3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

domingo, 30 de novembro de 2014

Quem vai atirar a primeira pedra?

Se você não rir de absolutamente nenhuma piada, pode começar a me apedrejar

Sabe quando você espera muito de um filme e acaba não achando ele isso tudo? Pois é. Não é que A vida de Brian (Life of Brian, 1979) seja ruim, muito pelo contrário. É, inclusive, muito bom. Mas depois de ter visto Monty Python em busca do Cálice Sagrado para o blog, esse ficou um pouco a desejar. Talvez eu esperasse mais conexões da vida do Brian com Jesus para justificar tanto alarde com a blasfêmia que o povo fala tanto, mas nada tira o brilhantismo da sacada genial.
 
E dá pra não rir com esse Pilatos?!
Tudo começa quando os Três Reis Magos acabam ofertando ouro, incenso e mirra para a mãe de um bebê nascido numa manjedoura em Jerusalém, mas acabam descobrindo que o bebê chamado Brian não era o tal do Salvador que a estrela os guiou para conhecer - mesmo com a mãe dele dizendo várias vezes que ele não era nada especial. Aí eles descobrem Maria, José e Jesus na manjedoura certa, voltam, pegam os presentes de volta na base da porrada. Dai o Brian, que nasceu para ser Brian, vive com a mãe ultracontroladora (e ligeiramente pervertida) e acaba encontrando, lá e cá, o messias. Do sermão da montanha até a crucificação, Brian segue uma vida paralela a que nós já conhecemos de Jesus. Também inconformado com a perseguição romana a seu povo, ele acaba querendo se juntar a um movimento revolucionário - especialmente depois de se apaixonar por uma bela rebelde. Enquanto se juntava a um desses movimentos (eram tantos os nomes que até me confundi), ele passou a ser testado por seus integrantes, seguido por fanáticos e perseguido pelos romanos. A trajetória foi bem parecida, mas o final foi bem diferente...
 

Essa é a multidão que venerou Brian: acho que não vou fazer parte da turma

Os comediantes são excepcionais em fazer troça em cima de temas polêmicos, e as críticas sobre religião e comportamento social estão muito atuais, mesmo o filme tendo mais de 30 anos. É hilário identificar certos comportamentos perpetuados, e o melhor, é rir disso tudo. Nem todos gostam de se mexer em sua crença, e os que não tem, geralmente gostam de pisar na ferida alheia. Mas que as sacadas eram tão boas quanto doloridas para os que compartilham da crença, ah... Isso não se pode negar! Ouvir uma pregação que fala de igualdade e humildade, e aí as pessoas adequam o que ouvem àquilo que acreditam ser justo para elas; pessoas que não se importam com o discurso que está sendo falado/escrito, mas a-do-ram corrigir os erros dos outros; egos super inflados que não admitem suas falhas mais do que óbvias; pessoas que adoram filosofar sobre problemáticas, mas botar a mão na massa que é bom, nada; sexismo idiota; julgamento descabido e "só por diversão", sem nem parar para ouvir o que se está realmente acusando; discutir pelo puro prazer de discutir... Como é delicioso ver que tem gente que tem coragem de jogar nosso ridículo na nossa cara!
 
A produção é bem feita e os atores multitarefas fazem mais de um personagem cada, é até uma brincadeira interessante identificar quem faz quem na tela. Independente de fé ou polêmica, curtir o filme é válido pela diversão e pela ousadia, além de renovar a vontade de ver mais filmes do lendário grupo de humor.

sábado, 29 de novembro de 2014

In Brian we trust!!!

Pobre Brian, pobre mesmo, não é metáfora. Nasceu em estábulo, seu primeiro leito uma manjedoura, e quando pareceu que ele ganharia ouro, incenso e mirra para melhorar a situação, ele havia apenas sido confundido com um aquele outro judeu.

Já adulto as coisas não melhoram muito para Brian, mas ele bem que tenta se une ao People's Front of Judea (não confundir com Judean People's Front), para ajudar a libertar seu povo do domínio Romano. Fugindo da guarda romana, finge ser um pregador e é oficialmente confundido com o messias. Arrebanhando uma multidão que o segue cegamente, mas convenientemente desaparece quando Brian entra em apuros de verdade. Mas, tudo bem, mesmo com uma vida cheia de infelicidade ele acaba descobrindo (na marra), que a única opção é sempre olhar o lado bom da vida.

Uma história contínua, com situações episódicas, esta sátira aos tempos de Jesus Cristo. Entretanto, mesmo paralela à história do verdadeiro messias, o Brian não encontra tanto com o seu "colega de aniversário", quanto a balburdia e acusações de blasfêmia relacionadas ao filme indicam.
Sandálias da humildade? Que nada,tá mais para Cinderela mesmo!
De fato o humor inteligente dos Monty Python, apenas usam a época e a situação como pano de fundo para abordar zoar situações encontradas na sociedade até hoje. Aparentemente as pessoas e muito de seus problemas são os mesmos há 2000 anos. 

E por falar em mesmas pessoas os membros do grupo se revezam em mais de 40 papéis. Eles são todo mundo, sempre as mesmas pessoas. Um trabalho de coordenação de cena complicado embora já comum nas produções do grupo, que tem como bônus confundir mais um pouquinho o expectador, que tem que estar atento ao troca-troca de lados da disputa.

Voltando aos problemas, coloque aí a falta de conhecimento real das causas que defendemos, o excesso de discussão e a falta de ação e a perigosa fé cega (ok, essa sim pode irritar alguns religiosos, mas nem por isso deixa de ser verdadeira). Tudo isso apresentada na forma das situações mais irônicas e sem sentido possíveis, típicas do humor britânico. Como a do soldado que corrige o latim de Brian em uma pichação à um monumento, aplicando o tradicional castigo de repetir a frase 100 vezes, mesmo esta sendo uma afronta ao Império Romano.

Diferente de Monty Python em busca do Cálice Sagrado, que traz mudanças criativas para atender ao orçamento (não tinha grana para contratar cavalos). Aqui, apesar dos problemas, eles conseguiram com a verba de um Beatle (entenda aqui) recriar de forma respeitosa a judéia de 2000 anos atrás. A menos é claro, em detalhes em que eles não quiseram!

Polêmico, inteligente, nonsense, absurdamente divertido e em alguns momentos até bobo. A Vida de Brian, é tudo menos entretenimento barato. Com um humor, que não se faz mais tão bem hoje em dia, mas ainda sim influencia muita gente. Sim, o pobre Brian morreu na cruz (olha o Spoiler, 1979, gente!), vendo o lado bom da vida, não para nos salvar, mas para nos fazer pensar enquanto nos diverte, e muito!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Já vimos: Monty Python em busca do Cálice Sagrado

A Vida de Brian não é a primeira incursão deste projeto para formar cinéfilas melhores. Em Outubro de 2012, durante nosso mês dedicado ao Rei Arthur assistimos o clássico da comédia britânica Monty Python em busca do Cálice Sagrado.

(Re)Leia os posts desta divertida semana, e aumente o nível humorístico da semana: 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Galeria de Bastidores de "A Vida de Brian"

As imagens de bastidores de A Vida de Brian são escassas, mesmo assim são ótimas. Impossível não postar!







quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Curiosidades de "A Vida de Brian"

Na seção de entrevista do Monty Python Flying Circus: Live at Aspen (1998), John Cleese confessou que, uma vez que houve protestos maciços contra o filme de todas as denominações do cristianismo, ele brincava com Michael Palin: "Trouxemos todos eles juntos pela primeira vez em 2000 anos!"


Originalmente financiado pela EMI, que desistiu por acreditavar que o script era blasfemo. EMI foi processada pelos Pythons e resolvido fora do tribunal. Finanças foi então organizado através de George Harrison, que pensou que era a última chance de ter outro filme Python, criando Handmade Films para esta finalidade.

George Harrison, um grande fã de Monty Python, penhorou de sua casa em Londres e seu prédio de escritórios, para levantar os $ 4 milhões necessários para financiar o filme. Quando perguntado por que, ele disse: porque eu quero ir vê-lo. Eric Idle brincou dizendo que foi o maior preço já pago por um bilhete de cinema.

Devido a recusa de Terry Jones em permitir que certos cortes, este filme foi banido por um ano na Noruega por blasfêmia, sendo lançado com um' classificação 18 'e uma advertência dos censores no início. Logo, foi comercializado na Suécia como "O filme que é tão engraçado que ele foi banido na Noruega!". A Irlanda proibiu o filme por blasfêmia até 1987. Conselho Torbay em Devon se recusou a mostrar o filme até setembro de 2008. Aberystwyth em Gales finalmente suspendeu a proibição local, em 2009, depois de membro do elenco Sue Jones-Davies ser eleito prefeito da cidade.

