3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Edward Mãos de Tesoura

Começando pelo princípio, só para variar...

Edward Scissorhands
1990 - EUA
105 min - cor
comédia/fantasia

Direção: Tim Burton

Roteiro: Tim Burton, Caroline Thompson

Música:Danny Elfman

Elenco: Johnny Depp, Winona Ryder, Dianne Wiest, Anthony Michael Hall, Kathy Baker, Robert Oliveri, Conchata Ferrell, Caroline Aaron, Vincent Price

Baseado em história do próprio Tim Burton e de Caroline Thompson. Considerado um conto de fadas moderno traz referências imediatas à vários clássicos da fantasia e literatura.

Mês Depp + Burton

Juntos, eles são unanimidade aqui no blog. Até mesmo quando só produzem um trabalho "mais ou menos". Mas fique tranquilo o saldo de filmes bons da parceria Tim Burton-Johnny Depp supera o de produções duvidosas.

Desde Edward Mãos-de-Tesoura (1990) até hoje, a dupla já realizou 8 longas juntos, dois deles A Noiva Cadáver e A Fantástica Fábrica de Chocolates já tiveram suas semanas aqui no blog. (Este último, um remake, dividiu o palco com a primeira adaptação do livro para as telonas)

Isso tudo sem abandonar projetos com outros parceiros se sempre adicionando novos bons nomes para a equipe. Danny Elfman, Helena Bonham Carter e Christopher Lee por exemplo já são parceiros constantes.

Se você acha que vai ficar cansado do estilo autoral de Bruton, vale lembrar que apesar de deixar sua marca, o diretor sempre varia, em gênero e formato. Dúvida? Use este mês para tirar a prova. Você pode se surpreender!

Nós mesmas estamos surpresas por conseguir segurar a vontade de fazer este tema durante quase cinco anos de desafio cinéfilo! Este mês vamos "às forras" #asminapira!!!

sexta-feira, 27 de junho de 2014

As épicas partidas de nossa infância!!!

Não. Eu não era muito boa no futebol. Mas joguei partidas épicas de queimado e pique-bandeira. Rompi várias vezes a barreira do som em velozes corridas de bicicleta morro a baixo, tinha habilidade olímpica para amarelinha, pular elástico e posar de estátua. E nem vou mencionar minha agilidade de resposta no vivo ou morto. É claro, que nada disso fiz sozinha, contava com um time de amigos, que ora lutavam ao meu lado, ora eram os rivais a serem superados. Ganhando ou perdendo, sozinha ou acompanhada, as disputas eram sempre épicas. E olha que nós nem recebíamos nada pela vitória a não ser a satisfação de ser o ganhador, daquele dia.
Time "7 de Setembro" conhecido naquele dia como "A Seleção Brasileira"
Imagina então o quanto era importante para o time de Zuza (Leonardo Pazzini Barcelos), ganhar a Taça Júlio Ramalho. É claro, aquela foi a partida mais épica de todas! E é durante a apresentação desta partida dramática, que Zuza (já adulto e com a narração de Antônio Fagundes), nos apresenta seu time, as qualidades de cada jogador, e o "rigoroso" esquema de treinos, em um campo de barro que tinha seus próprios holofotes (velas), para os longos dias de treino. 

Sozinha a narração já conta a história muito bem. Mas, as imagens estão lá para somar. E além da partida em si, bem filmada e  com lances incríveis (se você tem menos de 12 anos), traz incursões em sépia de outros momentos da vida Zuza incluem o tom de nostalgia e ingenuidade que o curta pretende evocar. E ainda termina com a mensagem de depois de viver toda aquela emoção da infância, você ainda tem uma vida inesperada pela frente, que nem precisava de um personagem famoso para ter força!

Simples, honesto e verdadeiro Uma História de Futebol, apresenta o verdadeiro futebol que conquista o coração de meninos há décadas. E mostra um ritmo e estilo de vida que literalmente não existem mais. Seja por que você cresceu, seu corpo não tem o mesmo pique, e assim como seus amigos você tem "obrigações de verdade". Seja porque a molecada de hoje em dia está confinada em apartamentos jogando seus video-games. Nada contra, eu tive um video-game, e jogos de tabuleiro, mas estes eram reservados aos dias de chuva, ou quando estávamos doentes e são podíamos sair. 

