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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Curiosidades de A Viagem de Chihiro

Segundo o IMDB, A Viagem de Chihiro recebeu 36 prêmios, além de outras 19 indicações. confira as principais.

OSCAR
  • Melhor Filme de Animação
BAFTA
Indicado para Melhor Filme Estrangeiro

CÉSAR
Indicado para Melhor Filme Estrangeiro



FESTIVAL DE BERLIM
  • Urso de Ouro
SATURN AWARD
  • Best Animated Film
Indicado para Best Music e Best Writing
Annie Awards
  • Outstanding Achievement in an Animated Theatrical Feature
  • Outstanding Directing in an Animated Feature Production
  • Outstanding Music in an Animated Feature Production
  • Outstanding Writing in an Animated Feature Production
Awards of the Japanese Academy
  • Best Film
  • Best Song
Blue Ribbon Awards
  • Best Film
Boston Society of Film Critics Awards
  • Special Commendation - For artistic contribution to the field of animation
Golden Satellite Award 
  • Best Motion Picture, Animated or Mixed Media

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Curiosidades de A Viagem de Chihiro

Foi o 1º longa-metragem de animação a ganhar o Urso de Ouro. A premiação ganha no Festival de Berlim foi dividida com Domingo Sangrento (2001);

Foi exibido no Anima Mundi 2002 e no Festival do Rio 2002.

O título em japonês significa literalmente "O Arrebatamento de Sen e Chijiro". Em inglês o filme ganhou o nome de Spirited Away.

O produtor executivo John Lasseter da Pixar supervisionou adublagem do filme para o Inglês.

Este é o primeiro filme a ganhar EUA $ 200 milhões em bilheterias, antes de abrir em os EUA.

Apesar de Hayao Miyazaki ter considerado se aposentar após completar Princesa Mononoke, ele se inspirou para fazer o filme depois de um amigo sombrio de sua filha de 10 anos.

A música nos créditos finais ("Itsumo Nando Demo" / "Always With Me") se destinava para um filme de Hayao Miyazaki, que nunca foi feito. Miyazaki ouvia incansavelmente ao fazer este filme e decidiu incluí-lo nos créditos finais.

A purificação do espírito do rio é baseado em um incidente da vida real na vida de Hayao Miyazaki em que participou na limpeza de um rio, retirando, entre outras coisas, uma bicicleta.

Para fazer a voz da mãe de Chihiro falar enquanto come, a atriz Yasuko Sawaguchi realmente falou de diálogo (na versão japonesa, idioma original), enquanto comia um pedaço de Kentucky Fried Chicken. Atriz Lauren Holly fez a mesma coisa na versão em Inglês, com uma maçã.

O pai de Chihiro dirige um Audi A4 sedan da primeira geração. O nível de detalhe incluído pelo diretor inclui a marca "Quattro" da Audi sistema de tração nas quatro rodas quando o pai de Chihiro decide levar o carro na floresta. Junto com o ABS (sistema de freio anti-bloqueio) que empurra o pedal do freio traseiro quando os freios pai de Chihiro difícil ver a estátua.

Este foi o primeiro filme dirigido por Hayao Miyazaki onde uma personagem criança realmente foi dublada por uma criança.

Primeiro filme Studio Ghibli produzido em processo totalmente digital com tecnologia DLP. Primeiro filme Ghibli Studio, em som Dolby Digital EX 6.1 e DTS-ES 6.1 .

Na versão em Inglês, John Ratzenberger (Aogaeru) improvisou completamente a cantiga que ele canta quando ele está exaltando as virtudes dos ricos cliente No-Face. ("Bem-vindo ao homem rico, ele é difícil para você perder ..."), canção do roteiro original foi "Bem-vindo ao homem rico - ele é muito grande, você ver / so todos se curvam para baixo e começar de joelhos."

Último filme de Suzanne Pleshette (Yubaba).

O tema não olhar para trás é uma referência ao famoso mito grego de Orfeu e Eurídice.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Viagem de Chihiro

Primeiro longa-metragem de animação a ganhar o Urso de Ouro, e também levou um Oscar!

