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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

12 macacos e um mistério

Cole (Willis): mas o que foi que aconteceu aqui?
Então. Os doze macacos (Twelve monkeys, 1996) não é um filme fácil de se entender. Tem que estar muito atento e ver umas cinco vezes, bem atento, para ver se o quebra-cabeça encaixa direitinho. O roteiro dá umas voltas que, se você não estiver ligado, vai perder informação. Tudo começa com um garotinho que assiste a um tiroteio, daí vai para um salto para o futuro, um ano não definido, e os humanos são usados como cobaias, e ele acaba voltando no tempo, mas volta pro ano e do nada aparece um urso pardo no meio da cidade sob forte nevasca, e tem um leão lá em cima do prédio... Epa! Vamos com calma. Voltando.

Cena do início ou do fim do filme?
James Cole é uma criança que testemunha um assassinato no aeroporto. No futuro, já preso em gaiolas tais como as dos animais de testes de laboratório, Cole (Bruce Willis, convincente, até) é selecionado para ir à superfície da Terra em busca de informações sobre o vírus que devastou a Terra em 1996, matando 5 bilhões de pessoas e tornando a vida possível somente no subsolo. O que os cientistas queriam eram o vírus que iniciou todo o processo, para que pudessem estudá-lo e saber em quanto tempo seria possível retornar à superfície. Os presos eram usados na busca, dado o alto risco de exposição ao vírus. Cole sempre traz informações válidas, então foi escolhido para uma missão ainda mais arriscada: iria voltar no tempo, em busca de informação antes de o vírus ser espalhado. Ele deveria voltar para 1996, mas, por engano, acaba voltando para o ano de 1990. Completamente desorientado, em uma época diferente da qual deveria estar, acaba sendo tomado por louco e é internado em um hospital psiquiátrico. Lá conhece Jeffrey Goines (Brad Pitt, três tons acima do necessário para fazer um louco crível) e descobre que ele é filho do virologista responsável por ter o vírus original. Mas como extrair informação dele?

"Acho que estou perdendo a minha fé"
Tudo o que os sobreviventes sabiam era que havia alguma relação com um grupo chamado de 12 Macacos. Não se sabia ao certo o que eram, nem o que tinham feito, mas sabia-se que eram eles os possíveis responsáveis pela liberação do vírus, que sofreu uma mutação e, espalhado por diversas cidades do mundo (inclusive o Rio de Janeiro), causou a destruição da vida na Terra. Jeffrey estava envolvido, havia fotos suas entre os documentos relacionados aos 12 Macacos, mas aquele era o momento errado e, principalmente o local errado. Cole não conseguiu convencer a atenciosa dra. Kathryn Railly (Madeleine Stowe, em boa atuação), a psiquiatra responsável por sua internação, de sua missão ali. Somente quando ele conseguiu fugir misteriosamente de uma cela solitária é que a dúvida havia sido plantada na cabeça dela. Quando anos mais tarde, na realidade da doutora, Cole ressurge falando que falta pouco tempo para que o vírus se espalhe, ela fica mais assustada. Cole a sequestra após uma palestra dada por ela e a faz ir até outra cidade, onde estaria o laboratório com o vírus e o tal grupo dos 12 Macacos. Era imperativo para ele reunir essas informações e voltar para o futuro antes que o vírus se espalhasse, ou ele também morreria. As evidências iam surgindo e se conectando, fazendo sentido - tanto que a própria psiquiatra passou a duvidar da sua certeza - de que aquele era o tempo presente, de que boa parte da humanidade já havia morrido e nem tinha percebido, que havia outras realidades/dimensões e talvez seus pacientes divergentes não fossem loucos (interessante a fala em que ela diz que a psicologia é uma religião, que são eles agora quem ditam o que é normal e o que é loucura e que ela talvez estivesse perdendo a fé, significando que talvez fosse ser considerada louca nessa realidade).

Processo seletivo para ir à superfície: quantas vezes, hein Cole?
É aqui que o filme fica mais complicado para mim. São alguns fios que aparentemente são desconexos, mas que devem ter alguma ligação - a qual me falta algum conhecimento para fazê-la. Cole segue o paradeiro de Jeffrey e descobre que ele havia voltado para o convívio familiar, ficando mais perto do pai, mas que também encabeçava o grupo dos 12 Macacos. Certo de que ele soltaria o vírus, Cole tenta ir atrás dele, mas o plano não dá muito certo. Jeffrey diz que a ideia do Exército dos 12 Macacos havia sido dada a ele no hospital, pelo próprio Cole. Desolado com a informação, ele acaba por ser trazido de volta para o futuro. Sua cabeça fica cada vez mais confusa conforme as idas e vindas para o futuro/passado. Cole acaba se convencendo de que não seria possível isso, e que tudo o que se passava no futuro para ele era fruto de sua imaginação. E ele queria ficar com a dra. Railly, pois estava apaixonado - ou assim dizia a voz em sua cabeça. Quando ele some misteriosamente pela segunda vez, as evidências de que o Exército dos 12 Macacos existia e outros conhecimentos do futuro que Cole haviam partilhado com ela, Kathryn passa a acreditar e querer ajudar Cole a descobrir a cura para o vírus no futuro. Então eles se reencontram, com as visões trocadas - ela acreditando no que ele acreditava antes, e ele achando que estava louco e precisava de tratamento.

Com o tempo se esgotando e Cole perseguido pela polícia pelo sequestro da doutora, o que estava para acontecer não tinha mais como ser impedido: o Exército dos 12 Macacos seguiu com seu plano, sequestrando o pai de Jeffrey para dar-lhe uma lição; e seu plano se mostrou completamente inofensivo - libertar os animais do zoológico, um protesto contra a utilização de animais em testes de laboratório. A ameaça do vírus continuava sem uma solução, sem saber quem era o responsável pela liberação do vírus.
Hora do indulto: porque liberaram Cole para voltar?
 Mas Cole achava que não haveria mais problemas, então aproveitaria seu indulto para passar o resto da vida com Kathryn - o casal buscava fugir das áreas de contaminação agora  (e isso foi uma coisa que não entendi muito bem; se haveria erradicação de 5 bilhões de pessoas do mundo, porque escolher ficar? Para onde fugir?). O suspeito torna-se evidente a poucos minutos do fim: um dos cientistas do laboratório do pai de Jeffrey, que havia estado na palestra da dra. Railly no início do filme, onde ela falava do paciente que dizia vir do futuro e que este já estava morto por causa de uma liberação de um vírus mortal ainda naquele ano. Ele é visto no salão de embarque pela doutora que o reconhece (apesar de ela sequer ter olhado para ele no início do filme, quando autografa seu livro, e de tê-lo visto apenas de relance) e convence Cole a ir atrás dele. Após ter ligado para um número dado pelos cientistas do futuro e ter gravado uma mensagem sobre o real propósito do Exército dos 12 Macacos, um ex-companheiro de cela aparece para Cole e lhe entrega uma arma, para que ele consiga parar o cientista louco. Com dificuldades, ele passa pela segurança com a arma enquanto tenta atirar no cientista, mas é morto antes de conseguir. A cena é idêntica à que o personagem via quando criança, tendo, inclusive, a presença do menino na cena do crime. E o filme termina assim, com o cientista fugindo no avião (ao lado da cientista que mais incentiva Cole no futuro, e esta se declara uma agente de seguros), Cole morto e menino assistindo a própria morte (?!) e a doutora sendo levada presa pela polícia.

Goines (Pitt) e Cole (Willis): os trejeitos de Pitt lhe renderam um Globo de Ouro
Confesso que tava indo tudo muito bem até chegar nesse finzinho intrincado. Não consegui captar a mensagem dele assistindo a própria morte e indo reviver depois, ou o reconhecimento da Railly de que era ela ali, vendo-a. Como explicar isso? Reboot da matrix? Se ele realmente se vê, e depois volta, como ele sobreviveu se o vírus havia sido liberado no aeroporto? E porque ele vai para o futuro sem memória do que ele fez antes, de ter descoberto o Exército, ter conhecido a doutora...? Ele fica nisso a vida toda? Quantas vidas ele fica assim? Porque o cientista, mesmo tendo fugido correndo, não foi preso? Porque a cientista do futuro não se apresenta para ele como tal? Isso ficou me cheirando a conspiração, como se ela quisesse que ele a reconhecesse. Porque todos os que ganhavam indulto nunca mais voltavam para o futuro? Acho que a resposta vai ter muita filosofia envolvida, muita teoria da conspiração. E, cá pra nós, ainda não cheguei lá. No fim, achei o filme interessante, mas não ter conseguido captar a mensagem final me deixou frustrada. Não é que não tenha sentido, muito pelo contrário - adorei o roteiro cheio de informações espalhadas pelas cenas, quase uma buscar pelos easter eggs - mas fiquei com a sensação de ter nadado e morrido na praia. Além do mais, a atuação de Brad Pitt me irritou muito. Ok, ele tava tentando mostrar que não era só um rostinho bonito, que ele tinha talento, mas ele errou na mão na quantidade de tiques que seu personagem apresenta. Tem uma cena que chega a ser cômica, quando o pai sequestrado dizia que até então não tinha percebido que seu filho era realmente louco. Really? Com aquela quantidade de cacoetes e afetações pra falar e se mexer, não dava pra perceber que ele tinha probleminhas? No geral, o filme agradou. É muito bom, tem uma ótima produção de arte e um roteiro excelente. Como bônus, me deixou com ainda mais vontade de ver o curta em que foi inspirado. 

110 comentários:

Marcos Silveira disse...

Tudo o que aconteceu com os personagens era pra acontecer, ou seja, não importa o que aconteceria, as 5 bilhões de pessoas iriam morrer . Isso acontece pelo simples fato de o protagonista voltar no passado, simples, quando ele volta ao passado ele tem somente as informações de que ele precisava , e as informações que os cientistas sabiam, então quando ele interagiu com o passado, ele acabou mudando o presente e consequentemente o futuro, só que o mais fascinante foi a causa disso tudo ser do protagonista, ou seja, se ele não voltasse ao passado, ele não teria dado a ideia de espalhar o vírus, e talvez até mesmo o grupo dos 12 macacos nunca teriam existido. Isso criaria um efeito looping no espaço-temporal na qual só existiria uma única dimensão, na qual o protagonista não tem noção de que ele seria o responsável pela extinção da humaninda.
Se quiser conversar um pouco mais a respeito sobre o filme, me adiciona no face :)
marcos.silveira.5

Geisy Almeida disse...

Olá Marcos!

Eu também cheguei a essa conclusão do looping infinito, mas fiquei me perguntando se era isso mesmo o que o filme queria dizer. Porque, pra mim, não faz muito sentido terminar nessa teoria.

Esse looping infinito existe de verdade? Seria isso (o looping) aquilo que chamamos de nossa realidade? Isso é um sonho sobre o passado enquanto ele está drogado na prisão? Ou um sonho futurista enquanto ele está drogado no presente?

Acho bem bacana sair do cinema ou desligar a telinha com algumas perguntas na cabeça logo depois de ver um filme, mas acho que ficaram perguntas DEMAIS sem resposta nesse filme. A margem para filosofar e buscar respostas é muito grande, não dá pra chegar a conclusão nenhuma. Eu, particularmente, não curto muito que o final fique tão "frouxo".

Obrigada pela visita e pelo comentário, me deu muito o que pensar novamente. Fique à vontade para voltar a nos visitar. =D

Aline Gois disse...

Então, eu entendi o seguinte:
Tudo aconteceu numa mesma time line, Cole volta no tempo, e depois de ter feito tudo aquilo, morre, sendo sua morte assistida por ele mesmo, quando criança. De alguma maneira ele sobreviveu ao vírus, provavelmente por ter deixado o aeroporto, logo após assistir a morte de sua verão adulta, quando vemos a mesma cena no inicio, a vemos como uma lembrança do Cole no futuro, tanto que era esse momento que lhe trazia a lembrança da DRa Railly. Quanto a cientista, que se apresenta ao cara que liberou o vírus como agente de seguros, acredito que ela tenha voltado no tempo, para pegar uma amostra do vírus, que era desde o inicio, a missão de Cole.

Geisy Almeida disse...

Olá, Aline!

Repensando sua teoria, como ele poderia ter sobrevivido à exposição do vírus? Ele, criança, estava próximo da área de dispersão; e adulto, já estava debilitado com os tiros e tudo mais. É meio estranho pensar que o menino também tenha sido levado contaminado para o abrigo, pois então ele (ou qualquer outro infectado) teria causado a extinção dos sobreviventes.

E quanto à doutora, ela me parece (ada vez mais) a peça central da história. Fico pensando se ela não está conduzindo experimentos com Cole - se é que Cole realmente existe, ele pode ser apenas uma persona criada na mente de algum paciente psiquiátrico.

