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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Um pouco mais da diva: Marlene Dietrich

Marie Magdelene Dietrich von Losch nasceu em Dezembro de 1901 em Schöneberg, um distrito de Berlim, Alemanha. Estudou canto e música desde a adolescência, teve aulas de interpretação com Max Reinhardt, estreando em “Der Kleine Napoleon”, de 1923. Foi a primeira mulher a usar calças publicamente, nos anos 1920.

Trabalhou alguns anos como atriz antes de ser descoverta pelo diretor austríaco Josef von Sternberg, que a convidou para estrelar O Anjo Azul. Fez mais seis filmes com o diretor antes de chegar a Hollywood, onde trabalhou em filmes mais profundos e mais marcantes.

Dietrich foi convidada por Hitler para protagonizar filmes pró-nazistas. Ela recusou o convite e se tornou cidadã americana. Hitler tomou a atitude como desrespeito à pátria alemã e baniu os filmes dela. Durante a Segunda Guerra Mundial, Marlene cantava para divertir e encorajar as tropas aliadas. Por isso foi condecorada com medalhas.
Depois disso passou a cantar além de atuar. A partir de 1951, começou a se apresentar em espetáculos em Las Vegas, no Sahara Hotel.

Em 1961 ela protagonizou Julgamento em Nuremberg. O filme tratava do holocausto, do nazismo, e do tumultuado julgamento que condenou os grandes líderes nazistas, em uma época em que falar do assunto ainda era muito complicado.

Mesmo visitando inúmeros países ao redor do mundo, só retornou a sua terra natal em 1962. Muitos alemães não gostaram da visita, nazistas remanescentes chamaram-na de traidora em pleno aeroporto.

Seu último filme foi Apenas um Gigolô de 1978, com David Bowie. Depois disso fez várias participações em rádio e programas de televisão antes de se "aposentar". Morreu em 1992, aos 90 anos de idade em seu apartamento em Paris, oficialmente de causas naturais. Rumores questionam a causa da morte da diva. Alguns afirmam que que Marlene se matou com calmantes, pois não suportava o fato de envelhecer. Outros dizem que ela tinha Mal de Alzheimer e, por isso, se matou. Não há provas de nenhum dos casos.

Em 2001 foi realizado um filme biográfico sobre a diva, dirigido pelo seu neto e com comentários de várias pessoas que conviveram com Dietrich, como sua filha Maria Riva, seu sobrinho, Hildegard Knef, Burt Bacharach, o filho de von Sternberg, entre outros. A filha Maria Riva também escreveu um livro sobre sua mãe, no qual a declarava uma pessoa fria e autoritária.

Prêmios
Recebeu uma indicação ao Oscar de 1931, na categoria de melhor atriz, pela atuação em Marrocos.Em 1958 foi indicada ao Globo de Ouro, na categoria de melhor atriz de cinema - drama, por Testemunha de Acusação (1957). No mesmo ano recebeu o Golden Laurel, como segunda colocada na categoria de melhor atriz pelo mesmo filme.

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