou pela janela do banheiro": Quando Prudence entra no apartamento pela janela, Jude comenta "Ela entrou pela janela do banheiro."

- "When I'm Sixty-Four": "Quando estou Sixty-Four": O empregado estaleiro que dá Jude seu salário, diz que achava que estaria fazendo algo diferente quando ele tivesse sessenta e quatro anos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A trilha sonora de Across the Universe

A trilha sonora do filme é quase totalmente formada por clássicos já interpretados pela banda inglesa The Beatles. Nos EUA a trilha sonora do filme foi lançada em três versões, a primeira com 16 canções, uma segunda com 29 canções, e a última, com 31 (as duas músicas incluídas são "I Want You (She's So Heavy)" and "Why Don't We Do It In The Road?"), foi disponibilizada apenas em lojas específicas ou para download no iTunes.


  • Girl - interpretada por Jim Sturgess
  • Helter Skelter - interpretada por Dana Fuchs
  • Hold Me Tight - interpretada por Jim Sturgess, Evan Rachel Wood, Lisa Hogg
  • All My Loving - interpretada por Jim Sturgess
  • I Want To Hold Your Hand - interpretada por TV Carpio
  • With A Little Help From My Friends - interpretada por Joe Anderson, Jim Sturgess & Dorm Buddies
  • It Won't Be Long - interpretada por Evan Rachel Wood
  • I've Just Seen A Face - interpretada por Jim Sturgess
  • Let It Be - interpretada por Carol Woods, Timothy T. Mitchum
  • Come Together - interpretada por Joe Cocker e Martin Luther
  • Why Don't We Do It in the Road? - interpretada por Dana Fuchs
  • If I Fell - interpretada por Evan Rachel Wood
  • I Want You (She's So Heavy) - interpretada por Joe Anderson
  • Dear Prudence - interpretada por Dana Fuchs, Jim Sturgess, Joe Anderson, Evan Rachel Wood e TV Carpio
  • Flying - interpretada por The Secret Machines
  • Blue Jay Way - interpretada por The Secret Machines
  • I Am The Walrus - interpretada por Bono
  • Being for the Benefit of Mr. Kite! - interpretada por Eddie Izzard
  • Because - interpretada por Evan Rachel Wood, Jim Sturgess, Joe Anderson, Dana Fuchs, TV Carpio e Martin Luther
  • Something - interpretada por Jim Sturgess
  • Oh! Darling - interpretada por Dana Fuchs e Martin Luther
  • Strawberry Fields Forever - interpretada por Jim Sturgess e Joe Anderson
  • Revolution - interpretada por Jim Sturgess
  • While My Guitar Gently Weeps - interpretada por Martin Luther e Jim Sturgess
  • Across The Universe - interpretada por Jim Sturgess
  • Happiness Is a Warm Gun - interpretada por Joe Anderson
  • A Day in the Life - Instrumental
  • Blackbird - interpretada por Evan Rachel Wood
  • Hey Jude - interpretada por Joe Anderson
  • Don't Let Me Down - interpretada por Dana Fuchs e Martin Luther
  • All You Need Is Love - interpretada por Jim Sturgess, Dana Fuchs, TV Carpio e Joe Anderson
  • She Loves You - interpretada por Joe Anderson (Ela pode ser ouvida no final do filme, antes do fim de All You Need Is Love)
  • Lucy In The Sky With Diamonds - interpretada por Bono
  • And I Love Her - (Cena Excluída)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Curiosidades de Across the Universe

Os personagens foram tirados de músicas dos Beatles, assim como o título original do filme.

Cópias de lançamento foram entregues a alguns cinemas com o título falso "Amor e Liberdade".

Este filme foi lançado nos Estados Unidos no dia do aniversário de John Lennon (09 de outubro).

90% das canções foram gravadas ao vivo nos sets de filmagens, sem qualquer dublagem feita em estúdio durante a pós-produção. A cena em que Evan Rachel Wood canta "If I Fell" foi gravada logo em sua 1ª tentativa.

Paul McCartney e Yoko Ono deram apoio durante a produção do filme, e estavam em contato com a diretora Julie Taymor.

Ringo Starr, Yoko Ono, Paul McCartney e Olivia Harrison elogiaram o filme depois de vê-lo.

Paul McCartney teve uma exibição privada, juntamente com a diretora Julie Taymor, e expressou o quanto ele gostou do filme.

