3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

domingo, 31 de agosto de 2014

Já vimos: Na Natureza Selvagem


Christopher McCandless queria ter uma vida diferente, na natureza. A aventura pode não ter tido os melhores resultados, mas teve ótimas experiências. Suficiente para se tornar um filme inspirador. Estávamos assistindo filmes sobre viajantes em abril de 2014 quando esbarramos no filme de 2007.


É Mês de Cinebiografias no blog não perca nenhuma grande história de vida!

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Já vimos: Julie & Julia

Foi se apropriando (e alterando um pouquinho) a idéia de Julie Powel que este blog nasceu. Logo, nada mais normal que assistirmos ao filme que nos apresentou esta ideia. Como o próprio cartaz diz Julie & Julia é baseado em 2 histórias reais. A vida na frança da famosa gourmet estadunidense Julia Child e o projeto da blogueira Julie Powel para dar mais sentido a sua vida.


O longa culinário (sério gente dá fome assistir) esteve em cartaz em Fevereiro de 2014, quando dedicamos o mês a Meryl StreepNão deixe de acompanhar nosso Mês de Cinebiografias

Eu, Tina A história de minha vida

I, Tina, foi lançado no brasil com o título Eu, Tina - A história de minha vida. Autobiografia de Anna Mae Bullock, mais conhecida como Tina Turner, escrita com a colaboração de Kurt Loder.

Lançado em 1996 o livro conta a vida Anna Mae Bullock (nome verdadeiro de Tina Turner) desde sua infância na pequena cidade de Nutbush, no Tennessee, até a relação conturbada com Ike Tuner. É claro que foram as informações, polêmicas, fotos inéditas e muitas histórias chocantes, a maioria relacionada ao relacionamento amorosos complexo, que tornaram o livro um sucesso.

O livro serviu de base para o longa Tina, lançado em 1993. Não encontrei novas edições do título, entretanto, não é difícil encontra-lo em sebos online.

Em 1997, Ike Turner resolveu se defender, lançando o livro A Verdadeira História Que Nunca Foi Contada Sobre Tina Turner. Sua versão para os fatos que Tina tornou públicos onze anos antes.  Não fez tanto sucesso quanto Eu, Tina – A História da Minha Vida, mas colocou a briga de volta nos holofotes por um tempo.

É o mês dedicado à cinebiografias, esta semana conheça Tina!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Prêmios de "Tina"

Oscar
Indicado Melhor ator – Laurence Fishburne, Melhor atriz – Angela Bassett (

Globo de Ouro
  • Melhor atriz em comédia ou musical – Angela Bassett

Grammy Awards
Indicado a Melhor canção escrita especificamente para um filme ou programa de televisão "I Don't Wanna Fight"

MTV Movie Awards
Indicado Melhor performance feminina – Angela Bassett

NAACP Image Awards
  • Melhor atriz – Angela Bassett

American Choreography Awards
  • Outstanding Achievement in Feature Film - Michael Peters

Image Awards
  • Outstanding Lead Actress in a Motion Picture - Angela Bassett
Indicado Outstanding Actor in a Motion Picture - Laurence Fishburne, Outstanding Supporting Actress in a Motion Picture - Jenifer Lewis, Outstanding Supporting Actress in a Motion Picture - Vanessa Bell Calloway

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

"What's Love Got to Do with It?"

What's Love Got to Do with It? é a trilha sonora de Tina, e também oitavo álbum de estúdio de Tina Turner, lançado em Agosto de 1993. O álbum trouxe Tina Turner de volta ao Top 10 da Billboard e vendeu 7,6 milhões de cópias mundialmente.

Assista abaixo o vídeo clipe da canção que dá titulo ao álbum e ao filme (original em inglês)What's Love Got to Do with It?. E continue no post para ver a lista completa de músicas, e playlists do youtube com todas as canções.



1. "I Don't Wanna Fight"
2. "Rock Me Baby"
3. "Disco Inferno"
4. "Why Must We Wait Until Tonight"
5. "Stay Awhile"
6. "Nutbush City Limits" (versão de 1993)
7. "(Darlin') You Know I Love You"
8. "Proud Mary" (versão de 1993)
9. "A Fool in Love"
10. "It's Gonna Work Out Fine"
11. "Shake a Tail Feather"* (versão de 1993)
12. "I Might Have Been Queen" (versão de 1993)
13. "What's Love Got to Do with It" (versão de 1984)
14. "Tina's Wish"*

*As canções "Shake A Tailfeather" e "Tina's Wish" não foram lançadas na versão americana do álbum.



terça-feira, 26 de agosto de 2014

Já vimos: Heleno

2014 foi ano de copa do Brasil, por isso em Junho dedicamos o mês à filmes sobre futebol. O ídolo do botafogo que pouca gente se lembra, mas que foi primeiro "craque problema" do futebol brasileiro, foi uma biografia e tanto!


Continue acompanhando grandes histórias em nosso Mês de Cinebiografias


Curiosidades de "Tina"

Baseado no livro I, Tina, autobiografia da cantora escrita ao lado de Kurt Loder.

Laurence Fishburne recusou o papel de Ike Turner cinco vezes. Quando soube que Angela Bassett tinha ganho o papel de Tina Turner, ele mudou de ideia.

Laurence Fishburne realmente cantou as partes de Ike Turner.

Jenifer Lewis, que interpreta a mãe de Tina no filme, fez o teste para interpretar Tina Turner. Lewis é apenas dois anos mais velha do que Angela Bassett, que interpreta Tina.

Ironicamente antes de filmar este filme, Vanessa Bell Calloway foi realmente destaque no vídeo da música Tina Turner "O que o amor tem a ver com isso".