O roteiro foi escrito no Caribe.

Originalmente, John Cleese desejava interpretar Brian, mas ele acabou concordando que Graham Chapman era mais adequado para o papel.


O único personagem a aparecer em todos os quatro filmes Python (E Agora Para Algo Completamente Diferente - 1971, Monty Python em Busca do Cálice Sagrado - 1975, Monty Python - O Sentido da Vida - 1983 e A Vida de Brian - 1979) é Deus.


Um dos conceitos originais para o filme foi ter Brian como o 13º apóstolo, mas que faltou a todos os momentos críticos da vida de Jesus, como a Última Ceia.

Seis membros do elenco interpretaram 40 personagens variados

Quando Michael Palin como Pôncio Pilatos dirigiu-se aos soldados desafiando-os a rir, ele estava realmente desafiando-os. Os figurantes soldados foram ordenados pelos Pythons ficar lá e não rir, mas não foram informados sobre o que Palin ia fazer.

Depois do primeiro take da cena em que um Brian (Graham Chapman) aborda a multidão nu a partir de sua janela, Terry Jones puxou Chapman de lado e disse: "Eu acho que nós podemos ver que você não é judeu", referindo-se Chapman ser circuncidado. Isto foi corrigido no take seguinte com a aplicação de uma banda de borracha.

Para receber um certificado de 'AA' no Reino Unido (que permite uma audiência idade de menos de 18 anos), a palavra "cunt" teve que ser removido da sequência em que John Cleese culpa Brian por permitir que os romanos a quase descubram o esconderijo secreto da resistência . A palavra foi dublada de 'klutz' (embora seja bastante óbvio para o público o que Cleese está dizendo).

A cena em que Brian e os outros estão em suas cruzes, foi gravada no início da manhã, e estava muito frio lá fora. É por isso que podemos ver que John Cleese está vestindo roupas e os outros não são - ele não pôde suportar o frio.

Durante a cena de Mr.Papadopolous (interpretado por George Harrison), o filho de Michael Palin Tom aparece sem créditos. (Tom Palin foi o único filho Python que queria estar no filme.) Michael Palin depois brincou dizendo que, pelo menos, seu filho seria capaz de dizer às pessoas que ele apareceu em uma cena com os Pythons e um Beatle.

Spike Milligan estava passava férias na Tunísia, enquanto o filme estava sendo filmado. Quando a equipe Python percebeu que ele estava nas proximidades, eles lhe ofereceram um papel no filme.

Keith Moon, baterista da banda The Who, iria interpretar um profeta, mas faleceu antes das filmagens. O roteiro foi dedicado para Moon.

Durante o Festival de Cinema de Veneza, a UAAR (União Italiana de racionalistas ateus e agnósticos) atribui o Premio Brian (Brian Award) para o filme mais racionalista / ateu apresentado ao Festival. O nome do prêmio é dedicado a este filme.

Foi relançado nos cinemas dos EUA em 30 de Abril de 2004 para o seu 25º aniversário, dois meses após o lançamento nos cinemas de A Paixão de Cristo (2004).

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Always Look On The Bright Side Of Life

Considerado blasfemo, A Vida de Brian virou polêmica. Foi banidos em muitos lugares, e perdeu até sua produtora original. Bando de bobos, logo se vê que não assistiram ao clássico da comédia britânica até o final. Do contrário, ficariam encantados com a positiva mensagem que encerra o longa, em forma de canção: Always Look On The Bright Side Of Life!!!

OK!!! Calma, eu sei que é spoiler. Mas o filme é de 1979. E quem leu a sinopse deve fazer uma ideia que o filme terminaria com algo assim.  Confira a cena. Abaixo, letra e tradução.



Always Look On The Bright Side Of Life

Some things in life are bad
They can really make you mad
Other things just make you swear and curse
When you're chewing on life's gristle
Don't grumble, give a whistle
And this'll help things turn out for the best
And...



