3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Curiosidades de "A Rainha do Castelo de Ar"

Baseado no livro homônimo de Stieg Larsson. Precedido por Os Homens que não amavam as mulheres e A Menina que Brincava com Fogo.
O romance original também possui uma aparência fictícia de uma pessoa real. Neste caso, o ex-primeiro-ministro Thorbjörn Fälldin.

O personagem Gullberg é interpretado por Hans Alfredson, pai do diretor Daniel Alfredson.

Alexandra Pascalidou, o repórter de TV que aparecem brevemente cobrindo julgamento de tribunal é uma verdadeira repórter de TV sueca.

Enquanto o personagem de Lennart Hjulström Fredrik Clinton tenta decidir o que fazer com Mikael Blomkvist enquanto estava deitado no sofá em seu escritório, acima de sua cabeça há cópia do jornal sérvio chamado "Novosti", datado de 22 de janeiro de 2008.

Devido ao fracasso de bilheteria no Brasil, a Imagem Filmes optou por lançar o segundo e terceiro filme da trilogia, respectivamente A Menina Que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar, diretamente em DVD.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Rainha do Castelo de Ar

É hora do acerto de contas, e de lidar com as consequências do filme anterior que quase tirou a vida de Lisbeth e deixou Mikael furioso com o sistema.
Luftslottet som sprängdes
2009 - Suécia
147 min, cor
Crime, Drama, Suspense

Direção:Daniel Alfredson

Roteiro: Ulf Ryberg

Música: Jacob Groth

Elenco: Noomi Rapace, Michael Nyqvist, Tehilla Blad, Lena Endre, Annika Hallin, Sofia Ledarp, Jacob Ericksson, Georgi Staykov, Aksel Morisse, Niklas Hjulström, Micke Spreitz, Anders Ahlbom, Hans Alfredson, Lennart Hjulström, Per Oscarsson, Michalis Koutsogiannakis, Mirja Turestedt, Johan Kylén

Baseado no livro homônimo de Stieg Larsson. Precedido por Os Homens que não amavam as mulheres e A Menina que Brincava com Fogo.


domingo, 26 de janeiro de 2014

Demora para começar, enrola para terminar

Você conhece a síndrome do filme do meio? Geralmente, é um mal que acomete o segundo longa de trilogias que contam uma única história. Logo, é curioso que tal problema aconteça com A Menina que Brincava com Fogo, uma vez que se trata de uma nova aventura com Bloomkvist (Michael Nyqvist) e Lisbeth (Noomi Rapace).

Quando digo uma nova aventura com a dupla, não digo que eles estão necessariamente juntos. Talvez aí, more o problema, separar a dinâmica que era o ponto forte do primeiro longa. Uma série de assassinatos misteriosos tem Lisbeth como principal suspeita e Bloomkvist é um dos poucos que acreditam na inocência da moça. O jornalista usa todos os recursos para buscar a verdade, enquanto a hacker faz o mesmo, cada um seguindo um caminho diferente.

Focado em Lisbeth, novamente brilhantemente interpretada por Rapace, o filme apresenta as origens da personagem. Através de flashbacks desconexos que tentam explicar as idiossincrasias e  personalidade únicas da moça. É aí que está a parte mais interessante do filme.

Foto com SPOILER! 
Mas, os flashbacks, são muito espaçados e as peças do quebra cabeças são muitas, tornando a resolução do mistério arrastada. Merece parabéns o expectador que consegue manter 100% da atenção até o final digno de novela das oito (no bom sentido). Aliais, é difícil não lembrar de outra protagonista pequenina e de cabelos negros curtos da TV, em determinada sequencia do clímax. Pausa para evitar Spoilers!

Lento e cansativo o longa tem uma trama interessante, sobre a melhor personagem da série. Faltou apenas uma melhor execução e organização do excesso de personagens. Talvez um erro na tentativa de ser excessivamente fiel ao livro, que não li, portanto não posso assegurar. Enquanto isso, que venha a última parte da trilogia!

sábado, 25 de janeiro de 2014

Da série "podia ser um curta"

Lisbeth (Rapace): completamente perdida
Existe um problema muito grande com trilogias em geral: manter a excelência em todos os livros. Ainda não li a trilogia escrita por Stieg Larsson que deu origem aos filmes, mas o grande problema de A menina que brincava com fogo (The girl who played with fire, 2009) me parece ser estrutural. Como fazer algo diferente com um filme preso a uma história concebida para ser intermediária entre o começo promissor e um fim que corresponda à altura? 