Fico imaginando que histórias épicas da infância, a nova geração terá para transformar em curtas adoravelmente nostálgicos!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Prêmios de "Uma História de Futebol"

Ele não levou o Oscar, mas o curta futebolístico brasileiro não fez feio no quesito premiações. Confira os "troféus" de  "Uma História de Futebol":

Oscar
Nomeado Best Short Film, Live Action

Festival de Brasília
  • Prêmio do Público
  • Melhor Música
  • Melhor Filme para Infância

Vitória Cine Vídeo
  • Melhor Curta de Ficção
  • Melhor Ator

Cine Ceará
  • Melhor Direção
  • Melhor Fotografia
  • Melhor Roteiro

Grande Prêmio Cinema Brasil
  • Melhor Curta

Festival de Gramado
  • Prêmio Especial do Júri

Chicago International Children's Film Festival
  • Children's Jury Award - Certificate of Merit - Short Film and Video - Live-Action

Newport International Film Festival, Rhode Island
Nomeado Best Short

Ourense Independent Film Festival
  • Canal+ Audience Award

Shorts International Film Festival
  • Best Short Film - Drama

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Curiosidades de "Uma História de Futebol"

Baseado em livro infantil homônimo de José Roberto Torero, que tem apresentação de Ana Maria Machado.

O roteiro traz passagens ficcionalizadas da infância de Pelé por uma amigo que o conhecera na cidade de Bauru.

Primeira (até 2014) e único filme brasileiro a ser indicado para o Oscar de Melhor Curta-Metragem, categoria Live Action em 2001. O premio ficou com o curta "mexicano" do diretor Alemão Florian Gallenberger, Quiero ser (I want to be ...).

O elenco não tem nomes famosos, mas traz Antônio Fagundes como narrador.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Assista "Uma História de Futebol"

Sabe qual a maior vantagem de ter um curta metragem esta semana? É que, uma vez que o mercado não tem muito espaço para o formato (tsc tsc, coisa feira), muitos estão disponíveis na íntegra no YouTube. É o cinema se adaptando e abrindo espaço com as novas tecnologias!

Assista "Uma História de Futebol":

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Uma História de Futebol

Porque nem só e longas mentragens vive o cinema,  o futebol e este blog!

Uma História de Futebol
1998 - Brasil
21min - cor
drama

Direção: Paulo Machline

Roteiro: Maurício Arruda, Paulo Machline

Música:Marcelo Zarvos

Elenco: Andréa Di Maio, Anselmo Stocco, Eduardo Santos, Frederico Betcher, José Rubens, Chachá, Magda Miranda, Marcos Leonardo Delfino, Tina Rinaldi, Antônio Fagundes, Danilo Aparecido de Castro

Baseado em livro infantil homônimo de José Roberto Torero. Indicado a 1 Oscar.

domingo, 22 de junho de 2014

Nem sempre é uma caixinha de surpresas

Assim como o futebol, o cinema pode ser uma caixinha de surpresas. Entretanto em ambas as artes há momentos em que nada surpreende, este é o caso de Um Time Show de Bola. Uma pena, já que mesmo quando nosso time perde as surpresas costumam ser muito mais satisfatórias.

Amadeo não era um dos garotos mais memoráveis da vizinhança, mas teve seu momento de glória ao derrotar o valentão Ezequiel, em sua mesa de totó (pebolim). Ezequiel por outro lado nunca superou a derrota, e anos mais tarde retorna para se vingar não apenas de Amadeo, mas de toda a cidade. O agora maior astro de futebol do mundo quer transformar toda a cidadezinha em uma espécie de complexo exportivo/parque temático, cujo tema, é claro, é sei futebol.

Narrado por uma criança, não é difícil adivinhar que o narrador é o próprio protagonista. Difícil é entender como o menino não percebeu que os principais personagens da história para dormir tem o nome de seus pais. Talvez por que, como seus progenitores, não é um personagem bem desenvolvido.

Amadeo é aficionado por totó, e por Laura, mas não tem coragem de se declarar para garota, ou muito menos descobrir outra coisa em que seja bom. E não fosse a falta total de alternativa, diante da ameaça de Ezequiel, continuaria assim por anos. Laura, única personagem feminina da trama, bem que ensaia ser uma mulher forte, mas fracassa antes mesmo de começar e se torça a tradicional mocinha a ser resgatada/conquistada. Já Ezequiel é o vilão egocêntrico e cego pela própria vaidade.