No filme, Ike é o pai do primeiro filho de Tina, Craig. Na vida real, Tina namorou Raymond Hill, saxofonista dos Kings of Rhythm, antes de ela conheceu Ike. Hill era o pai biológico de Craig; Ike adotou Craig quando ele e Tina se casaram. O filme também retrata Ike Jr. e Michael como os mais velhos dos quatro filhos. Na vida real, Craig era o mais velho, seguido por Ike Jr. e Michael (crianças de Ike com Lorraine Taylor), então Ronnie Turner, único filho biológico de Tina e Ike.

Angela Bassett foi ferida durante as filmagens da primeira sequência maus-tratos. Ela caiu das costas de um sofá alto, estendeu as mãos para reduzir o impacto, e sofreu uma fratura na mão direita. Ela só tentou a façanha cair uma vez, e imagens que antecederam o acidente aparecem no filme.

Vanessa Bell Calloway, que interpreta Jackie, o amigo e ex-Ikette que compartilha o budismo com Tina, estava desconfiado de cantar as palavras budistas por causa de sua forte fé cristã. Diretor Brian Gibson lhe permitiu emular as palavras em silêncio durante a gravação, e acrescentou o som com um duble de voz na pós-produção.

A personagem Jackie foi criado exclusivamente para o filme. Ela não é mencionada no livro I, Tina, no qual o filme se baseia.

Publicidade slogan do filme "Who needs a heart when a heart can be broken?" (Quem precisa de um coração quando um coração pode ser quebrado?) é um poema lírico da canção "What's Love Got to Do with It", que também é o título em inglês do longa.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Tina

Lhes apresento a história de Anna Mae Bullock.

What's Love Got to Do with
1993 - EUA
118 min - cor
biografia/drama

Direção: Brian Gibson

Roteiro: Kate Lanier

Música: Stanley Clarke

Elenco: Angela Bassett, Laurence Fishburne, Penny Johnson Jerald, Tina Turner, Jenifer Lewis, Khandi Alexander.

Baseado no livro I, Tina, autobiografia da cantora escrita ao lado de Kurt Loder.

domingo, 24 de agosto de 2014

Todo o país tem suas Divas!

Edith Piaf é a da França. Admito, a tomar pelo filme, eu não gostaria de Edith. Bêbada e escandalosa (francês aos berros é realmente irritante) na juventude, e diva com "D" maiúsculo, cheia de vontades na "maturidade". Mas, eu não deveria estar julgando o comportamento de uma pessoa que sequer ouvi cantar em vida, mas a soberba atuação, que me fez esquecer que a, então desconhecida em Hollywood, Marion Cotillard estava ali em algum lugar.

Nascida durante a primeira guerra a pequena, e de saúde frágil, Edith, foi abandonada por sua mãe. Viveu com sua avó cafetina, quase perdeu a visão, antes de viver no circo com seu pai. Ainda menina começou a cantar nas ruas, e por sorte foi "descoberta" ainda na juventude. Mesmo assim sua vida não deixou de ser conturbada, com os amigos do submundo, os vícios, romances, e as vontades de uma diva.

E a sinopse é simples assim, porque é tudo que podemos captar do mal executado roteiro, que tenta traçar paralelos entre a jovem e a idosa Piaf. Mas só consegue confundir aqueles que não conhecem a história da cantora francesa.

E mesmo sem conhecer Piaf profundamente pontas soltas são evidentes. A interprete nasceu na França durante a Primeira Guerra mundial, o inevitavelmente  leva o expectador a imaginar como a jovem Piaf passará pela segunda gerra, na Paris sitiada pelos Nazistas. Mas o período completamente ignorado pelo longa. Assim como a resposta ao que realmente aconteceu com o personagem de Gérard Depardieu. 

Tudo isso entre idas e vindas de personagens, mal apresentados, em diferentes idades, que ficam ainda mais difíceis de distinguir na fotografia escura utilizada durante quase todo o longa. A fotografia no entanto acerta ao optar pela ausência de cores na infância difícil e nos últimos momentos de vida de Edith.

Ao final das contas todo o mérito do longa está na atuação (e na impressionante maquiagem), que transformam a bela Marion Cotillard, na não tão bela Piaf. E se a testa maior, as sobrancelhas desenhadas e a prótese dentária recriam o visual da cantora. A postura curvada, os trejeitos desajeitados, o visível desconforto no palco na juventude, a falta de sutileza em seu auge, e a decadência física em sua velhice, tornam sua intérprete o grande mérito do longa. 
Sem jeito mandou lembranças!
É pela excêntrica Piaf que expectador fica, apesar da confusão cronológica e de fatos que o roteiro cria. Os mais dedicados podem até tentar conhecer um pouco mais sobre sua vida. A maioria vai apreciar melhor seu repertório (Cotillard não interpretou as canções, a intenção era ter a presença de Piaf no longa através de sua forte e incomparável voz). E provavelmente, todos vão admirar a veracidade da mulher apresentada pelo filme. Uma mulher que enfrentou muitas dificuldades, com uma fragilidade que desaparecia quando sua voz entrava em cena. Com uma personalidade nem sempre agradável, cheia de vontades, e passível de erros. Mas que ainda sim, nos encanta, e nos mantém atentos até o fim da projeção. Como toda Diva é capaz afinal.

sábado, 23 de agosto de 2014

Já vimos: A Dama de Ferro

A primeira mulher a se tornar Primeira Ministra do Reino Unido. Esta é uma pessoa que merece ter sua história contada, e teve! Aliais em grande estilo com Meryl Streep oscarizada no papel principal. Assistimos ao filme sobre a vida de Margaret Thacher em Fevereiro de 2014, quando dedicamos um mês inteiro aos Oscars de Meryl.

Não deixe de acompanhar nosso Mês de Cinebiografias.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Já vimos: Hitchcock

Não é preciso contar a vida toda do retratado para contar como biografia, é? Segundo o IMDB, não. Por isso relembramos o longa de 2012, que retrata um período bem específico da vida de Alfred Hitchcock, os mês em que trabalhou na produção de sua mais conhecida obra Psicose


Assistimos ao longa com Antony Hopkins em Outubro de 2013, em nosso mês especial Hitchcock. Leia mais sobre o mestre do suspense clicando aqui. Ou continue acompanhando nosso Mês de Cinebiografias.

