3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Interrompemos nossa programação em 2015...

Gostamos tanto de abandonar o conforto do sofá em 2014, que este ano nem esperamos a programação oficial do blog começar, para poder "interrompê-la" com resenhas fresquinhas direto das salas de cinema. E até adicionamos uma sessão especial para estes filmes fora de contexto. Acompanhe as novidades na sessão Lançamentos.

Confira agora, as resenhas extraordinárias deste ano, todas escritas por Geisy Almeida!

Birdman - ou a inesperada  virtude da ignorância 
    A Mulher de Preto
 
Grandes Olhos
 O Jogo da Imitação
O Destino de Júpiter  
O Sétimo Filho
Cinderela
  Frozen: Febre Congelante
Mad Max: Estrada da Fúria *
Crimes Ocultos
Tomorrowland - o lugar onde nada é impossível


Minions
O Conto da Princesa Kaguya
Homem-Formiga
Maze Runner - Prova de Fogo
A Colina Escarlate
007 Contra SPECTRE
Jogos Vorazes: A Esperança - o final*
*Mad Max: Estrada da Fúria fazia parte da programação da semana dedicada ao primeiro Mad Max. Enquanto A Esperança - o final encerrava o mês dedicado à franquia de Katniss.


Confira a lista de Lançamentos de 2014

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

É hora da pausa!

Finalmente, encerramos a lista de 2015, e chegou a hora do merecido descanso. Não que a gente não ame ver filmes, ou que não assistiremos nada por esses dias. Mas infelizmente não vivemos de blog e 2015 foi um ano difícil para muita gente.

Logo, encerramos aqui o sexto ano de blogagem cinéfila. E abrimos espaço para revisões, balanços e pagamentos de dívidas. Além de renovações e novidades para 2016. Aliais aceitamos sugestões!

A lista completa de filmes assistidos 2015 já está disponível aqui. Continue acompanhando nossas redes sociais, para não perder nada!

As Blogueiras do Sofá desejam Boas Festas e um 2016 de Muitos Filmes à todos!

  

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Triste e forte

Essas duas palavras definem muita coisa nesse longa de Steven Spilberg. A jornada das duas irmãs, Nettie e Celie, não foi fácil. Mulheres, negras, pobres. Início do século XX, interior dos EUA, comunidade cristã fervorosa. Todos esses elementos juntos formam o inferno pessoal de Celie, e nós somos testeminhas silenciosas desse sofrimento. Narrado pela ótica da vítima, a gente sente um pouco da impotência que ela viveu.

Celie (Desreta Jackson, e depois Whoopi Goldberg) e Nettie (Akosua Busia) são irmãs. Rlas brincam em um campo de flores, como duas irmãs pré-adolescentes camponesas brincariam. Ao serem chamadas pelo pai, a surpresa. Celie está em estágio avançado de gravidez, e mesmo assim é maltratada pelo pai. Ao ter a filha, com a ajuda da irmã, logo ela é separada de sua neném. O pai a venderia para o reverendo, que não podia ter filhos. E vem aí a primeira pedrada em nós, telespectadores.

Em sua oração pra Deus, Nettie se pergunta o que será de sua filha, se teve o mesmo destino de seu outro filho. E ambos eram do mesmo pai. Seu próprio pai. A inocência da jovem é tocante, e seu conformismo nada tem a ver com covardia. Tem a ver com sobrevivência.

Sabendo que seu pai já está de olho na irmã mais nova, ela se preocupa em protegê-la. Não quer que Nettie sofra o que ela passou. Mas quando um homem demonstra interesse por Nettie, o pai a negocia em troca. Seu ciúme e possessividade sacramentaram o inferno de Celie. O senhor Johnson (Danny Glover, maravilhosamente nojento e asqueroso) aceita a negociação pois tem três filhos endiabrados em casa e nenhuma mulher para cuidar deles.

Nettie deixa um pai abusivo e cai nas mãos de um homem cruel e desdenhoso, que a trata pior que a uma empregada. Os filhos dele não são melhores, e Nettie só faz sobreviver. Um pouco de cor chega à sua vida quando sua irmã vem fugida para morar com ela, temendo o que o pai lhe faria. Mesmo que seu cunhado também a desejasse, ao menos as irmãs estariam juntas.

