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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Antes tarde do que nunca


Escrever neste blog está me levando à seguinte conclusão: eu não tive infância! Como assim, Bial, eu só assisto Branca de Neve e os sete anões agora, (precocemente) cheia de cabelos brancos? A sensação foi parecida quando vi O mágico de Oz... O lado bom é que estou corrigindo algumas falhas, mas, no fundo, a impressão que eu tenho é de que todo o filme dentro de mim. É que eu tinha vários livros dos personagens Disney quando criança, e li tanto aquelas histórias, convivi tanto com aqueles personagens que parece que estou mesmo acompanhando a princesinha em sua jornada pela floresta até a casa dos seus novos amigos... Confesso que morro de curiosidade para ler o original dos irmãos Grimm (já está na minha lista), mas foi mesmo a versão água com açúcar que me conquistou.

E o filme é uma delícia de se ver: primeiro, por ser uma animação de 1937! Sabem lá o que é isso? Claro que o resultado é muuuuito diferente do que se vê hoje em dia: os movimentos são mais fluidos, e até levemente borrados. Quem liga? O visual retrô é só um charme a mais, faz a gente lembrar que pioneirismo é importante sim. E os atuais filmes de animação devem muito à insistência de Mr. Walt. Ah, e não resisti: vi dublado, que é como acho que todos os desenhos (é, sem preconceito) devem ser... A versão brasileira, com aquele som antigo e expressões como "Que belezinha!" e "Essas crianças devem ser bem desmazeladas!" só fazem o resultado ficar ainda melhor.

Reverências à parte, preciso reconhecer que é, no mínimo, divertido ver um filme tão infantil como esse. Além de os anões serem adoráveis, estão lá todos os elementos que encantam a garotada: as músicas, os animais que só faltam falar de tão inteligentes, um humor meio pastelão... Isso sem falar que o longa é quase pedagógico. Branca parece mãe dos sete, dizendo a toda hora "lavem as mãos" ou "isso não pode, é muito feio!". E quer lição melhor para que as crianças não aceitem nada de estranhos do que a maçã envenenada? Duvido que exista!

Aqui cabe um parêntese: assim como a Fabi, também fiquei pensando se a fruta não era mesmo mágica, como disse a velha bruxa à ingênua Branca. Essa é a única explicação para o príncipe sem nome ter uma paixão tão rápida e fulminante pela mocinha. Ou vai dizer que você beijaria uma "defunta" com quem nunca trocou uma palavra? Peraí! Aliás, isso faz um mal danado para as crianças... Deixá-las acreditando que príncipe existe o happy end é garantido. Maldade.

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