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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Grande Muralha

Vou ser direta: eu já achava que o filme seria meio louco, meio ruim, por ter um americano e um espanhol lutando na muralha da China, mas eu não imaginava o que estava por vir. Como sabem, gosto de dar segundas chances a filmes que eu acho que não serão assim tão maravilhosos, mas A Grande Muralha (The great wall, 2017) se superou. O pior foi ter esperado ao menos algo melhor por conta de um nome querido nos créditos: Zhang Yimou, o diretor, já nos entregou verdadeiras joias como Heroi (2002) e O Clã das Adagas Voadoras (2004). Mas neste longa, ele passou longe do seu melhor.

O longa começa com William (Matt Damon) e Tovar (Pedro Pascal) fazem parte de um grupo de mercenários no deserto chinês: andando em bando, roubando cargas e fugindo dos mongóis. Até que um dia o grupo deles é atacado por algo sinistro e misterioso, uma criatura que nenhum deles tinha visto antes. Ainda impressionados, resolvem continuar por sua busca pelo produto que eles realmente queriam buscar: pólvora (ou, como eles chama o filme inteiro, o pó negro). O que eles não contavam era ser emboscados aos pés da Grande Muralha, onde um exército inteiro estava de prontidão para um iminente ataque.

Tovar (Pascal) e William (Damon) lutando contra os montros: nem tão empolgante quanto parece
Sem saber falar chinês, os dois tem que se virar. Sua única chance é procurar um inimigo em comum - talvez aquela criatura estranha que ele matou no deserto. A comandante Lin Mae (Tian Jing) é das poucas no exército que sabe falar inglês e é ela quem traduz o relato dos dois para o general Shao (Hanyu Zhang). E quando o estrategista Wang (Andy Lau) explica para eles sobre as criaturas contra as quais eles estão se preparando para lutar, William e Tovar descobrem que a coisa é muito mais séria do que se imaginava: alienígenas devoradores de qualquer forma de vida terráquea saem da hibernação a cada 60 anos e voltam ainda mais fortes, e em maior número, depois de devastarem a área onde atacam. Separando os monstros de uma cidade superpopulosa (a capital chinesa sempre foi, historicamente, muito populosa) que, se atacada, seria uma catástrofe, estava a muralha e o exército.

Lin Mae (Jiang): seu destacamento é bonito, mas pouco funcional
Além disso, havia também a pólvora. E William e Tovar, assim como o misterioso Ballard (William Dafoe), não haviam se esquecido dela. Para os três, a oportunidade de ter um exército inteiro preocupado com outra coisa que não eles tentando roubar todo o carregamento de pó negro que eles pudessem carregar era mais que perfeita - e eles não estavam dispostos a desperdiçar a chance.

Ballard (Dafoe): personagem previsível e escolha óbvia de elenco
Apesar de parecer interessante, a premissa é tão fraca que chega a ser risível. Chineses lutando contra alienígenas no deserto nem seria tão esquisito se o filme abraçasse a magia, mas ele tenta ser um drama com ação épica quase ininterrupta. A tentativa de juntar coisas interessantes de outros gêneros e misturar em um único longa criou um samba do crioulo doido cheio de falhas cruciais. Para ficar com uma dentre as mais bizarras: ouvir o personagem de Damon citando que lutou como mercenário para libertar a Espanha dos franquistas quando a China ainda descobria o  poder destrutivo da pólvora só é aceitável se houver algum tipo de viagem no tempo - e não, não tem  nada disso no longa. Falhas históricas e estratégicas, clichês de heroísmo e vilania, falta de química entre protagonistas, nem um pouco de suspense ou emoção verdadeira. Não há surpresas, não há apego aos personagens, cenas descartáveis apenas para satisfazer uma necessidade de 3D: é nítida a investida de produtores chineses e americanos na tentativa de fazer um produto que mostre o melhor de seus egos mercados.

Quem imaginaria que um esgoto seria assim tão elegante, não?
Acredito piamente que Yimou foi chamado por ser um renomado e multipremiado diretor chinês, e com uma produção desse porte era preciso nomes de peso. A possibilidade de trabalhar novamente com cenas grandiosas de batalha, muitas com toques poéticos (como o duvidoso destacamento das Garças e a estranha beleza dos esgotos da capital) provavelmente são a tentativa do diretor de tornar o produto melhor - ou assim eu penso. O fato é que o filme é inconsistente, fraco, mal estruturado e clichê - em suma, ruim. Talvez eu esteja sendo muito cruel, mas é eu não posso ignorar que esse longa é do mesmo diretor de um dos meus filmes favoritos de todos os tempos, Heroi. É bem possível que minha impressão tenha ficado um pouco (ok, muito!) contaminada por essa expectativa, mas o resultado final é apenas involuntariamente divertido e decepcionante.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A cura

A cura (A cure for wellness, 2017) é o novo filme de suspense de Gore Verbinski, o mesmo diretor de O chamado (2003) e dos três primeiros filmes da franquia Piratas do Caribe. A trama conta a história de um jovem ambicioso capaz de tudo para conseguir sucesso na carreira - mas uma parte de seu passado, que ele prefere esquecer, pode atrapalhar seus planos e o maravilhoso spa nas montanhas pode não ser o que parece. 