O time de ferro que magicamente ganha vida, e seria o diferencial do longa, são por sua vez um bando de caricaturas e referências a estereótipos e jogadores famosos. São divertidos, mas na realidade não acrescentam nada ao longa. A pausa para seu resgate no lixão, na verdade apenas adia o confronto principal, inserindo aventuras episódicas que não pretendem chegar a lugar algum.

Mas nem tudo é sem graça em um jogo sem surpresas. O espero visual é o destaque deste longa, desde os bonecos de latão desgastados após de décadas de partidas épicas, até o impossível estádio da partida final, construido com a cidade em meio às arquibancadas. Só questiono mesmo, a escolha das cores dos times. Preto para os vilões, é obvio, mas funciona. Já o verde grama do time de mocinhos se confunde com o gramado nas belas tomadas aéreas. Mas, quem sou eu para questionar, quando os próprios argentinos decidem que os bons usam verde e amarelo?

Com um diretor renomado no comando, Juan José Campanella (O Segredo dos Seus Olhos), o longa futebolistico tem boa intenção e animação impecáveis. Mas não decide que história quer contar, não desenvolve bem os personagens humanos, e não dá a devida importância aos mágicos bonecos de totó, que ora parecem se importar com Amadeu, ora tem seus próprios conflitos, ou ainda servem apenas de alivio cômico. E na maioria dos casos abusando das referências, desde as mais óbvias como 2001 - Uma Odisséia no Espaço (1968), até as acidentais ue vão surgir na mente de um ou outro expectador. Ou foi apenas eu que lembrei de Querida Encolhi as Crianças, quando o pequeno time faz sua performance no "campo para humanos"?

Uma pena! Pois sabemos que aventuras nostálgicas com brinquedos dão certo, e diferente de Andy, Amadeo teve a incrível chance de realmente ver seus brinquedos tomarem vida. Um Time Show de Bola, podia ser a versão latina, para amantes de futebol, de Toy Story. Mas, surpresa!!! Não é.

sábado, 21 de junho de 2014

Prêmios de "Um Time Show de Bola"

Um Time Show de Bola não virou hit no mundo todo, mas fez bastante sucesso em sua terra natal. Confira os prêmios que a animação recebeu.

Academy of Motion Picture Arts and Sciences of Argentina
  • Mejor Guión Adaptado
  • Mejor Música Original
  • Best Sound
Indicado também para Mejor Película

Goya Awards
  • Mejor Película de Animación

Leia mais curiosidades de "Um Time Show de Bola"

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Banguela é o cara!

Como treinar seu dragão 2 (How to train your dragon 2, 2014) veio pra fortalecer a imagem da dupla Soluço (Jay Baruchel, o esquisitinho aprendiz de feiticeiro do filme homônimo) e Banguela, o adorável dragão com trejeitos de gato e último da espécie Fúria da Noite. Como a batalha para por juízo em toda a população de sua ilha sobre como os dragões podem viver pacificamente com humanos, nesse filme o desafio de Soluço é desafiar o próprio pai.

Se agora ele já não era mais visto como um garoto encrenqueiro (ou pior, uma vergonha para o pai) do primeiro filme, agora as expectativas em cima do jovem rapaz só aumentavam. Ele é o sucessor natural de Stoico (Gerrard Buttler, mas aqui não é Esparta!) e este quer que Soluço seja o melhor líder que Berk poderia ter. Mas a responsabilidade é um peso enorme sobre os ombros magrelos do rapaz, que prefere passar o tempo jogando e se divertindo com os amigos e mapeando a região. Descobrir novos lugares é a alegria dele e de seu amado dragão. Mas ao explorar uma área ainda desconhecida, Soluço e sua namorada Astrid (America Ferrara, a Betty do seriado americano baseado na novela venezuelana Betty, a feia) foram tomados reféns junto com seus dragões por um caçador. Eles conseguem fugir, mas Soluço fica encucado com o que ouviu de Eret (Kit Harington, aquele que não sabe de nada): um misterioso caçador, muito poderoso e implacável, chamado Drago (Djimon Houson, o caçador de diamantes de Diamante de Sangue) está  montando um exécito para si. Soluço volta para Berk e tenta alertar ao pai sobre o que ouviu. Ao vê-lo recolher todos os dragões e se preparar para uma guerra, Soluço se rebela: acima de qualquer coisa, ele acredita que pode convencer Drago a aceitar os dragões e não a temê-los, assim ele não precisaria mais matar nenhum dragão. Bom, se Soluço conseguisse isso assim, de primeira, a gente não ia ter um filme pra ver, né?

Pois é. Fugindo do cerco de seu pai, e arrastando consigo involuntariamente todos os seus amigos companheiros de treinamento, Soluço acaba por descobrir que esse osso é mais duro pra roer. Após seu plano de conversar fracassar terrivelmente, Soluço consegue fugir com Banguela e é perseguido por um estranho domador de dragões - uma figura misteriosa que monta um dragão gigantesco.
Sabendo o quanto Drago é perigoso, Stoico e Gobber (Craig Fergunson) vão atrás das "crianças". Drago agora quer o último Fúria da Noite (a.k.a. Banguela) em seu exército e decide marchar para acabar com as ameaças - o domador e Berk;  Stoico fica dividido entre encontrar o filho e proteger sua cidade e Soluço descobre a real identidade do misterioso domador de dragões que o capturou - e, de quebra, descobre um santuário de dragões. Mais sobre a trama eu não revelo pra não estragar a história.

Como treinar seu dragão 2 é muito mais grandioso e ambicioso que o primeiro. Fica evidente o salto de qualidade da produção: a quantidade de detalhes no cenário é absurda e o investimento no crescimento dos personagens promete uma longa (e possivelmente muito rentável) série: os personagens estão evoluindo e encarando uma vida mais dura, exatamente como o público alvo cativado desde o primeiro longa. O carisma dos personagens, especialmente do dragão Banguela, é peça-chave para o bom desempenho do filme, que não decepciona. Mais divertido (os hormônios adolescentes à flor da pele arrancaram gargalhadas), visualmente mais deslumbrante (o santuário de dragões lembra muito Avatar, de James Cameron), mais maduro, mais emocionante. E no final, ainda fica um gostinho de quero mais.

'Me vieron Cruzar' - canção tema de "Um Time Show de Bola"

"Me vieron Cruzar" é a canção tema de Um Time Show de Bola. A canção é interpretada pelo duo "Calle 13". Confira abaixo o video-clipe da animação, com a música tema. Mais abaixo um vídeo com a canção completa e a letra.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

"Memorias de un wing derecho"

Um Time Show de Bola foi inspirado no conto Memorias de un wing derecho de Roberto Fontanarrosa. Confira o conto nesse vídeo de um fã com narração de Alejandro Apo, ou leia aqui. Novamente sem tradução, hora de gastar o espanhol da escola, cursinho, ou se virar no "portunhol" mesmo!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Conheça os personagens de "Um Time Show de Bola"

Uma série de trailers foram produzidos para apresentar os principais personagens da animação. Conheça Loco, Liso, Laura, Laurita (que na verdade são a mesma personagem em idades diferentes), Grosso, Capi e Amadeo. Tudo em espanhou, hora de gastar aquele cursinho...

Fonte: Adoro Cinema







terça-feira, 17 de junho de 2014

Curiosidades de "Um Time Show de Bola"

Inspirado no conto "Memorias de un wing derecho" de Roberto Fontanarrosa.

Um Time Show de Bola foi selecionado para a mostra Panorama do Cinema Mundial no Festival do Rio 2013.

O nome original do filme faz referência ao tradicional jogo de totó (ou pebolim), na Argentina é conhecido pelo (incômodo para ouvidos brasucas) nome Metegol. Já na Espanha, o pessoal joga Futbolín, que também é o título do longa por lá. Em inglês o jogo de bonecos é conhecido por “Foosball”, mas o longa foi renomeado para Underdogs ou The Unbeatables, dependendo do país.

Sergio Pablos, produtor executivo e criador de Meu Malvado Favorito, atuou como chefe de animação de uma parte do filme (cerca de 20 minutos), animado na Espanha. O restante do filme (mais de 70 minutos) foi totalmente animado na Argentina sob a direção de animação Federico Radero.

Segundo o diretor Juan José Campanella, a sequencia da animação deve chegar às telas em 2015.

O tema original do filme foi composto e executado pela dupla porto-riquenha Calle 13.

O filme faz referências à 2001 - Uma Odisséia no Espaço (1968) e Apocalypse Now (1979)

A versão britânica da animação tem Rupert Grint (o Ron da franquia Harry Potter) dando voz ao protagonista Amadeu.

Como todo bom filme para criança, virou brinquedo, game e tudo que se pode ser vendido para a petizada. Aqui no Brasil o sucesso não foi tão grande para os produtos inundarem as lojas, mas confere a caprichada versão em quadrinhos lançada na Argentina.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Um Time Show de Bola

Porque nossos "hermanos" também amam futebol e animação.

Metegol
2013 - Espanha , Argentina
101min - cor
Animação, Aventura

Direção: Juan José Campanella

Roteiro: Juan José Campanella, Roberto Fontanarrosa, Gastón Gorali, Eduardo Sacheri

Elenco: David Masajnik, Juan José Campanella, Pablo Rago, Miguel Ángel Rodríguez, Horacio Fontova...

domingo, 15 de junho de 2014

Sei lá, entende?

O futebol é o personagem principal; não inventa mais nada, minha gente...
Olha, sinceramente, não sei quem foi que teve a brilhante ideia de misturar futebol e segunda Guerra Mundial num filme sobre heroísmo americano patriótico cujo símbolo maior era ninguém menos que Sylvester Stallone. Sério, não sei o que deu na cabeça das pessoas envolvidas. Sente a sinopse de Fuga para a vitória (Victory, 1981) encontrada facilmente no Wikipedia: 

"O filme relata a vida de prisioneiros aliados que são internados em um campo de prisão nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Em um campo alemão de prisioneiros de guerra, o major Karl von Steiner (Max Von Sydow), que no passado havia sido jogador da seleção alemã de futebol, tem a ideia de fazer um jogo entre a Alemanha e uma seleção composta pelos prisioneiros aliados, liderados pelo capitão John Colby (Michael Caine), um militar inglês que era um conhecido jogador de futebol. Colby também teria a tarefa de selecionar e treinar o time, para enfrentar o time alemão no Estádio Colombes, que fica próximo à Paris. Enquanto os nazistas, com exceção de Steiner, planejam fazer de tudo para vencer o jogo e assim usar ao máximo a propaganda de guerra nazista, os jogadores aliados planejam uma arriscada fuga durante o intervalo da partida."

Sentiu o drama? Pois é.

O pior jogador em campo... Salva a pátria, lógico.
O personagem de Stallone, Hatch, é tão desnecessário que nem aparece na sinopse. Mas, como não podia deixar de ser, a "Síndrome de McGuyver" que tomava conta dos filmes de ação americanos dos anos 80 - e todos os grandes atores do filão - faz com que Hatch, mesmo que improvavelmente, seja escolhido para o time. Veja bem, ele queria de qualquer forma fazer parte do time porque haveria uma oportunidade ótima para fugir, mas só quando o seu plano A deu errado é que ele forçou a barra e foi aceito. Então, como é que ele virou peça chave no plano de fuga, minha gente?! O que é legal do filme é que o próprio Stallone faz piada o tempo todo com sua falta de noção: as piadinhas sobre ele, americano, ser o único a não saber nada sobre futebol ou quando ele comete uma falta no estilo futebol americano dão uma comicidade ao filme - o que eu vejo como uma coisa boa, mas não é nem de perto o foco. O filme, na verdade, era pra ser um drama. A cena em que os ex-jogadores que estavam no campo de concentração alemão (e que só foram salvos por muita insistência do capitão inglês Colby) é impactante. Mas a insistência em querer fazer um filme tipicamente do herói americano que salva o mundo contra todos os problemas do mundo quebra todo o clima denso que o filme poderia ter e não dá brecha para o filme crescer. Será mesmo que Hatch era tão necessário assim para que a fuga desse certo?