Nettie ensinou Celie a ler, pois planejava fugir e escrever-lhe cartas, mas os planos foram por água abaixo quando Nettie conseguiu se livrar de um estupro. Irado com a recusa da garota, Johnson a expulsa de casa, separando as irmãs. Nettie vai embora, e lhe promete escrever todos os dias. Johnson a proíbe de pegar as cartas a partir daquele dia, e então esconde dela todas as cartas que Nettie viria a enviar.

Isolada, sem ter por perto a única pessoa que a amava, Celie se resigna a apenas sobreviver. Os anos passam e Celie continua na mesma vida miserável. O marido a ignora quando lhe convém, e lhe cobra por todas coisas que ela deveria fazer melhor. Como se fosse pouca coisa. Empolgado porque sua amada viria para a cidade, uma corista chamada Shug Avery (Margaret Avery), ele pouco se importa em esconder seus sentimentos por outra que não a sua esposa. O filho mais velho acabou por engravidar uma jovem, Sophia (Oprah Winfrey, maravilhosa), que o faria de gato-e-sapato. Contrariando o pai, ele se casa com ela, mas sua vida não é fácil por um motivo: Sophia não se diminui perante um homem, nem mesmo seu marido.

A personalidade forte de Sophia contrasta com a opressão que moldou Celie. Enquanto ela fica para cuidar das duas casas, a de seu marido e a de seu enteado, Sophia vai embora com os três filhos depois que se cansa de apanhar (e bater) do marido. Johnson ainda arruma mais uma para Celie: depois de trazer Shug para casa, para viver com a mulher que realmente queria, esta tem que ver outra ficar com eu marido, tomar o lugar de dona da casa, ver Johnson (que ela descobre e chamar Albert, já que ela só o chamava de "senhor") tentar cuidar dela como nunca tentou fazer nada na vida. Apreciar o pequeno prazer de Celie ao ver o marido tentando fazer um café da manhã foi compartilhar com ela daquela alegria.

A vida ainda guardava algumas surpresas para as Celie, Sophia e Shug. As palavras "forte" e "triste" me voltam à mente, e se intercalam em diferentes significados nas vidas dessas três mulheres. É importante ver (ou rever, se for o caso) esse filme de vez em quando para perceber o qua to evoluímos - ou não - na questão da mulher. Celie passou a vida sendo tratada e se sentindo como uma coisa qualquer, indigna de ser feliz, apenas aprendendo a sobreviver. Resistência ela tinha, só faltava o incentivo certo para que se libertasse. E é lindo ver que não precisa de muito para que ela se sinta forte o suficiente para abandonar toda a tristeza que a consumia. Celie tem notícias da irmã e de seus filhos, e então ela se dá conta de que ainda está viva. E se ela resistiu a tudo aquilo, ela agora merece viver.

Se você já se emocionou com outros projetos de Spilberg sabe o que esperar. A forma como a estória se desenrola, o carinho dedicado à Celie, a força das ações que dizem muito por si próprias. A gente testemunha tudo, chora junto, vibra junto. Um filme forte e triste, que fala de esperança, de perseverança. Atuações pra lá de espetaculares e uma mensagem poderosa de que não há vergonha em sobreviver, nem que há tempo certo para se rebelar. Um filme forte que me conquistou, e foi mais um aprendizado nesse ano tão conturbado.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

"A Cor Púrpura" nas páginas e na Broadway

A Cor Púrpura (no original, The Color Purple) é um romance epistolar (relatado através de cartas) da premiada escritora estadunidense Alice Walker, lançado originalmente em 1982. No ano seguinte, foi agraciado com o Prêmio Pulitzer. Trata principalmente de questões de discriminação racial e sexual.

A História
O livro narra a história de uma garota de 14 anos chamada Celie que é abusada sexualmente pelo pai, tem dois filhos dele e é obrigada a se casar com o Sinhô. A protagonista escreve para Deus e para sua irmã Nettie, ambas nunca enviadas. A linguagem é diferenciada pois não usa a norma culta e sim uma escrita rústica e simplória, repleta de erros gramaticais e regionalismos, sempre extremamente próxima da fala utilizada na região mais agrária dos Estados Unidos.

