3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Prêmios de "Sombras da Noite"

Kid's Choice Awards
Sombras da Noite recebeu 3 prêmios e 10 indicações.

Kids' Choice Awards
  • Favorite Movie Actor - Johnny Depp

Saturn Award
Nomeado Best Performance by a Younger Actor/Actress - Chloë Grace Moretz, Best Production Design

BMI Film Music Award
  • Film Music

British Society of Cinematographers
Nomeado GBCT Operators Award - Des Whelan

Empire Awards
Nomeado Best Horror

Golden Trailer Awards 2012
Nomeado Best Animation/Family Poster, Best Summer 2012 Blockbuster Poster, Best Wildposts

Golden Trailer Awards 2013
Nomeado Best Voice Over TV Spot - Warner Bros.

People's Choice Awards
Nomeado Favorite Comedic Movie

Young Artist Awards
Nomeado Best Performance in a Feature Film - Supporting Young Actor - Gulliver McGrath

quarta-feira, 30 de julho de 2014

O Beijo do Vampiro, ou quase isso

O novo filme da dupla Burton+Depp, curiosamente é baseado em um produto desconhecido em terras brasileiras, embora seu gênero seja uma especialidade nacional. A novela Dark Shadows passava na TV estadunidense na década de 1970, e para salvar a audiência incluiu o vampiro Barnabás Colins na trama. É essa história que acompanhamos em Sombras da Noite.

Em 1972 a familía Colins, outrora fundadora e mais poderosa da cidade, vive sem prestígio e sem dinheiro na gigantesca mansão Colinwood. Tudo muda quando seu antepassado adormecido por quase 200 anos, Barnabas Collins (Johnny Depp), retorna e decide restabelecer o prestígio da família. Interferem (positivamente ou não) os quatro descendentes restantes, os empregados da família, que incluem uma psicóloga e uma misteriosa babá, Além da bruxa Angelique (Eva Green).

É na superpopulação e no excesso de subtramas, típicas de uma novela, que se encontra o ponto fraco do filme. Com tanta gente e tantas histórias muita coisa fica inacabada, mal explicada e/ou ajustada as presas. Assim nunca conhecemos quais os verdadeiros interesses da descendente/matriarca Elizabeth (Michelle Pfeiffer, competente). Roger Collins (Jonny Lee Miller) é apenas um peso morto. E mesmo o interesse amoroso de Barnabás, e seus divertidos (embora batidos) estranhamentos com o século XX ficam em segundo plano.

Conseguem se sobressair em meio à multidão de personagens, a divertida e moderninha (p/ os anos 70) adolescente Colins vivida por Chloë Moretz. E a inesperada psiquiatra contida(!) que Helena Bonham Carter, incorpora. Uma novidade e tanto em se tratando dos extravagantes papéis para que Burton costuma escalar sua esposa. Já o oposto pode se dizer da atriz (qual o nome mesmo?) escolhida para viver a mocinha Victória, aparentemente escolhida apenas por se parecer visualmente com um dos esboços de Burton.

O destaque de verdade fica com Eva Green e sua sádica bruxa. A caricata vilã não apenas está à altura da loucura do universo criado por Burton, como muitas vezes rouba a cena de Johnny Depp. E por falar no protagonista, Depp conseguiu aumentar sua galeria de estranhos e desajustados, apresentando um vampiro vitoriano com hábitos e palavreados em constante choque com a estilosa década de 70. O visual é de Michael Jackson na fase das excêntricas manias.

A direção de arte é impecável em subverter o subúrbio e o cotidianos familiar, e transforma-lo no tradicional universo sombrio usual nos filmes de Burton. Para os os aficionados por cinema, várias referências a outras obras do gênero como Nosferatu, são uma diversão extra.

Uma comédia familiar com situações bizarras que lembra bastante Burton de obras como Os Fantasmas se Divertem e Eduard Mãos de tesoura, embora nunca seja tão brilhante e original quanto os anteriores, afinal é uma adaptação. Mas, ainda sim diverte e muito. E ainda merece credito extra por trazer um vampiro tradicional, em uma época que qualquer criatura se dá esse título.


Resenha publicada originalmente no blog Ah! E por falar nisso..., na ocasião do lançamento do filme, em Julho de 2012.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Curiosidades de "Sombras da Noite"

Tente não rir!
Enviado aos cinemas com o nome falso de "Night Moves".

Versão para o cinema da série de televisão Sombras da Noite (1966-1971).
Esta é a terceira adaptação da série. As outras foram Nas Sombras da Noite (1970) e Maldição das Sombras (1971). A série também ganhou um remake para TV, Dark Shadows (1991) e um telefilme, Dark Shadows (2005).

O filme é ambientado em 1972, um ano depois de Sombras da Noite (1966) ter sido cancelada.

Barnabas Collins, personagem principal do filme, apareceu na série de TV apenas no episódio 211. Ele foi criado na intenção de melhorar a audiência, que andava baixa. Até então a série girava em torno da personagem Victoria, a misteriosa governanta da mansão Collinwood.
Jonathan Frid (1970) - Johnny Depp (2012)
Jonathan Frid, intérprete de Barnabas Collins na série de TV, aparece em uma pequena ponta no filme, como um dos convidados na festa realizada em Collinwood. Sombras da Noite foi seu último filme, já que o ator faleceu em 13 de abril de 2012, aos 87 anos.

Kathryn Leigh Scott, Lara Parker, David Selby outros intérpretes da série original também fazem participações especiais. Segundo Kathryn os veteranos foram tratados como realeza por todo elenco e equipe.

Jonathan Frid, Lara Parker, David Selby e Kathryn Leigh Scott, que interpretaram respectivamente Barnabas Collins, Angelique Bouchard, Quentin Collins e Maggie Evans / Josette Dupres no original, aparecem no baile em Collinwood em duas cenas: 1) quando eles são recebidos na porta por Barnabas, e quando Alice Cooper começa seu segundo número, Elizabeth é vista conversando conversando com Scott, Selby e Parker.

Durante o baile em Collinwood, Carolyn repete o primeiro verso de "The Ballad of Dwight Fry" para sua mãe, fazendo-a ficar tensa. As letra "Mommy, where's daddy? He's been gone for so long. Do you think he'll ever come home?"("Mamãe, onde está papai Ele se foi há tanto tempo. Você acha que algum dia ele vai voltar para casa?") Faz referência a um enredo possível da série original de 1966, nela Carolyn acredita que Elizabeth assassinou seu pai.

Em Sombras da Noite de 1966, a Dra. Julia Hoffman foi vivida por Grayson Hall, esposa do escritor principal da série Sam Hall. Em um bizarro (ou não) paralelo, a Dra. Hoffman no filme é interpretada por Helena Bonham Carter, esposa do diretor Tim Burton.

A cena em que Barnabas se aproxima Collinwood em 1972 é uma cópia exata da primeira cena de Barnabas na série (1970), onde ele se aproxima Collinwood das sombras.

Tim Burton, Johnny Depp e Michelle Pfeiffer eram os fãs do original Sombras da Noite (1966),  assistiam quando eles eram jovens.

Quando Michelle Pfeiffer ouviu falar sobre uma adaptação de Sombras da Noite (1966), ela ligou para Tim Burton para pedir um papel no filme, algo que ela raramente faz.

Os produtores vasculharam o Reino Unido e Maine para encontrar uma vila de pescadores apropriada para filmar Collinsport, mas não conseguiu encontrar uma que se encaixasse. Assim, eles construíram toda a cidade a partir do zero em Pinewood Studios.

Para se preparar para seu papel como Barnabas Collins, Johnny Depp empreendeu um regime de perda de peso e uma dieta do chá verde e frutas com pouco açúcar.

Eva Green faz uma aparição sem créditos como a mãe de Angelique no prólogo.

Eva Green descreveu seu papel de Angelique como "Bette Davis e Janis Joplin misturadas."

Josette tem cabelo loiro enquanto Angelique tem cabelo castanho escuro. Já em 1972, a situação foi invertida: Josette/Victoria tem cabelo castanho escuro e Angelique é loira.