Lockhart (Dane DeHaan) é promovido na empresa graças à morte súbita de um funcionário, e logo ele é selecionado pela diretoria para recrutar um CEO que decidiu se internar num spa nos Alpes suíços. Sob várias implicações (e possíveis benefícios) nessa jogada, ele aceita a proposta. Chegando lá, ele descobre que o local é especializado em tratamento de desintoxicação por meio da água: o castelo, construído sobre um aquífero cujas águas tem propriedades medicinais, atrai ricos de idade avançada para longas temporadas. Pembroke (Harry Groener), o chefe de Lockhart, é um desses pacientes - e encontra-se relutante em voltar para Nova Iorque e todo o estresse da sua vida fora do relaxante lugar.

Hannah (Goth) e Lockhart (DeHaan): cenário deslumbrante
Incomodado com a situação, Lockhart acaba sofrendo um acidente de carro e é obrigado a ficar por mais alguns dias até que se recupere. Nesse período, ele conhece outros pacientes, como a sra. Watkins (Celia Imrie) que também suspeita de algo estranho no lugar, e Hannah (Mia Goth) - a única outra paciente jovem no castelo. Intrigado com os boatos que ouvira sobre um incêndio que ocorrera no local há 200 anos e atraído por Hannah, Lockhart decide investigar mais sobre o castelo enquanto tenta convencer Pembroke a abandonar o tratamento. Mas o doutor Volmer (Jason Isaacs, o Lucius Malfoy da saga Harry Potter) não parece muito satisfeito com as sondagens e o comportamento de Lockhart.

Lockhart (DeHaan): tratamento forçado
O longa padece do mesmo mal que a maioria dos filmes de terror: previsibilidade. Apesar da belíssima fotografia, que brinca o tempo todo com luz e sombra e enquadramentos simétricos, não espere muito mais do que isso. Para mim, que não sou muito fã de filmes de terror, eu salvaria 75% do filme pela fotografia, pelo clima de tensão, por ter fugido do susto gratuito e pela atuação de Mia Goth como a ingênua Hannah. Os outros 25% que detonaram o filme inteiro são fáceis de listar:  demora a engatar na trama principal; todas os medos clichês são explorados em cena (até dentista e a maquininha insuportável estão ali); nudez gratuita em cenas deslocadas; solução totalmente apressada; cenas nojentas desnecessárias.

Mia Goth convence como a frágil Hannah
Mas o que mais incomoda é o tempo de duração: são quase 2h30 no cinema para ver apenas mais do mesmo, um mistério que se descobre desde as primeiras cenas (que já jogou Detetive ou qualquer outra brincadeira de "siga pistas" já mata a charada assim que ele põe os pés no spa assombrado). Altamente esquecível, pode ser um tanto indigesto pelas cenas mais nojentas na água para aqueles que tem estômago fraco como eu - porém não vai ser nada demais para quem está acostumado com filmes mais hardcore.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Cinquenta tons mais escuros

Cinquenta tons mais escuros (Fifty shades darker, 2017) é a continuação da adaptação da saga literária de E. L. James, iniciada com 50 tons de cinza. Depois de um início de relacionamento conturbado - a paixão avassaladora entre Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia Steele (Dakota Johnson) teve que ceder ao estranhamento dela aos gostos "peculiares" dele - o casal tenta dar uma segunda chance ao amor.

Depois de algum tempo separados, Christian volta a procurar por Ana pedindo uma segunda chance. A mudança no comportamento dos dois é nítida: ele se esforça para tê-la de volta, ela resolve dar as cartas no namoro - algo inédito. Porém, mesmo estando felizes com a volta, Steele e Grey vão ter que enfrentar algumas situações inusitadas (e até perigosas) por conta do passado sombrio de Christian Grey.

Anastasia (Johnson) e Grey (Dornan) na cena do elevador: mais erotismo
 Seria até um bom filme se o foco fosse justamente esse: os problemas de Christian Grey. Há vários indícios de que seu sadismo é fruto de uma infância violenta, e vários fantasmas resolvem atormentá-lo agora que ele decide, finalmente, ser feliz com Ana. Mas quem ganha destaque é a insossa Anastasia e o romance do casal ainda é o ponto mais valorizado, tendo inclusive mais ênfase no erotismo - e esse é o maior erro do roteiro. Balanceando melhor o romance água-com-açúcar e cenas mais ousadas se sexo (nada muito alarmante, diga-se) com um esboço de thriller de suspense, 50 tons mais escuros não consegue disfarçar as falhas estruturais da trama porém funciona como uma peça mais coesa - mesmo que nem sempre coerente. O suspense criado e a possibilidade de um vilão na sequência (confirmada na cena pós-créditos do longa) garantem um bom gancho e um certo interesse na história.