Ou seja, ainda tem muito o qu se pensar sobre esse filme! ;) Obrigada pela visita, fique à vontade para comentar e descobrir curiosidades sobre os filmes! :)

Anônimo disse...

De onde surgiu aquela foto do Cole com o José, na guerra ? O livro apresentava a foto apenas do José. A Psiquiatra localizou na parede essa foto. Foi a partir dali que ela passou a acreditar na história dele.

Geisy Almeida disse...

Olá, querido Anônimo! rs

Acho que houve um pequeno engano quanto à interpretação do meu texto. Não quis dizer que havia uma foto em que Cole e Jeff apareciam juntos, apenas que Cole encontrou fotos de Jeff entre os documentos que o caracterizavam como um dos membros do suposto grupo terrorista.

Perdoe-me se não me fiz clara. ;]

Volte sempre!

Arthur Cerqueira disse...

A interpretação final, é que não se pode mudar o tempo. A devastação de 99% da população tinha que acontecer e ponto, nada de efeito borboleta aqui.

E o fato de que Cole sonhava com o assassinato que sua versão infantil presenciara, era talvez devido ao trauma de ver a sua própria morte. E isso é deixado bem claro no curta em que o filme é baseado.

Geisy Almeida disse...

Olá, Arthur!

Achei bacana sua visão fatalista: aconteceu porque tinha que acontecer. Realmente parece fazer mais sentido, como se o filme inteiro fosse uma mostra de que é inútil revisitar o passado procurando um erro que corrija o futuro. Uma ótica bem interessante.

Acredite ou não, até hoje eu não consegui ver o curta que inspirou o filme, seja por falta de tempo, seja por esquecimento. Vou procurar por ele e conferir se percebo o mesmo que você.

Obrigada pela visita, volte sempre! =D

Kenny disse...

Tive uma interpretação parecida com a do Arthur: nada de "looping" nesse filme. Ele não volta no tempo sendo ele naquela época (estilo efeito borboleta), e sim como ele no futuro, coexistindo com o seu "eu presente" daquela época. E em momento algum a missão dele era evitar a disseminação do vírus, mas sim conseguir a amostra para que os cientistas pudessem estudar a forma natural no vírus.

Pra mim ele conseguiu passar a informação para o futuro e a cientista se instalou ao lado do "terrorista" para conseguir a amostra do vírus que precisavam, ou seja: Cole cumpriu a sua missão.
Mas ainda assim, muita coisa não se encaixa. rs

Cássio Mendes Paz disse...

Vi o filme apenas uma vez mas minhas conclusões:

- O futuro não DEVE ser mudado, o envio do amigo de Cole para lhe entregar a arma foi para garantir isto (ou para punir Cole por querer viver no passado, talvez ambos kkkk)
- Cole nunca teve missão de parar o vírus(diferente da psiquiatra que almejava isso), apenas encontrar ele em sua forma pura, para que no futuro fosse encontrado a cura, missão esta que ele cumpre! Tendo em vista o amigo confirmar a informação que ele passou na cabine telefônica e a cientista no avião na cena final.
- As vozes que Cole ouve em algumas cenas vem da própria cabeça dele e sao cruciais para ele decidir viver no ano de 1996 como adulto, o que é proibido pelos cientistas

Posto isto concluo que os cientistas eram "malvados" sim porque não se importavam com a morte de bilhões(como a propria doutora destacou seu desprezo no aviao), queriam apenas encontrar o vírus em sua forma pura, não arriscando deixar Cole sobreviver em outras era, justamente para garantir o futuro que mesmo sendo apocalíptico é a realidade em que eles existiam

Cássio Mendes Paz disse...
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Cássio Mendes Paz disse...
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Geisy Almeida disse...

Olá, Kenny! Seja bemvindo ao nosso sofá!

Entendi seu ponto de vista, parece realmente fazer mais sentido. Mas, se não me engano, a missão de Cole era mesmo evitar que o vírus se dispersasse. Tanto é que o objetivo dele era descobrir quem era o líder da organização que supostamente liberou o vírus no aeroporto.

Talvez ele não tivesse sido escolhido para eliminar a ameaça, tanto que já era sabido que ele morreria no local em que houve a liberação do vírus, mas as informações que ele buscou e reportou para os cientistas foi crucial para a sequência do projeto: os outros homens enviados para o passado antes, que não retornaram, na verdade devem tervoltado algumas vezes sim - deram informações válidas e acabaram morrendo. As informações que eles trouxeram foram importantes para que Cole fosse escolhido para voltar e, depois de sua morte, as informações que ele coletou foram usadas por outro enviado posterior.

Ainda assim, ficam alguns fios soltos rs

Obrigada pela visita, volte sempre!

Geisy Almeida disse...

Olá Cássio! Obrigada por participar do nosso blog!

Acho até que pode ser mesmo isso, o objetivo dos cientistas era somente recuperar o vírus em sua forma pura - mas o que fica parecendo no filme, pela forma da condução da história, é que o Cole não era peça descartável no plano. Por isso achei estranho ele não ter tido a chance de mudar o rumo do destino da humanidade. Pensa bem, se eles já sabiam antes que o vírus original seria liberado lá no aeroporto naquele dia, por que deixariam que ele fosse disperso e quase eliminasse a humanidade? Obter o vírus original do passado também afetaria o futuro, então por que não evitar a tragédia toda?

Acho que você definiu bem.quando os chamou de malvados rs Se qualquer alteração no passado vai modificar o futuro, então essa busca pela cura por meios nada ortodoxos não garantiria nada para eles - nem melhora, nem piora na condição do Futuro. Arriscar vidas humanas para esse experimento não garante que eles chegariam ao futuro (presente deles) da mesma forma que antes. Um ato nada científico, a meu ver, mas completamente egoísta e, nessa hipótese, sem sentido.

No fundo, tô começando a achar que esse filme não é pra ter nenhuma resposta...

Volte sempre! :)

Cássio Mendes Paz disse...

Oi Geisy, obrigado pela resposta, to muito intrigado e cheio de teorias com o filme, assisti ele ontem e gostei bastante.

A despeito do que vc falou:
A busca dos cientistas do futuro era a composição do vírus na forma mais pura para achar uma cura NO FUTURO, permitindo assim que os humanos voltassem a superfície com uma população bem menor que a de 1996.
Concordo que Cole não era qualquer um, até porque ele faz diversas viagens e comparado aos outros "voluntários" parecia ter maior capacidade, os cientistas não evitaram porque eles no fundo desprezam os humanos, repare na cena final do avião, a cientista condena o que ocorreu no aeroporto , destacando as desgraças que o humano trás a si mesmo, ou seja: os cientistas não ligam pra mudar o passado, eles querem apenas resolver as coisas no tempo deles, até mesmo a forma que eles tratam Cole revelam o quanto eles são pouco respeitáveis com os demais humanos, tratando Cole que deveria ser um herói como alguém que apenas estava cumprindo sua pena.

E Cole ao meu ver( e só eu tive essa teoria maluca) aceitou seu próprio destino, afinal o amigo dele ameaça matar a psiquiatra no caso dele optar por não atirar no vilão o que deu margem pra uma escolha, ou seja ele meio que morreu por amor.

Cássio Mendes Paz disse...
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Cássio Mendes Paz disse...
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Geisy Almeida disse...

Hummm vejamos: se os cientistas desprezam tanto assim o ser humano, por que se esforçaram tanto para buscar uma cura para salvar a humanidade no futuro? Seriam eles assim tão desprezíveis? Aliás, será que esse é a real intenção desse filme?

Sinceramente, não sei. Acho que o filme acaba por deixarpontas soltas e questões demais - e isso me irritou um tantinho na época que o vi - dando margem a muitas especulações. Creio que esse seja o objetivo, fomentar discussões. Só não tenho muita certeza se existe uma resposta (e tô cada vez mais acreditando que não tem rs).

Cássio Mendes Paz disse...

Se esforçaram justamente pra poder voltar a superfície na sua época, num modelo social bem mais fácil de controlar, tendo em vista que as pessoas viviam em uma condição tão bizarra(em prisões, considerados criminosos e tal), acho que são sim desprezíveis, afinal a própria cientista referiu-se a sociedade de 1996 com bastante desprezo.

Realmente, é um filme abrangente, além desses conceitos de bom ou mal, tem viagem no tempo, indagações sobre sanidade e etc.

Mas gostei bastante do filme, é bom quando existe algo pra pensar e interpretar mesmo depois de assistir HAUHAHuh

Kelson Vieira disse...

Kenny você esclareceu uma dúvida! Show! Os cientista mandaram o James pra conseguir uma amostra do vírus puro. Com o último telefonema, no aeroporto, ele consegue isso. Mas de alguma forma ele têm de morrer, e os cientistas sabem disso. Sabiam que ele não pegaria o "terrorista", mas tinham de saber quem era ele e o James faz isso quando o persegue. Essa informação é coletada por José que volta ao "presente". E como James havia dito, depois de conseguir as informações ele seria perdoado e um cientista voltaria a 1996 para coletar uma amostra do vírus antes da mutação. E de fato, como a cientista Jones diz, ela não gosta da raça humana, não queriam evitar a tragedia. Só queriam safar sua pele no "presente".

Uma dúvida me resta, sobre a "voz" que James ouvia.

Gostei do debate! (^^)

Fábio Righi disse...

Olá pessoal!
Acabei de terminar de ver o filme no netflix, e fiquei com muitas dúvidas! Acabei esclarecendo algumas delas aqui, mas me restou uma, e eu quero compartilhar ela aqui com vocês:
Se Cole acabou de dar o telefonema, no aeroporto, e José, que tinha recebido o recado 40 anos depois e mandado de volta para dar a arma a Cole para matar o cientista, como Cole tinha a arma antes? antes de tudo isso? quando ele era criança e viu tudo? será que os ultimos acontecimentos no filme viraram parte da realidade? Muito confuso hahaha
Ps: Gostei do blog! e também gostei de ver que o debate não é velho, e as pessoas continuam comentando, muito legal.

Anônimo disse...

Acabei de assistir e achei bom. Agora pensando um pouco e lendo os comentários acho que achei um "final para mim"...rs

Acredito que ele cumpriu sua missão informando sobre o terrorista, mas sua pretensão de ficar mais no passado não poderia ser permitida. Dessa forma os cientistas planejaram o evento em que Cole morre e, por não confiarem em mais ninguem, mandam a cientista mulher de volta para colher a versão do virus.

abs e parabéns pelo blog e pelas discussões saudáveis

Geisy Almeida disse...

Olá queridos Fábio e ilustríssimo Anônimo! rs

Sabe o que acho mais divertido nesse filme? Mesmo dois anos depois de ter visto para o blog e me questionado, ainda hoje recebemos participações de espectadores tão perplexos quanto nós aqui do blog ficamos. Fico feliz de saber que você, Fábio, encontrou algumas respostas em nosso debate e tenho que concordar com uma coisa que o Anônimo disse: "um final para mim".

A cada vez que releio o post e o debate que criamos, fico com a impressão de que é mais ou menos isso mesmo o que o diretor quis deixar para o público: você cria um final para a história. Até porque isso seria uma vertente da vida real, afinal nós escolhemos nosso caminho - apesar de não termos controle sobre o "fim".

Quanto ao debate saudável, eu só posso agradecer a vocês, que vieram aqui conversar com a gente. Sintam-se à vontade para retornar quando quiserem! =D

Gabriel disse...

Esse texto parece ser escrito por um crítico amador tentando soar como um crítico de cinema. Não digo para desmerecer, é sério , mas faço questão de enaltecer o quão amador é. Tantas críticas, positivas e negativas, sem qualquer fundamento, apenas impressões pessoais de alguém que entende superficialmente de cinema - e nada de interpretação.

A atuação do Brad Pitt é fantástica. Pode ter até irritado, ou não ter te agradado, mas esses não são argumentos válidos para dizer que o trabalho não foi bem feito.

Desculpa a sinceridade, mas você deve estudar mais antes de sair escrevendo besteiras.

Ps. Na cena que você citou, o pai da personagem do Brad não diz que não havia percebido que o filho é louco, e sim o quanto ele é louco. (ou seja, ele é mais louco que o cara pensava - tem que desenhar pra você...)

Geisy Almeida disse...

Olá, Gabriel.

Talvez você não tenha lido o meu perfil: em momento algum eu me proponho a fazer comentários como se eu fosse realmente uma crítica de cinema, afinal não sou gabaritada para tanto. Meu estilo é amador simplesmente porque sou amadora. =) Amo filmes e tenho um certo conhecimento da área (inclusive de atuação, se me perdoa o abuso), mas não pretendo ser dona da verdade ou saber mais que todo mundo.