...Always look on the bright side of life

Always look on the light side of life

If life seems jolly rotten
There's something you've forgotten
And that's to laugh and smile and dance and sing
When you're feeling in the dumps
Don't be silly chumps
Just purse your lips and whistle - that's the thing

And... Always look on the bright side of life

Come on
Always look on the bright side of life

For life is quite absurd
And death's the final word
You must always face the curtain with a bow
Forget about your sin - give the audience a grin
Enjoy it - it's your last chance anyhow


So always look on the bright side of death
Just before you draw your terminal breath
Life's a piece of shit
When you look at it
Life's a laugh and death's a joke, it's true
You'll see it's all a show
Keep 'em laughing as you go
Just remember that the last laugh is on you



And always look on the bright side of life

Always look on the right side of life

Come on guys, cheer up

Always look on the bright side of life...

Always look on the bright side of life...

Worse things happen at sea, you know


Always look on the bright side of life...

I mean - what have you got to lose?
You know, you come from nothing
- You're going back to nothing
What have you lost? Nothing!

Always look on the bright side of life
Sempre Olhe Pelo Lado Bom da Vida

Algumas coisas na vida são ruins
Elas podem realmente deixá-lo louco
Outras coisas só o fazem xingar e praguejar
Quando estiver comendo o pão que o diabo amassou
Não resmungue, dê um assobio
E isto ajudará as coisas a mudarem para melhor
E...

...Sempre olhe pelo lado bom da vida

Sempre olhe pelo lado iluminado da vida

Se a vida parecer realmente podre
É algo que você esqueceu
Que é rir e sorrir e dançar e cantar
Quando estiver se sentindo ao lixo
Não seja tolo
Só enrugue seus lábios e assobie - esta é a solução


E... Sempre olhe pelo lado bom da vida

Vamos lá!
Sempre olhe pelo lado iluminado da vida

Porque a vida ser bem absurda
E a morte a palavra final
Você deve sempre encarar a cortina com uma saudação
Esqueça seu pecado - dê à platéia um sorriso
Divirta-se - essa é sua última chance mesmo

Então, sempre olhe pelo lado bom da morte
Logo antes de você dar seu último suspiro
A vida é uma merda
Quando você a observa
A vida é uma risada e a morte é uma piada, é verdade
Você verá que isso tudo é um show
Mantenha os rindo enquanto você vai
Só se lembre que o último a rir é você

E sempre olhe pelo lado bom da vida

Sempre olhe pelo lado certo da vida

Vamos lá, caras, animem-se

Sempre olhe pelo lado bom da vida...

Sempre olhe pelo lado bom da vida...

As piores coisas acontecem no mar, você sabe

Sempre olhe pelo lado bom da vida...

Quero dizer - o que você tem a perder?
Você sabe, você vem do nada
- Você está voltando para o nada
O que você perdeu? Nada!

Sempre olhe pelo lado brilhante da vida

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Vida de Brian

É claro, que o mês de humor britânico, não podia passar sem Monty Python.

Life of Brian
1979 - Reino Unido
94 min - cor
Comédia/Aventura

Direção: Terry Jones

Roteiro: Graham Chapman, John Cleese, Eric Idle, Terry Jones, Terry Gilliam, Michael Palin

Elenco: Renée Zellweger, Gemma Jones, Celia Imrie, James Faulkner, Jim Broadbent, Colin Firth, Charmian May, Hugh Grant, Paul Brooke, Felicity Montagu, Shirley Henderson, Sally Phillips

Ah, o amor...


Solteirona e lunática, é esse o subtítulo do diário que uma tal Bridget Jones escreveu. Bem. Devo dizer que "solteirona" tem outro significado pra mim - porque ser disputada por um chefe gato e um príncipe encantado moderno me parece uma agitação bastante anormal na vida de uma solteirona.

O diário de Bridget Jones (Bridget Jones' diary, 2001) é um relato divertidíssimo da vida de uma não muito afortunada inglesa: recém-chegada aos 30 e que ainda não estava casada - e por isso tinha que aguentar todo tipo de piadinha sem graça e pessoas tentando desencalhá-la, presa em um emprego nada desafiador, ligeiramente acima do peso. Essa mulher tem até mais do que a maioria das pessoas poderia querer, afinal não é todo mundo que mora em Londres, tem um emprego estável, amigos que são pau-pra-toda-obra e a chance de poder afogar as mágoas de um coração partido com um fim de semana em Paris.

Acontece que Bridget tá naquele momento em que todos nós passamos um dia, o de querer provar pra nós mesmos que a gente pode, sim, escrever o próprio destino. E é depois de mais um terrível fim de ano sozinha, depois de um terrível Natal na casa dos pais, que Bridget (Reneé Zelwegger, ótima) resolve que pode. 

Pode tudo, pode qualquer coisa.Pode até ser cantada pelo chefe Daniel Cleaver (Hugh Grant, mais charmoso que nunca) e levar adiante a paquera. Ela pode até aguentar uma separação dos pais, duas figuras adoráveis. O que ela não pode aguentar é o tal do Mark Darcy (Colin Firth, onde acha um Darcy desse pra comprar?), que a mãe e a tia tentaram empurrar pra cma dela no Natal, mas que é um sujeitinho arrogante e insuportável. Ou não é bem assim?

É divertido demais acompanhar os tropeços de Bridget tentando ser apenas alguém cool. Sério, são tantas situações constrangedoras que acontecem à pobre que dá até pena, mas eu sinto mesmo é orgulho de Bridget. Não são os micos (que são muitos!) nem as adversidades (que também não são poucas) que a fazem desistir. O elenco é afinadíssimo, não tem nenhum ator querendo aparecer mais que o outro e todos conseguem brilhar. A trilha sonora é deliciosa, e combina perfeitamente com o clima do filme. Um filme despretensioso e gostoso de ver, que eu revejo de tempos em tempos e sempre me divirto, seja no dvd em uma tarde chuvosa ou quando tá passando na tv.

sábado, 22 de novembro de 2014

Querido diário cinéfilo...

"Querido leitor, eis minhas resoluções para o post a seguir:
1 - Evitar comparações óbvias do filme com Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Afinal, a autora do livro do qual o longa que estamos assistimos foi adaptado, assumidamente copiou apenas as personalidades dos pretendentes de Elizabeth, além do nome de um deles. De fato, as protagonistas de ambas as obras não poderiam ter personalidades mais opostas. Embora por outro ponto de vista, tanto "Lizzie" (sente a intimidade!), quanto Bridget, sejam reflexos de seu tempo. No caso da personagem vivida por Renée Zellweger, é um exemplo perfeito (mesmo que caricato) de sua geração, e....PARA, PARA, PARA!!!
Como assim, eu já quebrei a minha primeira resolução? M#$§!!!! Melhor seguir em frente, próxima resolução.

2- Parar de tentar impor regras à minha escrita, para sempre! E SEMPRE!!! A não ser é claro, em ocasiões especiais...."

....como tentar imitar a forma de Bridget nos comunicar tudo que sente e pensa. Ou seja, divagando e principalmente discutindo calorosamente consigo mesma através de seu diário. Afinal, o título do filme é O Diário de Bridget Jones.

Com a chegada de um novo ano, a trintona Bridget Jones (Renée Zellweger, calando a boca de quem reclamou por ela não ser britânica) decide dar uma guinada em sua vida. Cria metas, e mantém um diário para registrar sua evolução naquele ano. Emagrecer, arrumar um emprego melhor, parar de perder tempo com homens que não a valorizam e arrumar um namorado decente.


É claro, não demora muito para quebrar aquela que provavelmente é a regra que mais faria bem para sua persona, evitar mulherengos. Fazer o quem, "o mulherengo mor" é seu chefe. Charmoso, bonitão e cheio de lábia Daniel Cleaver (Hugh Grant, na época surpreendendo ao abandonar seus papéis de "bom moço"), surpreendentemente se interessa por Bridget.

Ao mesmo tempo a moça conhece, o insuportável pretendente empurrado pela mãe da vez, que aparentemente não poderia ser mais inapropriado para ela, Mark Darcy (Colin Firth, que sim, é perfeito para o papel, mas é a escalação perfeita muito mais pela piada interna. Ele também viveu Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito, que inspirou o homônimo de Bridget.)

Se você já assistiu a alguma comédia romântica na vida, sabe que provavelmente tudo vai dar errado. E a mocinha vai ter altos e baixo antes de acertar. Assim Bridget faz um papelão em sua estréia na TV, mesmo assim vira uma estrela do jornalismo. Encara a solidão com direito à trilha de fossa. Mais tarde tem homens brigando por ela, devidamente pontuada por "It's Raining Men! Aleluia!".
Amigos trols, você provavelmente tem, já teve ou terá um dia!
Cantar música de fossa, quem nunca? Ter pretendentes disputando sua mão, não acontece tanto, mas que mulher nunca sonhou com isso? É com a simplicidade dos desejos e experiencias do dia-a-dia, que a protagonista agrada. Mesmo quando erra espetacularmente. A sensação é sempre de que poderia acontecer com você.

