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sábado, 13 de outubro de 2012

Desconstruindo Arthur

Não apenas Arthur. A versão de Monty Python para lenda do Rei de Camelot e seus nobres companheiros, tira sarro de cada um dos cavaleiros da Távola Redonda. A começar pela própria távola, a mesa sem cabeceiras não aparece em uma sena sequer afinal Camelot é só uma maquete onde cavaleiros comem, cantam e dançam.


Ficou confuso? Eu também, mas mesmo assim vou tentar explicar. Quando o filme começa Arthur já foi sagrado Rei, por uma moça brilhante que saiu de um lago e lhe deu uma espada. Imaginativa a forma de escolher reis naquela época, não? Valida ou não (e isso rende uma das melhores cenas do filme) era assim. O rei sai então em busca de cavaleiros para retornar com ele a Camelot e o ajudar a reinar.

Leva um tempinho e algumas situações estranhas, mas no fim ele acaba conseguindo reunir uma "galera". Quando estão próximos a Camelot, percebem que não querem ficar na maquete onde cavaleiros cantam e dançam que mencionei no primeiro parágrafo. Então surge Deus, em meio as nuvens, e lhes dá uma tarefa: encontrar o Cálice Sagrado.

E eles vão, se separam e reúnem novamente. Quando separados cada um enfrenta suas provações, que vão de sobreviver a um castelo de mulheres, salvar "donzelos", e encontrar os "Bravos Cavaleiros que dizem Ni".

É quase episódico, não fosse o objetivo em comum, trazendo em cada cena uma situação mais sem sentido que a outra. Piadas inteligentes, e atemporais sobre a sociedade medieval e da nossa era. Ambas em um paralelo muito divertido.

De baixo orçamento, prova que não é preciso dinheiro para fazer bons filmes. Aliais algumas das melhores piadas nasceram da falta de verba, como os incríveis cavalos imaginários e os perigos e passagens animadas. Já o fato de cada membro do elenco desempenhar mais de um personagem, tem mais a ver com o tipo de humor que o Monty Python, já exercia na TV.

Guinevere, Morgana e Merlin não dão as caras. Devem ter ficado em Camelot, afinal a maquete não podia ficar ociosa. Mas aí já sou eu divagando, como vários personagens fazem em alguns momentos, ao ponto de discutirem entre si a necessidade da existência de algumas cenas.

Um humor inteligente, que embora tenha influenciado gerações não é mais feito hoje em dia. Ao menos não com tanta competência. Impossível não se divertir com o longa. Em uma palavra: Ni, Peng e Neee-Won. (Ops foram 5! 3!).

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