Sem tempo para o ensaio antes das filmagens, Tim Burton encontrou uma maneira de colocar todo o seu elenco principal na mente de seus respectivos papéis: Reuniu todos no set para uma sessão de fotos em que reproduziu a famosa imagem da série original com todos de pé no foyer do Collinwood. Esta imagem evoluiu em teaser pôster do filme.

Durante a seqüência de luta sexo em um ponto Angelique tinha pelo menos quatro braços em volta Barnabas.

Cara de Jack Skellington, de O Estranho Mundo de Jack, aparece no espantalho entre as abóboras na mansão quando Willie encontra pela primeira vez Barnabé.

Não é só ao vampiro da série que o longa faz referência. É possível notar semelhanças físicas e até mesmo uma sequencia inspirada em Nosferatu durante o longa.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sombras da Noite

Já tivemos, confeiteiro, detetive, chapeleiro, faltava o vampiro!

Dark Shadows
2012 - EUA
113 min - cor
fantasia/comédia/terror

Direção: Tim Burton

Roteiro: John August

Música: Danny Elfman

Elenco: Johnny Depp, Eva Green, Michelle Pfeiffer, Bella Heathcote, Jonny Lee Miller, Helena Bonham Carter, Chloë Grace Moretz, Gulliver McGrath, Jackie Earle Haley, Ray Shirley, Ivan Kaye, Christopher Lee, Alice Cooper, Ivan Kaye, Susanna Cappellaro, Hannah Murray, Josephine Butler,

Baseado na série de TV homônima exibida na década de 1960.

domingo, 27 de julho de 2014

Sobre tempo, percepção e falhas...

Quando peguei no sono ao rever a versão de Tim Burton para Alice no País das Maravilhas, que percebi que minha estratégia de republicar a resenha que escrevi originalmente em 2010 não iria funcionar. Quatro anos mais tarde, longe do calor da publicidade viral e da expectativa gerada pelo atraso no lançamento do filme, e a percepção sobre a versão de Burton para o conto de Carol, mudou.

Não que o que eu tenha escrito antes não seja verdade, mas alguns parágrafos extras se fazem necessário. Sendo assim, a resenha de 2010:

"Antecipação e expectativa, podem até servir como boa promoção, mas podem ser um perigo para o sucesso de crítica e público de um filme. Dezenas de belas imagens promocionais, e um mês e meio de atraso no lançamento nacional, geraram uma expectativa enorme para o lançamento de Alice no País das Maravilhas. Depois de meses de especulações muita gente encontrou menos que esperava.

A versão de Burton para o clássico de Lewis Carroll se passa 13 anos após a história original. Alice, que acredita que sua primeira aventura foi apenas um pesadelo, foge após ser pedida em casamento, segue um coelho branco de cartola e acaba caindo em um buraco que a leva a um país das maravilhas, bastante diferente. A Rainha Vermelha dá as cartas, e os demais personagens vivem em uma espécie de resistência secreta, arriscando suas cabeças às espera do Glorian Day, data em que a malvada cabeçuda seria derrotada.

A história embora nova, é bastante simples: o bem tentando derrotar o mal. E dá destaque a personagens que antes estavam apenas de passagem, nos permitindo conhecer outras faces de suas personalidades.

A graça do filme está no visual. O mundo subterrâneo é belamente sombrio, no melhor estilo Tim Burton. Assim como figurinos, muito bem planejados, especialmente os de Alice que precisa mudar de roupa cada vez que troca de tamanho. E aparentemente ela é sempre muito pequena ou muito grande.O 3D, embora torne tudo mais deslumbrante (o sorriso do Gato nunca fora tão brilhante) é bastante dispensável, e em algumas cenas mais ágeis podem irritar olhos despreparados.

