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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Procurando Dory

Anos depois do sucesso de público, crítica e bilheteria de Procurando Nemo, a continuação Procurando Dory (Finding Dory, 2016) chega às telonas brasileiras para a alegria de pequenos e marmanjos. Dory é a peixinha azul que sofre de perda de memória recente que ajuda Marlin a encontrar Nemo no primeiro filme. Agora, são eles quem deverão ajudá-la a encontrar seu passado.

Quando criança, Dory (Elle DeGeneres/Maíra Góes) foi ensinada por seus pais Jenny (Diane Keaton) e Charlie (Eugene Levy)a dizer às pessoas que ela sofria de perda de memória recente, para facilitar sua vida. Eles também a incentivavam a aprender coisas novas e a se virar sozinha. Mas como Dory se lembrou dessas coisas? Intrigada com o surgimento dessa lembrança, ela, que agora vivia nos corais australianos junto com seus novos amigos, decide que é hora de explorar o oceano de novo para reencontrar seus pais.

Meio a contra-gosto, Marlin (Albert Brooks/Júlio Chaves) se vê pressionado por Nemo (Hayden Rowlence) a enfrentar a imensidão azul para aju dar a amiga. Então os três embarcam em uma nova jornada com apenas uma pista, vinda da falha memória de Dory: o nome "a joia de Morro Bay" aparece em sua mente e é esse lugar (meio vago) que eles vão procurar. Pegando carona com a tartaruga Crush (Andrew Stanton/Cláudio Galvan), eles chegam ao mar da Califórnia.

Encontram um mar muito mais poluído e sombrio, cheio de restos de lixo humano, inclusive carros e contêiner naufragados. Nessas águas escuras escondem-se perigos que eles não fazem ideia, mas a ânsia de Dory por encontrar seus pais antes que sua memória os apague novamente é tanta que eles se tornam imprudentes. Ao despertarem um enorme polvo e se salvarem por pouco, Marlin está chateado com a amiga por ter posto a vida de Nemo em perigo. Bastaram alguns minutos de desatenção para que eles se perdessem um do outro.

Assim, Dory acaba encontrando um jeito inusitado de entrar no Instituto de Vida Marinha - um centro de recuperação para animais marinhos coletados na baía de Morro Bay. Na área de quarentena, ela encontra Hank (Ed O'Neil/Antônio Tabet), um polvo mal-humorado que usa de suas táticas ninja de camuflagem para conseguir escapar do oceano - se ele for considerado saudável, ele será retornado ao mar e isso é o que ele não quer. Primeiro ele tenta roubar a etiqueta de Dory, que o levaria para o Aquário de Cleveland e lá ele teria uma vida pacífica. Mas sua tática não deu muito certo, então ele resolve ajudar Dory e ganhar a etiqueta de presente.

Enquanto isso, Marlin e Nemo se veem desesperados por terem perdido Dory e um mar tão longe e tão diferente de casa. Descobrem estar no local certo, ao menos encontraram a Jóia de Morro Bay. Mas os leões marinhos Fluke (Idris Elba) e Leme (Dominic West) não parecem ser de muita ajuda, com seu jeitão preguiçoso... Quem sabe a amiga deles, Becca, pode ser de maior ajuda?

Enquanto Marlin e Nemo se aventuram numa missão de resgate com uma passarinho pra lá de esquisita como sua única ajuda, Dory descobre que suas memórias ficam cada vez mais fortes, e que ela se lembra de muito mais coisas do que imaginava. Reencontrando uma amiga de infância (uma tubarão-baleia meio cega) e fazendo novos amigos, Dory não desiste de seguir a única pista que tem para encontrar os pais: sua intuição.

Muito além de ser apenas mais uma luxuosa animação, Procurando Dory é mais um exemplo de filme feito para a família que acerta em cheio. O visual interessante e bonito, assim como a trama cheia de ação, são apostas certas para divertir aos pais e responsáveis que forem assistir ao longa com as crianças. A participação de Marília Gabriela na dublagem brasileira é um bônus para os pais - talvez não pela graça da personagem em si, mas por reconhecer a voz tão marcante da apresentadora e a forma como ela aparece em cena.