Se ganha o público feminino por pura identificação. Os demais, são cativados pelo tradicional humor britânico, pontuado por um roteiro bem distribuído e executado. É divertido, e pronto!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A Trilha Sonora de "O Diário de Bridget Jones"

A trilha sonora incidental do filme foi composta por Patrick Doyle. Mas, ela também possui canções de sucesso que foram lançadas como singles, "Out of Reach" de Gabrielle e "It's Raining Men" de Geri Halliwell. Além de clássicos já conhecidos.

Segue uma playlist de fã, abaixo a lista de músicas do CD.



O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones's Diary, 2001)
01. Magic Moments - Perry Como
02. Can't Take My Eyes off You -  Andy Williams
03. All by Myself - Jamie O'Neal
04. Respect - Aretha Franklin
05. Without You -  Renée Zellweger
06. Ring Ring Ring -  Aaron Soul
07. Don't Get Me Wrong -  The Pretenders
08. Peter Gunn - The Art of Noise
09. Love -  Rosey
10. Stop, Look, Listen (To Your Heart) -  Marvin Gaye / Diana Ross
11. Up, Up and Away -  The Fifth Dimension
12. Every Bossa -  Dick Walter
13. Me And Mrs Jone -  The Dramatics
14. Fly Me To The Moon -  Julie London
15. I'm Every Woman - Chaka Khan
16. Kiss that Girl -  Sheryl Crow
17. Someone Like You -  Van Morrison
18. Woman Trouble - Artful Dodger
19. Pretender Got My Heart -  Alisha's Attic
20. Dream Some - Shelby Lynne
21. It's Raining Men -  Geri Halliwell
22. Christmas Green - Alan Moorhouse
23. Ain't No Mountain High Enough -  Diana Ross
24. Out of Reach -  Gabrielle
25. Have You Met Miss Jones -  Robbie Williams
26. Someone Like You -  Dina Carroll
27. Not of This Earth -  Robbie Williams

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Prêmios de "O Diário de Bridget Jones"

9 prêmios e outras 29 indicações, incluindo uma ao Oscar, foi o que o charme de Jones conquistou.

Oscar
Indicado Best Actress in a Leading Role - Renée Zellweger

Globo de Ouro
Indicado Best Motion Picture - Comedy or Musical, Best Performance by an Actress in a Motion Picture - Comedy or Musical - Renée Zellweger

BAFTA
Nomeado para Alexander Korda Award for Best British Film, Best Screenplay - Adapted, Best Performance by an Actress in a Leading Role - Renée Zellweger, Best Performance by an Actor in a Supporting Role - Colin Firth

Screen Actors Guild Awards
Nomeado Outstanding Performance by a Female Actor in a Leading Role - Renée Zellweger

Amanda Awards (Noruega)
Nomeado Årets utenlandske spillefilm (melhor filme estranjeiro)

British Comedy Awards
Nomeado Best Comedy Film

Broadcast Film Critics Association Awards
3rd place - Best Actress - Renée Zellweger

Czech Lions
Nomeado Nejlepsí zahranicní film (Melhor Filme de Lingua Estrangeira)

Dallas-Fort Worth Film Critics Association Awards
Nomeado Best Actress - Renée Zellweger

Empire Awards
  • Best British Film
Nomeado Best Actress - Renée Zellweger, Best British Actor - Hugh Grant, Best Debut - Sharon Maguire

European Film Awards
  • Best Actor - Colin Firth
Nomeado Best Director - Sharon Maguire, Best Actor - Hugh Grant, Best Film

Evening Standard British Film Awards
  • Best Screenplay
  • Peter Sellers Award for Comedy - Hugh Grant

Golden Screen (Alemanha)
  • Golden Screen

Golden Trailer Awards
Nomeado Best Comedy, Best Foreign

Goya Awards
Nomeado Best European Film (Mejor Película Europea)

Grammy Awards
Nomeado Best Compilation Soundtrack Album for a Motion Picture, Television or Other Visual Media