Mantendo o elenco original da primeira parte da trilogia, o diretor Daniel Alfredson tenta tirar leite de pedra. Esse filme gira em torno de Lisbeth (Noomi Rapace, sempre excelente); mostra seu lado mais terno ao revisitar o antigo tutor já bem adoentado, uma mulher de palavra e destemida que não teme ameaçar (novamente) o novo tutor, uma garota desajustada querendo simplesmente ser deixada em paz. Então três assassinatos acontecem, incluindo o novo tutor de Lisbeth, e as suspeitas caem todas sobre ela. Bloomkvist (Michael Nyqvist) parece ser o único a acreditar na inocência da garota, e decide que quer ajudá-la. Mas ele não tem contato com Lisbeth há mas de um ano, e da primeira vez quem começou o contato foi ela. Ele só podia esperar que ela pedisse ajuda. O que ela faz, mas só aos 45 do segundo tempo.

O filme parece se arrastar ao longo do tempo, como se precisasse encher uma linguiça gigante e dar a deixa para o próximo filme. Apenas isso. A sensação que tive ao assistir foi exatamente essa. Aí entra uma cena de nudez desnecessária, uma cabeça estourada em close up, e nada realmente acontece. Até mesmo o link entre os crimes e o envolvimento de Lisbeth neles soa falso, fraco, perdido. Estranho demais. 

Como a primeira parte da história é de perder o fôlego, espero que a parte final não decepcione. Essa parte 2 deixou muito a desejar...

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Curiosidades de "A Menina que Brincava com Fogo"

O filme baseia-se no livro homônimo, escrito por Stieg Larsson. Seu orçamento estimado foi de 4 milhões de euros.

Baseado no livro homónimo, escrito por Stieg Larsson. Sequencia de Os Homens que não amavam as mulheres, seguido porA Rainha do Castelo de Ar.

Dos três livros e filmes da trilogia Millennium, este é o único cujo título é o mesmo em Inglês e sueco. 'The Girl with the Dragon Tattoo' foi originalmente intitulado "Homens que odeiam as mulheres". 'The Girl Who Kicked o Hornets' Nest "foi originalmente intitulado" The Castle in the Sky that was Blown Up'

O nome na porta do apartamento de Lisbeth Salander, V. Kulla, é uma referência ao personagem de Astrid Lindgren Pippi das Meias Altas e sua casa Villa Villekulla.

O personagem Ronald Niederman foi oferecido a Dolph Lundgren, que o recusou.O boxeador Paolo Roberto aparece como personagem em A Menina que Brincava com Fogo. Ele mesmo interpreta seu alter ego na história.

Na cena onde os editores estão reunidos no escritório do Milênio, há uma pilha de revistas. Bem visível está uma cópia da EXPO, a revista anti-fascista Stieg Larsson (autor da trilogia Millenium) ajudou a fundar em 1995.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A menina que brincava com fogo

Depois de um ano viajando, Lisbeth Salander (Noomi Rapace) volta para Suécia e acaba sendo acusada de três assassinatos. Será que Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist) vai conseguir livrar Lisbeth dessa enrascada?

Flickan som lekte med elden
2009 - Suécia
129min. Cor.
Policial, Suspense.

Diretor: Daniel Alfredson

Roteiro: Jonas Frykberg

Elenco: Noomi Rapace, Michael Nyqvist, Lena Endre, Sofia Ledarp, Georgi Staykov, Peter Andersson, Micke Spreitz, Yasmine Garbi, Annika Hallin.

Baseado no livro homónimo, escrito por Stieg Larsson. Sequencia de Os Homens que não amavam as mulheres, seguido por A Rainha do Castelo de Ar.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Impossível deixar pra lá

Blomkvist (Nyqvist): como dizer não ao irresistível mistério dos Vangel?
Sabe aquelas histórias que te fazem grudar na cadeira, ficar com a respiração presa até que chegue ao desfecho? Pois é, foi isso o que aconteceu comigo quando conheci Os homens que não amavam as mulheres (The girl with the dragon tattoo, 2009). A história é simplesmente plausível demais para ser ficção, e fantástica demais para ser realidade. Genial.

Um jornalista, Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), acaba de ser julgado e condenado à prisão por ter exposto em sua revista, a Millennium, um escândalo envolvendo um dos maiores empresários da Suécia. Todas as provas que lhe foram entregues sumiram repentinamente, então ele fora sentenciado a 3 meses de prisão por suas supostas mentiras. Mas antes de ser preso, Blomkvist será recrutado para tentar encontrar pistas de um desaparecimento ocorrido há 40 anos. Como não tem mais nada a perder, ele aceita o emprego.

Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube) pede para Blomkvist tentar o impossível: conseguir pistas sobre o desaparecimento de Harriet, sua sobrinha, durante uma reunião de família. A garota desapareceu sem deixar rastros e aparentemente sem motivo, mas depois de passados tantos anos sem notícias ou novas pistas, era óbvio que se pensasse que ela está morta. O que sempre intrigou e acabou motivando o senhor Vanger a querer novas informações era o fato de ele continuar recebendo, todos os anos desde o desaparecimento de Harriet, um quadro com uma flor desidratada - os pacotes sempre de uma parte diferente do mundo. Esse era o presente que a menina costumava dar ao tio sempre, e para Henrik significava alguma coisa que o assassino dela queria lhe dizer. Foi então que ele resolveu buscar o melhor homem para desvendar o caso. 

Lisbeth (Rapace) e seu tutor legal - que não é nem um pouco legal com ela.
Com poucas pistas e batendo sempre em pessoas relutantes em comentar sobre o passado, Mikael começa a descobrir mais sobre a família Vangel e suas estremecidas ligações. Após algumas pistas novas encontradas em um antigo diário de Harriet, Blomkvist volta a ficar estagnado. A ajuda vem de Lisbeth Salander (Noomi Rapace, excelente), a hacker contratada por Vanger para investigar a vida do jornalista antes do jornalista ser contratado para a investigação. Apesar de sua vida conturbada, de seu histórico de violência e seu jeito bem esquisito, a hacker de alguma forma conseguiu se conectar com Mikael e passou a observá-lo à distância, sempre acompanhando o que ele descobria no caso Vangel. Foi ela quem descobriu a ligação entre a lista de nomes de mulheres e a bíblia e enviou o que descobriu para ele por email. Ele nem fazia ideia de que estava sendo monitorado, mas acabou por chamar a moça para ajudá-lo no caso. Juntos, eles descobrem que a família Vangel tem muito mais segredos do que eles poderiam imaginar. E mais não vou contar para não estragar a surpresa.

O diretor Niels Arden Oplev escolheu muito bem os principais atores deste drama denso e tão cheio de nuances. A trama é intensa e as cenas fortes são necessárias e mostram o necessário: não há excessos. Não somente Nyqsvit quanto Rapace, que fazem a sensacional dupla Mikael e Lisbeth, estão ótimos em cena quanto os outros atores que encarnaram os integrantes da família Vanger. Ouvir um idioma tão sonoro e diferente do que estamos habituados a ouvir também aumentam o interesse pelo filme (devo dizer que vi a versão inglesa de 2010 primeiro, portanto o impacto todo da descoberta da história ficou marcada com a dupla Craig/Mara para mim). Essa versão tem muito mais detalhes ao final da história que fazem melhor gancho com o segundo filme do que o final da versão "blockbuster". Cheia de grandes expectativas, parto para a segunda parte dessa história que, com certeza, ainda tem muito mais para me surpreender. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Não assista à versão com 007!

Quer dizer, assista sim! Mas primeiro assista ao filme original. Não que o re-make Hollywoodiano seja ruim, mas perde em autenticidade. E é um mistério de detetive, e mesmo que seja esquecidinha como a blogueira que vos escreve, cedo ou tarde vai lembrar do desfecho e ficar triste por não poder se surpreender novamente.


O jornalista, Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), foi processado e condenado por divulgar uma história falsa em sua revista, já que suas provas despareceram sem explicação. Mas antes de cumprir pena, aceita um trabalho de detetive. É Contratado por Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube) para encontrar o assassino da sobrinha, que desapareceu em uma reunião de família há 40 anos.

Ao mesmo tempo conhecemos Lisbeth (Noomi Rapace, perfeita) uma hacker de vida conturbada e personalidade incomum, considerada incapaz pela justiça por isso vive sob condicional psiquiátrica. Depois de prestar um serviço onde "hackeou" o jornalista, a moça continua observando seus passos e acaba se envolvendo na investigação. 

Demora um pouco para a dupla se juntar oficialmente à investigação. A espera acontece não apenas para a tradicional apresentação dos personagens, mas também de situações que vão ganhar importância nos outros volumes da trilogia. Uma vez juntos, jornalista e hacker acham pistas frescas de um caso que até a polícia resolvera enterrar. Alem de descobrir outros mistérios e perigos da tradicional família Vanger. 

Uma boa história de detetive, das raras que ainda conseguem surpreender. Bem desenvolvida apesar do inicio um pouco lento. Com ótimas atuações especialmente de Rapace. O papel aliais colocou oficialmente a atriz no mapa.