Sempre válido lembrar que o alvo principal é o público infantil, e nisso o filme acerta em cheio ao debater de forma divertida os laços familiares e a inclusão social (ou você acha que é por acaso que novos peixes com deficiência aparecem e se tornam peças fundamentais para a trama?), além de ser um importante lembrete de que todos nós somos capazes de fazer qualquer coisa se tivermos coragem e motivação para tanto - independente de nossas dificuldades.

É bem interessante perceber que todos os personagens, de certa forma, tem algum problema que o impediria de ser bem-sucedido sozinho, mas juntos eles são mais fortes e alcançam objetivos. Essa é uma mensagem bastante clara e importante, que é passada da melhor forma possível. Como não poderia deixar de ser, o longa é bem mais emotivo que o primeiro por se tratar de uma busca por um passado incerto, mas é uma emoção menos impactante (traumática?) do que a sequência inicial de seu antecessor. Mas isso também não quer dizer que não dá para se divertir e gargalhar com as trapalhadas dos peixinhos! No fim, fica o sentimento de esperança e a sensação da missão cumprida - a espera, enfim, acabou (bem).

Ah, não se esqueça! Tem cena pós-créditos imperdível para quem viu todo o primeiro filme.
Bônus: chegue cedo à sua sessão! O curta Piper (Piper, 2016) passa antes do longa e narra a estória de um passarinho que, incentivado pela mãe, aprende como fazer para pegar os mariscos mais gostosos. Uma animação luxuosíssima (a praia parece uma filmagem real em vez de criada no computador, de tão bem feita) e superfofa que vai divertir às crianças e fazer refletir sobre se arriscar e vencer seus próprios medos.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A aventura de infância que ainda queremos ter!

Talvez as gerações atuais, trancadas em apartamentos com os narizes enfiados em seus tablets e celulares, não tenham este desejo. Mas quem cresceu nas décadas de 1980 e 90, ou antes disso sempre quiseram partir em uma aventura. A diferença é que a criançada de antes de 1985, tinham outras aventuras como referência. Nós queríamos ser Goonies*.


São os últimos dias dos Goonies em suas casas, logo todos serão despejados e se mudarão para lugares diferentes. Inconformados os amigos Mikey (Sean Astin**), Bocão (Corey Feldman), Gordo (Jeff Cohen) e Dado (Jonathan' Ke Huy Quan) resolvem encontrar um jeito de resolver a situação. Mas são crianças, logo sua melhor opção de busca é o sótão. Surpresa! Não é que o grupo encontra um mapa do tesouro! Sem nem cogitar que o achado não seja verídico a gurizada resolve encontrar o tesouro do Pirata Willy Caolho e pagar as hipotecas.

Não demora muito para o irmão mais velho de Mikey, Brand (Josh Brolin) as meninas Andy (Kerri Green) e Steff (Martha Plimpton) completarem o grupo. Também não demora muito para a criançada cruzar com os vilões do filme a família Fratelli, recém saída (leia-se fuga) da cadeia. É recente mesmo, esta é a cena de abertura do filme.

Os Goonies seguem as pistas, encontram os bandidos, se separam, são mantidos em cativeiro, desvendam enigmas, enfrentam armadilhas antigas, encontram lugares incríveis e até arrumam um tempinho para o namorico. Sim "namorico" pois tudo isso vem embalado tanto com a ingenuidade dos anos 80, quanto com a inexistência do politicamente correto.

Gordo e os Fratelli, uma das melhores cenas do filme. A dublagem é um show à parte!
E por falar em politicamente correto, este filme nunca seria produzido hoje em dia. O rival de Brand faz uma brincadeira que quase o mata. Gordo é trancado em um Freezer com um cadáver. O Bullying "entre amigos" rola solto. E ainda tem a estátua quebrada na "parte favorita da mamãe". Isso tudo passava à tarde na TV, sem grandes censuras. E pasmem a maioria de nós, não ficou traumatizada por isso.