O desafio desse blog é nos fazer ver mais coisas, diferentes do que estamos habituadas a ver, e aprender com todos os filmes que vemos. Se você não notou, não falamos apenas dos filmes ditos cult - nos interessamos por (quase) todo tipo de gênero e abrimos espaço para diálogo com outros blogueiros, que saibam tanto quanto nós ou até mais. Toda opinião é bem vinda.

Nós do blog acreditamos que opiniões devem ser compartilhadas e respeitadas, discutidas com leveza e sempre no intuito de acrescentar. Você foi bastante sincero em sua opinião, e até tentou ser educado - é o mesmo que faço aqui. Mas confesso que o comentário realmente me deixou um tanto constrangida. Não precisa desenhar pra mim a cena, nem me mandar estudar mais antes de falar besteira por aí. Discorde de tudo o que escrevi, apenas respeite minha opinião. Se tiver algo mais a oferecer, diferentes pontos de vista - como outros colegas fizeram nos comentários acima, por favor sinta-se à vontade para fazê-lo. Sempre haverá lugar no nosso sofá e pipoca quentinha para quem quiser brincar junto com a gente. =)

p.s.: este blog propõe-se somente à uma reflexão sobre o que assistimos, e, eu em particular, não tenho nenhum embasamento teórico sobre cinema. Desde meu perfil eu já digo que adoro dar pitacos e que escreveria minhas impressões pessoais sobre os filmes que vejo. Não me comprometi, em momento algum, a dar parecer técnico sobre nada.

p.s.2: só pra citar 3 loucos que vimos aqui para o blog que tem atuações fantásticas (e não caricatas) que me impressionaram muito e que sempre tenho como referência para atuações de loucos/psicopatas/afins: Norman Bates de Anthony Perkins (Psicose), Jack Torrance de Jack Nicholson (O iluminado) e o Coringa do Heath Ledger (Batman, o cavaleiro das Trevas). =)

Anônimo disse...

Acabei de assistir ao filme e pensei que essa inquietude era fruto da minha desatenção em alguns trechos, mas confesso que mesmo que assistisse de novo ainda ficaria com um rombos na cabeça! A única hipótese que eu pensei e que ninguém levantou até agora foi em relação ao Protagonista ter sobrevivido mesmo quando exposto ao virus, creio que ele era um dos poucos imune à infecção. Quanto ao possível final, ainda estou digerindo as informações...

Masterson disse...

Sou da opinião que somente coisas que não ficaram bem claras dão margem à discussão. Há conclusões/opiniões apresentadas aqui que não conferem com o fato demonstrado no filme. Uma delas é a aceitação por um colega que o espaço/tempo é rígido e não é afetado pelo "efeito borboleta". Desculpe mas não há lógica nisso, é impossível voltar no tempo, matar sua mãe por exemplo, e mesmo assim você nascer. A morte do Cole foi planejada e isso demonstra como os cientistas se preocupavam em não alterar o passado (ou vai aparecer alguém aqui falando que a morte dele foi "sem querer"?).

Falar que os cientistas não se preocupam com a humanidade também não faz o menor sentido, aliás pra que o esforço de mandar alguém ao passado com a intenção de se obter o vírus original e poder estudá-lo para tirar o povo do subterrâneo? Pode até ser que eles sejam da opinião que o ser humano mereceu o que aconteceu pelo que fazem a si mesmos, mas é muito diferente de "não ligar" para a humanidade, indo contra à própria existência. Não querer salvar todos no passado não quer dizer que sejam ruins, mas que não podem evitar o que aconteceu.

A missão era: voltar ao passado, colher informações sobre o ponto de disseminação e o disseminador e pronto, não pediram nem para o Cole colher amostras do vírus. Não sei nem porque alguém entendeu isso errado quando é bem claro no filme.

Agora questões que me deixam com a pulga atrás da orelha: um vírus que mata 5 bilhões de pessoas muito provavelmente se disseminou rapidamente, se fosse devagar muitas pessoas se precaveriam e muito mais teriam sobrevivido. Sendo assim, como é possível que houvesse um lugar no planeta que estivesse imune? Se houvesse, concordam que seria em uma ilha bem lá no meio do Pacífico e não justamente no subterrâneo, onde o contágio seria maior por diversos fatores? Seguindo ainda esse raciocínio, como é possível que tenham conseguido levantar recursos e infra-estrutura tão rapidamente a ponto de resolverem problemas de água, energia, falta de luz solar, espaço, comida, etc.? Como no começo sem a infra-estrutura que possuem conseguiram evitar que o vírus se manifestasse ali, sendo que por diversos motivos devem ter precisado sair para resolver os problemas que mencionei antes? Como que, com recursos limitados, conseguiram desenvolver tecnologia para voltar no tempo? Essas questões podem até ser respondidas, mas muito improváveis.

Ah, outra coisa, o ponto de partida do vírus não foi no aeroporto, o disseminador já tinha passado por outras cidades naquela semana e obviamente espalhado o vírus por lá. Mas tudo bem, para o teor da missão que era apenas conseguir o vírus intacto serve esta abordagem.

Detalhe ridículo do filme: a Dra realmente nem olha para a cara do fulano, passam-se 6 anos e ela olha de relance para ele e acha que já o viu antes, até aí blz. Mas chegar no balcão no mesmo instante e ter uma foto do cara na capa do jornal não dá pra engolir não. Ainda mais que a reportagem era sobre o Dr ter sido premiado com o Nobel, que fotógrafo panaca tira uma foto estranha daquela aparecendo um pouco mais da metade da cabeça do assistente. Como diria o poeta da internet, "dá não véi".

Mas no geral gostei do filme.

Anônimo disse...

Assisti esse filme no finado VHS e me xinguei muito por ter perdido a chance de ver esse filme no cinema. Tentando defender um pouco a participação do Brad Pitt, li em algum lugar que o diretor queria essa atuação exagerada e até mandou ele fazer algumas aulas de dicção, para falar com aquela velocidade toda (diz o comentário que o diretor descobriu que só precisava deixar Brad sem cigarros para deixar ele "pilhado" para o personagem).
Sobre algumas dúvidas no post..."e isso foi uma coisa que não entendi muito bem; se haveria erradicação de 5 bilhões de pessoas do mundo, porque escolher ficar? Para onde fugir?", acho que a interpretação da fuga deles deveria ser outra. Os dois são procurados pela polícia, até entrarem no aeroporto, acham que tudo foi um engano e que o exército dos 12 macacos só libertou os animais do Zoo, não haveria mais as mortes. Os dois estavam disfarçados apenas para fugir da polícia e viverem juntos em outro lugar. No aeroporto é que Cole descobre que o assistente está com o vírus, encontra o colega (José) e tenta deter o sujeito. "apesar de ela sequer ter olhado para ele no início do filme, quando autografa seu livro, e de tê-lo visto apenas de relance". O click no reconhecimento é a pequena foto na capa de uma revista, que fala do laboratório de pesquisa do pai do Goines..."reconhecimento da Railly de que era ele ali, vendo-a. Como explicar isso?". Como ela era a psiquiatra dele em 1990, acho que é possível que ele tenha descrito o sonho do aeroporto, com o baleado e a loura. (ela pode ter lembrado do relato naquele momento e soube que ele estaria lá). "Ele fica nisso a vida toda? Quantas vidas ele fica assim?". Essa é uma dúvida interessante e acho que a resposta é um chato "uma". A realidade que a maioria vive é uma linha. A existência dele (e dos outros que viajavam no tempo) é cheia de loops, mas temos que ver as coisas sob o prisma da linha da existência da maioria. A linha vai passando, ele nasce, em determinado momento, ele aparece adulto e criança naquela linha, ele morre, a criança cresce e um dia ele some, voltando ao passado para morrer. A linha continua sem ele.
Porque o cientista, mesmo tendo fugido correndo, não foi preso? (homem armado no aeroporto é igual a correria na certa. Ele poderia até ter sido abordado depois, mas o pânico explicaria a reação, eu acho).
Porque a cientista do futuro não se apresenta para ele como tal? Os cientistas não querem salvar o "mundo decadente e condenado", apenas salvar o futuro dos sobreviventes no futuro, um "recomeço". A dica é a conversa da cientista com o sujeito que soltou o vírus.
Acho que é isso. obrigado pelo post que me fez lembrar desse ótimo filme.

VENNON disse...

Olha, primeiramente, Olá a todos, nem sei se o blogue ainda esta ativo, mas tirei muitas dúvidas também, assisti o filme no final de semansemana quase um ano depois de algumas aqui, gostei muito, mas aqui ninguém respondeu o que era aquela voz que ele ouvia, mas em fim, acredito Vê alguma coisa tenha mudado, mesmo sendo um loop temporal, pois Cole, quando criança, só se lembra dela correndo em direção ao cara morto e nem notando a presença dele no aeroporto, e nessa cena repetindo ao final, ela olha profundamente para ele, mudando assim uma interação.

Sobre os cientistas, eles cometem uma sucessão de erros, e não é premeditado, pois quando mostra a ele a gravação que ela fez, no passadpassado que o mandaram ainda não tinha acontecido, achei esses pontos interessante de se pensar, obrigado

VENNON disse...

Olha, primeiramente, Olá a todos, nem sei se o blogue ainda esta ativo, mas tirei muitas dúvidas também, assisti o filme no final de semansemana quase um ano depois de algumas aqui, gostei muito, mas aqui ninguém respondeu o que era aquela voz que ele ouvia, mas em fim, acredito Vê alguma coisa tenha mudado, mesmo sendo um loop temporal, pois Cole, quando criança, só se lembra dela correndo em direção ao cara morto e nem notando a presença dele no aeroporto, e nessa cena repetindo ao final, ela olha profundamente para ele, mudando assim uma interação.

Sobre os cientistas, eles cometem uma sucessão de erros, e não é premeditado, pois quando mostra a ele a gravação que ela fez, no passadpassado que o mandaram ainda não tinha acontecido, achei esses pontos interessante de se pensar, obrigado

Geisy Almeida disse...

Olá queridos anônimos, Masterson e Vennon. Sejam bem-vindos ao nosso blog.

É interessante ver que já faz 3 anos que eu vi esse filme e comentei aqui as minhas impressões. Meu texto saiu longo e detalhado exatamente porque o filme me confundiu - e eu buscava clarear o que tinha acontecido. Considero ele um "desabafo", e fico feliz de ver que não fui a única que precisou de um bom tempo para assimilar tudo. Até hoje me pergunto se, revendo o filme, eu mudaria minha opinião. Acredito que sim =)

Concordo com boa parte do que Masterson diz, e gostei de saber a curiosidade trazida sobre o processo de criação do personagem de Pitt - realmente não conhecia essa história. Ainda assim, não consigo gostar dessa atuação (sorry!). Quanto à teoria do "recomeço", onde os cientistas não buscavam a não liberação do vírus, mas uma forma de melhorar as chances de sobreviver a ele me parecem razoáveis. Mas também, não me convenceu por completo. Acredito que a expedição científica tinha por objetivo realmente matar os pesquisadores enviados ao passado (visto que todos os outros pesquisadores nunca voltavam do indulto) para apagar algum tipo de rastro. Do quê, não faço ideia!

E Vennon, concordo que a interação da
dra Railly com o pequeno Cole também foi importante. Ela parece "se ligar" do que realmente tá acontecendo ali, mas não tem tempo para mais nada quando Cole é atingido pelos policiais. Será que ela conseguiu ligar todos os pontos que nós ainda não conseguimos?

Obrigada pela visita, e voltem sempre! Nosso blog ainda está ativo - e enquanto houver filmes bacanas que a gente ainda não viu, nós estaremos por aqui ;]

Lucas disse...

Olá, primeiramente quero parabenizar o desenvolvimento da discussão de forma bem agradável e construtiva; Geisy, continue assim!
Pra ser bem sincero, ao ler tantas especulações por parte dos participantes, fiquei muito mais confuso do que quando terminei de assistir ao filme (frustado).

Pode ser que exista uma chave que explique todos os acontecimentos, mas também uma trollagem do diretor. Algo simplesmente para deixar um legado mais prolongado da obra.

Tive a sensação do filme estar bem próximo da idéia dO Predestinado, que também é um filme muito bom (e que felizmente, se você pesquisar sobre, consegue explicações confortantes e que aparam as arestas).

Abraço!

Geisy Almeida disse...

Olá, Lucas! Seja bem vindo!