Diretora Julie Taymor assistiu a estréia de Across The Universe sentado ao lado de Paul McCartney. Ela estava nervosa com o que ele pensaria assim, quando o filme acabou, ela perguntou se havia alguma coisa que ele não gostava sobre ele e McCartney respondeu: "O que há para não gostar?" McCartney também cantou junto com "All My Loving" baixinho, um momento muito emocionante para Taymor.

De acordo com Julie Taymor ela usou 30 canções de The Beatles como base para o roteiro, que cobre eventos de 1963 a 1969, mas no filme os seis anos são compactados em dois anos.


Joe Anderson foi originalmente considerado para desempenhar o papel de Jude, mas na audição, ele disse a Julie Taymor que era o personagem de Max e que preferia fazer o teste para esse papel.

Salma Hayek, que já trabalhou com a diretora Julie Taymor em Frida (2002), pediu para participar do filme, mesmo que fosse em um papel pequeno.

Em uma entrevista, Evan Rachel Wood e Jim Sturgess disseram que eles estavam no jantar um dia e soube que Ringo Starr estaria assistindo a uma seção na cidade. Eles prontamente reservaram ingressos para o teatro e assistiram seu filme com um dos Beatles originais. Sturgess então perguntou a Starr o que ele achava disso. Ele disse que gostou muito.

Julie Taymor foi inspirada por Rafael Fracacio O Diário de Julia, um filme psicodélico resumo, para criar a experiência letárgica na sequência do ônibus e o clipe "I Am The Walrus" no filme.

A citação "ou você está no ônibus, ou fora do ônibus" é retirado do livro "The Electric Kool-Aid Acid Test", de Tom Wolfe.

Durante o número "Being for the Benefit of Mr. Kite", a parte do texto que aparece no fundo é tirado diretamente do cartaz vintage do circo que inspirou John Lennon a escrever a canção.

Durante o número "Being for the Benefit of Mr. Kite", as pessoas azuis em torno Mr. Kite são uma referência para os Blue Meanies do filme de animação Beatles: Submarino Amarelo.

Algumas cenas são derivadas de eventos reais de 1960, como o violento protesto estudantil na Universidade de Columbia e a explosão em uma casa de Nova York. Os Beatles também foram parados pela polícia, enquanto um concerto telhado em Londres durante as filmagens Deixa Estar.

O concerto no terraço no final do filme é uma referência ao concerto no terraço de The Beatles no topo da sede da Apple Records, a sua última aparição pública. A polícia interrompendo o show faz alusão à forma como realmente aconteceu no último concerto dos Beatles em Londres durante as filmagens Deixa Estar.

As primeiras versões do roteiro tinham um personagem chamado Sgt. Pepper, com "Sgt. Solitária Hearts Club Band. Pepper", criado para acompanhar a sua cena. O personagem foi descartado quanto o roteiro foi finalizado para a produção.

Cafe Huh? é uma referência para Cafe Wha?, originalmente em Greenwich Village.

Apple Records, o estúdio de propriedade de The Beatles, é referenciado quando Jude tenta desenhar uma maçã verde, em seguida, fatia ao meio, produzindo, assim, os dois logotipos da empresa. O close-up mostra uma maçã cortada quase exatamente como está no logotipo.


Durante a cena subaquática, Jude e Lucy posam fazendo alusão a John Lennon e Yoko Ono na capa da revista Rolling Stone, edição 335 (22 de janeiro de 1981). Eles foram fotografados por Annie Leibovitz.


Quando Sadie toca no Fillmore, ela é anunciado como Sadie and the Po Boys, uma referência ao Creedence Clearwater Revival álbum "Willie and the Poor Boys."

Durante o número "With a Little Help From My Friends", um cartaz em destaque da atriz Brigitte Bardot é uma referência ao a obsessão de John Lennon ao longo da vida com ela.

O caráter de JoJo é uma clara referência a Jimi Hendrix. Sadie o veste com uma camisa roxa e bandana - um dos figurinos mais famosos de Jimi. JoJo também toca uma guitarra Fender - a mesma marca usada por seu protótipo, Jimi Hendrix.

Sadie, com seu cabelo vermelho-fogo e temperamento apaixonado, é uma referência a Janis Joplin. Sadie  é ainda vista bebendo diretamente de uma garrafa de Jack Daniels durante a sua espiral negativa, uma ação que Janis fez regularmente com Southern Comfort. Mesmo voz gutural Janis é usada por Sadie  no filme.

Porsche psicodelicamente pintado estacionado na frente do prédio (cena do concerto em cima do telhado) era uma referência a o Porsche 356C Cabriolet possuído e conduzido por Janis Joplin.