Sen to Chihiro no Kamikakushi
2001 - Japão
125 min, cor.
animação

Direção: Hayao Miyazaki

Roteiro: Hayao Miyazaki

Elenco: Rumi Hîragi, Miyu Irino, Mari Natsuki

Vencedor de 1 Oscar.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Prêmios de Paprika

Central Ohio Film Critics Association
2nd place - COFCA Award - Best Animated Film

Chlotrudis Awards
  • Best Visual Design

Fantasporto
  • Critics Choice Award (Prêmio da Crítica) - Satoshi Kon

Montréal Festival of New Cinema
  • Public's Choice Award - Satoshi Kon

Newport Beach Film Festival
  • Feature Film Award - Animation - Satoshi Kon

Indicado para:
Online Film Critics Society Awards - Best Animation
Toronto Film Critics Association Awards - Best Animated Feature
Venice Film Festival - Leão Dourado

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Paprika

Ficção ciêntifica japonesa de animação invadia sonhos de pessoas muito antes de Christopher Nolan tornar isso "cult"!
Papurika
2006 - Japão
90 min, cor.
animação

Direção: Satoshi Kon

Roteiro: Seishi Minakami, Satoshi Kon

Elenco: Megumi Hayashibara, Akio Ōtsuka, Tōru Furuya, Tōru Emori, Katsunosuke Hori, Daisuke Sakaguchi

Baseado no livro homônimo de Yasutaka Tsutsui .

sábado, 4 de maio de 2013

Mais que amigos

Mary (Whitmore): sua curiosidade sobre o mundo a fez descobrir a amizade verdadeira
Não, não estou falando de um relacionamento amoroso. Estou falando de um nível de amizade maior do que a compreensão humana, mais profundo que qualquer outro que se tenha notícia. Mary e Max - Uma amizade diferente (Mary & Max, 2009) é um filme lindíssimo e tocante; uma animação fofa e uma história forte, que toca o coração - mesmo aquele mais duro e congelado. Uma menininha australiana e um senhor obeso de Nova York, duas pessoas completamente distintas e distante como somente o mapa mundi seria capaz de separar, se complementam quando se conhecem. 

Mary Dinkle (voz de Bethany Whitmore quando criança e de Toni Collete na fase adulta) é uma criança típica, curiosa e de imaginação fértil, mas encontra dificuldades em se socializar com outras crianças. Desengonçada e com todos os problemas que tem em casa (com uma mãe alcoólatra e cleptomaníaca e um pai ausente do dia a dia da menina), com uma mancha de nascença em sua testa que faz os meninos rirem dela, Mary é uma menina estranha, fora dos padrões. E isso faz com que ela não tenha nenhum amigo. Um dia, Mary foi com a mãe nos correios e, curiosa, perguntou-se porque tinham tantos nomes estranhos e endereços em um livro de lá. Resolveu anotar um deles, aleatoriamente, e resolveu que escreveria para lá. Foi assim que ela conseguiu o endereço de Max Horowitz (voz de Philip Seymour Hoffman), um senhor judeu - que tornou-se ateu - obeso e que sofria de uma doença chamada Síndrome de Asperger (um tipo de autismo), em que ele tem crises fortes e paralisantes de ansiedade e dificuldade em reconhecer expressões faciais. O que fazia de Max uma pessoa estranha, fora dos padrões. E ele também não tinha nenhum amigo - exceto seu amigo imaginário, que, depois das sessões de terapia, passou a ficar no seu cantinho lendo um livro enquanto Max tentava viver.