E já que a comparação entre original e re-make é inevitável, segue um parágrafo sobre isso. Baseados no mesmo livro, os filmes são muito semelhantes. E mesmo Rooney Mara, segunda interprete de Lisbeth não fez feio em comparação com a atuação de Rapace. A grande diferença está, claro no idioma, e na fórmula. A versão Hollywoodiana é muito mais didática, o que não chega a ser um defeito, apenas uma comodidade para o expectador preguiçoso. A investigação pro exemplo conta com estilosos flahsbacks enquanto no original tinhamos apenas narração e no máximo uma foto. Merece sim ser visto, mas veja o original primeiro.

Interessante, intrigante e imprevisível faz o expectador torcer para que vire uma série de detetive com Mikael e Lisbeth trabalhando no estilo Sherlock e Watson. E que sim, tem sequencias! Entretanto, é possível que os próximos filmes não escolham um rumo tão previsível assim...

Os Homens que Não Amavam as Mulheres (o remake)

Mais conhecido pelos espectadores por aqui, o remake hollywoodiano foi lançado em 2011. Também recebeu elogios da crítica especialmente sobre a performance de Rooney Mara. 

Os Homens que Não Amavam as Mulheres
(The Girl with the Dragon Tattoo - 2011 - cor - 158)
Direção: David Fincher
Roteiro: Steven Zaillian
Elenco: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer, Stellan Skarsgård, Steven Berkoff, Robin Wright, Yorick van Wageningen, Joely Richardson

Harriet Vanger (Moa Garpendal) desapareceu há 36 anos, sem deixar pistas, em uma ilha no norte da Suécia. O local é de propriedade exclusiva da família Vanger, que o torna inacessível para a grande maioria das pessoas. A polícia jamais conseguiu descobrir o que aconteceu com a jovem, que tinha 16 anos na época do sumiço. Mesmo após tanto tempo, seu tio Henrik Vanger (Christopher Plummer) ainda está à procura e decide contratar Mikael Bomkvist (Daniel Craig), um jornalista investigativo que trabalha na revista Millennium. Bomkvist, que não está em um bom momento por enfrentar um processo por calúnia e difamação, resolve aceita a proposta e começa a trabalhar no caso. Para isso, ele vai contar com a ajuda de Lisbeth Salander (Rooney Mara), uma investigadora particular incontrolável e anti social.

Indicado à 5 Oscar, venceu o de Melhor Edição.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Prêmios de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres"

BAFTA
  • Melhor Filme Estrangeiro
Indicado para Melhor Atriz - Noomi Rapace, Melhor Roteiro Adaptado


Broadcast Film Critics Association Awards
  • Best Foreign Language Film
Indicado para Best Actress - Noomi Rapace

Saturn Award (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films)
Indicado para Best Actress - Noomi Rapace, Best International Film

Las Vegas Film Critics Society Awards
Best Foreign Film
Indicado para Best Actress - Noomi Rapace

EUROPEAN FILM AWARDS
Indicado para Melhor Filme - Voto Popular, Melhor Atriz - Noomi Rapace, Melhor Trilha Sonora

SATELLITE AWARDS
Indicado para Mehor Atriz - Noomi Rapace, Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Roteiro Adaptado

Wisconsin Film Festival
  • Best Narrative Film

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Curiosidades de "Os Homens Que Não Amavam As Mulheres"

O filme baseia-se no livro homónimo, escrito por Stieg Larsson.

Em uma entrevista no programa BBC Breakfast, Noomi Rapace afirmou que ela se preparou durante sete meses para seu papel. Ela estava em uma dieta rigorosa, teve aulas de kick boxing e colocou piercing na sobrancelha e nariz. Ela também conseguiu seu licença da motocicleta como uma preparação para o filme.

A mãe de Lisbeth, Agneta, é interpretada por Nina Norén, que é a verdadeira mãe de Noomi Rapace.

Programa de hacking de Lisbeth Salander em seu notebook é chamado de ASPHYXIA (grego para asfixia).

Todas as músicas para o filme e suas 2 continuações foram gravadas em apenas 4 dias. De acordo com o compositor Jacob Groth, as partituras para orquestra pesavam 33 quilos.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Assistiu a versão mais famosa com o James Bonde e Roonei Mara? Agora descubra o original com Noomi Rapace.
Män som hatar kvinnor
2009 - Suécia
152 min, cor
Crime, Drama, Suspense

Direção:Niels Arden Oplev

Roteiro: Søren Stærmose

Música: Jacob Groth

Elenco: Michael Nyqvist, Noomi Rapace, Lena Endre, Sven-Bertil Taube, Peter Haber,Peter Andersson, Marika Lagercrantz, Ingvar Hirdwall, Björn Granath, Ewa Fröling, Michalis Koutsogiannakis

Baseado no livro homônimo de Stieg Larsson. Seguido por A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar.