Durante a realização de Strawberry Fields, os personagens principais assistiam TV. Na cena vemos a mesma imagem projetada em seus rostos. Esta é uma referência ao vídeo promocional que os Beatles fizeram para acompanhar a música quando lançada.

Progressão vida de Jude é semelhante a John Lennon. Como John Lennon fez, Jude viveu em Liverpool, em seguida se mudou para Nova York para trabalhar como um artista como Lennon. Jude, em seguida, encontra problemas com a lei e é deportado (Lennon foi preso também, mas uma tentativa de deportá-lo falhou).

Embora a abertura do filme seja ambientado na "Dayton High School", em Dayton, Ohio, tal escola não existe ou já existiu em Dayton. Na década de 1960, Dayton tinha várias escolas de ensino médio, nenhum dos quais tinha Wildcats como mascote.

Jude e seus desenhos nus de si mesmo e Lucy são baseadas em quando John Lennon fez alguns desenhos nus de si mesmo e Yoko.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Across the Universe

Está acabando o mês do rock bebê!!! Mas não fique triste, o último longa foi escolha dos leitores (via enquete!) e finalmente traz os garotos de Liverpool para o nosso sofá.

Across the Universe
2007 - EUA/Reino Unido
133 min, colorido
musical

Direção: Julie Taymor

Roteiro: Julie Taymor, Dick Clement, Ian La Frenais

Elenco:Jim Sturgess, Evan Rachel Wood, Joe Anderson, Dana Fuchs, Martin Luther McCoy, T. V. Carpio, Bono, Eddie Izzard, Salma Hayek, Joe Cocker, Robert Clohessy, Linda Emond, Logan Marshall-Green, Harry J. Lennix, James Urbaniak, Spencer Liff… Daniel

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Curiosidades de The Doors

The Doors levou cerca de 20 anos para ser enfim produzido. As filmagens ocorreram entre 19 de março e 20 de junho de 1990.

Durante as filmagens, músicas do Doors estavam constantemente sendo tocadas no set.

Antes da audição, Val Kilmer memorizou as letras de todas as canções escritas por Jim Morrison. Ele também enviou o diretor Oliver Stone um vídeo dele executando algumas canções do The Doors, que Stone alegou ferir a imagem de Kilmer como Morrison.

Os membros sobreviventes do "The Doors" afirmam que Val Kilmer fez um bom trabalho como Jim Morrison tocando e cantando como ele que não conseguiam distinguir a voz do verdadeiro a de Morrison.

Val Kilmer quebrou o braço quando executou um salto do palco no meio da multidão e o dublê não conseguiu pegá-lo, deixando Kilmer com um crescimento anormal em seu cotovelo direito.

Kilmer usou lentes de contato especiais que fizeram suas pupilas parecem dilatadas nas cenas em que Morrison estava drogado.

Closeups usavam a voz de Kilmer, as tomadas á longa distância usam a de Morrison.

"Mr Mojo Risin" é um anagrama de "Jim Morrison".

O poema que Jim Morrison está lendo na abertura do filme é, na verdade, duas seleções de seu livro de poesia "Uma Oração americana": "Awake Santo Song" e "Awake". É o mesmo livro que Jim dá a sua banda no final do filme. A versão musical de An American Prayer não foi, contudo, gravada pelos membros sobreviventes do The Doors até vários anos depois da morte de Morrison.

Antes da produção, Val Kilmer viveu e respirou Morrison por quase um ano, vestindo-se com suas roupas e rondando em seus antigos redutos na Sunset Strip. O biógrafo de Jim Morrison Jerry Hopkins diz que o viu um dia quando encontrou Oliver Stone para o almoço, usando um telefone público no restaurante, e estava tão convencido pela imagem crível ele montou que o primeiro pensamento que entrou em sua cabeça era: "Eu tinha esquecido o quão alto era Jim.

Quatro anos e meio antes de Crispin Glover retratar Andy Warhol neste filme, os dois se conheceram quando ambos foram convidados para o casamento de Madonna e Sean Penn.

Depois da cena em que Jim está sendo fotografado, ele fica no lugar e olha para a câmera enquanto jornais e revistas voam, mostrando ascensão do The Doors para a fama, mas também, uma escultura de uma figura grega aparece sobre Jim. Esta é uma escultura de Alexandre, O Grande. Jim Morrison se comparou a Alexandre, o Grande várias vezes em sua vida. Diretor Oliver Stone iria dirigir Alexandre sobre Alexandre, o Grande, estrelado por Kilmer como o pai de Alexander.