De volta ao filme, o clima é de caça ao tesouro, em um estilo Indiana Jones juvenil. Com roteiro de Chris Columbus, direção de Richard Donner e produção de Steven Spielberg, o filme pode não ser perfeito (convenhamos nenhum é!). Seus personagens são caricatos, e exagerados propositalmente A jornada é um tanto quanto improvável.

Entretanto, tem um roteiro coeso e inteligente, que não subestima seus pequenos expectadores, além de interessar também aos mais velhos. Os personagens são carismáticos, e a direção de arte é perfeita, e aida funcionam muito bem ao lado dos efeitos práticos. Duvida? O filme completou 30 anos em 2015, e a máscara do Slot ainda assusta muita gente.

Os Goonies é um retrato fiel do espirito de uma época, que talvez não exista mais. Divertia e inspirava dezenas de aventuras no quintal de casa (eu juro que procurei meu próprio mapa do tesouro, mas aqui em casa não tem sótão). Passa com louvor no teste do tempo, a única parte difícil é fazer com que as novas gerações tenham acesso à ele, em meio as barreiras do "politicamente correto" e a concorrência dos celulares e tablets. 30 anos mas com disposição de 12!

*O nome Goonie, que só entendi depois de adulta vem do lugar onde as crianças moram. As Docas Goon.

** Para quem ficou com a sensação de "conheço esse ator de algum lugar", vamos ao quem é quem em Goonies! O protagonista Mikey  é vivido por Sean Astin, o Sam de O Senhor dos Anéis. Brand é Josh Brolin que você viu em MIB3. O Data, Jonathan Ke Quan também é o ajudante mirim Short Round, em Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984). Bocão, Corey Feldman era um rosto mirim recorrente na sessão da tarde, participando de produções como Gremlins (1984), Conta Comigo (1986) e Os Garotos Perdidos (1987). Confira por onde anda todo o elenco aqui.


Confira nosso especial sobre Os Goonies, publicado quando o longa completou 30 anos. Também não deixe de conferir a resenha do livro baseado no filme lançado pela Darkside, e a comparação Filme vs Livro.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

As Tartarugas Ninja - Fora das sombras

As Tartarugas Ninja - Fora das sombras (The Teenage Mutant Ninja Turtles - Out of Shadows, 2016) tem todos os ingredientes para agradar aos jovens e aos fãs do desenho da Nickelodeon. Mas se você é fã do desenho antigo pode estranhar a imaturidade das tartarugas mutantes: o título traduzido ocultou a palavra "adolescentes" e essa é a chave pra entender o longa. Ainda aprendendo a lidar com suas diferentes personalidades, eles serão obrigados a compreender o que realmente significa trabalhar em equipe.
Apesar de terem conseguido impedir o plano do vilão Destrutor (Brian Tee) no longa anterior e levá-lo à justiça com a ajuda de April O'neil (Megan Fox) e Vern Fenwick (Will Arnett), Leonardo (Pete Ploszek e Johnny Knoxville, respectivamente movimentos e voz), Michelangelo (Noel Fisher), Raphael (Alan Ritchson) e Donatello (Jeremy Howard) continuam vivendo nas sombras: afinal, o que seria deles se a população soubesse da existência de tartarugas ninja mutantes vivendo nos esgotos? Mesmo satisfeitos com seu sucesso na empreitada, a impossibilidade de fazer as mesmas coisas que qualquer jovem - como assistir a um jogo de basquete ou andar pelas ruas em plena luz do dia - abala a confiança dos jovens tartarugas.