Mês Trilogia Millennium

Hollywood parou no primeiro livro. Mas, a Suécia investiu em seu produto literário e transpôs para as telas toda a Trilogia Millennium.

Os Homens que Não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar, foram escritos por Stieg Larsson. Lançados no Brasil entre 2009 e 2010, tem como tema a violência sexual contra as mulheres.

Os filmes foram lançados em 2009 e chamara atenção do mundo para o talento de Noomi Rapace. Além da adaptação da série para o cinema pela companhia sueca Yellow Bird. O primeiro livro também ganhou uma adaptação hollywoodiana dirigida por David Fincher. 

Conteúdo engajado, é assim que começamos o desafio cinéfilo de 2014. Bem vindos de volta!!!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Ah, os japoneses...

Sonhar não custa nada... Ou será que não é bem assim?

Paprika (Papurika, 2006) é provavelmente o filme mais louco que já vi na vida. E isso foi um tremendo elogio. Imagine poder entrar nos sonhos alheios e dali extrair informações que podem curar depressões, medos, inseguranças... Todo o tipo de má influência em nosso caráter poderia ser facilmente tratado se um sonho abrisse as portas que nós conscientemente bloqueamos. Absolutamente genial.

A tecnologia desenvolvida por Tokita (Toru Furuya) e usada pela doutora Chiba (Megumi Hayashibara) seria perfeita se não fosse um pequeno detalhe: alguém estava tentando sabotar o trabalho da dupla. O nível de traição foi tão longe que quem estava no comando conseguiu invadir até mesmo os sonhos do chefe deles, o doutor Shima (Katsunosuke Hori), quando ele ainda estava acordado. Desesperada para salvar seu chefe, Chiba tem que enfrentar o desconhecido nos sonhos alheios - uma atividade a qual ela estava acostumada, mas as circunstâncias agora eram muito perigosas.

Paprika é a persona da doutora Chiba nos sonhos de seus pacientes, e ela está preparada para buscar informações que os pacientes buscam escolher. Mas quem está controlando agora o sonho onde ela se meteu está preparado para não perder o poder que reger os sonhos alheios lhe garante. Então os riscos se multiplicam; todo o trabalho dos cientistas está por um fio, os sonhos se misturam com tanta facilidade que é difícil saber o que é sonho e o que é realidade, segredos escondidos e descobertos, os perigos dentro do sonho aumentam.

Não há como explicar mais sobre o filme sem contar toda a história, o que seria um pecado estragar tudo. O roteiro é simplesmente genial e original (se você tá pensando "ei, mas eu já vi isso de invadir sonhos alheios em Inception", saiba que essa animação japonesa foi realizada muito antes de Nolan lançar o longa com Leonardo di Caprio nos cinemas), numa linha narrativa linear não convencional surpreendentemente fácil de acompanhar - como se estivéssemos entendendo o sonho que alguém está os contando. As personagens são cativantes; as soluções visuais incríveis - e haja imaginação para tantos detalhes - e, graças à condição de animação, tudo parecia muito real.

Uma experiência divertida, assustadora em alguns momentos, única, que eu não teria descoberto se não fosse o blog. Uma pena que esse filme não tenha sido mais divulgado por aqui, mas ainda bem que pelo Dvd eu não deixei essa pérola passar em branco.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Violência gera violência

Quem tem medo de Alex The Large?
Já dizia o Profeta Gentileza, famoso morador de rua aqui do Rio de Janeiro, em suas mensagens espalhadas pelos muros da cidade: gentileza gera gentileza. E aqui temos Stanley Kubrick afirmando que o oposto também é verdadeiro: violência gera violência. Laranja mecânica (Clockwork orange, 1971) não é um filme fácil de se entender e muito menos de se digerir. Trata a natureza violenta do ser humano, de jovens que agridem qualquer um simplesmente porque gostam. Em um mundo sem leis, os jovens são os donos das ruas e fazem o que bem querem. A polícia ainda existe, é claro. Mas para esses jovens, divididos em bandos - às vezes rivais - isso não importa muito. O que importa é a diversão que a extrema violência causa. Até o dia em que Alex (Malcom McDowell, excelente), líder de um grupo, acaba sendo traído por seus amigos depois que eles se deram conta de que estavam cansados de só obedecer às vontades de Alex.

