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sábado, 1 de dezembro de 2012

Rosa não é mesmo a minha cor!

Esta blogueira adverte: é provável que você odeie esta resenha. Ou no mínimo discorde veementemente dela. Especialmente diante da vitória redundante que o filme em questão teve em nossa enquete. Mesmo assim tenho que ser honesta, não gostei de A Garota de Rosa-Shocking.

Andie (Molly Ringwald) é uma garota pobre que mora com o pai em uma escola com divisão de classes. Os ricos vestidos em tons pasteis elegantes consideram inferiores os pobres, com trajes extravagantes e coloridos. Sim, a divisão dos "times" é expressa pelo vestuário. Usando um computador "a lenha" antigo, "ela faz contato" com Blane (Andrew McCarthy). Eis aí o interesse romântico problemático. Ela também tem um amigo louco, e apaixonado por ela Duckie (Jon Cryer de Two and a Half Man). E um pai (Harry Dean Stanton)desempregado e deprimido que se recusa a seguir com a vida após a mulher o abandonar.

Andie tem muitas coisas com que se preocupar, e com isso os 90 minutos de projeção é pouco tempo para desenvolver qualquer um dos problemas. O romance é corrido, com poucas cenas entre o casal, fica difícil ter certeza dos motivos que movem os personagens. E até torcer por eles, especialmente porque seu concorrente, Duckie, é muito mais divertido que o galante embora equivocado Blane.

A amizade entre Duckie e Andie é melhor resolvida que a suposta trama principal. Provavelmente porque o final foi alterado para não passar a mensagem de que pessoas de classes diferentes não podem se relacionar. Mas fica longe de ser um desenvolvimento satisfatório. Melhor executada no pouco tempo que tem é a trama com o pai. Contudo, embora apresente um pouco mais de Andie, soa como desnecessária para a trama principal.

De divertido, fica a direção de figurino. Acontece que Andie é boa com a máquina de costura, e sem verba, ela produz as próprias roupas. Assim assistimos a um desfile de estilo dos anos 80, incluindo as boas e más ideias. O que inclui um supra-citado vestido de baile, que para ser criado detonou dois "vestidos tradicionais". O resultando em algo só poderia ser usado em uma década, dentre todas da história da humanidade!

É não da para Hughes acertar todas. Ou talvez, o filme fale apenas com a geração de adolescentes dos anos  80. Reprovado no teste do tempo, deve até ter agradado se assisti em uma sessão da tarde nos anos 90, mas infelizmente não me lembro. Hoje, não convenceu.

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