Grey (Dornan): passado misterioso é pouco explorado
Há um contexto pesado nas entrelinhas que não é explorado, deixando personagens complexo muitos rasos e debates interessantes relegados à especulação. As queimaduras e o trauma de Grey em ser tocado podem ter várias explicações, mas tudo fica em segundo plano quando ele e Anastasia estão juntos. Talvez para atender a um pedido dos fãs, há mais cenas eróticas (ainda que com bom gosto), porém elas também são confusas. Estou errada ou Anastasia fugiu de Grey no primeiro filme por não concordar com os métodos dele sentir prazer? Então, porque cargas d'água ela pede para ele castiga-la e leva-la para o Quarto Vermelho? E ele, não estava se esforçando para fazer as coisas do jeito dela? Então porque continua controlando cada passo e não aceitando "não" como resposta? Fica bem mal resolvida essa parte.

Leila (Heathcote): atuação fraca em momento crucial
Outro fator complicador: as interpretações fracas - especialmente dos protagonistas e de Bella Heathcote como Leila (ex-submissa de Christian) - tiram todo o impacto do momento decisivo. Uma pena. Kim Bassinger (quase irreconhecível) também tem uma participação pequena como Elena Lincoln, ex-namorada de Christian, e promete vir com mais veneno na continuação - situação interessante, tomara que aproveitem melhor a personagem. Quanto ao resto do elenco, a maioria faz o que pode nas poucas chances que tem para aparecer. Marcia Gay-Harden rouba a cena toda vez que aparece, mesmo sendo tão pouco.

Continuação promete mais suspense e menos romance
Se o saldo é positivo? Acho que sim. Nesse longa, ao menos há uma história, um enredo mais denso do que só o encontro do casal e as fantasias dos dois. A trilha sonora de Danny Elfman também está ótima (mas já vimos isso acontecer em Esquadrão Suicida...), além da bela fotografia de John Schwartzman. Para ser honesta, eu achei que o diretor James Foley conseguiu fazer uma bela laranjada com os limões que deixaram pra ele.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Lego Batman: O filme


Atenção, fãs do super-heroi mais sombrio da DC: esse filme não tem nada de sombrio! Diversão garantida para toda a família (e todos os públicos), Lego Batman: O Filme (The Lego Batman Movie, 2017) é para fãs e não-fãs do Homem-Morcego. Explorando com muito bom humor o mito do heroi solitário, que luta contra o crime e faz justiça com as próprias mãos, e abusando do sarcasmo e das referências nerds, o longa já se destaca como um dos melhores filme e roteiro do ano.

Os vilões: a coisa fica ainda mais feia depois
O filme começa com ação alucinante: Batman (Will Arnett/Duda Ribeiro) precisa salvar Gotham mais uma vez do plano mirabolante do Coringa (Zach Galiafinakis/Márcio Simões) para destruí-la. E ele, sendo Batman, faz isso com o pé nas costas. Porém, como sempre, Coringa consegue fugir e Gotham está livre para sofrer mais um novo ataque dos vilões mais loucos - o seu super-heroi mais famoso (e bonito, e gostoso) estará lá para salvá-la. Mas quando ele está de volta à bat-caverna, a solidão o encontra. Não que isso seja um problema, o Batman não precisa de amigos. Não é?

Quem precisa de amigos?
O conflito interno é acionado pela presença de Bárbara Gordon (Rosario Dawson/Guilene Conte) como a nova justiceira de Gotham - dentro da lei, coisa que ele tecnicamente não é, o órfão deslumbrado Dick Grayson (Michael Cera/Andreas Avancini), os sábios conselhos de Alfred (Ralph Phienes/Júlio Chaves) e o plano maléfico final do próprio Coringa. Ele sabe da relação de interdependência entre ele o morcego, e vai arrumar um jeito insanamente mirabolante (e hilário) de provar que está certo. Bem a cara dele.

O Batman fez isso com o Coringa. É óbvio que ele não vai deixar barato
É em cima dessa brincadeira, de imaginar como seria o super-heroi mais durão enfrentando a solidão e seus maiores medos, que o longa se desenvolve. Com piadas rolando antes mesmo dos créditos iniciais começarem, o filme prende a atenção desde o início. Há muitas referências a todas as fases do Batman, à Liga da Justiça, a outros filmes da DC (sim, estamos falando de Esquadrão Suicida) e muitos vilões de outras sagas. O roteiro caprichado é incrivelmente divertido, especialmente se você capta todas as referências, e bem executado. Mesmo que não compreenda as piadas nerds, nem por isso alguém vai sair da sala sem entender ou se divertir. 