Tentando sobreviver à sentença de 14 anos na prisão, Alex ouve falar de um milagroso programa de recuperação do governo, que curava completamente os violentos. Ele nem queria saber de ser curado, mas participar do programa seria a chave para sair da prisão antes de completar sua pena. O que não seria difícil, na concepção dele - já que ele estava enganando direitinho o padre da prisão. Mas o tratamento era bem mais hardcore do que ele imaginava: os médicos traumatizavam o indivíduo com os crimes que os acusados praticaram. Até a amada música de Bethoveen foi causa de dores fortes e enjoo no pós-tratamento de Alex, o que foi considerado mais do que um ótimo resultado. Assim, Alex estava curado e livre novamente. Tudo agora seriam flores. Mas não. Lembra da natureza cruel dos humanos? Então.

Rejeitado pelos próprios pais, atacado por ex-amigos (que acharam um emprego apropriado para os violentos, a polícia), emboscado por uma vítima sobrevivente... Ninguém mais parecia ter se curado da violência como Alex. Só lhe restava acabar com a própria vida. foi o que tentou fazer, mas algum tempo depois ele acordou no hospital e então, ele estava finalmente curado: todo o horror aprendido no tratamento e toda a violência nata que haviam nele foram despertadas novamente, mas agora poderiam viver confortavelmente disfarçadas sob a proteção do governo.

Bom, se o filme não é exatamente isso, foi o que eu entendi dele. Achei um filme interessante, o seu maior trunfo são a ótima atuação de Malcom McDowell e a interessante fotografia, a discussão sobre a natureza humana ser violenta e tal. Mas, me desculpem os entusiastas de Kubrick, o filme é chato. A icônica cena da lavagem cerebral a que Alex é submetido, com aqueles aparelhos todos nos olhos, e a impressionante reviravolta na vida do escritor vítima que se torna carrasco são as únicas coisas realmente legais do filme. Talvez eu esperasse muito desse filme em específico, talvez eu tenha ouvido muitos baba-ovo do diretor. Foi importante ver, para dizer que vi e poder dizer que não gostei. 

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Em 2013 eu...

... não desisti do projeto. E quase assisti todos os filmes (prometo pagar algum dia). Vida de blogueiro não é fácil, e é cada vez mais difícil conciliar o trabalho "de verdade" (aquele que paga) e o trabalho que gostaríamos que fosse o "de verdade", escrever sobre filmes.
A regra deste ano é colocar sua prateleira da sessão cinéfila infantil na foto?
Ok aquí vai a minha...
Enquanto isso não acontece, vamos aprimorando o conhecimento. Descobrindo que gosto mais de Hitchcock do que imaginava, que existe uma incrível vida animada fora da Disney, e que assim como filmes de máfia, faroestes não são o meu gênero favorito, ao menos os filmes de John Wayne
Também criei uma relação de amor e ódio com os longas de Scorcese, são ótimos mas não veria todo dia. E acho que batemos um recorde em quantidade de filmes musicais, mas eu teria que contar para ter certeza. Sem querer querendo este ano escalamos (nós mesmas, ou você caro leitor via enquete) alguns dos meus filmes favoritos:A Noviça RebeldePara Sempre Cinderela, A Invenção de Hugo Cabret e 10 Coisas que Odeio em Você.

Também ganhei novos favoritos (minha lista já deve ter passado de uma centena), Mary & Max, todo o mês Hitchcock e The Rock Horror Picture Show. É claro, odiei alguns títulos, mas não vou influenciar ninguém com meu gosto pessoal.

Entretanto nenhuma das descobertas cinematográficas foi mais intrigante que uma descoberta pessoal que fiz durante nosso mês do terror. Eu não medo de filmes de terror!!! Ok, o exorcista incomoda, mas não me fez perder noites de sono. Talvez seja culpa da nossa lista, mas só existe uma forma de saber.

E é assim que começo 2014, renovando nosso desafio e em busca de um filme que me apavore. Sugestões???

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Melancolicamente adorável

"De ondem vem os bebês na América?" Uma simples curiosidade infantil, e a busca pela resposta através de um meio de comunicação que nossa geração abandonou, capaz de criar uma relação de uma vida. Esse é o enredo de Mary & Max, uma animação stop-motion melancólica, mas que cria no expectador a vontade de fazer amizade à moda antiga.