Apesar disso, quando April descobre que um inteligentíssimo cientista tem planos de resgatar Destrutor durante a transferência da prisão, eles entram em ação. Mesmo com os novos "brinquedinhos" de Donnie, não conseguem impedir que o Clã dos Pés completasse o resgate. Com a ajuda do doutor Dr. Baxter Stockman (Tyler Perry), um teletransporte foi usado na fuga.
Impressionado com o que viu e responsável pela entrega dos prisioneiros, o policial Casey Jones (Stephen Amell, o Arqueiro Verde da série Arrow) não é levado à sério pela chefe de polícia Rebecca Vincent (Laura Linney) por conta de sua empolgação e descrição do acontecido. Para ela - e para qualquer outra pessoa - seria um pouco difícil de acreditar em um caminhão de lixo que tem nunchakus gigantes e atirador de tampas de bueiros. Mas se ele não pode ir atrás do vilão abduzido, ele pode tentar rastrear os outro dois prisioneiros idiotas que o acompanhavam: Beebop (Gary Anthony Williams) e Rocksteady (Stephen "Sheamus" Farrelly).

Os planos de Baxter não foram tão bem sucedidos: Destrutor fora interceptado por Krang (Brad H. Gerstenfeld) enquanto era teletransportado e descobre que há muito mais que ele pode fazer: se ajudar Krang a trazer para a Terra as outras peças de seu Tecnodromo, toda a raça humana poderá ser eliminada. Precisando de ajuda para destruir os únicos capazes de impedir o sucesso do plano, Destrutor recruta novos capangas para garantir que ninguém vá atrapalhar.

É quando O'Neil busca evidências do envolvimento do doutor Baxter nos planos de Destrutor e Jones descobre como encontrar os dois fugitivos que os caminhos deles se cruzam, e logo as Tartarugas Ninja são chamadas de volta à ação. Mas como defender o mundo da aniquilação se eles só podem se mover pelas sombras, sem alardear a sua própria existência?

É esse o dilema central do longa, que lida muito bem com o pesado drama pessoal das tartarugas e equilibra cenas de ação de tirar o fôlego e alívio cômico ao melhor estilo do clássico desenho animado. O ritmo ágil, de ação quase ininterrupta, encontra brechas importantes para a reflexão sobre preconceito, auto-aceitação, valores familiares, lealdade e respeito. Como os melhores desenhos, funciona como um entretenimento que vai além da pipoca.

Os efeitos especiais são muito bem feitos, especialmente quando se encontram os atores humanos e as tartarugas humanóides 100% digitais na mesma cena. As cenas de ação são super movimentadas (talvez até em excesso), mas o 3D da produção funciona. Os vilões animalescos são divertidos, e o supervilão Krang é supernojento também, mas os outros personagens parecem um tanto perdidos em cena - especialmente o aspirante a detetive Jones. Mas nada é tão grave que impeça o sucesso do filme.
É muito provável que o público que adorou o primeiro longa vá gostar dessa nova aventura das tartarugas mais amadas do mundo nerd. O Brasil recebeu menção honrosa (e cenas gravadas na nossa Floresta Amazônica) talvez pelo enorme sucesso que o predecessor fez por aqui - e se depender de apoio brazuca para mais uma continuação, podemos esperar um terceiro filme por aí. Pipoca de primeira.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Warcraft - O primeiro encontro de dois mundos


Warcraft - O primeiro encontro de dois mundos (Warcraft, 2016) é, de certa forma, surpreendente. Com todos os ingredientes para ser um bom blockbuster, tem de tudo para agradar a fãs e não fãs. Para os não-iniciados no jogo que deu origem ao filme, o longa narra a mitologia de forma quase didática porém sem ser enfadonha. Mas vale o aviso: se você não é daqueles que curte fantasia fantástica, pode ser difícil aguentar os 152 minutos (cerca de duas horas e meia) de lutas, nomes estranhos e magias.

Durotan (Kebbel): chefe do clã dos Lobos de Gelo
Durotan (voz de Toby Kebbel) é um respeitado chefe orc com muito o que pensar. Seu clã, os Lobos de Gelo, eram prósperos em Draenor, seu mundo; mas quando este entra em colapso, todos os clãs foram convocados por Gul'dan (Daniel Wu) para invadir Azeroth, o mundo dos humanos. Usando de magia verde, chamada Vileza, e da superior força física, os orcs a mando de Gul'dan destroem tudo o que veem pela frente e capturam os sobreviventes mais fracos (para que suas vidas sejam absorvidas pelo mestre e transformadas em novos portais para Azeroth). Durotan reluta em ir, mas a magia de morte de Gul'dan não deixa brecha para a negativa.