O verdadeiro guitarrista do Doors Robby Krieger pode ser visto brevemente andando pelo grupo enquanto eles conversam no corredor no cenário do London Fog.

O papel de Billy Idol no filme era originalmente muito maior. Antes de filmar, Idol sofreu um acidente de moto que o deixou gravemente ferido e incapaz de andar. Devido a isso, seu papel no filme foi reduzido severamente, e você vai perceber que quando ele aparecer no filme, ele está de muletas, sentado ou deitado.

O verdadeiro túmulo de Jim Morrison é mostrado no final do filme, filmado no Père Lachaise, em Paris, na França. A lápide foi entretanto alterada e as pichações foram retiradas das sepulturas vizinhas, a pedido dos pais de Jim. O busto de Jim acredita-se ter sido roubado em algum momento de 1988. O túmulo também é cercado com uma cerca de aço para evitar vandalismo, como pedaços de pedra foram retirados e roubados ao longo dos anos.

O comentário de Jim Morrison ao ser entrevistado sobre a gastar mais dinheiro em álcool e tabaco do que a educação é tirado de "The Doors of Perception", de Aldous Huxley.

O guitarrista Robby Krieger insistiu que a cena que mostra a banda ensaiando "Light My Fire" deixasse claro que foi ele, e não Jim Morrison, que compôs a música.

A cena em que Jim esmaga uma TV, quando estava no estúdio de gravação realmente aconteceu. Ray Manzarek descreve esta cena vividamente em sua autobiografia "Light My Fire".

Oliver Stone afirmou no comentário sobre versão do diretor que as seqüências de concertos foram baseados na cena de orgia em Os Dez Mandamentos.



O bar que Jim e seus amigos freqüentado no filme é Barney's Beanery, um local popular em W. Hollywood, CA. Este foi o último lugar Janis Joplin foi antes de ela morrer mais tarde naquela noite em um hotel nas proximidades.

Oliver Stone fez diversos apelos para que Ray Manzarek, tecladista do The Doors, trabalhasse como consultor no filme. Manzarek não apenas recusou o convite, como posteriormente declarou que The Doors conta de forma horrível a história da banda.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Prêmios de The Doors

Apesar dos elogios à atuação de Val Kilmer, o filme não chamou atenção das premiações. Recebeu apenas 3 indicações.

Chicago Film Critics Association Awards
Nomeado Best Actor - Val Kilmer

MTV Movie Awards
Nomeado Best Male Performance - Val Kilmer

Moscow International Film Festival
Nomeado Golden St. George - Oliver Stone

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

The Doors - o filme

Agora é a hora de cinebiografia com Jim Morrison e sua banda.

The Doors
1991 - EUA
140 min, colorido
drama

Direção: Oliver Stone

Roteiro: Randall Jahnson, Oliver Stone

Elenco:Val Kilmer, Meg Ryan, Kyle MacLachlan, Frank Whaley, Kevin Dillon, Kathleen Quinlan, Billy Idol, Jennifer Tilly

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O lado meio cafona e nonsense do rock

É serio que nos anos de 1980, o rock ainda era mal visto pelos "adultos". Os mesmos adultos que eram jovens quando Elvis e os Beatles arrebatavam a juventude? A premissa de Rock of Ages já começa a ser perder por aí. Não convence que em plena década de 80 o rock ainda fosse demonizado desta maneira.

Mas é por causa da propaganda contra que o Bourbon famosa casa de shows está em apuros financeiros.É lá que Drew (Diego Boneta) trabalha, e onde conseguiu um emprego para a recém chegada Sherry (Julianne Hough). Ambos aspirantes a estrela do rock, não demorou muito para a atração acontecer. É nessa mesma semana que a lenda do rock Stacee Jaxx (Tom Cruise) decide fazer um show na casa onde iniciou sua carreira, o que pode salvar a boate. É claro, a presença do astro, abala o recém-começado romance de uma vida.

Temos então um aspirante a cantor com medo de palco. Uma menina do interior com o coração partido. Uma estrela caída explorada pelo empresário inescrupuloso. E uma beata com dor de cotovelo empenhando uma caçada à boate mais famosa da cidade. O problema é que o medo de palco nunca chega a atrapalhar Drew. E Sherry parece muito moderninha para alguém do interior. O que não ajuda em nada a criar empatia com os nada carismáticos protagonistas, o que atrapalha o bom trabalho do resto do elenco.