Marion Cotillard recebe o BAFTA

Marion também recebeu o BAFTA por sua interpretação de Edith Piaf. 

No prêmio de 2008 ela concorreu com Keira Knightley (Desejo e Reparação), Cate Blanchett (Elizabeth: A Era de Ouro), Julie Christie (Longe Dela) e Ellen Page (Juno).


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Marion Cotillard recebendo o Oscar por Piaf

Marion recebeu em 2008, o prêmio de Melhor Atriz das mãos de Forest Whitaker. Ela concorreu com Cate Blanchett  (Elizabeth: A Era de Ouro), Julie Christie (Longe Dela), Laura Linney (The Savages) e Ellen Page (Juno).

O longa "Piaf - Um Hino ao Amor" também recebeu o prêmio de melhor maquiagem naquele ano.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Já vimos: Diários de Motocicleta

Antes de ser ícone revolucionário, e popular estampa de camisetas, Ernesto Guevara foi um jovem ávido por aventuras. Entre os filmes de viajantes que assistimos em Abril deste ano, estava a história de Ernesto, que eventualmente após isto se tornaria Che Guevara.


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Prêmios de "Piaf"

Segundo o IMDB a cinebiografia da cantora francesa recebeu 43 prêmios, e outras 47 indicações. Confira as principais:

César Awards
  • Melhor Atriz (Meilleure actrice) - Marion Cotillard
  • Melhor Fotografia (Meilleure photographie)
  • Melhor Design de Produção(Meilleurs décors)
  • Melhor Figurino (Meilleurs costumes)
  • Melhor Som (Meilleur son)
Nomeado Meilleur film, Meilleur acteur dans un second rôle - Pascal Greggory, Meilleure actrice dans un second rôle - Sylvie Testud, Meilleur réalisateur, Meilleur scénario,Meilleur montage

Oscar
  • Best Performance by an Actress in a Leading Role - Marion Cotillard
  • Best Achievement in Makeup
Nomeado Best Achievement in Costume Design


Globo de Ouro
  • Best Performance by an Actress in a Motion Picture - Comedy or Musical - Marion Cotillard

African-American Film Critics Association (AAFCA)
  • Best Actress - Marion Cotillard ("Embora nossa organização ofereça consideração específica para o trabalho de artistas de ascendência Africana, o retrato surpreendente da Senhora Cotillard de Edith Piaf é um desempenho de destaque digno de reconhecimento.")

Boston Society of Film Critics Awards
  • Best Actress - Marion Cotillard

Czech Lions
  • Melhor Atriz(Zenský herecký výkon v hlavní roli), Marion Cotillar
  • Melhor Música (Nejlepsí hudba)
  • Melhor Som (Nejlepsí zvuk)

European Film Awards
  • Best Film
Nomeado Best Actress - Marion Cotillard, Prix d'Excellence - Didier Lavergne -For the make up.

BAFTA
  • Anthony Asquith Award for Film Music - Christopher Gunning
  • Best Leading Actress - Marion Cotillard
  • Best Costume Design
  • Best Make Up & Hair
Nomeado para Best Film Not in the English Language, Best Production Design, Best Sound, Best Production Design/Art Direction

Hollywood Film Festival
  • Actress of the Year - Marion Cotillard

SESC Film Festival
  • Prêmio do Público - Melhor Atriz Estrangeira - Marion Cotillard
  • Prêmio da Crítica - Melhor Atriz Estrangeira - Marion Cotillard

Satellite Awards
  • Best Actress in a Motion Picture, Drama - Marion Cotillard
Nomeado Best Actress in a Supporting Role, Drama - Emmanuelle Seigner, Best Motion Picture, Foreign Film - France, Best Director, Best Film Editing, Best Sound (Mixing & Editing), Best Costume Design

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Curiosidades de "Piaf - Um Hino ao Amor"

Este é o quarto filme biográfico sobre Édith Piaf. Os outros são Piaf (1974), Édith et Marcel (1983) e Édith Piaf: Une rencontre Brève (1993).

Este filme se tornou o filme de terceira maior bilheteria de língua francesa nos Estados Unidos desde 1980, atrás de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001) e O Pacto dos Lobos (2001).

Diretor Olivier Dahan escreveu o roteiro com Marion Cotillard em mente como Edith Piaf.Os produtores do filme queriam Audrey Tautou interpretasse Piaf, mas Olivier Dahan queria Marion Cotillard e estava disposto a reduzir seu orçamento em US $ 5 milhões para consegui-la.

Para ajudar a retratar Edith Piaf, Marion Cotillard raspou para trás sua linha do cabelo e raspou as sobrancelhas, que mais tarde foram feitas a lápis, em, para melhor se parecer com a cantora.

Maquiagem de Marion Cotillar podia levar até cinco horas para transformá-la na Edith Piaf mais velha.

Marion Cotillard é um dos únicos seis interpretes a ter ganho um Oscar por um papel falado principalmente em uma língua estrangeira. Sophia Loren, Robert De Niro, Benicio Del Toro, Roberto Benigni e Christoph Waltz são os outros cinco.

Antes de viver Édith Piaf, dois filmes estrelados por Marion Cotillard têm em destaque uma canção da cantora francesa: Chloé (1996) e Amor Ou Consequencia (2003), ambos os filmes têm "La Vie en Rose" na trilha sonora. Anos mais tarde, Cotillard atuou em A Origem (2010) que contou com outra música de Piaf: "Non, Je Ne Regrette Rien".

Este é o segundo filme que Marion Cotillard interpreta uma cantora, o primeiro foi Les Jolies choses (2001).