London Critics Circle Film Awards
  • British Screenwriter of the Year

MTV Movie Awards
Nomeado Best Kiss - Renée Zellweger, Colin Firth

Satellite Awards
Nomeado Best Performance by an Actress in a Motion Picture, Comedy or Musical - Renée Zellweger, Best Performance by an Actor in a Motion Picture, Comedy or Musical - Colin Firth, Best Performance by an Actor in a Supporting Role, Comedy or Musical - Hugh Grant, Best Motion Picture, Comedy or Musical

Teen Choice Awards
Nomeado Film - Choice Chemistry - Hugh Grant, Renée Zellweger

World Soundtrack Awards
  • Best Original Score of the Year Not Released on an Album - Patrick Doyle

Writers Guild of America
Nomeado Best Screenplay Based on Material Previously Produced or Published

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Curiosidades de "O Diário de Bridget Jones"

Baseado no livro homônimo de Helen Fielding. 

A diretora Sharon Maguire foi a inspiração da vida real para a personagem Shazza no romance. Um amigo de Helen Fielding, seu nome também aparece na página de agradecimentos do livro.

Ambos os nomes dos atores principais, Colin Firth e Hugh Grant, são mencionados no livro. O primeiro sobre "Terça-feira 24 de outubro", ea segunda no "Quarta-feira 16 de agosto".

O mocinho Mark Darcy é uma homenagem ao personagem de mesmo nome do livro Orgulho e Preconceito, escrito por Jane Austen. Colin Firth interpretou os dois nas telas.


Para se preparar para o papel, Renée Zellweger ganhou cerca de 11Kg, e, em seguida trabalhou de verdade em uma editora britânica por um mês como preparação para o papel. Ela adotou um pseudônimo, assim como um sotaque elegante e aparentemente não foi reconhecida. Mesmo tendo na sua mesa um retrato emoldurado do então namorado Jim Carrey. Os colegas de trabalho que não a reconheceram acharam a fotografia estranha, mas nunca mencionaram isso por medo de envergonha-la.

A fim de tornar o seu sotaque Inglês mais natural, Renée Zellweger o mantinha no set, mesmo quando não estava filmando. Hugh Grant afirmou certa vez que ele nunca a ouvira falar com sotaque americano até a festa de encerramento. Após as filmagem terminarrem ele a ouviu falar "com uma voz muito estranha", que logo descobriu ser seu próprio tom natural.

Renée Zellweger fumava cigarros de ervas em vez de tabaco.

Na primeira cena com Shirley Henderson, que interpreta a amiga de Bridget, Jude, ela está chorando no banheiro (o que o narrador diz que ela faz muitas vezes). Shirley Henderson também interpretou "a Murta que Geme" nos filmes de Harry Potter, onde ela gasta seu tempo - chorando no banheiro.

O filme tem diferentes finais créditos em diferentes países. Na Europa, Austrália e América Latina os créditos mostrar uma montagem de fotografias e "entrevistas" sobre Bridget e Darcy com Daniel Cleaver, os pais de Mark Darcy e chefe de Bridget. Nos Estados Unidos, eles mostram uma jovem Bridget e Mark correndo ao redor do quintal e piscina para crianças em um vídeo caseiro. As "entrevistas" podem ser encontrado como a cena excluídas no DVD americano, enquanto os créditos norte-americanos são encontrados no material 'Cenas Excluídas' no DVD europeu. Ambas as cenas estão em nosso post de cenas excluidas do filme, confira!

Todos os personagens que apareceram no filme e que reapareceram na sequência foram desempenhados pelo mesmo ator ou atriz com exceção da Sra Darcy que foi interpretado por Shirley Dixon na sequência substituindo o falecida Charmian Maio que infelizmente morreu após o lançamento do primeiro filme

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Cenas excluídas de "O Diário de Bridget Jones"

Sim, existem várias cenas que ficaram de fora da versão final de O Diário de Bridget Jones! E Estão todas disponíveis no YouTube em HD, só faltaram as legendas em português. Não se pode ter tudo, né!

Divirtam-se!



















segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O Diário de Bridget Jones

Porque comédia também é papo de menina, e de diários, e adaptações literárias....

Bridget Jones's Diary
2001 - Reino Unido/França
97 min - cor
Comédia

Direção: Sharon Maguire

Roteiro: Andrew Davies, Richard Curtis

Música: Patrick Doyle

Elenco: Renée Zellweger, Gemma Jones, Celia Imrie, James Faulkner, Jim Broadbent, Colin Firth, Charmian May, Hugh Grant, Paul Brooke, Felicity Montagu, Shirley Henderson, Sally Phillips

Baseado em livro homônimo de Helen Fielding.

sábado, 15 de novembro de 2014

Transformando um problema em oportunidade...