O elenco, a maioria repetindo sua parceria com o diretor está bem confortável, cada um conhece bem o seu lugar. As novidades ficam a cargo de Mia Wasikowska , uma Alice não tão brilhante como sua personagem no seriado Em Terapia mas não chega a decepcionar. Anne Hathaway, é uma rainha branca cheia de trejeitos de princesa e com olhar meio perdido (uma vez princesa Disney...). E os divertidos Tweedledee e Tweedledum são interpretados por Matt Lucas.

A única bola fora é Crispin Glover (conhecido por A Vingança de Willard e por ser o pai de Marty Macfly em De Volta Para o Futuro). Sua personagem o Valete de Damas, parece andar sobre um corpo falso, meio robótico.

Ainda estão no elenco Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Helena Bonham Carter (Rainha de Copas), Alan 'Snape' Rickman (a Lagarta), Michael Sheen (coelho branco), Timothy 'Rabicho' Spall (The Bloodhound), Stephen Fry (o Gato risonho) e Christopher Lee (The Jabberwock).

Alice no País das Maravilhas é uma viajem nova e deslumbrante a um mundo já conhecido. Satisfaz quem gosta de uma boa fantasia."

Quanto a esta última frase, há controvérsias!
Acho que muita gente gostaria sim, de vera loucura tradicional de Lewis Carol, com o visual Burton, mesmo com uma Alice já adolescente. Afinal, uma atriz com mais idade poderia lidar melhor com todas as ambiguidades e mensagens subliminares do conto (percebe se não dá vontade de ver mais das poucas sequencias de flashback com a Alice em sua visita original). Entretanto o longa é um recorte de vários trechos, referências e misturas entregues em forma de sequencia. Apesar da aventura e dos efeitos especiais, não carrega a longevidade da história clássica. E, após algumas sessões, perde a graça, fica chato.

Já os efeitos especiais em nível megalomaníaco, finalmente mostram o quanto a escolha fora exagerada. Na época a estranheza era confundida com a "novidade" do 3D. Quatro anos mais tarde (já faz tudo isso!!!), bem mais acostumados com a nova tecnologia, percebemos, foi exagero mesmo. Basta ver as fotos de bastidores, para ver o excesso do uso da tela verde. E some-se aí o enorme número de personagens em CGI, e as alterações feitas por computador nos atores. Ninguém escapou dos retoques da computação gráfica.

Com apenas 4 anos, Alice no País das Maravilhas, não envelheceu bem. Uma pena, mas não se pode acertar todas!

sábado, 26 de julho de 2014

Então...


O livro é bem mais sinistro que isso
Tem duas versões sobre a história da menina curiosa que cai na toca de um coelho e vai parar num mundo de fantasia que eu gosto muito: a primeira é a versão original, a dos livros de Lewis Carrol; a segunda é a versão em animação dos estúdios Disney - apesar das diferenças significativas. Quando ouvi falar da versão de Tim Burton para o clássico, e que ele misturaria os livros Alice no País das Maravilhas e Através do espelho, eu fiquei com um pé atrás. Mas o coração da gente é fraco, e eu quis dar um voto de confiança - até porque a trinca de ouro estava garantida, com a escalação de Helena Bonham Carter e Johnny Depp. Bem, eu estava certa em recear. Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 2010) tentou misturar tudo: Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), Rainha Branca (Anne Hathaway), Chapeleiro Louco (Johnny Depp), Coelho Branco, Tweedle-Dee e Tweedle-Dum (Matt Lucas), Gato de Cheshire, dragão malvado, chá das cinco, luta de espadas, romance, lição de moral, noções de política e CGI. Não deu muito certo. 