Além disso, a participação das estrelas do futebol são bem pequenas, mas incrivelmente ok. Assim, eles não eram atores, o resultado podia ser catastrófico. Mas até que eles desempenharam bem seus papéis - até o Pelé, com seu inglês macarrônico. No fim das contas, até dá pra assistir ao filme, mas tenha certeza de que não é nada memorável. Afinal, que outro filme tem Michael Caine, Stallone e Pelé no elenco?

sábado, 14 de junho de 2014

Fuga para o Empate

É! Eu dei spoiler do filme do Pelé no título do post. Mas, convenhamos, o filme é de 1981, e o empate não é nem 0x0, então eu não estraguei nada das emoções do jogo. Afinal a partida de futebol é o clímax e a parte mais divertida de Fuga para Vitória, o mais improvável e desconhecido filme do Pelé! E do Stalone, e do Michael Cane e do Max Von Sydow.

Na verdade a estrela do longa é o Silvester Stalone que vive Hatch, um americano prisioneiro de guerra dos nazistas em plena 2ª GM. Ele vive apenas para tentar escapar, mas nunca é bem sucedido e quando finalmente encontra o plano infalível, é atrapalhado por um jogo de futebol. O major Karl von Steiner (Max Von Sydow, um dos padres de O Exorcista) é fã de futebol e fica entusiasmado ao reconhecer um famoso jogador britânico entre os prisioneiros. Logo, tem a brilhante ideia de armar um jogo entre um time alemão, e um grupo de prisioneiros comandados pelo capitão John Colby (Michael Caine).

- No futebol de verdade só pode colocar a mão na bola se
for o goleiro, entende?
- Então eu vou ser o goleiro!
Enquanto os nazistas vêem o jogo como uma grande oportunidade de propaganda política e o transformam em um grande evento em Paris. Os prisioneiros vêem a partida como uma chance de fugir, é aí que o americano que não sabe nada de "soccer", entra para o time, que tem entre outras estrelas do futebol mundial da época, Pelé!

Por mais absurdo que pareça o roteiro tem inspiração em eventos reais, mas é infinitamente mais leve do que o que realmente deve ter acontecido. Ou mesmo que qualquer outro filme sobre a 2ª GM, que você ja tenha visto. Vale lembrar que se passa em um campo de prisioneiros de guerra e não nos campos de concentração de judeus, logo estes presos tinham mais "regalias". O que na versão do filme inclui equipamento improvisado para falsificar documentos e até criar um manequim com a cara do Silvester Stalone.


Mesmo assim, se você estiver disposto ainda é possível discutir história mundial, e o uso de esportes como propaganda política e alienação. Os menos engajados, podem apenas curtir, dois elaborados planos de fuga (desperdiçados diga-se de passagem) e uma interessante partida de futebol, com lances coreografados por Pelé. O craque nacional, aliais, nem está tão ruim na atuação, mesmo porque o roteiro simplório não deixa nem Caine e Von Sydow fazer muito com suas performances. Já Stalone, é Stalone, e ponto.

Óbvio, simples e direto ao ponto. Esta pérola dos filmes de futebol não é ótimo, mas também não é uma perda de tempo. Vale pelo final estilo "sempre há pelo que lutar/jogar", seguido de final feliz, apesar do empate. Mas, principalmente pela inusitada união de astros dos anos 80 das telas e dos campos em um filme sobre nazismo.

P.S. (com SPOILERS): Final feliz, quase para todos!Coitado do goleiro que teve o braço quebrado para dar a vaga à Stalone, e deve estar preso no campo alemão até hoje!

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Nascido nos 80: Fuga Para a Vitória

Após a Copa das Confederações ano passado o colega cinéfilo "Cidadão Nascido nos 80", fez uma análise divertida de Fuga para a Vitória e ainda um paralelo com o cenário "futebolístico" nacional nos últimos anos. O vídeo também explica qual é o tal filme do Pelé, que o Chaves (Roberto Bolaños), menciona repetidamente no episódio que a turma da vila vai ao cinema.

CUIDADO CONTÉM SPOILERS

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Action figures da Coca-Cola dos jogadores de "Fuga para a Vitória"

Esses a marca de refri nº1 da Copa não lançou. Uma pena, pois eu colecionaria feliz da vida. O britânico Marc Sparks customiza os bonequinhos cabeçudos do refrigerante por encomenda e fez uma coleção inteira inspirada no time de Fuga para a Vitória. Ele procura as miniaturas com características físicas parecidas e as repinta a mão, para que fiquem com a cara do futebolista q você mais gosta.