E por falar no resto do elenco estelar. Paul Giamatti se diverte na pele do tal empresário. Enquanto o talento musical de Catherine Zeta-Jones é desperdiçado com a beata, que aparece um pouco mais que uma ponta de luxo. Russell Brand e Alec Baldwin funcionam em um inesperado dueto. Mas é Tom Cruise que rouba a cena. Saindo da sua zona de conforto interpretativo com o sua estrela do rock decadente e cheio de trejeitos que ora beira a depressão, ora a insanidade.

Apesar da eficiência da parte experiente do elenco, o roteiro ainda é previsível e cheio de furos. Como na sequencia que mostra a passagem de tempo entre a chegada de Sherry e o show de Jaxx. Deviam ser apenas alguns dias, mas até fazer aniversário a moça faz. Em uma montagem que dá a impressão de terem se passado meses. Piadas forçadas também ganham espaço aqui. Um cima do muro, esses absurdos não conseguem o resultado humorístico que pretendiam. Deixando o expectador pensando: em porque estamos vendo um número romântico em um banheiro imundo?
Tudo isso intercalado com músicas. Boas músicas dos anos 80. O repertório somado ao bom trabalho do elenco, e a surpresa da caracterização de Cruise é o que vale a pena. Então abrace o nonsense, o pieguismo, ignore os protagonista e só cante junto!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A trilha sonora de Rock of Ages

Com 20 faixas, grande canções do rock mundial, a trilha sonora de Rock of Ages foi lançada em 2012. Escute as músicas na playlist abaixo.




1 - "Paradise City" – Tom Cruise (original: Guns n' Roses)
2 -"Sister Christian" / "Just Like Paradise" / "Nothin' but a Good Time" – Julianne Hough, Diego Boneta, Russell Brand, Alec Baldwin (originais: Night Ranger, David Lee Roth e Poison)
3 - "Juke Box Hero" / "I Love Rock 'n' Roll" – Diego Boneta, Alec Baldwin, Russell Brand, Julianne Hough (originais: Foreigner e The Arrows/Joan Jett and the Blackhearts)
4 - "Hit Me with Your Best Shot" – Catherine Zeta-Jones (original: Pat Benatar)
5 - "Waiting for a Girl Like You" – Diego Boneta, Julianne Hough (original: Foreigner)
6 - "More Than Words" / "Heaven" – Julianne Hough, Diego Boneta (originais: Extreme e Warrant)
7 - "Wanted Dead or Alive" – Tom Cruise, Julianne Hough (original: Bon Jovi)
8 - "I Want to Know What Love Is" – Tom Cruise, Malin Akerman (original: Foreigner)
9 - "I Wanna Rock" – Diego Boneta (original: Twisted Sister)
10 - "Pour Some Sugar on Me" – Tom Cruise (original: Def Leppard)
11 - "Harden My Heart" – Julianne Hough, Mary J. Blige (original: Quarterflash)
12 - "Shadows of the Night" / "Harden My Heart" – Mary J. Blige, Julianne Hough (original: Pat Benatar)
13 - "Here I Go Again" – Diego Boneta, Paul Giamatti, Julianne Hough, Mary J. Blige, Tom Cruise (original: Whitesnake)
14 - "Can't Fight This Feeling" – Russell Brand, Alec Baldwin (original: REO Speedwagon)
15 - "Any Way You Want It" – Mary J. Blige, Constantine Maroulis, Julianne Hough (original: Journey)
16 - "Undercover Love" – Diego Boneta
17 - "Every Rose Has Its Thorn" – Julianne Hough, Diego Boneta, Tom Cruise, Mary J. Blige (original: Poison)
18 - "No One Like You" – Julianne Hough, Tom Cruise (original: Scorpions)
19 - "We Built This City" / "We're Not Gonna Take It" – Russell Brand / Catherine Zeta-Jones (originais: Jefferson Starship e Twisted Sister)
20 - "Don't Stop Believin'" - Julianne Hough, Diego Boneta, Tom Cruise, Alec Baldwin, Russell Brand, Mary J. Blige (original: Journey)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Prêmios de Rock of Ages

ALMA Awards
  • Favorite Movie Actor - Diego Boneta

Golden Trailer Awards
Nomeado para Best Comedy

Grammy Awards
Nomeado para Best Compilation Soundtrack For Visual Media e Best Compilation Soundtrack For Visual Media

Motion Picture Sound Editors
Indicado para Best Sound Editing - Music in a Musical Feature Film

Teen Choice Awards
Indicado para Choice Movie Breakout (Julianne Hough), Choice Summer Movie - Comedy/Musical, Film - Choice Chemistry (Julianne Hough, Diego Boneta)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Curiosidades de Rock of Ages

O filme é adaptado do musical homônimo da Broadway de Chris D'Arienzo.

