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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Quando os Goonies visitaram Supernatural...

Você se mudaria para a capital nacional dos assassinatos? A divorciada Lucy Emerson (Dianne Wiest) se mudou. Sem opção ela foi morar com o pai, e levou seus dois filhos adolescentes em uma cidade na qual os muros são cobertos por cartazes desaparecidos. Basta uma olhada na cidade para descobrir que esses adolescentes iriam se meter em encrenca. Enquanto o mais velho Michael (Jason Patric), se encanta com uma moça ao mesmo tempo que se envolvia com a gangue de motoqueiros da qual ela faz parte. O caçula Sam (Corey Haim) conhece outros garotos com estranha obsessão por quadrinhos de vampiros.

Os Garotos Perdidos, carrega a mesma atmosfera que outros filmes dos anos de 1980, colocando garotos comuns em grandes aventuras, que aqui envolve um fator sobrenatural e muitos, muitos litros de sangue. Assim como outras produções da época, tem uma única pretensão, ser um bom entretenimento. E esse é seu maior mérito.

Aos poucos vamos descobrindo o que torna a cidade de Santa Carla tão singular. As características dos vampiros,  as formas de combatê-los. Ao mesmo tempo que assistimos as personagens serem levadas, sem muita escolha para o centro da ação. Até que, se envolver na aventura se tone inevitável, seja para eles ou para nós.

Com o visual, e trilha sonora, característicos da década estilo não falta aos sangue-sugas, que tem um jovem Kiefer Sutherland (décadas antes de se quer sonhar ser o Jack Bauer) como líder. Motoqueiros arruaceiros, cheios de roupas, acessórios, e o impeto da adolescência, muito distante dos modos contidos, fraque e capa de seu antepassado mor, Drácula. Não se engane em pensar que o cabelo volumoso, e os enormes óculos escuros possam parecer ultrapassado, o visual apenas dá mais charme às criaturas já tão misteriosas e atraentes.

Também não ficam ultrapassados, as metáforas aos desafios da adolescência, como ritos de passagens, conflito de gerações e aceitação de responsabilidades adultas. Afinal os adolescentes estão por aí, a linguagem até muda, mas os conflitos são os mesmos.

É verdade que o romance entre Mike e a vampira Star (Jami Gertz), poderia ser melhor desenvolvido. Assim como os irmãos Frog (Corey Feldman e Jamison Newlander), poderiam ser melhor aproveitados. Embora nesse caso é provavel que a dupla roubasse a cena. Mas o misto de tensão, mistério,  aventura e até uma ou outra reviravolta, sem a obrigação de se levar a sério compensa as falhas.

Divertido como se os Gonnies visitassem um epsódio de Supernatural. Um clássico de uma década que provou que o entretenimento sem compromisso, pode não apenas ser bom, mas também envelhecer muito bem.

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