Ok, o Stalone ficou um pouco mais bronzeado em sua versão de plástico, as as bolas pintadas como de época compensam. Olha que legal!


Michael Caine
Terry Brady
Ossie Ardiles
Silvester Stalone
Pelé
Em seu blog Marck conta quais jogadores serviram de base para sua remodelação, e o porque da escolha. Também é possível encomendar bonecos personalizados através de seu Facebook.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Curiosidades de "Fuga para a Vitória"

Michael Caine e o jogador
 inglês Bobby Moore
O filme foi inspirado por uma série real de jogos em Kiev, durante a ocupação alemã da cidade. Vários membros do Dynamo Kiev, o time de futebol top da Ucrânia, encontrou trabalho em uma padaria. Lá eles formaram um time de futebol com outros funcionários. Eles começaram a jogar em uma nova liga contra equipes apoiadas pelo governo ucraniano fantoche dos militarer alemães. Depois de vencer uma equipe de uma base local, German Air Force, a liga foi dissolvida e vários dos membros da equipe presos pela Gestapo, quatro foram executados.

O projecto original do roteiro era um drama sério, baseado na história verídica de um grupo de prisioneiros de guerra aliados desafiado para uma partida de futebol pelos alemães. O acordo era que se os alemães ganhassem o jogo, os prisioneiros de guerra seriam libertados na Suíça. No entanto, se os prisioneiros de guerra vencessem, seriam fuzilados. Os prisioneiros de guerra decidiram pela "vitória", venceram a partida e, consequentemente, foram executados.

Este filme é similar em enredo à dois filmes europeus anteriores. Em primeiro lugar, é semelhante ao filme em preto-e-branco húngaro Dois meio-tempos no inferno (Két félidö um pokolban - 1963). Vencedor do Prêmio da Crítica no Festival de Cinema de Boston 1962, este filme contou de um jogo de futebol entre os prisioneiros de guerra aliados e soldados alemães e realizado no aniversário de Adolf Hitler. É é também semelhante a trama do filme Russo, Tretiy taym (1964).

Alega-se que Sylvester Stallone insistiu que seu personagem deveria marcar o gol da vitória no filme,uma vez que era a maior estrela do filme. O elenco não-americano precisou convencê-lo do absurdo que seria, o goleiro marcando o gol da vitória, o pênalti foi escrito especificamente para aplacar seu ego.

Não faz sentido o goleiro marcar o gol da vitória, entende!
Sylvester Stallone começou a treinar futebol nos fins de semana fora durante as filmagens de seu filme anterior Os Falcões da Noite (1981). Stallone recebeu treinamento do goleiro Inglês vencedor da Copa do Mundo, Gordon Banks. Inicialmente, Stallone deu pouca atenção aos conselhos de Banks pois não achava que o treinamento era necessário, e atirou-se de forma imprudente ao chão no primeiro dia de filmagens do jogo. Eventualmente, ele bateu no chão com tanta força que ele deslocou um ombro e quebrou uma das costelas, ficando fora das filmagens por vários dias. Quando voltou, Stallone prestou muito mais atenção aos conselhos de Banks, mas ainda sofreu uma série de ferimentos leves no decorrer das filmagens, incluindo outra costela quebrada. Após o fim da produção, Stallone comentou que a experiência tinha sido mais difícil do que lutar nos filmes Rocky.

Sylvester Stallone perdeu cerca de 40 kg para o filme porque ele não queria que um prisioneiro de guerra para se parecer com um boxeador olímpico, e ele sentiu que precisava que o peso reduzir para executar as tarefas de um goleiro.

O Estádio MTK de Budapeste, a Hungria foi usado para reproduzir o Stade Colombes (Coombes Stadium), em Paris, França, onde clímax jogo de futebol do filme acontece. Os produtores tiveram dificuldade em encontrar um grande estádio, sem holofotes, como holofotes em estádios de futebol não foram usados até bem depois da II Guerra Mundial. O estádio MTK, agora conhecido como o Estádio Nándor Hidegkuti, era o maior deles, sem luzes (mas ao mesmo tempo estruturalmente semelhante aos estádios Continental que estavam ao redor durante a 2ª Guerra Mundial) que puderam encontrar. O estádio hoje é a casa do Futebol Clube MTK Hungária.