Broadway
Além do longa de Spielberg, o romance também foi adaptado para os palcos. Em 01 dezembro de 2005, uma adaptação musical do romance (baseado no filme) estreou no Teatro Broadway, em Nova York. O show foi produzido por Scott Sanders, Quincy Jones, Harvey Weinstein e Oprah Winfrey. Esta versão ficou em cartaz até fevereiro de 2008.

Este ano a produção ganhou uma remontagem, que trouxe a estreia da atriz e cantora Jennifer Hudson. Oprah Winfrey e Scott Sanders retornam como produtores ao lado Roy Furman e com John Doyle como diretor.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Curiosidades de "A Cor Púrpura"

Primerio filme de Whoopi Goldberg

Whoopi Goldberg ganhou o papel de Celie em sua audição para Steven Spielberg, fazendo um ato de comédia que tinha desenvolvido sobre um ET chapado ser preso por posse de drogas em Oakland. A audição contou com a presença de muitos amigos famosos de Spielberg, incluindo o produtor Quincy Jones e Michael Jackson.


Também é o primeiro filme de Oprah Winfrey.

Whoopi Goldberg e Oprah Winfrey foram indicadas ao Oscar por suas estreias no cinema neste filme.

O nome de Harpo é na verdade Oprah soletrado ao contrário e é o nome da companhia de produção de Oprah Winfrey.

O primeiro filme PG-13 a ser indicado um Oscar de Melhor Filme.

O filme causou um dos momentos mais controversos na história do Oscar, quando recebeu onze indicações que não incluíam Steven Spielberg como Melhor Diretor. No final, não ganhou nenhum deles. Redorde de indicações sem prêmios que divide com Momento de Decisão (1977)

O bebê de Steven Spielberg nasceu durante as filmagens deste longa, e na cena em que Celie dá à luz, o som do choro do bebê é o som real do bebê de Spielberg.

Steven Spielberg admite que seu maior erro aoem dirigir este filme foi a sua falta de coragem que retrata o relacionamento lésbico entre Celie e Doci. Na época das filmagens, Spielberg temia que sexualidade explícita entre os dois personagens iria alienar o público, uma decisão que agora lamenta.

Autora Alice Walker estava inquieta sobre a nomeação de Steven Spielberg para dirigir o filme; no entanto, ela estava confiante na, então desconhecida, Whoopi Goldberg após vê-la em San Francisco em uma apresentação stand-up na qual ela interpretou muitos personagens diferentes.


A adaptação para o cinema do romance de Alice Walker foi tão altamente antecipado, que as audições para o filme tiveram que ser realizada sob o código "Lua Song".

Até 2015, este é um dos três filmes dirigidos por Steven Spielberg, que não foi musicado por John Williams, sendo os outros o filme antologia No Limite da Realidade (1983), com música de Jerry Goldsmith e Ponte dos Espiões (2015), com Thomas Newman.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Prêmios de "A Cor Púrpura"

O longa recebeu 13 prêmios e 23 indicações. Entretanto o que realmente chama atenção é a marca de 11 indicações ao Oscar e nenhuma vitória. A Cor púrpura divide com Momento de Decisão (1977) o recorde de indicações da Academia sem nenhum prêmio.

Confira as principais premiações:

Oscar
Indicado para Melhor Filme, Melhor Atriz Principal - Whoopi Goldberg, Melhor Atriz Coadjuvante - Margaret Avery, Oprah Winfrey, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Trilha Sonora, Melhor Canção Original - Miss Celie's Blues

Globo de Ouro
  • Melhor Atriz - Drama Whoopi Goldberg
Indicado Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Atriz Coadjuvante - Oprah Winfrey

BAFTA
Indicado Melhor Roteiro Adaptado

National Board of Review
  • Melhor Filme
  • Melhor Atriz Principal - Whoopi Goldberg

Indicado Melhor Diretor, Melhor Ator Principal - Danny Glover, Melhor Atriz Coadjuvante - Margaret Avery, Oprah Winfrey, Melhor Roteiro Adaptado
ASCAP Film and Television Music Awards
  • Top Box Office Films

Black Movie Awards
  • Classic Cinema Hall of Fame

Blue Ribbon Awards
  • Best Foreign Language Film - Steven Spielberg

Casting Society of America
  • Best Casting for Feature Film, Drama

Directors Guild of America
  • Outstanding Directorial Achievement in Motion Pictures

Veja a lista completa no IMDB.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A Cor Púrpura

Vamos mudar um pouco o tom. É hora de abordar questões importantes!

