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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

É um filme estranho

Sabe quando disem que a curiosidade matou o gato? Foi quase isso...

Antes de assistir a esse Veludo Azul (Blue Velvet), eu só havia assistido outro do diretor David Lynch: Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive, 2001). Pra ser sincera, não lembro direito da história. Mas ficou a sensação de "não gostei". Então, já fui ver o filme com um pé atrás. Resultado: ainda estou decidindo o que eu achei do filme.

O roteiro, pelo menos, chega a algum lugar: começa com a descoberta inusitada de uma orelha (já parcialmente deteriorada) por um homem comum, que resolve bancar o detetive e investigar o caso. Com a inesperada ajuda da filha do detetive da cidade, ele acaba se envolvendo com uma cantora de bar e descobre que ela teve seu marido e filho sequestrados - e está sendo chantageada para mantê-los vivos.

O suspense é bem interessante, realmente te prende do início ao fim. E, óbvio, tem aquelas cenas em que é impossível não pensar "isso não vai dar certo...", mas que acabam dando certo. As escolhas dos atores também foi acertada, apesar de não gostar da interpretação de Isabella Rosselini (Dorothy Vallens), que é a personagem central. Além da péssima dublagem nas cenas como cantora, os arroubos de loucura/desespero não foram convincentes. Mas ver Dennis Hopper (Frank Booth) atuando como o alucinado carrasco de Dorothy é um presente. As cenas de violência também são memoráveis, chocantes.

Dennis Hopper, como Frank Booth: o melhor em cena

Bom, já ouvi dizer que o diretor é conhecido como o "diretor de sonhos" e seus filmes são comumente classificados como "estranhos". Ao final do filme, minha irmã me perguntou: "E aí? O que achou do filme?" Levei um minuto e respondi: "É chato, mas é legal. Acho que gostei." Realmente, é um filme estranho.

1 comentários:

Fabiane Bastos disse...

Acabei de perceber: vcs tem companhia p/ ver os filmes e discutir depois!
Eu sempre vejo sozinha.
Nossa me senti tão solitária agora! Magoei! kkkk