O diretor Adam Shankman tem experiência com musicais. Dirigiu episódios da série de TV Glee em 2010 e 2011, além do sucesso Hairspray - Em Busca da Fama.

Tom Cruise teve aulas de voz por quatro meses e meio.

Constantine Maroulis desempenha um executivo de gravadora neste filme. Ele interpretou Drew Boley na produção da Broadway e foi indicado para o Tony Award 2009 de Melhor Ator Principal em um Musical para seu desempenho.

A cena sob o letreiro de Hollywood foi na verdade gravada em um aterro sanitário de lixo em Pompano Beach, Florida.

Quando Sherrie e Drew estão na loja de discos de uma cópia do original de 1984 da trilha sonora de Footloose - Ritmo Louco pode ser vista na frente de Sherrie. Julianne Hough estrelou em 2011 o remake, Footloose - Ritmo contagiante.

O longa tem um site oficial.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Rock of Ages - O Filme

A Broadway também tem seus momentos de rock, e claro, ja chegou à tela grande.

Rock of Ages
2012 - EUA
122 min, colorido
musical

Direção: Adam Shankman

Roteiro: Chris D'Arienzo, Allan Loeb, Michael Arndt

Elenco: Julianne Hough, Diego Boneta, Russell Brand, Paul Giamatti, Catherine Zeta-Jones, Bryan Cranston, Malin Akerman, Mary J. Blige, Alec Baldwin, Tom Cruise

Adaptado do musical homônimo da Broadway de Chris D'Arienzo.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Muita pirataria, pouco rock

Ser um jovem britânico na década de 1960 poderia ser muito tedioso. Em plena ascensão do rock, as rádios tradicionais tocavam apenas cerca de duas horas do ritmo por semana. Não é de se admirar que logo logo apareceram rádios piratas dedicadas ao rock e pop. O longa sintetiza essas rádios em apenas uma, situada em um navio, a exemplo de uma rádio real da época.  Encerra aqui a referência do filme com a história real do Reino Unido.

Começa aqui a parte loucamente fictícia do longa. Tem gente de mais naquele barco. E quando eu digo gente, me refiro aos locutores, todos homens. Quando não estão pensando em rock, estão fazendo o que o estereótipo de roqueiro dos anos 60 dita. Afinal esta é uma comédia.

Embarcamos na Radio Rock junto com um jovem de 18 anos enviado pela mãe para conviver com o padrinho e melhorar seu comportamento. Não, não lembro o nome dele. Aliais, de nenhuma das personagens, tem muita gente nesse barco. E por um simples motivos, os locutores e equipe técnica vivem na embarcação, se revezando nos microfones para manter a rádio 24 horas no ar.

Passamos então a acompanhar o cotidiano da estação, que vive, literalmente de sexo, drogas e rock n' roll. Enquanto um oficial do governo (Kenneth Branagh) e seu assistente (Jack Davenport) tentam tornar as rádios piratas ilegais. Afinal, estão desencaminhando os jovens.

Na Radio Rock os conflitos são curtos e episódicos à espera do grande clímax, que envolve a ação do governo (ou quase isso). Assim, temos a visita mensal das moças para namorar os rapazes. O dilema da grande estrela da estação ameaçada pelo retorno de um antigo locutor, o caso do casamento, e por aí vai. Tudo apresentado e resolvido alguns minutos depois. Pode incomodar e muito que esperava por uma trama melhor estruturada. Entretanto, falta de trama incomoda menos que os estereótipos do rock, que inclui "bicho-grilo", mulheres objetos, etc.

A parte divertida fica por conta das ótimas atuações de um elenco de estrelas britânicas como Nick Frost, Katherine Parkinson, Chris O'Dowd, Bill Nighy, Rhys Ifans e Nick Frost. E as participações relâmpagos como Emma Thompson, Gemma Arterton e January Jones. Philip Seymour Hoffman é o gringo da produção.

Os Piratas do Rock não mantém um ritmo linear, mas ganha os expectadores com a carisma de um elenco de estrelas.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mês do Rock: os concorrentes

O mês é do rock, e a escolha é sua! Vote no filme que deve encerrar nosso mês roqueiro no blog. Para facilitar sua escolha, uma ajudinha: apresentamos os concorrentes!