Alice (Wasikowska): mas o quê?!
O filme começa com Alice (Mia Wasikowska) em uma festa organizada por sua irmã mais velha, onde seria anunciado o noivado dela com um almofadinha qualquer. No meio dessa festa chata, Alice vê o Coelho Branco e vai correndo atrás dele. Cai no buraco e adentra um mundo mágico, onde beber de um vidrinho a faz encolher e comer um bolinho a faz crescer. Acreditando ser um sonho, ela continua em meio às esquisitices. Encontra os gêmeos gordinhos, uma rata bem malcriada, o coelho e uma lagarta que a põem em dúvida sobre ela ser ela mesma e qual seria seu destino. Depois de ver que ela estava destinada a matar o dragão Jaguadarte (dublado por Christopher Lee) no dia do "juízo final", até ela começou a duvidar de si própria. Conversa vai, conversa vem, andando pela floresta ela encontra o Gato de Cheshire (não sei como chamá-lo, prefiro Cheshire Cat - mas em português é Gato Risonho, mas não gosto muito dessa tradução). Ele a faz chegar até o Chapeleiro Louco e a Lebre Maluca, que a protegem de ser encontrada pela patrulha de busca da Rainha Vermelha - que já sabia de seu retorno ao país e de seu destino de matar o dragão, acabando com seu reinado. 

"Fora, Cabeçuda!"
O Chapeleiro Louco arrisca a própria vida para enviar Alice até o palácio da Rainha Branca, mas ela teima em voltar para salvá-lo da Rainha Vermelha. Depois de se passar por amiguinha da Rainha Vermelha e ver como ela maltratava todos em seu reino, ela consegue dar um jeito de resgatar não só o Chapeleiro, mas também o Coelho, Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, a espada que matará o dragão e ainda ganha uma fera de brinde. Já com a Rainha Branca, ela tem que decidir se realmente é a Alice da profecia ou não. Com uma ajudinha extra da lagarta no momento crucial, ela decide, enfim, partir para a batalha. Tudo ocorre como o previsto: Alice mata o Jaguadarte e todos são felizes para sempre no país das Maravilhas - menos a Rainha Vermelha e o soldado que foi acorrentado à ela, como castigo pelas coisas ruins que fizeram. Alice decide voltar para seu mundo e tornar-se dona de seu destino: diz não ao noivado, "samba na cara das inimigas"  - quase literalmente - falando boas verdades para todo mundo na festa, e decide partir para outros países maravilhosos - esses reais, viajando como aprendiz de mercadora. E este, senhores, é o fim (da picada).

Muito CGI pra pouco efeito na estória...
Dá pra perceber que o filme é totalmente pensado para impressionar no quesito efeitos visuais. A história da Alice fica quase em segundo plano, tamanha dedicação para os efeitos especiais. O tal do passo maluco no fim da batalha foi ridículo. Não houve nada mais sombrio no clima do filme, se é que essa foi a intenção em se trazer Burton para dirigi-lo; apenas houve a credibilidade do nome do diretor como um escudo para as críticas ou um chamariz para fãs. As rainhas me deram nos nervos: a Branca pelos trejeitos desajustados de Hathaway - precisa ficar com as mãos suspensas no ar o tempo todo para indicar leveza?, e a Vermelha pelo efeito esquisito da cabeçorra. Carter até que dá um pouco de dignidade à ela, mas... Não sei, não consegui gostar da Rainha Vermelha, achava que ela deveria ser mais temperamental e menos mimadinha (sem falar de apaixonadinha). Todos os outros personagens digitais parecem banais, exceto a lagarta. Um show de animação, claro, mas sem muito a acrescentar. De longe, esse é o filme de Tim Burton com menos cara de Tim Burton, e uma decepção completa pra mim. A impressão que dá é que o filme foi levemente inspirado na mitologia de Alice, não uma tentativa de levar a história em si para as telas. Não gostei da primeira vez que vi, e quase dormi da segunda vez que revi para avaliar para o blog. E, pra mim, já deu.

Galeria de bastidores de "Alice no País das Maravilhas"

Este post também poderia se chamar Tim Burton e o abuso da tela verde. Não é atoa que Johnny Depp terminava o dia de gravações confuso, quase todo filme foi feito com o recurso. Era tela verde, figurante verde, personagen verde, acessórios verdes, montaria verde...
Chapéu do chapeleiro - verde!

Esses seriam os "Tweedels"


















 Agora que você já está com enxaqueca por causa de todo esse verde fosforescente, vamos trazer a cor de volta aos poucos, para que você não tenha uma convulsão, e ainda saia com uma boa sensação desta bizarra galeria de fotos! 


-Tá linda amor, porque não se veste assim em casa?