3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

sábado, 4 de agosto de 2012

Pra deixar um gostinho de "quero mais"

Bale: vestindo a camisa do herói com dignidade
Pra começo de conversa, sim: sou fã do Batman. E sim,  também sou fã dessa trilogia do Nolan. Batman - O Cavaleiro das Trevas ressurge (Batman - The Dark Knigth rises, 2012) é um ótimo filme, que segura o espectador por ser o capítulo final da saga homogênea do herói. Se você ainda não viu o filme, cuidado: é bem provável que este post tenha spoilers.

O filme começa com uma festa elegantíssima na mansão Wayne, sem a presença do anfitrião. Era uma grande celebração pela paz: Harvey Dent (Aaron Eckhart) é celebrado como herói e construtor da paz, enquanto um atormentado e cansado detetive Gordon (Gary Oldman, excelente como sempre) que não tem coragem de destruir o sistema. Ele sabe quem realmente salvou Gotham do terror que o Coringa (Heath Ledger, na melhor e mais inspirada interpretação de sua vida) havia causado e no que Dent havia se tornado. Mas a paz já estava instaurada na cidade há tantos anos, e a mentira havia sido sustentada por todo esse tempo... Seria muito difícil fazer com que acreditassem nele. Dentro da mansão, Selina Kyle (Anne Hathaway, que já não precisa provar pra mais ninguém que é boa atriz) é uma ladra que se infiltra na mansão atrás das digitais de Bruce Wayne (Christian Bale e sua impressionante capacidade camaleônica). Suas habilidades deixam o impressionado: ela leva embora, junto com as digitais, o colar de pérolas da sra. Wayne e ainda derruba um fragilizado Bruce com rápidos e precisos golpes. Começa a intriga: porque alguém iria querer as digitais de Bruce?

Bane x Batman: foi por pouco, e de virada. Mas foi vitória do Morcego

O filme segue: Bruce sai do ostracismo em que havia se encerrado, mesmo sem abandonar o luto por Rachel (Katie Holmes no primeiro filme, Maggie Gyllenhall no segundo - ambas sem sal). Nos esgotos, Bane (Tom Hardy) está no comando do Exército das Sombras, no lugar de Ra's Al Ghul (Liam Neeson). E como todo vilão de Gotham, ele quer ver o circo pegar fogo. Invadem a bolsa de valores e, com as digitais de Bruce, levam a Wayne Enterprises à falência. Falido, sozinho após a briga com Alfred (Michael Cane, preciso falar mais alguma coisa?), sua única opção é voltar à ativa. Precisa saber o que tudo isso significa, e precisa de ajuda - que vem da forma mais inusitada: o jovem John Blake (Joseph Gordon-Levitt, gosto bastante do trabalho dele), um policial cheio de ideais e com bom faro pra 'encrencas' e a ladra que lhe roubou as digitais e o colar de sua mãe. Incitado a voltar para proteger a cidade como seu alter-ego por um, levado a conhecer a verdade pela outra - mesmo que tenha sido através da armadilha criada por ela.

Selina entrega Batman a Bane, e só ali descobre que ele é Bruce Wayne. Ali acontece uma das cenas mais emblemáticas do filme: Bane quebra Batman. Literalmente. E aí ele é levado pro fim do mundo, numa prisão que é um buraco no chão. A rota de fuga é simples, e os funcionários até ajudam aqueles que tentam fugir: só precisam escalar as paredes do 'poço' em que se encontram. Entretanto, somente uma pessoa foi capaz de fugir de lá: uma criança, nascida dentro da prisão. Se homens sadios não conseguiam, o que dizer de um homem com a coluna quebrada? Ciente do que Bane estava fazendo em sua Gotham (ele transformou um reator nuclear em bomba atômica, e usava a ignorância do povo para governar: isolados, eles acreditavam que era só seguir as loucuras de Bane que tudo estaria bem - sem saber que a bomba explodiria de qualquer forma. E agora?



Hathaway: sou mais a Mulher-Gato da Michelle Pfeiffer
Pra evitar contar mais coisas (vulgo 'spoilers'), vou parar minha descrição do roteiro por aqui. O que acontece depois disso é muito bom pra eu querer estragar. Na verdade, eu passei um dia inteiro escrevendo e reescrevendo esse post, tentando não fazer dele uma 'babação' no filme, ou uma descrição literal de cada cena do filme, ou uma análise mais profunda sobre o personagem, a saga ou o próprio diretor. O filme não é perfeito, eu ainda prefiro o Cavaleiro das Trevas. Mas o argumento utilizado para o desfecho da história foi bom, e a forma como foi narrado e desvendado ao longo da trama. As piadinhas no meio da trama levam um pouco de humor na trama tensa. Anne Hathaway cumpre direitinho o papel de musa do filme, mas algumas cenas seriam desnecessárias (a da prisão, por exemplo. E a que ela se ajeita na batmoto pra acionar o canhão, então...). Sem contar que a imortalizada Mulher-Gato de Michelle Pfeiffer do filme de Tim Burton é muito mais bacana (favor desconsiderar o MICO que Hayle Berry pagou). Falando em cenas desnecessárias, outras são bem discutíveis: como assim a bomba explode e não tem nenhum problema? Se a inundação do reator era para evitar que sobrasse radiação, como o Fox conseguiu sair de lá a tempo? Acho que foram feitas sob medida pra deixar margem para teorias infinitas (pra quem gosta, lógico)... Mas no geral é um filme que não faz feio à trilogia. A sequencia final tem um quê de brega, mas faz a gente já ficar com saudade do filme. A melhor surpresa é a identidade verdadeira de Blake, e isso sim deixa aquela esperança de 'uau! Seria demais um novo filme do Nolan!'. Mas a gente não vai, né? Ou será que vamos...?

2 comentários:

Alysson Mello disse...

Realmente é impossivel assistir a esse filme fazer acritica dele e não contar os spoilers. Concordo com vc eu ainda prefiro o filme batman o cavaleiro das trevas .

Geisy Almeida disse...

Pois é, Alisson. As melhores partes do filme, se contadas, acabam em tremendos spoilers. E acho que boa parte do crédito por 'O Cavaleiro das Trevas' ser meu favorito na trilogia é por causa da excelente e inesquecível atuação de Heath Ledger. Uma pena ele ter ido tão cedo...

Obrigada pela visita, fique à vontade em nosso Sofá =D