3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"John Hughes não dirigiu a minha vida!"

"O que aconteceu com o cavalheirismo? Ele só existe em filmes dos anos 80?
Eu quero John Cusack segurando uma boombox do lado de fora da minha janela.
Eu quero andar no cortador de grama com Patrick Dempsey.
Eu quero Jake de Gatinhas e Gatões esperando por mim na frente da igreja.
Eu quero Judd Nelson dando um soco no ar por saber que me ganhou.
Só por um instante, adoraria que minha vida fosse como nos filmes dos anos 80;
De preferência com um número musical fantástico e sem motivo aparente.
Mas não, não...
John Hughes não dirigiu a minha vida.
Ao invés disso eu consegui um desconto de 15 centavos em um vidro de álcool gel."



Ficou confuso? Calma, a gente explica.
A cena a cima é do filme A Mentira (Easy A - 2010), protagonizado por Emma Stone e dirigido por Will Gluck. É uma comédia romântica adolescente, que bebe, e muito, da fonte criada por Hughes nos anos 80. Trazendo o estilo da década para a era dos celulares e internet, além de prestar uma bela homenagem direta e indiretamente aos longas do diretor.

A cena acima descreve o desejo de toda garota em algum momento da vida. E, só para constar, Olive, a personagem de Emma, consegue seus momentos John Hughes. Incluindo o fantástico número musical sem motivo aparente!

Sinpose: Olive (Emma Stone) era aquele tipo de estudante cuja presença não era notada por ninguém, além de sua melhor amiga Rhiannon (Alyson Michalka). Quando ela a convida para passar um fim de semana acampando, Olive dá como desculpa que irá se encontrar com alguém. Na segunda seguinte Rhiannon lhe pergunta como foi o encontro e, para manter a história, Olive diz que perdeu a virgindade com ele. A notícia é ouvida por Marianne (Amanda Bynes), a crente da escola, que logo a espalha para os demais alunos. A situação altera o modo como as pessoas olham para Olive, o que faz com que ela se sinta dividida: ao mesmo tempo em que se sente mal por olharem para ela graças a uma mentira, ela gosta de enfim receber a atenção das pessoas. A situação se potencializa ainda mais quando ela aceita a proposta feita por Brandon (Dan Byrd), seu amigo gay, de que finjam ter relações sexuais durante uma festa onde todos da escola estejam presentes. Desta forma Brandon passa a ser visto como heterossexual, deixando de ser perseguido, e Olive assume de vez a figura de vadia da escola. Só que ela não podia imaginar até onde sua fama iria levá-la.

2 comentários:

Hugo disse...

Não conhecia este filme, fiquei curioso. Homenagear John Hughes foi uma grande ideia do diretor.

Vou procurar assistir.

Até mais

Fabiane Bastos disse...

Procura sim, é ótimo! A HBO reprisa sempre.

Att...