Max (Seymour) lendo a primeira cartinha de muitas. A influência de Mary na vida de Max é traduzida nas cores
A pergunta que Mary faz a Max em sua cartinha é a típica pergunta embaraçosa que as crianças fazem e que deixam os pais de cabelo em pé: de onde vem os bebês? Para ser simpática, ela envia também uma barra de chocolate para Max (que ele adorou, tanto que estava disposto a passar para ela sua receita exclusiva de cachorro-quente de chocolate). A simples pergunta acabou por desencadear uma crise de ansiedade em Max, mas ele ficou também tentado a responder aquela cartinha. Afinal, ele tinha três objetivos na vida: completar a sua coleção de Noblets (miniaturas de bichinhos que fazem parte de um programa de televisão, o favorito de Max e de Mary também) ,um suprimento de chocolate para a eternidade, além de ter um amigo que não fosse imaginário. Se ele respondesse à cartinha de Mary, ele poderia conseguir ter um amigo. E foi o que ele fez. Retribuiu a generosa descrição da vida de Mary em sua cartinha (em que ela falava dos Noblets, da mãe, do pai, do vizinho veterano de guerra e agorafóbico, do seu galinho de estimação) com uma descrição da sua: os encontros do programa de redução de peso, do assédio da colega de programa, seus primeiros empregos, sua doença, sua vizinha ainda mais velhinha que ele, seus bichinhos de estimação. E, claro, ele responde à pergunta de Mary sobre onde vem os bebês - e a resposta não é nada convencional.

O que não assustou a pequena Mary. Aliás, ela ficou muito feliz de ter recebido a resposta da sua cartinha, significava que ela tinha mesmo um amigo. Ainda mais um amigo que gostava de Noblets e de chocolate também. Mary então resolveu escrever outra carta, contando mais do seu dia a dia e perguntando novas coisas, sua curiosidade sobre o mundo era imensa. Max acabou tendo outra crise de ansiedade, dessa vez mais severa, quando Mary o perguntou sobre o que o excitava e ele não soube o que responder. Max precisou ser internado e ficou muito tempo sem responder à Mary. Ela acreditava que ele já não iria mais responder, que tinha se cansado dela. Em um momento de raiva, queima as cartas que seu amigo mandou. Quando Max finalmente se recupera, resolve escrever novamente para Mary. E a menina finalmente acredita que tem um amigo de verdade, e então a troca de cartas entre eles passam a ser uma constante. Além das cartas, pequenos presentes são trocados entre eles - como o vidrinho de lágrimas que Mary mandou para Max depois que ele comentou que não conseguia chorar de verdade.

Max (Seymour): velho, obeso, ateu e autista.
Mary cresce, torna-se uma adolescente complexada (sua adorável manchinha de nascença na testa era funcionava como um ímã para deboche dos meninos) e sua paixão platônica pelo vizinho grego e gago Damian Popodopoulos (voz de Eric Bana) também é relatada para Max. Um dia, Mary resolve pegar suas economias e fazer um procedimento estético para retirar a mancha. Com o novo corte de cabelo e sem a manchinha, Mary ganhou confiança o suficiente para paquerar Damian. Eles se casam e Mary não esquece de seu melhor amigo Max, sempre contando para ele de sua vida e recebendo notícias dele. Mary cresceu, casou-se com Damian, e resolveu estudar sobre doenças mentais na faculdade. Foi brilhante em sua especialização em Síndrome de Asperger, a doença de seu amigo Max. Ao contar-lhe, feliz da vida, que o livro que ela escreveu em sua homenagem, contando seu caso e enviando uma cópia dele para seu amigo, Mary não poderia adivinhar a angústia que lhe causaria. Sentindo-se traído, com raiva e uma ansiedade sem precedentes, sem saber como explicar seus sentimentos, Max simplesmente não consegue responder a Mary. Não sabe o que fazer. Então, ele arranca a letra M de sua máquina de escrever, a que ele usava para escrever à Mary, e a envia para a Austrália. Ao receber aquilo como resposta, Mary entende que Max havia terminado a amizade entre eles. Então o caos se estabelece na vida de dela: sem o amigo, os pais já haviam falecido, o marido resolve assumir sua homossexualidade e ir morar com um pastor de ovelhas. Em nome da amizade e do amor que sentia por Max, Mary destruiu todos os livros antes de irem para as lojas. Mas sem seu amigo para conversar, o mundo perdeu o sentido para ela.

