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sábado, 19 de maio de 2012

Curiosidades de Apocalypse Now

Francis Ford Coppola propôs realizar Apocalypse Now dez anos antes do livro realmente ter sido transposto para as telas de cinema. Na época o estúdio procurado não aceitou a proposta, pois achava que Coppola não tinha condições de comandar uma grande produção. Porém, após os lançamentos dos dois primeiros episódios da saga O Poderoso Chefão, em 1972 e 1974, Coppola finalmente conseguiu levar às telas o livro de Joseph Conrad;


Francis Ford Coppola ameaçou por diversas vezes se suicidar, durante as filmagens do filme;

O próprio Francis Ford Coppola teve que investir milhões de dólares de seu próprio bolso, após o filme ter comprometido seriamente o orçamento estabelecido no início do projeto;

Coppola aparece numa ponta não-creditada, interpretando um diretor de TV;

As negociações para ter Marlon Brando no elenco foram bastante complicadas. Tendo recebido antecipadamente US$ 1 milhão, Brando ameaçou abandonar o projeto ainda antes das filmagens começarem. Coppola, por sua vez, respondeu que não se importava com a ausência de Brando e que se ele realmente abandonasse o papel iria convidar Jack Nicholson, Robert Redford ou Al Pacino. Brando naquele momento estava gordo, andava frequentemente bêbado e admitiu que não havia lido nem o roteiro e nem o livro em que o filme se baseava. Mesmo depois de ler o roteiro, ainda se recusou. Após dias de conversas, Brando concordou em atuar no filme, com uma condição: de que ele aparecesse sempre nas sombras, para que o público não notasse que ele estava 40 quilos acima do seu peso normal;

Para conseguir o papel, Laurence Fishburne mentiu sobre sua idade quando a produção de Apocalypse Now teve início, em 1976. Na época ele tinha 14 anos;

O nome do personagem de Martin Sheen foi criado a partir de uma combinação dos nomes dos dois filhos mais velhos de Harrison Ford, Benjamin e Willard;

O organograma original previa filmagens de apenas 6 semanas, mas a produção terminou se extendendo para 16 meses! O motivo de tamanho atraso foi um furacão, que destruiu todos os sets de filmagens. Além de  um ataque cardíaco sofrido por Martin Sheen durante as filmagens.Coppola demoraria três anos para finalizar o filme, que foi iniciado em 1976.

Durante as filmagens a esposa de Francis Ford Coppola, Eleanore Coppola, filmou o making of, posteriormente lançado como Francis Ford Coppola – O Apocalipse de um Cineasta (1991). A que cabe a célebre frase de Kurtz: "O horror! O horror!"

Joseph Conrad esteve no interior do Congo Belga, trabalhando para uma empresa de exploração de marfim. Mas não é certo que tenha encontrado o Sr. Kurtz.

"Mistah Kurtz, he dead" é a notícia dada por um nativo, no livro de Conrad. Essa mesma frase serve de epígrafe ao poema The Waste Land, de T. S. Eliot.

O poema que o Coronel Kurtz lê, na presença de Willard, é The Hollow Men, de T.S. Eliot.

Uma tomada de câmera revela que The Golden Bough era um dos livros preferidos do Coronel Kurtz.

A canção do início do filme, com cenas de um incêndio na floresta, provocado por um ataque estadunidense de bombas napalm, sendo repetida numa versão diferente no final do filme (morte do Coronel Kurtz), é The End, um dos maiores sucessos da banda de rock The Doors.

Além de encaixar-se no contexto do filme, Jim Morrison, vocalista do The Doors, estudou com Coppola na faculdade de cinema da UCLA. Inserir a  a música dos Doors, foi homenagem do diretor. A música fez a banda ser conhecida pela nova geração de fãs.


Numa das mais famosas cenas do filme é também utilizada A Cavalgada das Valquírias, de Richard Wagner.


Copola gravou mais de 200 horas de imagens para o longa.

a maioria dos diálogos precisou ser redublado posteriormente, já que o excesso de barulho nos sets, como o som dos helicópteros tornava impossível ouvir os atores.

As pessoas nos botes eram verdadeiros refugiados vietnamitas que chegaram às filipinas 6 semanas antes das filmagens.

Apesar da história ser situada no Vietnã, Apocalypse Now foi na verdade todo rodado nas Filipinas;

1 comentários:

alleqs disse...

Não só um filme, mas uma poesia com imagens.