A esposa de Durotan, Draka (Anna Galvin) está grávida - e mesmo assim vai à luta. Durante a passagem pelo portal, invocado pelo próprio Gul'dan, seu filho nasce morto. O chefe então o ressuscita usando de sua magia maligna: rouba uma vida para dá-la de presente para o bebê - mais um futuro soldado para sua Horda. Durotan e Draka sentem que isso é um mau presságio.

Gul'dan (Wu): ou luta, ou vira combustível
No mundo humano, Khadgar (Ben Schnetzer) é um aprendiz de mago que acaba sendo interpelado pelo comandante Lothar (Travis Fimmel) ao ser pego vistoriando cadáveres de uma patrulha exterminada por orcs. Encontrando vestígios de Vileza no corpo, solicita que Lothar convoque o mago Guardião Medivh (Ben Foster) para cumprir seu papel de proteger. Impossibilitado de fazê-lo, pois somente o Rei pode convocar o Guardião, Lothar dirige-se até ele para informar dos novos acontecimentos. O Rei Llalen (Dominic Cooper), após informado, convoca a presença do Guardião. Lothar e Khadgar devem ser os responsáveis por trazê-lo de seu refúgio.

Enquanto Haggar se perde entre as inúmeras prateleiras de livros (e é induzido a roubar um dos volumes), Lothar é o encarregado de entregar o anel do Rei para o Guardião - e desta vez, ele não poderia se negar a aceitar. Percebendo que o caso é grave, o Guardão não oferece resistência: usa de sua magia de teletransporte para retornar ao Rei e juntos comandarem uma estratégia de defesa. É nesse hora que os caminhos de Durotan e os guerreiros de Azeroth se cruzam, assim, como a da semi-orquisa Garona (Paula Patton) - e o destino de todos será transformado.

Lothar (Fimmel): não parece uma cena de videogame?
Tecnicamente, o filme é bem executado. O roteiro é bastante linear, o que facilita muito a compreensão dos mundos orc e humano, a enorme quantidade de personagens e a problemática do verdadeiro vilão - um plot twist bem interessante, porém um tanto previsível. A arte digital é bem realizada: a quantidade de detalhes e texturas é incrível, o movimento dos seres digitais é fantástico e bastante realista. A quantidade de trabalho dedicada nesse setor foi brutal, e o resultado é de encher os olhos. Mesmo eu não sendo uma jogadora, eu reconheci alguns itens do jogo: várias referências a armas que parecem especiais, cenas de campanha e luta entre humanos e orcs (e até de orcs contra orcs) que se assemelhavam a lutas multiplayer, além, é claro, da presença de efeitos de magia tão impactantes quanto os de um videogame. Mas não foi exatamente isso o que surpreendeu em Warcraft.

Mesmo se não houvesse um jogo prévio e batalhas de orcs contra homens, eu consegui ver no roteiro uma boa história. Está tudo muito bem desenhado: ação e reação, causa e consequência. Mais do que somente lutas, há enredo - e isso pode ser um problema para quem é jogador, pois os momentos de ação estão em segundo plano, apesar de serem bastante impactantes quando acontecem. Antes do filme, acreditava que os orcs eram vilões e maus, e não compreendia porque via tantas pessoas lutando pela Horda (ora, porque lutar contra "os mocinhos"?). Pelo que foi apresentado no longa, compreendi os motivos. No mais, como o próprio nome promete, esse foi apenas o primeiro longa a se passar no mundo de Warcraft - e as expectativas criadas para o segundo são grandes. Espera saber se Warcraft - O primeiro encontro de dois mundos vai conseguir agradar aos fãs e garantir a sequência nas bilheterias.