Amantes eternos

Opa! Devido a problemas técnicos, essa resenha está saindo fora de contexto e de timing também - que chato! Mas não serão os pequenos problemas diários (leia-se pc pifado) que me atrapalharão em minha jornada épica de querer me transformar em uma cinéfila melhor. ;)

Amantes eternos (Only lovers left alive, 2014) é um filme diferente. Acho que consigo qualificar ele assim. Em primeiro lugar, ele quebra alguns paradigmas de "filme de vampiro": não tem cenas de sexo, não tem preto/couro/violência, não tem clima sobrenatural. Vampiros são retratados como seres absolutamente enfadados com a pequenez humana - o que torna Adam (Tom Hiddlestone, estranhamente sexy) um curioso vampiro depressivo com tendências suicidas. Eva (Tilda Swinton, impressionante como consegue ser excelente em qualquer performance!), sua amada imortal, também não é lá muito fã dos humanos em geral, apesar de saber que precisam deles para sobrevivência e de admitir que alguns deles até que são, bem, não tão inúteis.

A trama, em si, não tem muita coisa acontecendo. Adam está em uma crise existencial e quer se matar, então pede ajuda a seu, digamos, amigo Ian (Anton Yelchin) para conseguir uma bala especial de madeira. Sua amada, Eve, mesmo muito longe dele, pressente a tristeza de Adam e acaba por ir visitá-lo. Ele vivia isolado em uma casa que era mais uma mistura de estúdio de som e cabana caindo aos pedaços, recebeu não só a visita de Eve como a de sua cunhada, Ava (Mia Wasikowska, a Alice do Tim Burton). Esta chegou sem avisar e foi muito mal comportada, como uma típica adolescente seria - isso se você levar em consideração que não existe uma adolescência vampiresca. Sem poder curtir seu amor em paz, sem ter mais para onde ir, Adam acaba por ceder e voltar com Eva para a casa dela. O que eles não esperavam era encontrar Christopher Marlowe (John Hurt, excelente) já muito fraco - e todo o estoque de sangue bom no fim.

Contei muito resumidamente o que vi da estória porque não quero estragar a experiência de quem ainda não viu. Por quê? Simplesmente porque o filme é muito mais do que isso. Confesso, não é fácil digerir tantas coisas diferentes ao mesmo tempo, e a estranheza que fica em primeiro lugar pode demorar muito a ceder  - como aconteceu comigo. Talvez eu tenha ido ao cinema muito empolgada por ver Hiddlestone e Swinton como vampiros, ainda arraigada à ideia dos vampiros-sexy-couro-preto-sobrenatural-violência; talvez eu não soubesse o que significava assistir a um filme de Jim Jarmusch (depois fiz meu dever de casa e pesquisei sobre ele, e ouvi muita gente comentando do seu jeito peculiar de ver e retratar o mundo). Como dizem por aí, "crie qualquer coisa, menos expectativas". Saí do cinema um tanto frustrada com o que assisti, mas, enquanto escrevo, percebo que o filme tem qualidades muito maiores do que eu consegui perceber de primeira. A genialidade dos argumentos e as piadinhas ácidas estão ali o tempo todo, o diretor brinca com referências históricas e a memória do espectador, a trilha sonora é contagiante, todo o elenco está no tom certo para interpretar seus personagens, a fotografia e produção de arte bastante eficientes - tudo estava lá, mas eu não vi até que precisei me afastar do filme. Depois que a gente digere tudo, aí fica mais legal. 

Não quer dizer que o filme é meu favorito ou que eu "perdoei" algumas coisas que me incomodaram durante a exibição do longa - como, por exemplo, os cabelos não lavados dos vampiros, o final abrupto (que depois eu entendi como uma crítica à sociedade) e o ritmo exageradamente lento com que a trama se desenvolve. Ok, não é um filme blockbuster, mas também não precisava exagerar no "nada acontece" para enfatizar o enfado e a desilusão dos protagonistas: os atores são extremamente competentes e deram conta do recado só com expressões faciais, dava para ter economizado uns 20min de filme na soma final. Mas, como curiosa que sou, vou dar um voto de confiança ao filme e procurar mais coisas do diretor e tirar minha prova dos nove. Talvez eu até consiga rever o filme. Um dia. Por causa do casal de vampiros mais androginamente sexy e estranho de todos os tempos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Piaf - Um Hino ao Amor

Você pode não ligar o nome à voz, mas com certeza já ouviu algua canção de Édith Piaf.

La môme
2007 - França
120 min - cor
biografia/drama/musical

Direção: Olivier Dahan

Roteiro: Olivier Dahan

Música: Christopher Gunning

Elenco: Marion Cotillard, Sylvie Testud, Pascal Greggory, Emmanuelle Seigner, Jean-Paul Rouve, Gérard Depardieu, Clotilde Courau, Jean-Pierre Martins, Catherine Allégret, Marc Barbé, Caroline Sihol, Manon Chevallier, Pauline Burlet, Elisabeth Commelin, Marc Gannot,

Baseado na vida da cantora Édith Piaf. Vencedor de 2 Oscar.

domingo, 17 de agosto de 2014

Já vimos: Carlota Joaquina, Princesa do Brasil

A vida de nossa princesa retratada nas telas, é considerado o marco zero da Retomada do Cinema Nacional. Não é surpresa portanto que esta biografia já tenha passado por nosso sofá! Estávamos conferindo filmes sobre a realeza, quando o assistimos em Março de 3013.


Veja outras produções nacionais que já assistimos. Ou continue acompanhando nosso Mês de Cinebiografias.

sábado, 16 de agosto de 2014

As últimas horas de um péssimo ideal

A Queda ficou conhecido e é frequentemente apontado como o filme que humaniza Hitler. O que não é necessariamente exato. Aliais, apesar do subtítulo As Últimas Horas de Hitler nem é apenas do ditador que trata a reconstrução histórica romanceada.