A Australiana Mary de oito anos, decide descobrir de onde vem os bebês "estadunidenses", e para isso seleciona um nome qualquer, em uma página aleatória de uma lista telefônica. O sorteado acaba por ser o Nova Iorquino Max de 44. É assim que começa uma improvável e inocente amizade.

Tentando não revelar muito para não estragar a surpresa, acompanhamos a vida da dupla, através de suas cartas, embora seus "assuntos mais importantes" não sejam os mais comuns. Os personagens conversam sobre suas idiossincrasias, trocam formas estranhas de chocolates, e informações triviais sobre qualquer assunto, qualquer mesmo.

Enquanto isso, assistimos seu crescimento pessoal como plano de fundo. Amor, filosofia, religião, sociedade, sexo, confiança e principalmente amizade, discutidos de forma simples, singela e sem pudores. Desenvolvidos em um ritmo confortável, sem pressa dando a cada tema seu devido tempo.

Tudo isso, com animação stop-motion, na minha opinião uma da mais complexas. Moldados de forma bastante caricata para ajudar a expressar seus dilemas internos, os personagens são fofos, exatamente por fugir do estereótipo bonitinho normalmente adotados em animações. Outro detalhe interessante é o detalhado cenário, que também assume cores diferentes para cada parte do mundo. Nova York é exageradamente cinza, quase em preto e pranco, enquanto a Austrália tem tons terrosos, um visual meio sépia. 

Melancolicamente adorável, Mary & Max não é para crianças muito pequenas. Mas seus temas se relacionam com diferentes idades não importa onde e como você viva. Difícil não terminar a sessão com vontade de agarrar a primeira lista telefônica que encontrar e fazer um novo amigo. Só tome cuidado, os tempos são outros! E o destinatário de sua amizade virtual à moda antiga pode simplesmente ficar estupefato ao receber um objeto tão único e misterioso como uma carta!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Coisa de macho

E aí? Vai encarar?
Pois é, e você aí achando que a vida é um bolinho. Não, pra ser homem, você tem que conquistar O álamo (The Alamo, 1960) aquela terra de ninguém desejada por dois países, onde os fracos não tem vez - êpa! esse é outro filme!

Acontece que não é qualquer um que pode, nem se quiser muito. O pobre tenente lá que o diga! Tem que ser aquele cara mais casca grossa - porém cavalheiro, romântico e idealista - que tem um grande propósito muito maior por baixo de toda a insolência e sarcasmo. Wayne é o cara perfeito para encarar o xerife bom de briga e de bom coração, o exemplo máximo de como um homem  deve se portar. E o filme gira em torno dessa figura clássica, mesmo tendo um pedaço da história americana contada com riqueza de detalhes. Todo mundo sabe que os americanos lutaram muito para dominar as terras dos mexicanos ao sul, e isso fez muito a fama dos caubóis e a figura dos homens feitos de aço. São longas 3 horas de filme, que se torna chato por não ter muito mais sobre o que se desenvolver e por relatar uma parte da história americana que faz sentido para eles, mas não para nós. 

Querendo ou não, somos latino americanos (sem dinheiro no bolso) e fomos todos dominados pelos Estados Unidos - talvez não tão literalmente quanto o México. então, fica meio estranho acompanhar uma história em que eles sambam na cara dos latinos descaradamente, falando "olha como com menos homens que vocês, fomos mais machos e conseguimos manter nossa posição". Ainda mais porque esses territórios são americanos até hoje. Enfim, um filme chato - e que não serviu para diminuir minha implicância com os faroestes. Tô começando a achar que Rastros de ódio é que é a minha exceção - e não o grandão Wayne.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cuidado com o que você sonha!

Muito antes de Nolan começar a invadir sonhos com astros de Hollywood, Satoshi Kon já criara sua própria máquina de sonhos. Em Paprika longa baseado no livro homônimo de Yasutaka Tsutsui, uma equipe de psicanalistas desenvolvem um equipamento que permite gravar e compartilhar sonhos. Criando uma nova técnica de compreender e até interagir com seus pacientes.
Quando alguns modelos do Mini DC são roubados, toda a população fica à merce dos bandidos. Manipulando e mesclando sonhos de muitas pessoas, fazem com que realidade e sonho se confundam. Cabe então à uma doutora, um inventor e um detetive/paciente remediarem a situação. Sempre auxiliado pela misteriosa e adorável entidade que trabalha a favor dos sonhos conhecida como Paprika.

Uma animação que deve passar longe das crianças, o longa é inspiração assumida para vários filmes posteriores. Particularmente, eu não conseguia deixar de ver relação entre o, assumidamente referencial A Origem (2010) e O Mundo Imaginariodo Dr. Parnassus (2009).  