Robin quase rouba a cena com sua "fabulosidade", mas o Batman é soturnamente mais maravilhoso. Sempre.
Assistimos a versão dublada, e o elenco brasileiro deu show de interpretação. Há inclusive toques brasileiríssimos, sutis demais, mas que fazem a plateia gargalhar (duvido que a piada dos cds de forró tenha sido mais divertida no original!). Pela reação dos presentes, adultos e crianças, o filme mais do que agradou - há até aqueles que afirmaram que este é o melhor Batman de todos os tempos. Se é, eu não sei, mas garanto que foi o mais divertido! Portanto, não importa o que você fizer: não deixe de assistir essa loucura, digo, essa pérola no cinema. 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Um dia em Nova Iorque

Gabey (Kelly), Chip (Sinatra) e Ozzie (Munshin): os três marinheiros
E depois de mais um filme estrelado pelo ator e bailarino Gene Kelly, eu acredito que me tornei fã incondicional do artista. Um dia em Nova Iorque (On the town, 1949) é uma comédia musical com números interessantes, mas é Kelly quem brilha. Nem mesmo a presença de Frank Sinatra e sua voz de veludo conseguem ofuscá-lo.


O inocente chip (Sinatra) e a agitada Hildy (Garret): um casal divertido
Três marinheiros aportam em Nova Iorque e tem apenas 24h para curtir a cidade. Chip (Sinatra) quer conhecer os muitos pontos turísticos, Ozzie (Jules Munshin) quer se divertir e Gabey (Kelly) quer arrumar um amor para passar o tempo. No metrô, ao esbarrar em uma moça que vira num anúncio, Gabey crê que está apaixonado por uma grande estrela. Totalmente fissurado na bela bailarina, decide gastar seu tempo procurando-a pela cidade. Seus amigos resolvem ajudar. Hildy (Betty Garret) é uma taxista bem "saidinha" que se encanta por Chip e não vai medir esforços para ajudar aos rapazes - qualquer coisa para ficar mais tempo com seu belo marinheiro. Já Ozzie parece que conseguiu uma bela companhia: Claire (Ann Miller) é a animadíssima antropóloga do museu e se apaixona por ele ao perceber a estranha semelhança física entre Ozzie e uma estátua de um homem das cavernas (!). Ao finalmente encontrar uma pista de Ivy (Vera-Ellen), a misteriosa garota do poster, as coisas não saem como o esperado.
Dançando no topo do mundo: loucuras por amor
O filme é um divertido passatempo, mas assisti-lo agora (em pleno século 21) traz algumas conclusões que, à época, seriam despercebidas. É muito estranho o número musical em que Claire canta que adoraria ter um homem à moda antiga - literalmente sendo puxada pelos cabelos - e as moças sendo, ao mesmo tempo, bastante modernas e independentes (principalmente para a época, sendo mais espertas que os rapazes e até pagando as próprias contas), além da paixão instantânea que o pessoal tinha naquele tempo. Mas é tudo compreensível se nos lembrarmos da época em que a obra foi realizada - e tudo é perdoado pela presença de Gene Kelly. A genialidade dele fica mais evidente quando se compara o desempenho dele com os outros dois atores em cena: é nítido ver como ele se destaca na dança e que ele nada deixa a desejar ao maior cantor americano. Aliás é fácil perceber a diferença entre o cantor que sabe dançar e atuar e o dançarino que sabe atuar e cantar. Simplesmente fascinante.

Ivy (Ellen) e Gabey (Kelly): a coreografia mais bonita do musical
Dentre os musicais, o filme fica marcado para mim como uma curiosidade. Ver Sinatra na flor da idade e dançando é pura diversão! O roteiro é simples, porém cumpre sua função de mostrar todos os talentos de Kelly e amarrar todos as pontas soltas - porém a comparação com Cantando na Chuva, outro filme com Kelly, é inevitável. Lembro até da fala da doce Cathy (Debbie Reynolds) tirando sarro de Hollywood: "se você viu um filme, já viu todos!". Como esse longa foi rodado anos antes da obra-prima musical, dá para perceber uma espécie de ensaio para o clássico - ou ainda como o clássico de 1952 é fantástico em seu sarcasmo - mas nada que impeça a gente de curtir esse longa: dá pra se divertir bastante com as trapalhadas amorosas dos marinheiros. Um dia em Nova Iorque é uma ótima pedida para uma tarde preguiçosa e uma deliciosa experiência para fãs de musicais.