Traudl Junge (Alexanda Maria Lara)
Apresentado principalmente através do ponto de vista de Traudl Junge (Alexandra Maria Lara) secretária de Hitler durante o cerco a Berlin dias antes da derrota Nazista. O longa também reserva espaço para personagens menores, alguns até sem nome. Retratando assim como foi a tal queda para os oficiais, os médicos, doentes e civis além do Fuhrer e as pessoas próximas a ele.

Muitos personagens ajudam a contar esta história. Tantos, que mesmo que você não tenha cochilado na aula de história, pode deixar escapar algumas identidades. Nada que prejudique muito, afinal a situação é a mesma para todos: a derrota anunciada, e a negação de seu já decadente, teimoso e insano líder.

E por falar em Adolf Hitler, Bruno Ganz faz um trabalho extraordinário ao oscilar entre o Fuhrer, dos discursos inflamados, imagem carismática e firme em público, e o Adolf da vida real, que fora dos olofotes falava normalmente e era carinhoso e compreensivo com os seus. É nesse ponto que o expectador se assusta, e alega - o filme humaniza Hitler - nada mais equivocado. O filme apenas expõe a figura "não pública" de um homem que aprendemos a demonizar desde pequenos. À certa altura da projeção, inclusive uma personagem indaga: - Ele é tão doce, compreensivo mas as vezes não - ao que sua esposa Eva Braun (Juliane Köhler) responde: Isto é quando ele está sendo o Fuhrer!
Titio Hitler curtindo o coral dos sobrinhos Goebbels
Cercado no gigantesco (pelo numero de pessoas que comporta), mas ainda sim claustrofóbico bunker, Hitler, manda ordens de contra-ataque para tropas que não existem, põe em prática as medidas para eliminar documentos que incriminem o alto escalão do Partido Nazista e sacrifica seus últimos homens como traidores quando este percebem a derrota. Caótico e claramente perdido, sua figura ainda incita admiração e mantém seguidores fiéis, até após seu suicídio. Uma expressão de fé cega, que vai muito além de acreditar em um ideal. Certamente se estivessem vivos (os realmente fiéis, preferiram a morte à rendição) deveriam ser estudados pela psicologia. O que gera tamanha fascinação?

Família Goebbels
Nenhum deles entretanto é mais repugnante que o casal Goebbels, voluntários para morrer junto com seu líder. O que inclui seus filhos pequenos completamente alheios à verdadeira razão de sua visita ao Tio Hitler. A sequencia em que a mãe prova que realmente não quer que seus filhos vivam em um mundo sem os ideais Nazistas, deixa a sensação de nó na garganta por dias. Já a afirmação do pai Goebbels, em relação ao povo  nos faz crer que ele merecia destino pior - O povo nos deu um mandato. E agora está pagando por isto!

O filme faz questão de mostrar que o povo realmente pagou. Seja ao ver seus jovens iludidos, como última e inútil força de resistência contra o exercito vermelho, na Juventude Hitlerista. No abandono decalrado dos oficiais, aos idosos, crianças e feridos. E até no assassinato a sangue frio de civis que não queriam, ou mesmo eram capazes de enfrentar o inimigo.

Juventude Hitlerista sendo condecorada pelo próprio Fuhrer
Mas também, mostra um pai que tenta resgatar inutilmente as crianças da Juventude Hitlerista  ingrato trabalho de "caçar tanques vermelhos". O médico ignorou as ordens de sair de Berlin e sozinho atravessou as linhas inimigas, para levar remédios e suprimentos para os necessitados. Além de vários oficiais, que tentam alertar a quem vivem no bunker que é hora de desistir. Sim são todos nazistas, mas não são exatamente maus.

Hitler dividindo a mesa com seus subordinados
Com uma produção de arte caprichada desde a criação do sufocante bunker até o detalhismo da Berlim destruída. A Queda: As Últimas Horas de Hitler não é um filme fácil, mas extremamente corajoso. Ao apresentar um homem comum capaz de mobilizar dezenas mesmo com discursos vazios e infundados. Ao fazer você lamentar a morte dos filhos de um casal repugnante.

Enfim, apresentar pessoas com um péssimo ideal, e valores repulsivos, mas ainda sim, pessoas. E todas em uma situação de tensão extrema e medidas desesperadas. O que faz o expectador repensar sua capacidade de empatia mesmo com a mais repugnante figura histórica que conhecemos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Já vimos: O Último Imperador

Esse mês são apenas 4 homenageados, mas outras vidas extraordinárias retratadas nas telonas já passaram por aqui. Como a de Aisin-Gioro Pu Yi, o último imperador da China. Longo e super premiado, a produção esteve em cartaz por aqui em Março de 2013, quando dedicamos um mês inteiro à filmes sobre a realeza.


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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Prêmios de "A Queda: As Últimas Horas de Hitler"

Segundo o IMDB A Queda: As Últimas Horas de Hitler recebeu 25 prêmios e outras 22 indicações. Confira as principais:

Oscar
Nomeado - Best Foreign Language Film of the Year - Germany.

Amanda Awards (Noruega)
  • Best Foreign Feature Film (Årets utenlandske kinofilm) - Oliver Hirschbiegel -Germany.

Bambi Awards
  • Film - National

Bavarian Film Awards
  • Won - Audience Award
  • Best Production (Produzentenpreis)
  • Best Actor (Darstellerpreis)- Bruno Ganz

Bodil Awards
  • Best Non-American Film (Bedste ikke-amerikanske film) - Oliver Hirschbiegel - Germany.

