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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Malfeito-feito!

Agora não tem volta!
Não tem volta! Voldermort (Ralph Fiennes, que não aparece mas é super mencionado) agora é uma ameaça real não apenas para o mundo bruxo, mas para os trouxas também. É hora de Dumbledore (Michael Gambon) começar a preparar Harry (Daniel Radcliffe), para enfrentar seu arquinimigo, a começar por entender sua história. Enquanto Draco Malfoy (Tom Felton) tem uma importante missão a cumprir. Põe importante nisso, chegamos a ter pena do vilãozinho em alguns momentos.

Notou que não mencionei nenhum príncipe na sinopse aí em cima? É que, como dezenas de outros detalhes do tijolo que é o sexto volume da série, história do príncipe do título é simplificada ao máximo, em prol da trama principal. A ausência de alguns detalhes confunde quem acompanha a série apenas nos cinemas (e enfurece fãs mais dedicados). Já que no filme não há muito tempo para explicar as peculiaridades do mundo bruxo, como o que é um bezoar. O jeito é deixar a curiosidade, ou encher de perguntas aquele seu amigo que leu o livro . Ainda assim o longa tem uma história concisa e um ótimo ritmo, suas 2h30 passam voando.

Não use contra mim!
O tal príncipe do título é o dono de um livro de poções que Harry usa e que o torna o melhor aluno da classe. Como se sua fama já não fosse suficiente para impressionar o novo professor de Hogwarts Horácio Slughorn (Jim Broadbent, que de tão perfeito parece ter saltado das páginas). Recrutado pessoalmente por Dumbledore e Harry, o velho mestre detém uma informação crucial para os planos de derrotar o Lord das Trevas.

E não há momento mais inspirado que a sequencia de Harrry sobre o efeito da "sorte líquida", poção que ajuda o rapaz a conseguir a verdade do professor. Alterado, e meio bobo, Radcliffe protagoniza uma das cenas mais divertidas da franquia. Mesmo tendo uma morte envolvida.

Que a série fica sombria a cada capitulo não é novidade. A graça é apreciar o equilíbrio entre o clima de "guerra fria", e as cenas de humor (a maioria protagonizada por Ron) que dão leveza a trama. Apesar da tensão, o clima estudantil, mais presentes nos 3 primeiros longas, retorna. Aulas, namoros, quadribol (com a "exepcional estréia de Ron), "bolas de dragão". O que dizer do ataque de paixonite de Lilá em frente aos professores. Inusitado, desconfortável e muito divertido!

- Pq sempre que algo estranho acontece vocês 3 estão por perto? 
- Acredite professora me  faço essa pergunta a 6 anos!
Sequências de ação, muitas delas não presentes nos livros, dão ritmo acelerado e tenso, que junto com o visual cinzento e eternamente nublado, ambientam a época perigosa na qual a história se situa. A cena do ataque a Toca (cenário pela primeira vez muito bem explorado), supera até o grande final do longa, e por falar nele... Embora empolgantes, o excesso de ação no decorrer da história tira brilho do clímax, que parece meio mixuruca depois de tantos perigos. Primeiro imaginei que um pouco mais de fidelidade ao livro, onde a batalha é mais longa era necessário. Mas, pensando melhor, se houvesse uma grande batalha em Hogwarts nesse ponto da história, o 8º e ultimo longa correria o risco de parecer, mais do mesmo.

Duas sequencias entretanto merecem ser vista mais de perto. O colar envenenado, resulta em uma cena no estilo O Exorcista é de arrepiar os cabelos. E os efeitos colaterais da poção protetora da horcrux em Dumbledore. Gambon confere uma fragilidade agoniante ao um personagem forte. Mesmo sabendo ser necessário, e vontade do mestre, queremos impedir aquela maldade a todo custo. Em seguida, nada fala mais alto o que sentimos ao ver a sala do velho diretor, vazia, silenciosa, sem vida.

Também é bom  ver, mesmo que de relance, Tonks e Lupim. Personagens fortes nos livros, mas com pouco espaço em tela. E descobrir que até Voldermort foi criança um dia.  O Enigma do Príncipe é na verdade uma grande introdução para desfecho da franquia. E tem muitas diferenças se comparado ao obra literária, felizmente devemos agradecer muitas dessas mudanças.
Criança sim, inofensivo nunca!

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