Acho que você chegou a uma conclusão mais parecida com a minha - o que é bem reconfortante, diga-se. Creio, sim, que o diretor não buscou dar nenhuma resposta e que a ideia seria deixar cada um ter sua própria teoria sobre presente, passado e futuro. Nós, curiosos que somos, é que continuamos tentando achar alguma grande resposta final.

A dica de filme já está anotada, não conhecia esse título. Assim que possível procurarei por ele. ;)

E, convenhamos, não haveria discussão se não houvesse a participação dos nossos queridos leitores, certo?! Então, eu é que agradeço - em nome de toda a equipe do Dvd, Sofá e Pipoca, pelos comentários ^^

Beijos, valeu pela visita. Sinta-se em casa, volte sempre! =)

Anônimo disse...

Nada a ver

Anônimo disse...

Peifeito. Exatameente isso. E ele tendo sido reconhecido Como heroi no futuro com o problems do virus solucionado, poderia perfeitamente ganhar uma passagem so de Ida?! Volta pro passado e cover com sua Amada. ( com a vagina contra o virus). E aquele momento se tornaria um lapso temporal e todos viveram felizes Para sempre. Ha muleque.

Anônimo disse...

Quanto a observacao sobre a contaminacao no aeroporto. Nao you've pois o cientista fosse Para o guards cheirar o frasco e ele nao quiz. Ports to isso explica o fato do garoto ter sobrevivido. Nao you've contaminacao inicial Ali, e SIM nas cidades Para once ele comprou passagens.

Leonardo Lael disse...

A cientista volta no tempo e pega o vírus, reparem que ela tem a mesma aparência no tempo presente do filme, a missão de Cole era apenas descobrid

Leonardo Lael disse...

A cientista volta e pega o vírus, pois ela está com a mesma aparência no tempo presente do filme 2035. A missão dele era só descobrir quem disseminou o vírus, para aí os cientistas agirem.

EDIMAR disse...

E ai galera,
Eu assisti esse filme pela segunda vez e confesso que na primeira ele deu um nó na minha cabeça kkkkk.
Eu assisti e depois pensei muito e nem dormi direito com tanta duvida na minha cabeça. Mas após muito ver rever e analisar as cenas detalhadamente cheguei a uma conclusão que se encaixa em todas as partes da trama.
Vamos analisar alguns pontos:
1 – Cole e um garoto que presenciou uma cena de crime em um aeroporto.E a partir daí ele começa a desenvolver uma fantasia pois já sofre de problemas psicológicos. ( observem como ele fica impressionado com a cena do homem morrendo, e como a cena se repete em sua mente ao longo do filme com personagens diferentes e como no final ele observa atentamente o avião). Como a psiquiatra disse: você esta tendo a mesma fantasia e só esta trocando os personagens.
2- Não existe vírus, futuro apocalíptico nem terrorista nem cientistas.Tudo não passa da fantasia de Cole que presenciou uma cena de crime. O hospício e a psiquiatra existem, mas só nas cenas reais de internação e consultas. E a psiquiatra é uma pessoa real que o trata com carinho e atenção e por isso ele logo a inclui em suas fantasias.
3-Ele cresce e se torna um adulto violento e problemático e é realmente internado em um hospício. Lá ele conhece pela primeira vez a psiquiatra, por quem se apaixona e então associa seu rosto ao da mulher do aeroporto que estava tentando socorrer o homem baleado. Prova disso e o fato de ele associar o rosto de Brad Pitt “que é completamente louco” ao terrorista. Ou o rosto da corretora de seguros que estava no aeroporto “que era uma figura marcante” ao de uma cientista de suas fantasias.
Em resumo toda a historia de ficção se desenvolve a partir da fantasia criada por uma criança que se torna um adulto problemático e toda a parte real é a vida desse adulto “Cole”seja nas ruas ou seja no hospicio.

Julio Cesar disse...

O filme Os 12 macacos nada mais é do que diagnósticos de pessoas paranóicas e esquizofrênicas feitos apartir da década de 90. Na realidade a trama e o desenvolvimento da história se trata de trantorno de personalidade paranoica e esquizofrenica. Percebe-se isto logo no início do filme quando uma mensagem de texto é redigida na tela, apesar do filme ser muito rico em informações sobre teorias da conspiração, a tal complexa viagem no tempo e a grande preocupação de pessoas que utilizão teoria e empirismo baseado na psicologia, Terry Guillian deixa quase tudo oculto no desenrolar da longa metragem estas questões de transtornos de personalidade, ou seja a viagem no tempo, destruição global atraves de arma biologicas e outras demais coisas ñ passava de alucinações na consciência de pacientes em tratamento. Na minha opnião 12 macacos se trata apenas de diagnosticos feitos em clinicas sobre pessoas com problemas de transtornos de personalidade . " Somente pessoas paranoicas e esquizofrênicas dominão a complexa capacidade de poder "Viajar no Tempo" !!!

Julio Cesar disse...

O filme Os 12 macacos nada mais é do que diagnósticos de pessoas paranóicas e esquizofrênicas feitos apartir da década de 90. Na realidade a trama e o desenvolvimento da história se trata de trantorno de personalidade paranoica e esquizofrenica. Percebe-se isto logo no início do filme quando uma mensagem de texto é redigida na tela, apesar do filme ser muito rico em informações sobre teorias da conspiração, a tal complexa viagem no tempo e a grande preocupação de pessoas que utilizão teoria e empirismo baseado na psicologia, Terry Guillian deixa quase tudo oculto no desenrolar da longa metragem estas questões de transtornos de personalidade, ou seja a viagem no tempo, destruição global atraves de arma biologicas e outras demais coisas ñ passava de alucinações na consciência de pacientes em tratamento. Na minha opnião 12 macacos se trata apenas de diagnosticos feitos em clinicas sobre pessoas com problemas de transtornos de personalidade . " Somente pessoas paranoicas e esquizofrênicas dominão a complexa capacidade de poder "Viajar no Tempo" !!!

Anônimo disse...

Kkkkkkk agora é fácil !!!

Anônimo disse...

Desculpa gente na boa, mas parece que a maioria de vcs não viu o filme a começar da autora. Geisy vc inventa perguntas que o filme nem oferece pra criar dúvidas em cima ... Gente com todo respeito eu não sei como vcs viajaram tanto... Eu vi i filme hoje depois de muitos anos e entendi... O que realmente me deixou confusa foi a capacidade de vcs não terem entendido .... na boa.... Peloamordedeus o cole foi mandado pra identificar o vírus original e não evitar que ele fosse espalhado. Esse ponto é simples e foi DITO no filme ... Nem precisa interpretar... Só LER a legenda... Vcs criaram algumas discussões baseadas em coisas que vcs viram errada na porra do filme

Fabiane Bastos disse...

Querido anônimo,
Aliais, se você é tão entendedor das coisas, porque não se identifica para darmos o crédito que seu conhecimento merece?

Acho que você precisa algumas aulas de percepção, interpretação e análise cinematográfica. Tudo é passível de interpretação, caso contrário não seria arte, e não teria sentido em existir, pois esta é sua função nos fazer pensar.

Quanto ao que cada um percebeu, aprendi com um crítico renomado uma vez: nada que você percebe enquanto assiste, é errado, ou não deveria ser percebido. É apenas mais uma vertente.

Talvez seja você que precise rever seus conceitos. Uma dica, comece pelo linguajar e por assumir o que diz. Assine!

Cara colega blogueira Geisy, passo o bastão da moderação de volta para você!

EDIMAR disse...

Ola fabiane, eu concordo que o comentário e grosseiro. Mas so tem um problema, o comentário não e meu. Sinto muito, nas levei a culpa por um crime que não cometi.

Fabiane Bastos disse...

Não saquei Edimar?
Em nenhum momento me referi à você no comentário acima. Aliais comecei com um "Querido anônimo", em que momento pareceu que pus a culpa em você?

Desculpe se vc entendeu errado, mas o comentário foi destinado única e exclusivamente ao anônimo que comentou logo antes de mim.

Até,

EDIMAR disse...

Ok. Devo ter confundido. Mas ainda assim tem meu apoio.

Fabiane Bastos disse...

Valeu Edimar!!!
Continue pensando cinema...
... até breve!

Geisy Almeida disse...

Olá, Leonardo Lael, Julio César e Edimar. Obrigada por continuarem o nosso debate de forma interessante e saudável.

Leonardo,
a cientista realmente aparece pegando o vírus. O que nos intriga é o porquê dela fazer isso ;)

Edimar,
esse seu ponto de vista (de que tudo é um distúrbio na mente de Cole, a criança impressionada por um evento no aeroporto que resulta em tragédia) é bem convincente. Até a aparente falta de sentido dos acontecimentos durante o longa são bem encaixados nessa teoria, já que a mente da criança não é capaz de identificar todos os detalhes do tumulto e o tempo e a paranoia cumprem o papel de complementar as lacunas baseado em medo e insegurança. Prometo assistir ao filme uma outra vez sob esse novo prisma, para ver se aceito essa teoria.

* repare que ainda não abandonei a minha teoria principal, de que a estória foi criada para que o espectador criasse sua própria teoria e seu próprio final ;)

Júlio César,
pela sua teoria, compreendi que, então, o que chamamos de futuro seria apenas uma ilusão paranoica. Mas então seria um surto paranoico? Todos estariam envolvidos na paranoia ou somente os que viajam no tempo? As supostas viagens são parte do tratamento? Sua teoria deixa boas perguntas, e é bastante interessante - embora eu, particularmente, não a considere muito plausível.

Muito obrigada pela visita, pessoal! Até breve! =)


P.s.: à ilustríssima Anônima lá de cima, dedico apenas um parágrafo. Se você acha que não precisa interpretar nada do que vê ou lê, então não adianta tentar argumentar. Existe um princípio básico da Comunicação que relaciona a mensagem (o que se quer dizer), o meio (a forma como se passa a mensagem) e os agentes emissor (quem cria e/ou envia a mensagem) e receptor (aquele que recebe a mesma). Se uma simples ideia precisa de um caminho tão longo para existir, tão dependente e refém de tantas possibilidades para ser compreendida, como poderíamos nós somente julgarmos que "é o que está ali e pronto"? Não duvide da capacidade alheia de perceber coisas que você não viu se você mesma não é capaz de julgar nada como verdade absoluta (porque ninguém o é). Se você tiver alguma opinião relevante sobre o tema, algum argumento consistente, por favor, retorne e participe de nosso debate. Fazemos questão de ouvir todos os lados da estória. Agora, se só o que você quer é destilar seu ódio, ofender gratuitamente as pessoas, utilize a internet a seu favor: há uma gama enorme de coisas e lugares melhores pra você se entreter.

EDIMAR disse...

Olá,Geisy, Leonardo Lael e Julio César

Muito legal os comentários. Bom fazer parte dessa turma. Mais legal seria um dia fazermos um encontrão, para vermos e discutirmos sobre essa arte tão maravilhosa.
Bom vamos lá. Pra começar eu quero deixar bem claro que minha teoria não e a verdade absoluta, de fato ela praticamente não deixa fiapos( pelo menos eu não achei). Mas o fato e que e apenas mais uma dentre tantas e foi a única que me permitiu dormir em paz. Kkkkk

Caro Leonardo, dentro dessa teoria a cientista no avião junto com o terrorista já seria imaginação do menino. Repare que ela se apresenta super simplesmente ao suposto terrorista. Não transparece em nenhum momento que ela seja uma cientista visando pegar o vírus e sim uma simples corretora de seguros.

Caro Júlio César, dentro dessa teoria todo o processo da alucinação tem inicio no aeroporto após o menino ver o crime. Lembre-se que a psiquiatra disse ao cole no hospicio( e a mesma fantasia, você so esta mudando os personagens). Veja que na primeira fantasia ele desenvolve no aeroporto usando as pessoas que estão no aeroporto. Depois de adulto ele esta nas ruas e é Achado preso e internado. Ja no hospicio ele começou a usar as pessoas de la para desenvolver a mesma historia. Toda a parte de viagem no tempo tem inicio quando ele está No isolamento e sem possibilidade de fugir. Ai a única saída e viajar no tempo novamente.tudo que se desenrola a partir dai e ilusão ele esta no isolamento preso e delirando o tempo todo.

E ai Geisy,Sou seu fã. como eu disse acima essa e só mais uma teoria. Faça isso mesmo assista novamente e vamos continuar desenvolvendo esse assunto tão interessante. Assista também Enemy o homem duplicado de 2013. Ótimo filme com margem para grandes debates. Muito bom mesmo.
No mais é isso ai, fiquem com Deus e obrigado por me permitirem participar dessa conversa tão bacana.

Ricardo Diego Nunes Pereira disse...