British Independent Film Awards
  • Best Foreign Independent Film

Fajr Film Festival
  • International Competition - Best Technical or Artistic Achievement - Oliver Hirschbiegel

German Film Awards
  • Nomeado - Best Performance by an Actor in a Leading Role (Beste darstellerische Leistung - Männliche Hauptrolle) - Bruno Ganz, Best Performance by an Actress in a Supporting Role (Beste darstellerische Leistung - Weibliche Nebenrolle) - Corinna Harfouch, Best Performance by an Actress in a Supporting Role (Beste darstellerische Leistung - Weibliche Nebenrolle) - Juliane Köhler

Golden Camera (Alemanha)
  • Best German Actress - Alexandra Maria Lara

Jupiter Award
  • Best German Actor - Bruno Ganz
  • Best German Actress - Alexandra Maria Lara

Kansas City Film Critics Circle Awards
  • Best Foreign Film

London Critics Circle Film Awards

  • Actor of the Year - Bruno Ganz
  • Foreign Language Film of the Year - Germany.
Indicado Screenwriter of the Year

Mar del Plata Film Festival
  • Best Screenplay
  • Nominated - Best Film
  • National Board of Review
  • Top Foreign Films

New York Film Critics, Online
  • Best Foreign Language Film

Online Film & Television Association
  • Best Foreign Language Film - Germany
Indicado Best Cinematic Moment - For the "The Goebbels Children's Deaths" sequence.

Online Film Critics Society Awards
  • Best Foreign Language Film

Robert Festival
  • Best Non-American Film (Årets ikke-amerikanske film)- Oliver Hirschbiegel

Santa Barbara International Film Festival
  • Best Performance by an Actor in an International Film - Bruno Ganz

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

As Paródias de "A Queda: As Últimas Horas de Hitler"

Acha que já viu o filme desta semana, mas não sabe onde. Pois você provavelmente viu no YouTube, pois é de A Queda: As Últimas Horas de Hitler que as pessoas retiram as cenas usadas em inúmeras paródias no site de vídeo. Geralmente a sequencia usada é a de Adolf Hitler a gritar com seus subordinados. Lembrou né!

Como a gritaria é em alemão, basta colocar as legendas que bem entender e o Führer reclama vigorosamente sobre o que você quiser. Em 2010, a Constantin Films, que detém os direitos do longa, começou a derrubar as paródias, argumentando que o sua autoria estava sendo violada.Pouco tempo depois, novos vídeos paródia apareceram denunciando ações Constantin Films como "Naziesque." Ao contrário do que a reação da Constantin Films, diretor Oliver Hirschbiegel afirma ter visto mais de uma centena de tais paródias, e gostado muito delas. YouTube desde então parou de bloquear estas paródias.

E o pessoal continua fazendo os vídeos, bastar ter sobre o que reclamar. Confira algumas das versões brasileiras. Como são muitas para um só post, acompanhe nossa página do Facebook durante a semana para mais rizadas.







terça-feira, 12 de agosto de 2014

Curiosidades de "A Queda: As Últimas Horas de Hitler"

Baseado nos livros "Der Untergang" do historiador Joachim Fest e "Bis zur letzten Stunde" por Traudl Junge, última secretária particular de Adolf Hitler 1942-1945.

A maioria das cenas da cidade ao ar livre para o filme foram filmadas em São Petersburgo, Rússia. Isso foi, por duas razões, um a arquitetura da cidade tem muitos aspectos germânicas. Em segundo lugar, há uma abundância de ruas com pouca ou nenhuma propaganda moderna e outros aspectos comerciais.


Durante a estréia na Alemanha, uma grande parte do público caiu em lágrimas no final. Cada pessoa permaneceu sentado até o último dos créditos foram mostrados e as luzes permaneceram apagadas.

Das 37 pessoas da vida real retratados no filme, Rochus Misch era o único que ainda estava vivo quando o filme foi lançado. Ele acabou morrendo em 2013.

Muitas das linhas de Adolf Hitler são historicamente precisas, com base em relatos de Albert Speer e Traudl Junge, a maior parte deles, porém, são a partir datas anteriores.

Durante a montagem letras, Magda Goebbels é visto escrevendo uma carta para seu filho, Harald Quandt (há uma foto dele na frente dela), de seu primeiro marido, o industrial Günther Quandt. Ele foi seu único filho para sobreviver à guerra. Em 1944, como tenente da Luftwaffe, Quandt foi ferido e capturado pelos Aliados na Itália. Ele foi libertado em 1947 e mais tarde morreu em um acidente aéreo em 1967.

Uma das coisas que ajudou Bruno Ganz na preparação para o papel foi a única gravação conhecida de Adolf Hitler, em uma conversa privada. Ele conversa com o Marechal de Campo Gustaf Mannerheim da Finlândia; na época um aliado da Segunda Guerra Mundial da Alemanha contra a União Soviética. Hitler inesperadamente até felicita Mannerheim por seu aniversário de 75 anos em 4 de junho de 1942. Agentes de inteligência finlandeses secretamente fizeram a gravação em um vagão de trem; pois Hitler não permitia gravações nem fotografias em situações privadas. Cerca de 11 minutos de gravação apresentam um ditador relaxado, com um tom de voz normal, no qual Hitler geralmente descrevia seus pontos de vista sobre a guerra. Uma das duas cópias da fita foi descoberta em 1992 e desde então tem sido estudado por cientistas e historiadores.

Bruno Ganz estudou pacientes com doença de Parkinson em um hospital suíço para se preparar para seu papel como Hitler.

Bruno Ganz treinou o sotaque típico de Hitler tendo o auxílio de um jovem ator, que nascera na mesma área em que o líder alemão.

Após o lançamento do filme, Bruno Ganz afirmou que, a princípio, ele não queria o papel de Adolf Hitler. Após a assisitir o filme O Último Ato (1955) e o retrato de Hitler de Albin Skoda, no entanto, Ganz perceberam o papel poderia ser desempenhado com alguma profundidade, e aceitou o papel.


Corinna Harfouch afirmou que ela quase quebrou quando as filmagens da cena em que Magda Goebbels dá seus filhos o seu "remédio" para colocá-los para dormir antes de envenenar-los. Bruno Ganz senti da mesma forma quando ele segurou a menina que interpreta um dos filhos de Goebbels em seu colo enquanto eles cantavam, porque ele sabia que essas crianças estavam prestes a ser assassinado por seus pais.