Enquanto isso, Max tentava reaver a vida que tinha antes de conhecer Mary. Continuava indo ao grupo de apoio para obesos mórbidos, à terapia, comprando novos peixes quando o que tinha morria, acompanhando o resultado da loteria. Até o dia em que, finalmente, os números em que sempre apostava foram sorteados. Hora de rever suas metas: com o dinheiro, ele pode comprar os chocolates que queria para toda a vida e completou sua coleção de Noblets. Faltava o terceiro item, aquele que era o primeiro da lista. Faltava o amigo, que não era imaginário. Ele teve essa amiga, mas ele havia terminado com ela. Pensando em reativar a amizade, ele envia para ela toda sua coleção de Noblets para Mary, junto com sua carta explicando o que havia se passado, querendo que ela o perdoasse - quando ele não conseguiu fazê-lo à época. Então a amizade salva a vida dos dois mais uma vez.

As diferentes fotografias ajudam a entender as semelhanças e diferenças dos mundos
Deprimida, Mary estava prestes a se matar quando a encomenda chegou. Uma feliz coincidência fez com que o vizinho agorafóbico o fez finalmente enfrentar seu medo e ir até a casa de Mary (era só atravessar a rua) para chamá-la e avisar que a encomenda estava em sua porta. Max salvou a vida de Mary, assim como ela havia salvado a dele quase 20 anos antes, no dia em que ela mandou uma cartinha para um desconhecido perguntando de onde vem os bebês. No dia em que ela iniciou aquela amizade, eles assumiram um compromisso de cuidar um do outro, involuntariamente. Mary sobreviveu ao caos de sua vida e pode dar vida a seu bebê graças ao pedido de desculpas de Max, e suas economias agora estavam focadas para um objetivo: sumir com a distância física entre eles. Eles conheciam os rostos um do outro graças às fotos e desenhos que tinham trocado, mas pessoalmente, nunca haviam se visto. Não tinham ouvido as vozes um do outro. Um dia, Mary chega à Nova York, com o endereço do amigo querido e um bebê à tiracolo, feliz da vida por finalmente conhecer seu amigo de tantos anos. Mas Max não estava mais lá. Havia partido desta vida com  um sorriso no rosto, contemplando as cartinhas que sua única amiga, aquela que não era presente fisicamente, mas também não era imaginária, a que lhe alegrou a vida por muitos anos e que o havia trazido de volta à vida. 

O filme todo é divertido e ao mesmo tempo trata de assuntos espinhosos, pesados, numa abordagem leve e tocante. É de uma sensibilidade absurda a forma como a inusitada amizade é mostrada na tela: dois opostos que são tão próximos e tão distantes, um paradoxo tão complexo e simples de ser resolvido - eles precisavam de um amigo, e se encontraram no mundo. Os destinos trágicos desenhados, os passados traumáticos, tão vivo, tão humano, tão real pintado em tons fortes na emoção e em preto e branco e tons pastéis na tela - uma solução interessante para aproximar e distinguir as estranhas vidas desses personagens já tão queridos. Os bonequinhos são uma fofura e a produção, direção de arte, criação de miniaturas, fotografia, roteiro - tudo é um primor de acabamento, dedicação, carinho. Um filme que me tocou o coração e me fez chorar, mas que não deixou meu coração triste. Entrou fácil pra minha lista de favoritos, e foi a mais bela surpresa do ano no blog até agora.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Prêmios de Mary & Max

Primeiro filme de animação a abrir o Festival de Cinema de Sundance, Mary & Max - Uma amizade diferente não fez feio em outros festivais e premiações.

Annecy International Animated Film Festival
  • Best Feature

Asia Pacific Screen Awards
  • Best Animated Feature Film

Australian Directors Guild
  • Best Film
  • Best Original Screenplay

Berlin International Film Festival
  • Crystal Bear - Special Mention. Generation 14plus - Best Feature Film

Buenos Aires International Festival of Independent Cinema
  • Nomeado para melhor filme

Chlotrudis Awards
  • Nomeado para Buried Treasure

Film Critics Circle of Australia Awards
  • Best Director

Ottawa International Animation Festival
  • Grand Prize

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