Também creio que há paranoia com realidade se misturando nas cenas do filme como se misturam na cabeça do paciente. Acrescente também o motivo de o filme se chamar os 12 macacos: vejam que a imagem da pintura nas paredes na verdade se parece com um relógio e nesse tipo de relógio o tempo é medido com 12 números. Vejam também que há macacos andando na lateral, significando o passar do tempo. Outra coisa: macaco pode significar pensamentos, como referência àquilo que habita a mente do ser humano. Os 12 macacos: o tempo visto de forma desordenada através de um distúrbio psiquiátrico, onde passado, presente e futuro são momentos de flashs traumáticos e retroalimentados.

Ricardo Diego Nunes Pereira disse...

Vejam a imagem aqui, há inclusive seta para as 12 h e pontos de horários: http://ciborguesedinossauros.com.br/assista-nove-minutos-12-macacos/

Jéssica Anibaletto disse...

Oi pessoal, minha análise é a seguinte: as viagens no tempo são reais e comprovadas por evidências, como o cartucho antigo retirado no ferimento da perna, a fotografia e outras. A intenção do autor é despertar uma paranóia coletiva nos espectadores, através da sugestão de que os loucos das nossas ruas, aqueles profetas do apocalipse, podem não ser loucos e sim, viajantes do futuro mal compreendidos. O que o autor quer, é que vc saia por aí procurando cartazes dos doze macacos, o que não acontecerá hoje pois passamos de 1997, e que vc questione se o que um louco esquizofrênico diz é loucura ou tem fundamento, afinal, como diz o vilão diz, vamos acabar com o mundo indo às compras. A extinção se dará pelo nosso modo de vida, e o jeito de pensar dos loucos, soltando animais ou vírus pra reduzir a humanidade, são as verdadeiras formas de salvar a humanidade.

Saulo disse...

Salve rapaziada!
O filme é ótimo e aqui vai meu ponto de vista.

O Filme não explica se o futuro é IMPOSSIVEL de se mudar, pois ja era um plano dos cientistas futuristas que o virus apenas fosse descoberto para estudo, e não impedi-lo de se alastrar.
Sendo assim, o envio de José foi para convence-lo a ter uma atitude drastica pra acabar Morrendo mesmo. (Se o futuro poderia ter mudado, ou o virus poderia ser impedido de disseminar... Não da pra saber. O que da pra saber é que os cientistas NÃO queriam isso! Pois comprometeria até mesmo a realidade em que eles estavam!

Pois, se o virus não se espalhasse, talvez os cientistas que enviaram James Cole nem existiriam mais. Ou não estariam nas condições em que estavam quando enviaram James.

Mas no final, onde a cientista aparece do lado do portador do virus, fica claro que ela mesma concluiria a missão para que, em sua realidade futurista, ela e os outros cientistas descobririam a cura e salvariam o periodo em que viviam, alem de se tornarem os salvadores da humanidade.


Agora, quero compartilhar minhas duvidas...

1º - Por quê James tinha visões onde o homem que carregava o virus era o Jeffrey (Brad Pitt) e não o cientista que aparece no final do Filme? Qual o motivo dessa distorção?

2º - Como saber o que é o Presente? No caso, o presente é onde James aparece inicialmente: em uma cela, em dois mil e quartenta e pouco. Mas a dimensão na qual ele volta (1990), todos acreditam estar no presente. Sendo assim, seria possivel um cientista mais futurista ainda aparecer ali no sub solo (em 2040 e tantos) e dizer que até mesmo o futuro devastado era o passado?

Wu disse...

Devido à sensibilidade às condições iniciais, o Acontecimento da morte de Cole nas duas extremidades do continuum-filme-tempo reverbera como uma auto-regulação, estrutura dissipativa, ou até mesmo um atrator, por ser um sistema aberto. O filme pode servir de base para uma Teoria de Campo Unificado, da mesma forma que o meu comentário pode ser totalmente um nada, concomitante à imprecisão de qualquer gotcha para com o diretor dessa obra de arte. Salut

Geisy Almeida disse...

Olá, Ricardo, Jéssica, Saulo e Wu. Obrigada por trazerem novas ideias à pauta.

Ricardo, não sei se concordo muito com sua visão. Acho interessante pensar que, no futuro, a gente vai ter uma sensação diferente do tempo passando, onde já não haverá uma rigidez no que se define o passado, o presente e o futuro. Só não acho que tenha a ver com alguma doença psicológica. ;]

Jéssica, não acredito que a intenção do autor seja despertar uma paranoia coletiva - porém concordo quando você disse que ele quer que nos questionemos se somos realmente sãos ou loucos. Esse questionamento é que nos faz ser humanos e que pode nos salvar da extinção. Será que a humanidade não está ficando tão arrogante e prepotente com a tecnologia que desenvolveu que se acha imune a uma erradicação por vírus? Como lidar numa situação dessas? Acho que foi esse o ponto que quiseram que nós explorássemos...

Saulo, quanto à questão de se mudar o passado ser impossível, o filme não fala mesmo. É mais uma questão de lógica pensar nisso, e, como você disse, se houvesse uma mudança - ainda que mínima - não haveria garantia de que o mundo fosse o mesmo no futuro. Em relação às suas dúvidas, acho que não sei elucidá-las.
Creio que as alucinações de Cole com Jeffrey carregando o vírus fosse alguma informação implantada pelos cientistas na memória dele para que pudesse continuar a investigação de onde eles haviam parado. E eu tomei o "presente" do filme como sendo o presente do Cole, ou seja, o futuro devastado. Acho que seria bem possível que houvesse um cientista do "futuro-do-futuro" pudesse aparecer por lá, mas ainda teria que haver outro evento que justificasse a volta deles - e naquele momento, não havia acontecido nada até ali.

E Wu... Me perdoe, mas acho que não captei nem um terço do que você disse. Se puder explicar com termos mais acessíveis, talvez a gente possa se comunicar melhor. ;]

Obrigada pela visita, pessoal. Continuem acompanhando nosso blog. =)

Rodrigo Saboia disse...

Ele não da a ideia de espalhar o vírus.
Quem tem essa ideia e o auxiliar do doutor goines. O cole não tem nehum contanto com ele, nem direto nem indireto, portanto não poderia dar a ideia de espalhar o virus.

Wu disse...

Só mais uma voz, apenas, dentre dezenas, nesta bela Ágora contemporânea. O filme é dez e nos impele à explana-lo!!! Que fale nós mortais aos tecidos da web e teçamos nossas palavras nesta rede sem teia nem aranha!!!

Anônimo disse...

Eu, como outras pessoas, acredito que o filme é aberto à várias interpretações, cada pessoas terá a sua própria interpretação de acordo com o que acredita ou gostaria de acreditar. A interpretação que eu fiz e que me parece ser a mesma de outras pessoas que comentaram neste blog é que Cole era uma criança já com alguns distúrbios psicológicos e que presenciou uma cena traumatizante, o assassinato de um homem no aeroporto. Isso fez com que ele enlouquecesse ainda mais e ele tentou, em sua loucura e fantasia, buscar uma explicação para tudo isso. Por isso a história louca de voltar ao passado, do vírus, dos doze macacos... Tudo isso era uma criação de sua mente. A cena logo no início no filme da previsão de um paciente do Hospital Municipal de Baltimore e a voz em sua cabeça. Ele era esquizofrênico, ele ouvia vozes.
Mas, como eu disse, está é apenas uma interpretação do filme e há outras evidências que não se encaixam nesta e sim em outra.
Deixei o recado.

Anônimo disse...

Fiquei decepcionado com as interpretações da Geisa, realmente não fazem sentido nenhum, aparentemente eh uma pessoa pouco culta.

A análise da Jessica eh ótima, realmente em poucas palavras chegou mais perto do objetivo do autor..

Quanto a diversas dúvidas referente a Cole pois devido as viagens ele acaba tendo lapsos de uma pessoa esquizofrênica ou até se torna um esquizofrênico e passa a ouvir voses e a confundir as pessoas em seu sonho mesmo porque o cientista terrorista quando está disfarçado no aeroporto con longos cabelos loiros lembrar o brad pitt quando cole invade a festa de discurso de seu pai.

Com isso, pegando como base comentários da Jéssica e do Edmar q diferem bastante em algum ponto.

Eu acho q o autor acabou aproveitando a situação de Cole para mostrar essa visão sobre a análise de pessoas esquisofrenicas porém o "Q" do filme era a missão que foi cumprida por Cole de identificar quem o disseminou.

Posto anônimo por ser mais fácil.

Ass: Pedro Henrique Carecho.

Geisy Almeida disse...

Olá, Anônimo.

Recado recebido! Rs É interessante pensar que o filme seria acompanhar as alucinações de uma mente esquizofrênica, não é? Um ponto de vista original, confuso, caótico e ao qual não estamos acostumados. Para mim, soa como ais uma das infinitas possibilidades que o autor quis dar ao seu filme.

Obrigada pela visita! :)

Geisy Almeida disse...

Olá, Pedro Henrique.

Talvez você tenha confundido minha perplexidade e minha empolgação com as infinitas possibilidades de interpretação que o filme nos deixa com burrice, por assim dizer.

O comentário e a análise da Jéssica foram bem firmes, e mostram como é possível haver uma interpretação mais sólida como também há margem para outras linhas de raciocínio mais maleáveis, como a de outros visitantes que também expuseram seus pontos de vista.

Nós do blog adoramos quando alguém vem comentar o que compreendeu do filme, gostamos de estimular debates saudáveis. Eu gostaria muito de poder debater sua opinião, mas confesso que seu texto confuso não me deu chance de compreender sua ideia.

A gramática tem regras que devem ser cumpridas para o melhor entendimento de ideias expressas, para melhor compreensáo alheia. Entendi que você discordou de mim, mas não pude compreender você porque não soube se expressar direito. Pelo que percebi, você entendeu que a missão de Cole era identificar quem disseminou um vírus letal e que a linguagem escolhida pelo diretor era usar a análise de esquizofrenia como linha de raciocínio, fazendo o espectador experimentar como é viver nesse mundo caótico onde realodade e ilusãose misturam. Certo?

Do jeito como você propôs, me parecem duas coisas separadas, que não se completam. Não entendo porque seria assim, já que o filme flui bem. Além do mais, a linguagem deveria ser um método para se entender o motivo, ou tudo seria despropositado.

Enfim, se quiser elucidar melhor seu ponto de vista, ficaremos gratos em ouvir. Se achar que foi só mais uma bobagem minha, desculpe desapontá-lo novamente. Sinta-se à vontade para voltar e descobrir curiosidades sobre esse e muitoa outros filmes do nosso blog. :)

EDIMAR disse...

caro pedro henrrique carecho. acredito que todos tem e devem ter o direito de expressar sua opinião. mesmo as pessoas de pouca cultura como eu. mas penso tambem que e muito grosseiro da sua parte chamar nossa amiga geisa de inculta. quem somos nós para julgarmos o nivel de sabedoria e de cultura de outras pessoas. fazer tal julgamento de outras pessoas apenas não o dignifica em nada. apenas expõe arrogância!

G@briel Lecoque disse...

Acabei de assistir o filme. Gostei muito, boas atuações e o filme gera perguntas. Não conhecia o blog, e gostei da oportunidade de expressar a opinião. Não li todos os comentários, mas os que li fizeram abrir a mente. Creio que vou meditar muito no filme ainda pra gerar conclusões ou mais dúvidas, rsrs. O que quero compartilhar por enquanto é que ele ouvia uma voz que o chamava de Bob. Não sei se alguém citou esse detalhe. Pode ser uma chave interessante do quebra-cabeça.

Fabio Morato Aiello disse...

Olá, maravilhoso blog... Vejo uma discussão muito interessante por aqui. O fato é que o filme nos deixou com muitas dúvidas, não há como negar como é estranho a voz na mente do Cole, e tbm achei aquele velho banguelo muito estranho... Pq ele deu a Dica para o Cole arrancar os dentes, e em outra cena, é abordado pela psiquiatra e se faz de louco?

Geisy Almeida disse...

Olá queridos Edimar, Gabriel e Fábio! Obrigada por participarem do nosso debate.

Edimar, você disse algo realmente interessante: quem somos nós pra julgar a cultura do outro, não é? Obrigada pelo apoio.

Gabriel, acredite: quanto mais você meditar sobre o assunto, mais vai encontrar motivos pra meditar! Faz quase 03 anos que escrevi essa resenha, e ainda há muita novidade surgindo. Não lembrava da voz chamá-lo de Bob, realmente pode ser uma pista interessante. Se chegar à alguma conclusão, sinta-se à vontade para vir aqui nos contar ;)

Fábio, fiquei intrigada com esse detalhe que você percebeu. Em filmes de espiões, alguns usam escutas presos aos dentes, não é? Será que o louco tentava avisar Cole sobre isso? Será que ele era um dos outros enviados que nunca retornou, e então aprendeu a dançar com a música e reconheceu o comportamento de Cole, foi quando decidiu ajudar e tentou disfarçar?