Um conjunto de prisão de três hectares, foi construído nos terrenos do Allag Riding Stables, nos arredores de Budapeste, Hungria. O conjunto POW levou três meses para ser construído.

Durante o jogo de futebol do clímax, quando o comentarista diz que há 15 minutos restantes do jogo, há exatamente 15 minutos e cinco segundos restantes até o final dos créditos finais.

Sylvester Stallone quebrou um de seus dedos tentando impedir Pelé de marcar um gol.

Uniforme diferente: Stalone, Moore e Caine
Alguns jogadores de futebol do Ipswich Town Football Club participaram neste filme. Estes incluíram Kevin Beattie; Paul Cooper; Kevin O'Callaghan; Russell Osman; Laurie Sivell; Robin Turner e John Wark.

Kevin O'Callaghan, que interpretou o jovem goleiro que tem o braço quebrado no filme, nunca jogou profissionalmente no gol. Em vez disso, ele teve uma carreira bem sucedida como ala no Millwall, Ipswich Town, Portsmouth e da República da Irlanda.

Um dos jogadores de futebol, Mike Summerbee, fez amizade com Michael Caine. Depois de se aposentar do futebol, Summerbee abriu um negócio de camisa sob medida. Caine é um dos seus clientes preferenciais.

Este filme apresentado na tela dezoito craques internacionais da época aparecendo em ambos os papéis de atuação e dublês esportivo. Leia mais aqui.

Kevin Beattie foi dublê de Michael Caine durante as cenas de futebol, enquanto Paul Cooper fez o mesmo por Sylvester Stallone.

Além de atuar no filme, Pelé também ajudou a coreografar todas as jogadas no jogo climático.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Verdadeiros craques da bola em "Fuga para a Vitória"

Além de Pelé, Fuga para a Vitória traz uma seleção de jogadores de verdade em seu elenco. A não ser por Sylvester Stallone e Michael Caine o time dos aliados (que realmente entram em campo) são estrelas do futebol reais de vários países ao redor do mundo dos anos 1970 e 80. Alguns deles executam os "truques" que eles eram famosos por, como Pelé com um pontapé de bicicleta.


Ao todo, o filme apresenta na tela dezoito craques internacionais da época aparecendo em ambos os papéis de atuação e dublês esportivo. Estrelas de futebol internacionais da época, que têm um papel-chave neste filme viver os jogadores de futebol fora, Pelé; Da Inglaterra Bobby Moore como o Aliado Inglês Terry Brady; Da Argentina Osvaldo Ardiles como aliado argentino Carlos Rey; Da Escócia John Wark como Scotish Arthur Hayes; Da Irlanda Kevin O'Callaghan como o goleiro aliado escocês Tony Lewis; Da Polônia Kazimierz Deyna como jogador polonês Paul Wolchek; Da Noruega Hallvar Thoresen como jogador norueguês Gunnar Hilsson; Da Bélgica Paul Van Himst como belga Michel Fileu; Dinamarquês Søren Lindsted como dinamarquês Erik Allie Bola; Dos EUA Werner Roth como alemão Capitão Baumann; Da Inglaterra Mike Summerbee como aliado Sid Harmor; Da Inglaterra Russell Osman como Doug Clure; Da Holanda Co Prins como holandês Pieter Van Beck enquanto da Inglaterra Laurie Sivell jogou o goleiro alemão Schmidt.

Kevin O'Callaghan, que interpretou o jovem goleiro que tem o braço quebrado no filme, nunca jogou profissionalmente no gol. Em vez disso, ele teve uma carreira bem sucedida como ala no Millwall, Ipswich Town, Portsmouth e da República da Irlanda.

Um dos jogadores de futebol, Mike Summerbee, fez amizade com Michael Caine. Depois de se aposentar do futebol, Summerbee abriu um negócio de camisa sob medida. Caine é um dos seus clientes preferenciais.

Kevin Beattie foi dublê de Michael Caine durante as cenas de futebol, enquanto Paul Cooper fez o mesmo por Sylvester Stallone.

Clique para ampliar e confira a seleção de craques dos Aliados e a nacionalidade de seus intérpretes