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segunda-feira, 26 de abril de 2010

E agora, José?


Voando alto com os pensamentos e as angústias de Guido


Devo dizer que este post será breve: não consegui me concentrar nesse filme; portanto, para não dizer abobrinhas, vou falar o menos possível.
Sei que o filme fala sobre um diretor que já tem tudo pronto para fazer um filme: atriz principal, locação, patrocínio, produção... Só falta uma coisa: a história. O que é um filme sem uma história?! E, como se não bastasse, ele ainda tem que enfrentar uma séria batalha com seus medos e traumas de infância, e ainda rola uma "DR" pra completar. Nem dá pra julgar mal o personagem quando ele começa a viajar assim que as conversas ficam um pouco mais enfadonhas - quem quer ouvir que as coisas estão indo mal quando você tem plena consciência disso, e ainda está fazendo de tudo ao seu alcance para sair dessa, mas não vê resultado? Muito (mal) resumido, foi isso o que eu apreendi.
Das coisas que gostei: a fotografia e o jogo de câmeras - o preto e branco super contrastado é lindíssimo e os enquadramentos e jogo de luz são superinteligentes e nos proporcionam imagens belíssimas; a história em si - o dilema do personagem em encontrar a história a ser filmada, a procura por elementos reais e a dificuldade de se livrar de seus traumas; a maneira como a realidade e os sonhos de Guido (Mastroianni, ótimo) são mostrados, uma mescla sem fim.

Das coisas que não gostei: o início é confuso, levou tempo demais até eu conseguir associar que ele estava em busca da história para o seu filme. E depois, levou tempo demais para "finalizar" a problemática - que, aliás, não ficou finalizada para mim: ele decidiu fazer o quê? Cancelar as filmagens simplesmente? Ou levou a cabo a filmagem de seu passado? Ou tudo aquilo foi um sonho, o mais estranho que ele já teve?
É óbvio que o filme não é confuso a ponto de não se entender nada, mas dá pra fazer confusão entre quem é a esposa, a amante, a atriz famosa sem papel no filme sem história, a prima da amante do melhor amigo... Acho que foi muita informação e muito sonho para pouca explicação, algumas pontas soltas. Talvez eu esteja acostumada demais a filmes com "início, meio e fim", mas gosto das coisa pelo menos um pouco mais explicadas. Divaguei nos sonhos de Guido e achei a realidade bem confusa. Talvez eu tenha sentido a mesma coisa que o personagem; talvez tenha sido essa a ntenção do diretor. No fim das contas, eu gostei do filme. Mas acho que ainda tô muito "crua" para entendê-lo realmente.

1 comentários:

Fabiane Bastos disse...

Ufa! Não foi só eu!