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sábado, 23 de outubro de 2010

Sem lenço, sem documento

Então, fica combinado assim: nesse post, não vou chamar Godard de gênio, dizer que Acossado é um marco do cinema mundial e todo esse blábláblá sobre a Nouvelle Vague, porque nem tenho cacife pra isso. Na verdade, tudo que eu tenho a dizer sobre o filme é irrelevante: invejei o corte de cabelo, as roupas e os óculos escuros de Jean Seberg, não entendi muito bem o que a personagem dela, Patricia, via no tal Michel, adorei a trilha sonora incidental, e, nossa, como eles fumam!

Quem leu o post de curiosidades que a Fabi preparou sabe que o roteiro foi bem improvisado. E isso é nítido na tela. Os grandes diálogos (meio nonsense às vezes), a movimentação dos atores em cena, sem grandes marcações, tudo isso dá uma leveza incrível à história. E a gente vai acompanhando aqueles dois, um mais perdido que o outro, pra ver onde isso vai dar. Deve ter sido assim que Godard filmava. Pelo menos essa é a impressão que eu tive.


Mas, no quesito trama policial, ficou devendo. O protagonista fugitivo da polícia era meramente um pretexto para unir o casal, que, eu esperava, se tornasse uma espécie de Bonnie e Clyde. Ou, como Patricia diz no filme, Romeu e Julieta. Seria poético. Mas ficou só na promessa, e fiquei um pouquinho frustrada com o final. Pra mim, o que valeu mesmo foi a resposta do entrevistado quando a jornalista pergunta qual era a ambição dele na vida: "Quero me tornar imortal, e depois morrer". É, bonito isso.

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