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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Simples assim!

Verde de ciúme!
Vida de casado não é fácil, é por isso que hoje em dia tanta gente "ensaia", antes de oficializar a união das escovas de dentes. Jean (Jean Dasté) e Juliette (Dita Parlo), não sabiam disso! Após uma cerimônia simples, vão direto para a seu novo lar, a embarcação conhecida como L'Atalante (O Atalante).

Se vida de recém-casados é complicada, uma vez que estão aprendendo a compartilhar, descobrir seu espaço e função na relação, imagina fazer isso em um barco. Silencioso, monótono, apertado, com uma tripulação à tira-colo, e o mais alarmante: sem válvula de escape. Não se pode simplesmente dar uma volta para arejar as idéias. É 1934, então não tem telefone para desabafar com alguém de fora. Cenário perfeito para levar alguém à loucura, ou acabar com um casamento.

Não é surpresa, que em pouco tempo Juliette comece a se mostrar irritada com a calmaria. Quando o marido, após uma crise de ciúmes, a deixa sozinha no barco ela resolve conhecer a cidade onde estão aportados. O marido verde (não fosse o filme preto-e-branco) de ciúmes, resolve partir e deixa-lá para trás.

"Figuraça!!!"
Um casal comum, uma história simples, pode acontecer com você, um vizinho, um conhecido, é por isso que nos importamos com o casal. O filme é falado, mas tem o jeitinho doce comum em filmes mudo, sem o excesso de caras e bocas. A não ser pelo marinheiro chamado Le père Jules (Michel Simon), uma "figuraça", com décadas de navegação muitas histórias para contar e souvenirs para exibir, é ele quem salva o dia.

Juliette, uma mulher forte, não fica choramingando pelos cantos, e arruma um jeito quando as coisas apertam. O papelão fica apenas por conta do marido, que depois de colocar fogo no circo, não consegue encontrar um meio de apaga-lo. Um homem pequeno, que não da o "braço-a-torcer", mas que ama sua esposa, a ponto de quase se afogar por ela (isso muito antes de Bella tentar se matar por Eduard).


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