As amostras entrevista de verdadeira Traudl Junge são tomadas do documentário "Blind Spot", gravado entre Abril e Julho de 2001. Devido a graves problemas de saúde Junge não pôde assistir a estréia do filme no dia 9 de fevereiro de 2002. A estréia fora um grande sucesso e por isso o cinegrafista foi ao hospital para informar Junge do sucesso. Junge então respondeu "Meu propósito na vida foi realizado. Agora eu posso ir." Poucas horas depois, ela morreu aos 82 anos após uma longa luta contra o câncer.

O retrato que Adolf Hitler está olhando em uma cena é a de Frederico II da Prússia, também conhecido como Frederico, o Grande. Ele reinou 1740-1786.

"Justus Von Dohnanyi ', que retrata Geral Wilhelm Burgdorf, é neto de Hans Von Dohnanyi, um dos membros da conspiração anti-Hitler, que foi enforcado no campo de concentração de Sachsenhausen, em setembro de 1944 Através do casamento de seu avô, ele também é o sobrinho-neto do pastor Dietrich Bonhoeffer, um outro anti-Hitler conspirador que foi enforcado no campo de concentração de Flossenburg.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A Queda: As Últimas Horas de Hitler

Esta ciente da onda de documentários sobre as grandes guerras que tem invadido a TV nas últimas semanas? Pois é, acidentalmente (mesmo) também vamos entrar na onda. Hora de descobrir como foram os últimos dez dias da vida de Adolf Hitler no Führerbunker em 1945.

Der Untergang
2004 - Alemanha/Itália/autria
155 min - cor
biografia/drama

Direção: Oliver Hirschbiegel

Roteiro: Bernd Eichinger

Música: Stephan Zacharias

Elenco: Bruno Ganz,Alexandra Maria Lara,Corinna Harfouch, Ulrich Matthes, Juliane Köhler, Heino Ferch, Christian Berkel, Matthias Habich, Thomas Kretschmann, Michael Mendl, André Hennicke, Birgit Minichmayr, Rolf Kanies, Justus von Dohnanyi, Dieter Mann, Christian Redl, Götz Otto,Ulrich Noethen, Thomas Limpinsel, Thomas Thieme, Gerald Alexander Held, Bettina Redlich, Heinrich Schmieder, Anna Thalbach, Dietrich Hollinderbäumer, Thorsten Krohn, Jürgen Tonkel, Christian Hoening, Alexander Slastin, Aline Sokar, Amelie Menges, Charlotte Stoiber, Gregory Borlein, Julia Bauer, Laura Borlein, Yelena Zelenskaya

O roteiro é baseado nos livros escritos pelo historiador Joachim Fest, pela secretária pessoal de Hitler, Traudl Junge, por Gerhardt Boldt, Ernst Günther Schenck e Siegfried Knappe.

sábado, 9 de agosto de 2014

Amor por contar histórias, do jeito que for possível!

Edward Davis Wood, Jr. amava contar histórias, se vivesse nos tempos de hoje, provavelmente teriam um canal no YouTube. Ou ainda expressaria suas idéias, quer o mundo queira ouvir ou não, em um blog que ele consideraria a coisa mais importante e.... er...

Mas, Ed Wood não viva em nossa globalizada e de livre expressão era. Mas, na Hollywood dos anos de 1950, nesse cenário uma forma de contar histórias impera: roteiros. Pode ser de teatro sim, mas o "barato" é fazer cinema. No caso de Wood, barato em ambos os sentidos já que as produções do, roteirista, cineasta e ator sofriam de uma mal conhecido como, ausência de orçamento. Nada que desanime Wood, afinal ele tem como parceiro constante, a lenda da sétima arte e ídolo de infância, Bela Lugosi.

É este entusiasmo, de quem sempre vê o copo meio cheio, e a relação com Lugosi, que o filme de Burton apresenta. Focando especialmente em três produções, Glen or Glenda? (1953), Bride of the Monster (1955) e Plan 9 From Outer Space (1956). O longa, mostra as nada ortodoxas técnicas de filmagem  e capitação de recursos que tornaram suas produções pérolas da sétima arte. Inclua-se aí, contar com o dinheiro de desconhecidos que encontra no bar. E filmar tudo em apenas um take, tenha este saído certo ou não, afinal película custa dinheiro e suas produções tinham em média 4 dias para serem filmadas.

Fã assumido de filmes B, Burton não hesita em usar algumas de suas "soluções artesanais", nesta homenagem não apenas ao gênero, mas dois de seus mais notáveis ícones, Ed Wood e Bela Lugosi. A relação entre os dois, inclusive é o ponto alto do longa.

Um Lugosi, em fim de carreira, solitário e decadente, encontra sua última oportunidade não apenas de trabalhar, mas de viver na figura do Wood. O cineasta por sua vez, entusiasmado por ser amigo de seu ídolo, deslumbrado por trabalhar com ele, e sem muita noção da realidade em que vive, encontra a chance de sua vida, enquanto serve de muleta para o veterano interprete de Drácula.

E com um pouco de ajuda da premiada maquiagem, e um incrível trabalho de atuação, Martin Landau é Lugosi. Equilibrando a outrora imponência de um dos ícones mais assustadores do cinema, com fragilidade de um homem no fundo do poço, nem nunca se colocar na situação de ser digno de pena.

Esforço de atuação, que funciona melhor ainda porque seu contraponto o acompanha em qualidade na pele do jovem cineasta Johnny Depp inaugura sem sutileza muitas das características que o transformaram no ator de figuras incomum que ele é hoje. Em uma divertida atuação de uma pessoa, que segundo relatos, já era meio caricata na vida real. Vale uma olhada mais de perto também nos tipos estranhos que faziam parte do universo de Wood, as figuras mais estranhas e rejeitadas de Hollywood.

