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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sem medo, mas com cautela!

Ao contrário de minhas colegas, eu não tenho medo algum do mar, meu único problemas com praias é a areia. Mas confesso: faz muito tempo que não levava sustos como estes assistindo a um filme. Ainda mais se considerarmos que é um filme a que assisti várias vezes na infância (e que foi copiado à exaustão).

É verdade, não me lembrava muito além da música e do bichão pulando fora d'água. Talvez por isso não pude conter um grito que acordou uma mãe assustada no sofá, quando o oceanógrafo encontrou um cadáver no barco dos pescadores desaparecidos. E o dito tubarão não estava na cena. Acho que na verdade esperava o monstro marinho e me assustei por ver outra coisa.

O susto também pode ter sido efeito da trilha de suspense. Não é à toa que é a característica mais marcante do filme, é a primeira coisa que Spielberg nos oferece. A forte batida de apenas duas notas parece ajustar nosso coração ao seu ritmo. Uma vez sincronizados nada faz o ritmo desacelerar e o nervoso diminuir.

A sensação é levada ao extremo quando o trio de "cabra macho" embarca na maria fumaça do oceano (fumacento aquele barco, não!) para caçar o bicho. Nem as cenas de calmaria, quando esperamos a fera aparecer, ajudam a passar o nervoso.

Tubarão é um exercício, para descobrir nossos mais primitivos temores. E, convenhamos, temos medo de tudo! Medo do que não estamos vendo (o tubarão mesmo custa a aprecer). Do que possamos ver. Do misterioso animal. Do desconhecido. Temos medo até dos barris amarelos assassinos e da multidão furiosa que empurra para longe criancinhas com bóias que fiquem em seu caminho.

Mas não é só de medo que vive o clássico inventor do "blockbuster". Também vive de ganância. Das autoridades que negam o perigo para não espantar os turistas. Do povo que não tá nem aí e só quer curtir o feriadão na praia. Ao ponto de termos mais vontade de dar um jeito nessas pessoas que no próprio tubarão.

Mais que uma distração, o filme assusta, diverte e aumenta o consumo de pipoca para acalmar o nervoso. Além de gerar os posts com imagens mais violentas da história do blog. Ainda não tenho medo. Mas com certeza sempre que for encarar o mar aberto vou conseguir um barco maior.

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