Viram, mais uma boa teoria! E que venham outras! Rs

Obrigada pela visita, rapazes! Sintam-se à vontadr para explorar nossos outros filmes ;)

Fabio Morato Aiello disse...

Geisy, obrigado pela boa recepcao! Agora que eu vi o comentário do Gabriel, e ele realmente tem razão! A voz, que em minha percepção era a mesma voz do velho banguelo, se dirige ao Cole pelo nome de Bob várias vezes... Que coisa estranha. RS.

Anônimo disse...

Pessoal, acabei de ver o filme ontem. Cole ouve uma voz diversas vezes durante o filme. Essa voz o chama de Bob. Numa das cenas, um mendigo o reconhece como "viajante do tempo" e diz que ele deveria retirar os dentes para não ser rastreado pelos "palhaços cientistas". Cole retira os dentes, mas consegue ser rastreado pelo telefonema que dá no aeroporto. Não entendi porque o mendigo não reconhece a doutora Reilly depois. Referente a eles viajarem, Cole e a psiquiatra: eles pensaram que o vírus não seria espalhado, que tudo era somente para soltar os animais na cidade. Eles realmente pensaram que poderiam viver em paz. Cole, com esse pensamento, não quis voltar ao futuro (que é muito pior do que o presente. Durante todo o filme, ele compara o presente com o futuro, valorizando o ar respirável, a possibilidade de utilizar carros, ouvir música etc.) Referente ao que Cole deveria fazer, sua missão: sua missão era coletar o vírus na sua forma inicial, pois o mesmo sofreu mutações após sua liberação inicial. O assistente do Goines tinha esse vírus em sua forma pura. Cole disse ao Brad Pitt que não poderia impedir o que ele iria fazer, ou seja, Cole não veio pra impedir a disseminação do vírus. "Não se pode mudar o passado", eu só preciso coletar dados para os cientistas poderem analisar e encontrarem uma maneira de voltar à superfície no futuro. E sobre matar o cara ruivo, não seria possível, pois toda alteração feita no passado altera o futuro. Se o cara ruivo fosse morto, talvez muita gente não estaria viva no futuro (inclusive os cientistas). Para que não morressem no futuro, os próprios tinham a visão de não alterarem nada no passado. E sobre morarem no subterrâneos, isso é possível, sim. Existe atualmente um grupo de elite, das pessoas mais ricas do mundo, que já construíram abrigos subterrâneos caso aconteça algo muito ruim. Esses abrigos possuem sistemas complexos para comida, ar e outros. Como só 10% da população sobreviveu, logo se vê que só os da elite sobreviveram. Claro, eles usaram os menos privilegiados (pobres e presos) como cobaias para os experimentos de viagem no tempo. José simboliza os latinos, que são os mais escravizados pelos elitistas atualmente.

Unknown disse...

Bom dia,
Vi que gostaram do filme. Eu, particularmente, adoro filmes que mostram viagens no tempo. Não sei se vocês sabem, mais começou uma série, referente ao film
SERIE OS 12 MACACOS - NETFLIX.
Assistam! Garanto que tirará suas dúvidas.

fellippe mathaus disse...

Assistam a SERIE DO FILME; NOME: OS 12 MACACOS - NETFLIX.
Boa noite.

Rafael Rocha disse...

Ele dá sim a idéia. Na verdade a doutora dá. Ela liga para o pai do goines e alerta sobre o vírus. O assistente dele ouve a história e decide acabar com a humanidade, pelos motivos que ele diz durante a noite de autógrafos da doutora. Então o fato dos viajantes voltarem induz ao lançamento do vírus, esse é o paradoxo do filme

Unknown disse...

Assisti o filme hoje e vim parar aqui em busca de respostas, li todas as versões e confesso que saio com mais perguntas do que as que vim responder. Que filme complexo, vou procurar blogs e sites em inglês pra ver o que a turma de fora diz sobre o filme. Muito boa a discussão de vocês. Se achar algo diferente volto por aqui. Abraço

Att,

Pedro Filho

Unknown disse...

Assisti o filme hoje e vim parar aqui em busca de respostas, li todas as versões e confesso que saio com mais perguntas do que as que vim responder. Que filme complexo, vou procurar blogs e sites em inglês pra ver o que a turma de fora diz sobre o filme. Muito boa a discussão de vocês. Se achar algo diferente volto por aqui. Abraço

Att,

Pedro Filho

Erik Coutinho disse...

#inception

Dinara Lima disse...

Mas na história diz q aoenas 1% sobrevive ao virus e vai ver q ele sobrevive. Tanto q esta adulto no futuro. Aquele sorriso da dra no final p mim eh a esperança de ele fazer algo certo no futuro

Dinara Lima disse...

Gostei desta lógica. A cientista já tinha os dados do virus devido ao cole e retornou ao passado pra pegar a amostra. Entao ha uma esperança (ou n) de ter conseguido ate exterminar o mal futuro ou somente pegar a amostra para estudo

Unknown disse...

Sem falar que a volta de outros viajantes no tempo, faz com que a doutora veja um comportamento padrão entre esses "pacientes" e denomine de efeito khassandra. Acredito que nesse momento surge (ou amadurece) a ideia do assistente em acabar com a humanidade. E o estopim seria como você falou, na ligação.
Existe um diálogo meio confuso entre Goines e seu assistente na hora da ligação que me também confuso.

Unknown disse...

Sem falar que a volta de outros viajantes no tempo, faz com que a doutora veja um comportamento padrão entre esses "pacientes" e denomine de efeito khassandra. Acredito que nesse momento surge (ou amadurece) a ideia do assistente em acabar com a humanidade. E o estopim seria como você falou, na ligação.
Existe um diálogo meio confuso entre Goines e seu assistente na hora da ligação que me também confuso.

Luís Carlos de Paula. disse...

Ja vi esse filme mais de 10 vezes e verei outras novamente , a sua resposta foi perfeita , pena que nem todos enrenderam da mesma forma.

Luís Carlos de Paula. disse...

perfeitamente coesa e correta

Luís Carlos de Paula. disse...

É bom saber que este filme ainda intriga bastante pessoas , o meio digital facilita bastante o debate sobre as cenas. Ja vi mais de dez vezes e confesso que verei outras vezes.
Na primeira vez que vi , não tinha espaço como esse pra ser debatido os pontos de vista.

Johnny disse...

12 Macacos é um dos melhores filmes do seu tempo, muito a frente dele inclusive, um dos melhores do seu gênero. Direção perfeita de Terry Gilliam, atuações soberbas, principalmente do trio Willis-Pitt-Stowe. Christopher Plummer mesmo com pouco tempo de tela, ainda deixa a sua marca.

Brasil (1985) ainda é o melhor filme de Gilliam, mas Doze Macacos não está nem um pouco longe dele.

Sobre a história em sim...deixo abaixo meus argumentos.

Terry Gilliam disse que deixou de propósito algumas pontas abertas sobre o filme, deixando-o passível de mais de uma interpretação. Seria Cole realmente um viajante do tempo ou um louco que tem um complexo de Messias?

O que eu acho:

Enfim de minha parte, acho que o filme ainda assim tem elementos fortes de que James Cole , realmente viajou no tempo em busca de identificar o portador do vírus, suas alucinações parecem ser efeitos colaterais de suas viagens no tempo. Para mim, sim ele é um viajante do tempo que busca identificar quem iria espalhar o vírus que dizimou 99% da humanidade. E ele cumpriu sua missão, ao visualizar o assistente do Dr Goines, isso deixou que a cientista de 2035 viajasse no tempo, em busca de uma amostra do vírus em 1996. Parece que ela conseguiu, deixando implícito de que no futuro, poderia haver uma solução para tal problema. Esse sempre foi o objetivo dos cientistas, resolver o problema em 2035, não em 1996.

Imagino que deixaram Cole morrer, pelo fato de que o mesmo não queria voltar ao futuro. Quanto a Dra Railly , me parece que havia alguma esperança nela de que a tragédia de 1996 poderia ter sido evitada. Sobre seu envolvimento romântico com Cole surge muito mais pelo desespero da ocasião do que algo alegre. Afinal foi a fatalidade iminente que os uniram. Não creio que seja ela a cientista do futuro, se fosse, ela não deixaria Cole morrer.

Sobre a disseminação do Vírus, imagino que tenha sido algo gradual, a ponto de Cole quando criança, estar no local, e não ter sido contagiado. Creio também que o assassinato que presenciou quando criança o deixou instável emocionalmente, a ponto de virar prisioneiro-cobaia no futuro, mas apesar disso, ele sempre mostrou utilidade para os cientistas em 2035.

Em suma, James Cole tem um ciclo de vida linear, presenciará sua morte quando criança, fato que o deixará intrigado, até ser adulto, e precisar viajar no tempo e ironicamente morrer diante do seu eu mais jovem.

Enfim, esse é o meu ponto de vista sobre o filme...mas é também intrigante pensar nas pontas soltas que o longa nos deixa, afinal, a narrativa é vista sempre da perspectiva de Cole



Gil Da Bola disse...

Vai aí minha opinião. Naquela prisão subterrânia todos eram malucos,o Cole era o mais habilitado para a missão de resgatar o virus. Eles eram cobaias dos cientistas. A maquina do tempo muito precária os jogava no tempo errado o tempo todo. Cole era traumatizado pelo evento do aeroporto. Quando ele resolve tentar salvar a humanidade a missão fracassa e ele tem que se eliminado,mas pra isso tem que ser retornado ao tempo certo,o que a maquina,meio que analógica, dificulta o projeto colocando-o em varias épocas diferentes. Os cientistas não sabem, mas ele já sabia o verdadeiro proposito de sua missão e seu tragico fim, que presenciou quando criança no aeroporto. Os malvados cientistas até botaram outros prisioneiros no encalço de Cole para garantir sua eliminação ou salvando-o para que não morresse no tempo errado. Vale lembrar que ele foi resgatado quando se encontrava acorrentado no hospicio. No final cole tenta desesperadamente deter o maluco com o virus e morre pelos seguranças pois o cara que os cientistas puseram no momento para matar Cole entregou-lhe a arma e ameaça matar a Kathryn caso ele não tentasse impedir saída do maluco com o virus, desobedecendo a ordem dos cientistas. Quando essa mesma cientista que indicou Cole chega junto do sujeito com o virus no avião meio que respira aliviada, pois por pouco quase tudo daria errado. Ela só não sabia que o Cole tava alí, criança vendo tudo e provavelmente esse fato fez ele em algum momento inverter seu papel no esquema dos cientistas no futuro. Então a humanidade por certo não foi dizimada por aquele virus. Pode ter sido pela ação dos 12 Macacos mesmo, que poderiam estar na mesma prisão do Cole,afinal só tinha maluco alí.

Anônimo disse...

Olá, realmente é muito difícil de se entender, porém nao estou de acordo com que sejam somente "alucinacoes" e pessoas com doencas mentais, é suficiente pra mim, para acabar com essa teoria, dizer que uma "alucinacao" (desculpa estou sem c cedilha e sem tio, notebook español) seja de que tipo for, auditiva, visual, etc, tais alucinacoes sempre aproveitam um material que já está na memória de tal indivíduo e vamos lá, cada coisa que poderia ser uma alucinacao por parte do protagonista nao poderia também existir na memória da psiquiatra, isso é um de muitos motivos que poderia dar para dizer que o filme nao gira em torno disso.
O filme entao enfoca o fato de que a raca humana foi praticamente extinta por um vírus liberado no ano de 1996 e que existe uma maneira de voltar ao passado, e logo ao futuro. Muito bem, o protagonista entao recebe a missao de voltar ao passado pra conseguir informacoes e até, se possível, uma amostra do vírus pra que os cientistas no "futuro" consigam de alguma maneira voltar a povoar a superfície terrestre. O filme se desenvolve e Cole acaba acreditando que ele na verdade tem culpa de que um louco (para o qual diz sobre a extincao da raca humana por um vírus em 1990 enquanto estava internado em um hospício) esteja executando todo o plano de liberacao do vírus, mas nao, o verdadeiro vilao era um cientista que trabalhava com o pai do louco (Brad Pit), tal cientista que nunca foi induzido a isso se nao que já tinha planejado tal fato há muito tempo. Bom no final do filme no aeroporto, Cole acaba ligando para o mesmo número e dá a informacao de que o tal Exército dos 12 macacos nao tem nada a ver com o vírus e pediu que os cientistas do futuro esquececem isso, com a idéia de que se concentrassem em outra causa, essa informacao até entao no futuro nao existia e a partir desse momento a história estava sendo mudada. Quando termina a ligacao Cole se encontra com um companheiro com o qual estava preso em celas no comeco do filme, esse companheiro diz pra ele que receberam a mensagem dele e que agora ele podia se tornar o herói se quisesse, foi a primeira tentativa dos cientistas de mudarem o passado, dando-lhe uma arma á Cole para que impedisse o verdadeiro "terrorista", porém ele falha na missao de impedir-lo mas acaba identificando tal pessoa e seu companheiro, até onde eu sei, nao sabia da identidade do terrorista porém ao presenciar toda a cena pôde voltar ao futuro e entao dizer aos cientistas quem era o responsável da quase extincao humana. Cole nao poderia mais "voltar" ao futuro porque tinha retirado o único modo que os cientistas tinham para trazêr-lo, o rastreador em seus dentes, isso determinou a sua morte e que esse fato nao poderia ser mudado.
Entao os cientistas já sabendo quem era o verdadeiro vilao, mandaram uma senhora para o passado, sim, a que estava ao lado do terrorista assim que ele se senta em sua poltrona, identificando-se como corretora cuja missao principal era conseguir a amostra do vírus que ele carregava.
Meu nome é Wallison Huan Castro e esse é meu ponto de vista.