A história é complexa, assim como seu desenvolvimento que várias vezes acontece em cenas dignas dos mais loucos sonhos. Cheio de conceitos complexos, não tem medo de usar sequencias mais pesadas e assustadoras para explica-los. Medo, asco, estranheza, ou mesmo admiração é impossível não sentir ao menos uma dessas coisas a cada cena.

É claro, parte da estranheza vem também dos símbolos e hábitos da cultura oriental a qual somos alheios. Do lado de cá do globo, fica uma sensação de que sempre falta alguma informação para compreender completamente o que se passa em cena. Curiosamente, este problema de comunicação apenas amplifica o efeito que o filme pretende causar no expectador. O de que o mundo é meio "nonsense"!

Complexo, visualmente deslumbrante e exagerado. Paprika não é um filme fácil, mas é ficção científica obrigatória para cinéfilos, amantes de animação, e quem sabe até alguns estudiosos especializados em sonhos. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2013 em números

Primeiro de Janeiro, dia de balanço do ano anterior, e 2013 passou cheio de novidades! Nos últimos 12 meses temáticos passeamos pelos mais diferentes estilos, gêneros e épocas do cinema mundial. Fizemos novos amigos e continuamos nos aventurando fora do sofá. Mas, vamos aos tais números do título:

Ao todo publicamos 345 posts relacionados aos 49 filmes assistidos este ano. Vale lembrar que algumas resenhas ainda serão publicadas nos próximos dias em nossa pausa anual para as festas, também conhecida como "hora de pagar as dívidas".

Curiosidades de 10 Coisas que Odeio em Você foi o post mais lido do ano, com mais de 1500 acessos em um único dia. O clássico do "Cinema em Casa" (esse era do SBT, gente!), foi exibido no mês dedicado a Shakespeare ao lado de versões mais tradicionais de suas peças para o cinema.

O tema recordista de post deste ano foi ninguém menos que o mestre do suspense Sr. Alfred Hitchcock. O mestre do suspense já havia passado por nosso sofá em duas outras ocasiões durante o ano de 2010 (Janela Indiscreta e Um Corpo que Cai), mesmo assim havia material de sobra que inspirou 38 entre resenhas, curiosidades e fatos sobre a vida do excêntrico cineasta. Vida esta que também acompanhamos na cinebiografia Hitchcock (2012).

Sobrevivemos ao nosso próprio mês do Terror, apenas para meses mais tarde sacudirmos o esqueleto em nossa versão cinéfila do Rock in Rio. Não que já não tivéssemos dançado bastante no mês dedicado à Broadway. Como nem só de música vive o cinema, ainda dedicamos um mês à Martin Scorcese, assistimos clássicos da ficção cientifica, cavalgamos com John Wayne e decidimos ver como vive a realeza nas telas. Para as crianças (grandes e pequenas) criamos um mês de animações off-disney, contamos contos de fada e achamos fofos os pequenos notáveis da tela grande.

Organizamos novamente tradicional "Bolão do Oscar", que premia o melhor palpiteiro com a possibilidade de dizer "Rá! Sou melhor cinéfilo que você!!!". Este ano com 7 competidores, teve como vencedor o colega Matt do blog Pipoca Net.

Também virou tradição organizar o bate-papo entre cinéfilos durante a cerimônia do Oscar. Assim, no Live Tweet da premiação nos divertimos concordando e discordando dos vencedores, dos discursos, dos vestidos, e por aí foi...

Colegas de sofá na pré-estreia de Rota de Fuga!
Nossa lista de parceiros cresceu, e os ilustres colegas do Adoro Cinema proporcionaram divertidas aventuras para longe do sofá. Levaram uma de nossas blogueiras e vários colegas para assistir ao blockbuster Rota de Fuga com os ícones do cinema de ação Silvester Stallone e Arnold Schwarzenegger. Outro longa que pudemos conferir mais cedo foi Os suspeitos (a resenha de ambos você pode ler em nosso blog parceiro o Ah! E por falar nisso...).

Como não amar a pré-estreia de O Hobbit: A Desolação de Smaug também realizada por eles? O evento teve direito a decoração especial, elfos, hobbits, anões e muitos nerds e fãs de Tolkien se divertindo com as fantasias. Encerrando nosso ano com chave de ouro Erebor.

Assim, foi 2013. Agora é torcer para 2014 trazer tanta diversão, ou no mínimo conseguirmos dar conta do desafio. Boa sorte para nós!