...ou, quando Rony deu uma de Hermione. Na verdade, o inventivo Alan A. Alan (Rupert Grint), cria invenção do século para ajudar Patrick Smash (Bruce Cook). Seu melhor amigo, tem um sério problema de flatulência excessiva.


Também do elenco de Harry Potter, o Crabbe (ou Goile),
provando que ser valentão não compensa
Isso mesmo, é um filme sobre um garoto que solta muitos pums, e inconveniência que sua presença se torna para todos à sua volta. Mas, em algum momento Patrick decide resolver seus problemas e descobrir seus dons. É aí que conta com a ajuda de Alam. Infelizmente sua bem sucedida parceria é interrompida por um misterioso Paul Giamatti.

Buylling na escola, invenções malucas, tipos mal encarados e pais irresponsáveis. Isso em um universo onde crianças, são encaradas como adultos, a justiça é altamente manipulável e tudo tem um flatulento tom de verde. Tudo devidamente endossado por conhecidos nomes da dramaturgia britânica, e médias e pequenas aparições.

Pum: Emissão Impossível é um filme infantil que surpreendentemente não sofre da maldição do politicamente correto que tomou as produções para os pequenos no novo milênio (o filme é 2002). Além de apresentar uma versão compreensível para os pequenos, do incomparável humor britânico nonsense, sem ter medo de colocar um pézinho no humor negro.

Conduzido pelo protagonista Patrick (Cook), em constante narrativa, é Grint quem rouba cena. Inicialmente pelo filme ter sido lançando na mesma época que o ator mirim foi catapultado para a fama na franquia Harry Potter. Mas, principalmente por apresentar um personagem completamente diferente do bruxinho ruivo. Alan, é esperto, inclinado à usar palavras complexas e cheios de trejeitos. Um divertido trabalho de composição que contrasta com o triste, devagar e nada brilhante Patrick.

Cheio de referências à quase todos os filmes de viagens no espaço que você consiga se lembrar. Abraçando o nonsense até o espetacular e exageradamente impossível final, sem medo de traumatizar os pequenos. Muito menos de soar bobo, afinal é um filme sobre pum. Divertido e inteligente é uma ótima iniciação ao humor britânico para as crianças.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Entrevista de Rupert Grint sobre "Pum - Emissão Impossível"

Veja uma entrevista de Rupert Grint sobre Pum - Emissão Impossível. O Eterno Ron Weasley, não consegue evitar comparações com a franquia que o tornou famoso.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Curiosidades de "Pum! Emissão Impossível"

Achou o título nacional criativo? A tradução literal do título original de Pum! Emissão Impossível, Thunderpants é Calças de Trovão, título adotado em portugal.

Há 50 peidos no filme.

Foi o segundo filme de Rupert Grint. O Primeiro foi Harry Potter e a Pedra Filosofal.

Rupert Grint, Josh Herdman, Robert Hardy e Leslie Philips todos apareceram na série de filmes Harry Potter. Stephen Fry narrou a série de livros Harry Potter áudio.

Já Anna Popplewell, mais tarde viveria a Rainha Suzana em as Crônicas de Nárnia. Aqui está irreconhecível debaixo de uma pesada peruca.

As filmagens foram feitas em Londres e Los Angeles

De acordo com o comentário do DVD, os cineastas queriam filmar na verdadeira NASA. Eles enviaram a NASA o roteiro e eles gostaram, mas recusaram a permissão para filmar lá.

Os países do filme são: França, Holanda, EUA, Itália e Inglaterra

A atriz Keira Knightley tem uma pequena ponta, como uma das estudantes da escola musical. Apesar de seu nome não aparecer nos créditos finais, ela está na relação de "special thanks", exibida logo em seguida.

A cena em que todos os alunos despem Patrick até seu colete e cuecas é baseado no que aconteceu com o escritor Phil Hughes, quando ele era um menino.

Quando a mãe de Patrick está dando à luz a ele, a irmã de Patrick está lendo "The Borrowers". Peter Hewitt dirigiu a adaptação para o cinema.

Único prêmio que o filme recebeu foi o de "Best Film" no Lucas - International Festival of Films for Children and Young People.