Julia Silveira disse...

Não sei se o blog ainda está ativo, mas acabei de ver o filme e encontrei esse post. Pelo que vi no filme e li nos comentários, cheguei à seguinte conclusão: Cole realmente viajou no tempo. Ele ter ido parar na Guerra não deixou muita dúvida sobre isso. E acho que a cientista do futuro NÃO era a dra. Railly. A cientista só escolheu especificamente o Cole porque ele, quando menino, já tinha presenciado aquela situação. Sobre ele ter visto de várias formas diferentes o sonho, com pessoas diferentes: acho que as pessoas iam mudando enquanto a realidade não estava fixa. A partir das decisões que ele tomou, primeiro ele fixou a dra. no aeroporto, e depois percebeu que era ele mesmo. Outras pessoas que ele teria visto no sonho poderiam realmente ter sido se as escolhas fossem outras.
Não acho que os cientistas queriam que ele morresse, nem queriam o fim da humanidade, mas preferiram não alterar o passado, deixando Cole morrer como incentivo para o Cole criança virar o Cole traumatizado do futuro. A missão dele sempre foi só pegar uma amostra do vírus, e isso a cientista faria se aproximando do 'vilão'.
A única coisa que, pra mim, ficou sem explicação, foi a voz que ele ouvia. O mendigo poderia ser essa voz, mas ele depois não reconhecer a médica foi estranho. Pode ser que, quando o vemos inicialmente, ele já tenha visto Cole por ser do futuro, mas quando a médica tenta falar com ele sozinha, ele não a reconhece porque acabou de viajar para o passado. Quer dizer, a primeira vez que o vemos é, na verdade, a segunda viagem que fez. Mas como Cole tinha essa voz na cabeça? Poderia ser uma alucinação por causa das viagens.

Anônimo disse...

Exatamente, acredito que o cara que liberou o vírus já estava contaminado quando entrou no avião, devido ao manuseio que ele teve que fazer para passar com a maleta pela segurança. Logo, a cientista (que teria vindo do futuro) consegue uma amostra do vírus ao apertar a mão do sujeito dentro do avião. Na verdade eles nunca quiseram mudar o passado, queriam melhorar o futuro.

Geisy Almeida disse...

Olá! Fiquei um tempo sem observar os comentários aqui, e agora tenho qs 20 comentários pra responder! Então, a resposta vem em dois comentários, ok? ;] *Vou tentar nomear as respostas à galera aqui, pra ninguém se perder.

Vamos lá:

#1 aos colegas q indicaram a série do Netflix: saibam q ela está na minha lista ;]

#2 lendo comentários também no nosso post do Faceboook (nos encontrem lá tb!), vi mais uma teoria: mt gente falou sobre a morte de Cole ser previamente marcada, como se os cientistas precisassem q ele morresse pra fechar o ciclo - alterar o passado não seria uma boa, e a missão dele era somente coletar o vírus original mesmo e ponto. Devo concordar com isso.

É + ou - o q o "Anônimo" disse. Eu concordo em parte por achar q, sim, a morte dele já estava programada - mas o filme se trata de como ele cria a consciência de q está sendo usado e como tenta impedir isso de acontecer.

Vi q o Rafael Rocha concorda comigo quando entende q a volta de Cole cria o paradoxo para a disseminação do vírus: ora, se ninguém voltasse do futuro dizendo o dia, hora e local onde um vírus mortal seria espalhado (e q resultaria na dizimação de 99% da população da Terra), será que isso teria acontecido?

Pedro Filho tem a mesma sensação q eu: toda vez q leio e releio o meu próprio texto e os comentários/teorias de vcs, acabo ficando com mais dúvidas do q certezas! Erik Coutinho, sua simples hashtag pode ser uma boa solução: e se tudo não passou apenas de um sonho dentro de um outro sonho?

Dinara Lima, acredito q o menino Cole tinha sido um dos sobreviventes, sim. O q me intriga é pensar q todos os q estavam nas gaiolas com o Cole também tenham sido sobreviventes - e justamente por serem "imunes" ao vírus tenham sido usados como cobaias pra pesquisa científica (q não se importava em nada de perder cobaias no caminho, contanto q obtivessem uma amostra do vírus original. O sorriso da doutora pode ter sido, sim, o de esperança/vitória: dsd o início o q eles querem é a amostra original pra tentar produzir uma vacina eficaz e trazer a humanidade de volta pra a superfície. Mas, a q custo? Não me pareceu q a equipe seja benevolente... ;]

Outro colega Anônimo levanta um tópico interessante: a ligação da doutora Riley seja o estopim para o cientista disseminar o vírus, mas pode ser outra motivação. E se, na verdade, ele estava tentando fugir com o vírus antes q ele caísse em mãos erradas?

Luís Carlos de Paula, obrigada por me compreender! Rs Espero q as pessoas compreendam q nem todo filme é pra deixar uma resposta matematicamente exata pra nós, espectadores.

Geisy Almeida disse...

**RESPOSTÃO PARTE 2

Johnny, não sabe o quanto me deixou aliviada com essa informação: ter o próprio diretor dizendo q deixou pontas soltas de propósito me faz crer q EU não estou louca! rs Concordo qdo diz q o objetivo dos cientistas era resolver o problema no futuro, e não no passado, mas sou obrigada a discordar qdo alega q a cientista deixou Cole morrer "porque ele não queria voltar". Se fosse para deixar ele aproveitar a vida com a dra Riley, que fosse em outra época anterior. E, dependendo das intenções da doutora com o vírus no futuro (quem aí acredita que a vacina seria distribuída gratuitamente para todos?), a morte dele poderia ser interpretada como uma "queima de arquivo" - especialmente se o plot de "morte anunciada" de Cole for mesmo verdadeiro. Também achei estranho você considerar "linear" o ciclo de vida de um cara q assiste à própria morte...

Gil da Bola, interessante esse seu pensamento: e se toda essa confusão aconteceu porque a máquina do tempo tinha defeito? A imprecisão dela é que causava todos os transtornos nos cobaias. Também concordo q os outros ajudantes seriam usados para auxiliar Cole a morrer no tempo certo, o q é bastante cruel - assim como é perturbador acreditar q Cole já sabia do seu fim... Quanto aos 12 Macacos estar envolvido diretamente na ação da disseminação do vírus, eu discordo: eles eram maluco, sim, mas do tipo inofensivo.

Wallison Huan Castro,também acho q dizer q "td é alucinação" é complicado: justamente pq a doutora se lembra de coisas q deveriam ser só uma alucinação de Cole; mas se ela é parte da alucinação, então ela também deveria compreendê-lo. Mais um paradoxo maravilhoso do filme! Quanto à sua percepção do final do filme, realmente tinha passado por esse detalhe: ao retirar o rastreador, não haveria mesmo como os cientistas retornarem Cole ao futuro. A morte dele ser uma fatalidade advinda desse fato - sendo q foi logo dps da ligação q informa q as pistas sobre os 12 Macacos era falsa e q o verdadeiro vilão era um cientista - é por demais intrigante! Talvez ele tivesse uma chance de se salvar se não tivesse arrancado o rastreador, não é?

Julia Silveira, tb nunca acreditei q a doutora do futuro fosse a dra Riley, mas n sei se acho mesmo q Cole voltou no tempo. E se, na verdade, o futuro do Cole for uma alucinação da criança traumatizada? Isso faria sentido qdo vc diz q teria sido o pequeno Cole quem escolheu as identidades das pessoas que viu no aeroporto. Daí qdo vc se questiona sobre as vozes q Cole escuta na cabeça, fica mais fácil acreditar q Cole viajou no tempo e q essas vozes podem ser alucinações colaterais ou algum tipo de consciência tentando despertar/alertar Cole (podendo ser a dele ou a dos próprios cientistas que o monitoram e tem informações privilegiadas). Como definir o q realmente aconteceu? É isso o q acho fascinante nesse filme, e o q venho pregando dsd o início: esse filme veio pra confundir, não pra explicar. ;]

Anônimo, interessante sua observação da dra conseguir o vírus naquele aperto de mão. Isso pode significar muita coisa no futuro. Quanto ao "mudar o passado", eu acredito q não tenha sido plano dos cientistas, não - mas uma decisão pessoal de Cole. Ao ver que ele tinha a possibilidade de impedir aquele futuro horroroso, ele pensou "por quê não?". Intrigante observar esse trecho de tempo, testemunhar as criações de paradoxos e perceber as infinitas possibilidades - e as impossibilidades - de se mudar a coisas, não é?

Então, é isso. Espero ter respondido (ou confundido) vcs rs. E como hoje é Dia do Orgulho Nerd, não poderia me despedir de outra forma:
"Até logo, e obrigada pelos peixes!" =]

Arte C Estúdio disse...

Comentários infinitos! Adorei o filme e acho que tudo em sua história se baseia em não alterar o passado, visto que se Cole volta no tempo para impedir a existência do vírus, toda tentativa será um fracasso. Afinal, se não há mais vírus (supondo que ele voltou no tempo e impediu a disseminação do vírus) porque o Cole do futuro teria necessidade de voltar no tempo?
Acho que depois do tiro, ainda antes de morrer, ele voltou para o futuro contaminado. E seu corpo infectado foi usado para estudar a forma primitiva do vírus, antes da mutação. Se de 1917 pra 1996 ele conseguiu transportar uma bala na perna, pela lógica do filme uma doença também poderia vir com ele.
Mistério! Reticências! Rs... Um ótimo filme pra distrair e tentar adivinhar o que os autores quiseram dizer. Parabéns pelo texto!

Geisy Almeida disse...

Olá, Arte C Estúdio!

Eu também acredito que a estória se baseia em não alterar o passado, e por isso que foi necessário que Cole morresse quando ele tentou justamente fazer isso (ele toma consciência do que é a disseminação do vírus e tenta impedir, mas se ele é bem sucedido na empreitada todo o futuro não existirá mais). Por isso fiquei intrigada com o real "por quê isso tudo?". ;]

Grata pela participação! Fique à vontade para dar uma olhada nos nossos outros posts. ;]

Azrael_I disse...

Não li todos os comentários, mas só fazendo um adendo: no aeroporto, na banca de revistas, a doutora Railly vê em um jornal a foto do pai do Jeff ao lado do seu assistente, o cientista que iria liberar o vírus. Ela então percebe que o assistente tinha acesso ao vírus e ao ver ele no aeroporto entende tudo.

Quanto ao Cole ter estado no aeroporto quando o vírus foi liberado, não significa necessariamente que ele (ou qualquer outra pessoa) teria pego a doença automaticamente. Tomando como exemplo o vírus da gripe ou o do Ebola (dois dos vírus com maior grau de contágio) , só seria possível para Cole pegar a doença se tivesse tido contato direto ou próximo com o guarda que foi exposto com o tubo de ensaio aberto; vale lembrar que no final mostra Cole fora do aeroporto, o que é um sinal de que ele tenha saído do aeroporto sem ter tido contato com o guarda ou com qualquer outra pessoa que o tenha tocado (ou antes que o vírus se incubasse e reproduzisse, pois isso leva algum tempo mesmo nas doenças mais letais ). Tem ainda a questão de que o vírus sofreu uma mutação que o tornou letal e aparentemente incurável (lembrando que o cientista tinha a forma inicial do vírus, que era o que os cientistas do futuro queriam, e esta forma poderia ser fraca demais para inicialmente contaminar uma área do tamanho de um aeroporto em poucos minutos). Uma outra hipótese plausível é a de que Cole seria imune ao vírus (lembrando que mesmo na vida real existem pessoas imunes a vírus como Ebola e até HIV), ou pelo menos a forma primária do vírus, antes da mutação, o que explicaria por que ele é um dos poucos sobreviventes no futuro.

