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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Existe um mundo enorme lá fora!

O mundo é vasto! Essa é a sensação que temos logo nas primeiras cenas de O Cálice de Fogo. Seja através de uma imponente bota velha no meio do nada, ou pela diversidade cultural encontrada durante a deslumbrante sequência da Copa Mundial de Quadribol, descobrimos que o mundo mágico vai muito além dos portões de Hogwarts.

Já que o mundo de Harry (Daniel Radicliffe) é perigoso, e a história deste livro é enorme, deixamos os Dursleys de lado. Dessa vez, a jornada já começa no infinitamente mais interessante mundo dos bruxos. Depois da já mencionada competição, onde os comensais da morte (seguidores daquele que não deve ser nomeado), dão as caras pela primeira vez nos filmes, vamos direto a Hogwarts, onde a competição de quadribol ente as casas é substituída pelo Torneio Tribuxo. Alunos de outras duas escolas se instalam no castelo, e seus campeões vão enfrentar desafios terríveis para alcançar glória eterna. Todos os participantes selecionados pelo tal Cálice de Fogo devem ter 17 anos. Contudo, não é surpresa quando o nome de Harry, então com 14, salta da taça enorme. A contragosto, o garoto enfrenta os desafios que vão culminar em um acontecimento que muda tudo.

O inseparável trio Harry, Rony e Hermione enfrenta algumas dificuldades. Inveja, ciúmes e outros sentimentos ruins que só tornam sua amizade mais realistca. Confortáveis com seus personagens, mantêm a qualidade da interpretação. Especialmente Rupert, que além do seu tradicional papel de alívio cômico,  agora tem que ficar com ciúme, raiva, vergonha...

Diferente de O prisioneiro de Azkaban, este longa tem mais espaço (leia-se uma ou duas falas), para o elenco de apoio. E como são numerosos! Além do tradicional novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, brilhante (e paranoicamente) interpretado por Brendan Gleeson, conhecemos o Ministro da Magia, vários de seus funcionários, diretores e estudantes de Durmstrang e Beauxbaton (as outras escolas), além da jornalista sensacionalista Rita Skeeter (Miranda Richardson, hilária apesar do pouco tempo em tela) e alguns comensais da morte. É tanta gente que não dá tempo de decorarmos o nome ou função de cada um (o tal Bartô Crouch era o que do ministério mesmo?). Fica difícil para quem leu os livros? Imagina para quem acompanha apenas na telona!

A ação também é maior aqui, graças às perigosas provas que Harry, Vicktor Krum (Stanislav Ianevski) Fleur DeLacourt (Clémence Poésy) e Cedrico Diggory (Robert Pattinson, antes de aprender a brilhar ao sol) precisam enfrentar. Com efeitos especiais impecáveis, assim como a produção de arte, o resultado é mais que satisfatório, especialmente na tarefa com dragões. O adorável bichinho faz o trasgo de A Pedra Filosofal parecer um mutante da Record.

Entre as cenas de ação, o dia-a-dia de uma escola quase normal, bullying, flertes, aulas. E o evento social da década, o Baile de Inverno. Onde, apesar do nome e da época do ano, as moças trajavam belos vestidos de verão, e onde os hormônios encontram espaço para se manifestar. Rony descobre que Hermione é uma garota. E quem diria! Neville tem uma noite incrível. Aí recordamos a parte boa de uma saga tão longa, curtimos muitos momentos com esses personagens, sejam eles bons ou maus.
Não etá com frio querriiida? Está nevando lá fora!
Medo!
Falando nos maus momentos, uma morte súbita (será que foi assim que ele virou vampiro?) inicia a contagem de mortos, na saga. E finalmente apresenta seu  grande vilão em sua totalidade. Impossível imaginá-lo em outra pele sem nariz, que não a de Ralph Fiennes. Assustador.

Pela primeira vez, o final em aberto é óbvio. Os personagens sabem que, a partir dali, tudo vai mudar, e também têm a certeza de que nunca terão um ano tranquilo em Hogwats. Péssimo para eles, ótimo para a aventura!

2 comentários:

Giselle de Almeida disse...

Crouch é chefe do Departamento de Cooperação Internacional, Fabi! Anotei dessa vez pra não esquecer nunca mais! :)

Quando li o livro, eu nunca sabia quem era ele, quem era o Ministro da Magia... Tenho um problema sério com nomes hehehe

Fabiane Bastos disse...

Ahhh!!!! É isso que ele faz.

O nome do ministro da magia eu sei, é Cornélio Fudge. Como não decorar Umbrige idolatra ele, hehehe