Sid & Nancy - O Amor Mata
(Sid & Nancy - 1986)

Baixista do grupo Sex Pistols, ícone do punk rock inglês do final dos anos 70, Sid Vicious (Gary Oldman) já vivia uma vida problemática e revoltada como bom artista punk. Mas seu comportamento só piorou depois de conhecer a jovem Nancy Spungen (Chloe Webb), com quem experimentou momentos de extrema loucura, muitas vezes regado à drogas e álcool, afastando o músico da banda.



Across the Universe
(2007)

Década de 60. Jude (Jim Sturgees) e Lucy (Evan Rachel Wood) estão perdidamente apaixonados. Juntamente com um grupo de amigos e músicos eles se envolvem nos movimentos da contracultura de sua época, tendo como guias o dr. Robert (Bono) e o sr. Kite (Eddie Izzard).



Os Reis do Iê, Iê, Iê
(A Hard Day's Night - 1964)

O ano é 1964 e a Beatlemania está no seu auge. Os quatro rapazes de Liverpool estão a ponto de mudar o mundo da música - se conseguirem deixar o quarto do hotel onde estão hospedados. Enfrentando produtores nervosos, fãs histéricos e parentes problemáticos, Paul, John, George e Ringo buscam de todas as maneiras se divertir e ao mesmo tempo cumprir seus compromissos firmados.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Curiosidades de Os Piratas do Rock

Este filme é vagamente baseado na Radio Caroline, uma popular rádio pirata com história e estilo similar. Era intenção do diretor Richard Curtis para tecer uma história de ficção em torno das muitas estações piratas da época, ao invés de basear a história em uma história factual.

Embora puramente ficcional, o filme faz referência a muitos dos acontecimentos reais sobre rádios piratas.

Foram filmadas cenas com James Corden como um DJ rival sabotado pelo Radio Rock crew. As sequencias foram cortadas do filme, mas estão disponíveis como cenas deletadas na maioria dos lançamentos de home vídeo.

Hans Zimmer escreveu trilha do filme, que consiste em apenas uma pista de seis minutos durante o final, sem ser creditado como compositor. Ele fez isso como um favor a Working Title, com quem ele tinha trabalhado durante o início de sua carreira na década de 1980. A faixa de pontuação é listada nos créditos finais, entre as inúmeras canções usadas como "Sink or Swim" e Zimmer está listado, nas letras miúdas, como o escritor dessa "música" particular junto com Lorne Balfe.

É a segunda vez que Philip Seymour Hoffman interpreta um disk jockey de rádio. Ele viveu o apresentador de rádio Lester Bangs em Quase Famosos.

O navio usado para as filmagens foi o MV Timor Challenger, e muito das filmagens, de cenas diurnas e noturnas, foram feitas no Porto de Portland perto de Weymouth onde ocorreu a competição de vela nos Jogos Olímpicos de 2012.

O esquema de pintura em vermelho do navio foi baseado no da MV Ross Revenge, que foi a Rádio Caroline navio pirata de 1983-91, e hoje é mantida como um museu por entusiastas voluntários, que auxiliaram em vários aspectos do filme, incluindo emprestar muitos dos acessórios de radiodifusão e de navios.

Embora o filme se passe em 1966, grande parte da música tocada é anacrônica. Por exemplo, Bob carrega uma cópia do disco "The 5000 Spirits or the Layers of the Onion" do The Incredible String Band, que não foi nem registrado, nem lançado até 1967; e "Won't Get Fooled Again" do The Who, usada na cena clímax, só foi lançada 5 anos depois do ano do filme.

Prêmios
Sannio FilmFest
  • Best Picture
Indicado para Best Actor(Philip Seymour Hoffman), Best Costume Design (Joanna Johnston), Best Director, Best Production Design.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Os Piratas do Rock

We wanna rock and roll all night and party everyday... assim como nossos colegas britânicos da década de 1960 que fizeram sucesso com uma rádio pirata que tocava rock 24 horas por dia!

The Boat That Rocked
2009 - Reino Unido/França/Alemanha
117 min, colorido
comédia

Direção: Richard Curtis

Roteiro: Richard Curtis, Tim Bevan, Eric Fellner, Hilary Bevan Jones

Elenco: Tom Sturridge, Bill Nighy, Rhys Ifans, Nick Frost, Philip Seymour Hoffman, Talulah Riley, Chris O'Dowd, Rhys Darby, Ralph Brown, Jack Davenport

Mês do Rock

Setembro é mês de rock, bebê!
Vá você ou não na edição 2013 do Rock in Rio, este mês vamos celebrar no melhor estilo Rock n' Roll cinéfilo. Afinal qualquer desculpa serve quando se quer ouvir boa música, e já estava na hora de outro mês musical aqui no blog.

Blues, música country, rhythm and blues, folk, jazz, soul music, funk e música clássica. O Rock nasceu na mistura dessas, influências lá pela década de 1950 nos EUA. E claro, como toda linguagem é viva, e continua se modificando, agregando novas influências e criando sub-gêneros. As opções são tantas que é difícil encontrar alguém que não goste de ao menos um estilo.

É claro que não demorou muito para o rock chegar nas telonas. Um dos pioneiros no rock cinematográfico foi ninguém menos que Elvis Presley, que entre 1956 e 1972 lançou mais de 30. O Rei já ganhou um mês inteirinho dedicado a ele aqui no blog.

Então preparem suas guitarras e baterias, capriche na pose, porque
we wanna rock and roll all night and party everyday...

domingo, 1 de setembro de 2013

Mais que um simples filme de ação


A sequência inicial de O profissional nos faz crer que se trata de um filme de ação comum. Mas basta Natalie Portman entrar em cena para percebermos que há algo diferente. Em exemplares mais comuns do gênero, aquela menininha de 12 anos que fuma escondido na escada seria sequestrada e resgatada pelo herói num desfecho emocionante, mas a narrativa está bem distante de ser assim. Com o desenrolar da trama (e graças ao enorme talento daquela então promissora atriz mirim), entendemos que Mathilda pode até não dar nome ao longa (que no original se chama Léon), mas é a verdadeira protagonista da história.

Um desentendimento provocado pelo sumiço de drogas causa um massacre na família de Mathilda, que só sobrevive por obra do acaso. Numa cena emocionante e difícil para uma atriz tão jovem, ela escapa de ser descoberta pelos bandidos graças à ajuda de Léon (Jean Reno), até então apenas um desconhecido. Mas a partir do momento em que decide acolhê-la, o matador profissional não tem outra escolha a não ser tomar conta dela.

A relação pai e filha se estabelece aos trancos e barrancos, não só devido à profissão de Léon, mas também por causa de sua inabilidade de se aproximar de outras pessoas. Solitário e metódico, ele vê sua rotina mudar da noite para o dia e não sabe bem o que fazer com tamanha responsabilidade. Resta a ele passar seus conhecimentos a Mathilda, ávida para pegar em armas e agir como uma adulta. Ou melhor, como uma assassina profissional adulta. Seu desejo emerge da necessidade de vingança e de proteção, mas também de sua enorme devoção a seu protetor, que não enxerga como figura paterna, mas como seu companheiro. 


Pode causar estranhamento esse comportamento quase sexualizado de uma menina tão jovem em relação a um homem mais velho, mas tudo é conduzido com bastante delicadeza por Luc Besson no filme. Os momentos em que a garota banca a Marilyn Monroe, pede um beijo e fala em primeira vez soam inocentes e divertidos. Ao mesmo tempo, não dá para duvidar da relação amorosa dos dois (com todas as complexas nuances que só Freud seria capaz de explicar), pelo tanto de cuidado, carinho e respeito entre eles.

Sim, o filme tem um vilão: Gary Oldman inspiradíssimo na pele de Stansfield, o responsável pela chacina na casa de Mathilda. Sua personalidade excêntrica e sádica, constantemente potencializada pelos efeitos da droga, é um prato cheio para o ator desfilar tiques quando necessário, mas também transmitir toda sua loucura só com o olhar. Como um contraponto, Jean Reno é contido em cena quase todo o tempo, o que só faz potencializar sua transformação ao longo da história. O confronto final entre os dois respeita a cartilha dos filmes de ação com certo grau de previsibilidade mas nos presenteia com um belíssimo plano, em câmera subjetiva, que diz muito sem precisar mostrar nada. Simples, eficaz e poético.

Mas o grande acerto de Besson foi mesmo apresentar ao mundo Natalie Portman. Em seu primeiro trabalho no cinema, num papel de tamanha importância, ela mostrou segurança e competência em cenas bastante complexas. Ela soube ser tanto a criança que desestabiliza a vida de um assassino solitário quanto a vítima de um massacre com desejo de vingança. Difícil imaginar esse filme sem ela.