É claro, Burton não perdeu a chance de filmar tudo, de forma a situar seu longa, entre as produções "B", da época. O resultado é a ausência de cor, enquadramentos que nem sempre são os melhores, e efeitos dramáticos típicos da época.

Ed Wood, não é apenas uma cinebiografia, mas também uma obra sobre cinema. Sobre uma época, personagens rejeitados em seu tempo e esquecidos pela história mas, que nem por isso tinham menos amor à arte de contar histórias. E o mais importante insistiram, em fazer o que amam, mesmo sem ter tanto talento assim.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Um pouco mais do diretor: Tim Burton

Timothy Walter Burton nasceu em Burbank, Califórnia em 1958. O próprio Burton descreveu sua infância como peculiar, imaginativa e perdida em seus próprios pensamentos. Participava de um grupo chamado OW SHIT STUDIOS e fugia do cotidiano lendo livros sombrios de Edgar Allan Poe e assistindo a filmes de terror de baixo-orçamento. Entre eles, produções de Ed Wood, que Burton viria a homenagear em uma cinebiografia.

Estudou Instituto das Artes da Califórnia em Valencia, Califórnia, com uma bolsa que ganhou da Disney. Lá, ele estudou Animação por três anos até ser contratado pelo Walt Disney Studios como aprendiz de animador. Trabalhou na animação O Cão e a Raposa, apesar de não gostar muito da direção artística do filme.

Foi nessa época que o cineasta ez seus primeiros três curtas metragens: a animação em stop-motion "Vincent", e dois live-actions, "João e Maria" e "Frankenweenie" (que tinha o Bastian Baltazar Bucks de A História Sem Fim como protagonista). Todos estão disponíveis no YouTube, e o último virou longa metragem de animação em 2012, distribuído pela Disney. Ironicamente foi o tema sombrio do curta  "Frankenweenie" (a história de um garoto que traz seu cão de volta à vida ao estilo Frankestein) que causou a demissão de Burton da mesma disney em 1984.

O jeito, foi assumir seu estilo, e continuar mesmo com baixo orçamento. Assim enquanto As Grandes Aventuras de Pee-wee (1985) o apresentou como diretor de longas.Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice - 1988), chamou atenção com sua visão de humor sombrio e visual único.

Então uma grande produção caiu em seu colo. Burton foi convidado para dirigir Batman (1989), a visão do diretor para o homem-morcego, foi bem sucedida, tanto que ganhou uma continuação em 1992, Batman - O Retorno. Á essa altura as situação já havia melhorado para o diretor.

Em 1990, Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands) , considerado por muitos sua melhor obra até hoje. A história do monstro ingênuo, marcou sua primeira parceria com Johnny Depp, com quem trabalhou mais 7 vezes. E inaugurou uma sequencia de bons e ben-sucedidos filmes até 2001.
Burton e seus Marcianos

São deste período O Estranho Mundo de Jack (1993 - do qual é apenas produtor e forneceu o argumento), Ed Wood (1994) Marte Ataca! (1996), James e o Pêssego Gigante (1996 - produtor apenas) e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999).

O remake de Planeta dos Macacos lançado em 2001, foi um fracasso de bilheteria e crítica. Entretanto foi durante sua produção que Burton conheceu Helena Boham-Carter, que veio a se tornar sua esposa, e mãe de seus 2 filhos. Além, é claro, de parceira de trabalho constante. Aliais Burton gosta de repetir parcerias, confira todas aqui.

Fracasso superado, o diretor voltou as boas com Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas (1993).  Antes de iniciar uma nova sequencia de remakes e adaptações. Grande parte delas com as parcerias de Depp, da esposa e do compositor de quase todos os seus filmes Danny Elfman.

Halloween da família Burton
Sombras da Noite e Frankenweenie ambos de 2012, foram suas últimas produções à chegar à tela grande. Atualmente ele cuida das produções de Big Eyes (lançamento previsto para 2014), e a sequencia de Alice no País das Maravilhas (2016), ele deve trabalhar apenas como produtor em ambos os longas.

Literatura:
Em 1997, Burton escreveu "O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias", que ganhou versão brasileira apenas em 2007. Apesar de ser infantil, o livro tem cenas de violência familiar, suicídio, sexo não-explícito e traição extraconjugal (o amante da adúltera é um ferro de engomar).

Arte:
Criador de um estilo único, Burton teve seus croquis, desenhos, maquetes, fotos e figurinos de produções expostos, em uma mostra que rodou o mundo, em Tim Burton: a Exposição.


Cartazes de Tim Burton - The Exposition
Confira abaixo sua filmografia completa como diretor.

2012 Frankenweenie
2012 Sombras da Noite
2010 Alice no País das Maravilha
2007 Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
2005 A Noiva-Cadáver
2005 A Fantástica Fábrica de Chocolates 
2003 Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
2001 O Planeta dos Macacos
2000 The World of Stainboy (Short)
1999 A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça
1996 Marte Ataca!
1994 Conversations with Vincent (Video documentary)
1994 Ed Wood
1992 Batman - O Retorno
1990 Edward Mãos de Tesoura
1989 Batman
1988 Os Fantasmas se Divertem
1986 Teatro dos Contos de Fada (TV Series) (1 episode) - Aladdin and His Wonderful Lamp (1986)
1986 Alfred Hitchcock Presents (TV Series) (1 episode) - The Jar (1986)
1985 As Grandes Aventuras de Pee-wee
1984 Frankenweenie (Short)
1982 João e Maria(TV Movie)
1982 Luau (Short)
1982 Vincent (Short)
1979 Stalk of the Celery Monster (Short)
1979 Doctor of Doom (Short)
1971 The Island of Doctor Agor (Short)

Descubra mais sobre Tim Burton, seus trabalhos e parcerias em nosso mês Burton+Depp.