The Color Purple
EUA - 1985 154 min, Cor
Drama

Direção: Steven Spielberg

Roteiro: Menno Meyjes

Música: Quincy Jones

Elenco: Danny Glover, Whoopi Goldberg, Margaret Avery, Oprah Winfrey, Willard E. Pugh, Akosua Busia, Desreta Jackson, Adolph Caesar, Rae Dawn Chong, Dana Ivey, Leonard Jackson, Bennet Guillory, John Patton Jr., Carl Anderson, Susan Beaubian, James Tillis, Phillip Strong, Laurence Fishburne

Baseado no romance de Alice Walker. Indicado à 11 Oscars, não levou nenhum!

domingo, 13 de dezembro de 2015

When Harry Met Sally 2

Não, Meg Ryan e Billy Crystal não se encontraram em um novo longa. Este curta é uma sequencia "não oficial" e mais macabra, muito influênciada pelos românces adolescentes sobrenaturais em voga quando foi lançado, 2011. Em outras palavras: é comédia mesmo!

No elenco Billy Crystal, Helen Mirren, o diretor do longa original Rob Reiner. Além de Adam Scott, Mike Tyson, Rob Riggle, Maya Rudolph, Jennifer Crystal Foley, Mike O'Malley & Josh Fadem.


Relacionamento construído à prestação

Quando começam esta jornada Harry (Billy Crystal) e Sally (Meg Ryan), também estão no início de sua jornada na vida adulta, mas muito longe de amadurecer. Harry conhece Sally, ao pegar uma longa carona para Nova Iorque, onde a dupla discute grandes dilemas da vida (aos 21 anos). Logo que chegam à "Big Apple", onde a vida deve acontecer, se separam.

E muita coisa acontece antes dos protagonistas se encontrarem novamente, 5 e 10 anos mais tarde. Sempre com convicções fortes, mas a cada novo encontro com novos pontos de vista. A amizade só vem no terceiro encontro, mais maduros e com uma noção mais realista do mundo. Embora ainda mantenham suas personalidades distintas: ela uma certinha perfectionista, ele um pessimista relaxado.

Harry e Sally - Feitos Um para o Outro, é uma típica comédia romântica: protagonistas se conhecem, se odeiam, se reencontram, ficam amigos.....aí a coisa fica complicada. O diferencial deste longa são os grandes saltos de tempo, pontuados por histórias de casais reais, reencenadas por atores. Além do roteiro afinado de Nora Ephron, e a direção despretensiosa de Rob Reiner.

Harry e Sally apenas pretende entreter ao contar uma história comum (ou pelo menos te convencer que coisas assim acontecem). E se beneficia muito do carisma de seus protagonistas Billy Crystal e a, então namoradinha da América Meg Ryan. Ter uma divertida Carrie Fisher como coadjuvante é apena um bônus.

Clássico da sessão da tarde. Simples e divertido, até discute pressões da sociedade como a idade certa para casar e criar uma família, a carreira como objetivo principal, a eterna disputa entre os sextos. Sem no entanto tornar estas questões o cerne do filme. Afinal não é preciso ser engajado todo o tempo, em nenhum aspecto da vida, muito menos no cinema!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Paródias inesperadas de "Harry & Sally"

Nem é preciso pesquisa para descobrir paródias da famosa cena do orgasmo de Harry e Sally - Feitos Um para o Outro. Muitas delas de fãs que frequentaram o restaurante real onde a cena foi rodada.

Surpreendente mesmo é descobrir que as duas paródias mais conhecidas da cena, são feitas por grupos de comédia que em geral, atingem um público diferente. Será mesmo apropriado Muppets e Vila Sésamo?



quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Galeria dos Bastidores de "Harry & Sally"

As imagens dos bastidores da produção são raras. Aprecie com moderação!
(Clique nas imagens para ampliar)