Unknown disse...

Após ler alguns comentários, eu tbm cheguei à uma conclusão!! Muitos falaram que o fato se repete em um cículo contínuo, mas eu discordo, no início do filme, se não me engano, a msg achada só aparece a psicologa, oque leva à todo o ocorrido e talz; mas no aeroporto, Cole tbm manda uma msg (que não aparece no inicio do filme, se não me engano) flnd que os 12 macacos não tem relação com o virus; oque pode indicar que, o filme realmente começa no final, qnd o pequeno Cole sai do aeroporto; sabemos que ele será confinado dias dps e tbm sabemos que acharão uma msg, esta que estará rbm com a voz do Cole (gravada no aeroporto); oque tbm indica que ainda podem salvar a terra, mas não naquela linha temporal!! Ou talvez nem na próxima, quem sabe? O futuro pequeno Cole pode falhar de novo, mas achar uma outra pista para que outra linha temporal de Cole consiga deter o virus!! Mas não me pergunte onde foi o início de tudo...

varmiro disse...

Pelo q entendi,a doutora se reconfortou quando viu o peqeno Cole assistindo a cena da perseguição ao cientista maluco.Reparem q no final ele ficou olhando o aviao c a doutora e o cientista a bordo.Baseado naqela cena,entendo q na fase adulta ele reportou a cena dele adulto,sem saber q o adulto era ele msm atrás do doidao c vírus a bancada d cientistas no futuro.P isso apareceu a cientista velha no avião.Ela viajou a partir da informação do Cole menino q vimos ao final do filme na fase adulta.Lembram do telefonema e o amigo Jose dele chegou rapidamente?Então,foi apenas una das mudanças feitas p ele.

varmiro disse...

Isso msm.O peqeno Cole vai arrumando as coisas aos poucos

varmiro disse...

Teve uma parte do filme q ele recebeu a missão p ser um BOM observador.Lembrem como ele observava atentamente a perseguição.

Leonardo Solla disse...

Se nada tivesse acontecido, isso não estaria acontecendo! Pra mim, é um LOOPING INFINITO! Não tem como mudar o futuro! Se eles evitassem a morte de 5 BILHOES de pessoas, talvez não haveria o futuro para eles enviarem o Cole e a Doutora para ver a forma natural do virus!!! Logo, gerou um looping infinito!! Se ela conseguir a amostra do virus, "voltar" para o futuro... não haveria necessidade, pois o virus não teria matado as pessoas e os cientistas não estariam enviando voluntarios e não existiria ninguém, nem futuro!!! CRIOU UM LOOPING INFINITO!

varmiro disse...

No caso d salvar a humanidade do vírus,mudaria a realidade.Nao existiria viagem no tmp ou vírus.Cm no filme Dejavu c Denzel Washington.Caso ele mudasse a realidade so Cole estaria ciente do seu feito pela humanidade

varmiro disse...

P qem viu filme Dejavu c Denzel Washington,vai se lembrar q ele mudou o futuro,pq so a moça q estava c ele sabia do q ele fez ao voltar no tmp e mudar as coisas.Acho q pd aplicar em 12 monkeys tbm.Criou outra realidade

Anônimo disse...

vao estudar cinema e literatura e chris marker

Anônimo disse...

acho melhor vc discutir sobre frozen ou estudar cinema, literatura e chris marker

Fabiane Bastos disse...

Ei caro "Anônimo", essa mensagem é direcionada à alguém, ou é um "hate" coletivo? Que legal que você acha isso, mas porque? Ao menos o pessoal aí em cima sabe argumentar, seja sobre 12 Macacos, Frozen ou o assunto que for, e ainda tem coragem de se identificar e assumir suas opiniões. E você?

Obrigada pela visita, volte quando tiver algo de verdade à dizer! ;)

varmiro disse...

Fabiane lindeza,educada e inteligente.Bjs!Pessoas assim sao orgulho p o mundo

Gabriel disse...

Eu acho que a cientista do futuro, aquela que apareceu no final, ela veio pois recebeu as informações corretamente, o "destino" de Cole era morrer. Outra ponta que reforça essa é a do segurança do futuro que aparece subindo a escada rolante, talvez eles captaram tudo, o propósito do Cole morrer fazia parte da história, José foi obrigado a entregar a arma para Cole pois se não entregasse não aconteceria como o planejado. O diferencial da história é a cientista no final.Talvez eu esteja errado, talvez não tenha captado direito, mas acho que foi isso.

Geisy Almeida disse...

Olá, pessoal! Sempre me surpreendo ao ver que, mesmo depois de 3 anos de postagem, volta e meia pinga um comentário aqui! Obrigada por dividirem suas opiniões com a gente. Desculpem a demora em responder, mas sabem como é a vida. O importante é que hoje eu consegui dedicar um tempinho para responder a todos.

Azrael, você teve uma percepção boa: Cole pode ser imune ao vírus justamente por ter tido contato com ele no aeroporto - antes da mutação. Mas ainda fico com a pulga atrás da orelha com o restante da sua teoria. No filme, fica claro que o vírus foi disseminado naquele lugar e naquele dia em específico - então é cada vez mais suspeito o comportamento da doutora que volta para obter o vírus depois de todas as informações coletadas por Cole. Mas se não houve contato de ninguém no aeroporto em si (pois o vírus permanece na mala o tempo todo), então podemos deduzir que foi ela quem disseminou no avião, contaminando as pessoas/pacientes-zero. ;]

Ao ilustre Desconhecido, gostei da ideia de, no futuro, as pessoas terem noção de que poderiam alterar o futuro por causa do recado de Cole. Obviamente todo mundo já se perguntou "e se eu pudesse ter feito diferente?", mas a mensagem pode ter sido o estopim para as intermináveis voltas no tempo. Curiosamente, só foi possível acontecer porque o programa já existia - o que torna o paradoxo ainda mais complexo.

Varmiro, Cole volta com o intuito de observar mesmo: ele é recomendado para coletar informações apenas, mas a vida dele é tão ruim (e o fato dele ter se apaixonado pela doutora no passado) que ele tenta arrumar um jeito de quebrar esse ciclo. Pelo visto, não deu muito certo, é? Aliás, esse é o grande dilema dos filmes com viagem no tempo: alterar o passado para mudar o futuro, mas e se o futuro não for melhor do que já era? É dos assuntos que mais gosto de ver.

Ao queridíssimo Anônimo, que veio aqui para azedar a conversa: nosso mote aqui não é saber mais que ninguém, é saber mais do que antes. Novos pontos de vista, novos pensamentos. Estudar cinema para ser arrogante nunca foi nosso objetivo; pelo contrário! Queremos melhorar nossos conhecimentos e consideramos toda crítica construtiva um incentivo. Já estamos estudando mais sobre cinema e agregando cada vez mais referências. Let it go.

Gabriel, eu concordo que Cole estava fadado a fazer o que fez - ou seja, captar todas as informações possíveis sobre Os 12 macacos e depois morrer no aeroporto, permitindo que o vírus sobrevivesse e se espalhasse. Mas ainda acho muito cruel isso tudo! rs Porque implica em muita coisa: os doutores do futuro não tem escrúpulos ao usar humanos como cobaias em viagens do tempo apenas para ter em mãos um vírus em seu estado inicial - mas ninguém garante que o que eles farão depois que tiverem essa matriz é desenvolver a cura e distribuí-la gratuitamente. Se ele precisou voltar seguidas vezes ao passado apenas para obter uma única parte do "plano", Cole viveu quantas vezes o mesmo martírio até chegar àquele momento crucial?

Por isso acho que o filme é genial: a resposta não é clara para te fazer pensar e repensar, infinitamente. Em looping, como os próprios prisioneiros viviam. E haja metáfora!

Obrigada por participarem do nosso debate, e voltem sempre que tiverem outra opinião! rs =]

varmiro disse...

O filme e tao bom q vai continuar tendo postagem aqi até o ano em q o vírus for disseminado kkkkkkk

Geisy Almeida disse...

HAHAHAHA! Tomara, varmiro! =]

Natalia Oliveira disse...

Geisy mto obrigada pelo blog, tinha assistido o filme algumas vezes e achei que só eu tinha ficado paranoica tentando entender e criar minha própria conclusão sobre ele. Acredito que o intuito do filme e esse mesmo e tentar fazer as pessoas pensarem a respeito da história.
Mto legal o blog ��

Geisy Almeida disse...

Olá, Natalia! Seja bem-vinda!

Obrigada por participar do nosso debate informal. Aqui sempre aparece alguém com uma nova teoria que deixa a gente pensando de novo sobre o filme. Sinta-se à vontade para voltar quando quiser!

=]

Gil Da Bola disse...

Assisti esse filme a muito tempo, e a pulga atrás dá minha orelha que ele deixou não saiu até agora. Então sempre dou espiada onde rola uma discussão. Estive pensando e deixo aqui meu humilde pitaco, bem pessoal e sem ter revisto o filme. Aquela máquina do tempo era tão precária que distribuiu os voluntários em diversas décadas e em vários séculos, todos tinham problemas psiquiátricos, não fariam falta caso ficassem perdidos no tempo. A Dra. Kathryn fala que de tempos em tempos surge profetas do apocalipse, acometidos da chamada Síndrome de Cassandra. Cole, e outros enviados ao passado, era um deles. A imprecisão da máquina e as idas e vindas em diversos tempos não só o deixou mais debilitado como também acometido da tal Sindrome,entre o real e o imaginário. A história meio que começa nos eventos do aeroporto,que Cole menino se ver adulto sendo assassinado. Pirou da cabeça e foi posto nessa missão por isso mesmo, a missão só seria finalizada quando houvesse a sincronização dos dois Cole. Só que ele se lembra!Ficando ciente que a missão não era salvar a humanidade.Daí,com a ajuda dá Dra, fascinada que estava pelo caso, já que desconfiava que aqueles malucos de antigamente poderiam ser viajantes do tempo, identifica o cara que portava o vírus. Provavelmente ela salvou o mundo do vírus,sendo que o Cole, para isso se deixasse ser morto, como ele já sabia,agora,que tinha que ser assim, e também salvar dá Dra. A raça foi acometida de alguma catástrofe, mas não por aquele vírus, mas o pessoal do futuro não sabia.A paixão de Cole pela doutora mudou o rumo dá coisa toda. E o velho mulambento? Um voluntário descartado no tempo. E é só isso que me lembro. Vou continuar curtindo, o Blog, obrigado por mim ajudar na minha total incapacidade de sacar tudo de um filme que adoro.

Geisy Almeida disse...

Olá, Gil! Obrigada por ter aparecido aqui! =)

Cara, eu vou te dizer que não entendi muito bem seu ponto de vista. Você diz que os "cobaias" que voltam no tempo já tem problemas mentais (informação que não lembro de ter sido dada no longa) e depois diz que o menino Cole enlouqueceu ao se ver morrendo no aeroporto. Bom, ele pode ter se traumatizado porque viu uma morte, coisa brutal, mas não sei se ele tinha consciência de que era ele morrendo. Acreditaria mais se fosse o contrário, mas aí também não faria sentido ele enlouquecer ali porque então ele não precisaria voltar para o futuro (e, consequentemente, não seria cobaia).

Quanto a doutora mudar o futuro e o apocalipse ter sido salvo por ela, eu duvido muito! Ela pode até ter ficado sabendo com quem estava o vírus e tudo mais, mas não deve ter tido acesso - o mais provável era que passaria o resto da vida num sanatório, um enorme paradoxo aqui - ou na cadeia.

Pensando agora nessa linha de raciocínio, me surgiu uma ideia: os cientistas do futuro podem ter organizado muitas voltas para conseguir achar uma peça-chave para solucionar a dúvida "quem tinha o vírus" e encontraram no pequeno Cole a melhor visão. Ele fica o tempo todo assistindo em posição privilegiada à cena toda; então eles o buscaram no futuro para compreender melhor o passado. E como o aeroporto se tornou um lugar onde passado, presente e futuro se encontram, o final é a doutora do futuro realmente se encontrando com o portador do vírus e dando continuidade no processo.

Talvez faça mais sentido isso, mas ainda mais interessante a minha teoria principal de que o diretor escolheu deixar um final aberto, com N possibilidades e não se preocupou em dar uma resposta definitiva de propósito! rs

Fique à vontade para descobrir nossa lista de filmes, curiosidades e muito mais! =D