3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O começo do fim

Luke, Léia e Han Solo - a espinha dorsal do sucesso da saga


Cara, o roteiro é fraquinho [quem foi que teve a ideia de colocar os créditos no início para explicar a história?], algumas cenas são editadas meio toscamente, os lasers das armas nunca atiram para onde estão sendo miradas e o protagonista é ruim à beça. O que faz de Guerra nas Estrelas, episódio 4 - Uma nova Esperança (Star Wars - episode 4) 'o clássico' nerd, tanto que inspirou a data de Dia do Orgulho Nerd? Elementar, meu caro nerd. Conspiração, analogias ao sistema político da Terra, clima futurista e viagens intergaláticas, armas lasers e sabres de luz, um vilão que ninguém vê o rosto, o último jedi vivo (e que coisa é essa, jedi?), um anti-herói engraçado e uma princesa rebelde. Some um monte de nós com as pontas soltas e, voilá, temos um prato cheio para teorias e especulações sobre "que motivo teria levado ao extermínio dos jedi?", ou "será que o Império vai conseguir aniquilar a Resistência?" ou ainda "será que a Léia vai ficar com o Han Solo ou com o Luke?". Aqui vale lembrar que ninguém sabia que Luke e Léia eram irmãos.

É muito engraçado tentar acompanhar a história como se ela já fizesse sentido, e depois chegar a um final festivo [mas inconclusivo] e pensar que, na época, o diretor nem sonhava em criar uma continuação. Quem gostou da história de cara deve ter ficado muito chateado com o final [um vilão supermau vagando pelo espaço e os mocinhos disputando as atenções da princesa rebelde], pensando: 'tá, mas... e daí?'
Eu lembro de sempre me perguntar, quando via anunciar Guerra nas Estrelas, porque o início se chamava "Episódio 4"? Não fazia o menor sentido pra mim. Vale lembrar que eu sou da década de 80 e, até começar a entender as coisas, já era pra mais da metade da dédaca de 90. E, bem, nessa época, Star Wars já era clássico e já se pensava em começar a produzir o início da saga. Mas eu não sabia, portanto, minha dúvida era simples: quem começa a contar uma história pelo meio? Naquela época eu também não sabia que, um dia, perguntas tão sinceras e até mais profundas iriam me atingir quando eu começasse a acompanhar um grupo de sobreviventes perdidos em uma ilha (nem tão) deserta.

Daí que o pai dos nerds resolveu fazer a festa e teminar a história em mais 2 filmes, pra alegria dos mais nerds. E não satisfeito, resolveu contar o inicio da história, anos depois de ter terminado a saga. Segundo os nerds mais nerds, a primeira trilogia [que conta o fim da saga] é a melhor, apesar dos efeitos especiais serem bem mais avançados na segunda. E, convenhamos, filme de fição científica sem efeito especial maneiro... não rola. Eu acho as duas interessantes e gosto muito do episódio 3, em que finalmente vemos como nasce o vilão mais temido do universo.

Posso estar errada, mas acho Star Wars uma saga tipicamente de menino. Sabe aquele sonho de garoto de ser piloto de caça e ninja ao mesmo tempo? É o jedi! Lutar contra um exército inteiro, ter um robô que você memmo criou... Luke Skywalker é o que todo garoto sonha ser (apesar de ninguém querer ter um Darth Vader como pai). Assim como a mira das armas laser do Império, talvez esse tenha sido o tiro mais incerto que George Lucas tenha dado em toda a sua carreira - e, com certeza, foi o que deu mais certo. O filme arrebatou legiões de fãs apaixonados por sabres de luz, jedis, viajar pelo espaço à velocidade da luz, e continua conquistando fãs até hoje - inclusive esta jovem blogueira que vos fala. Que a Força esteja com você.

0 comentários: