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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Temo, dou risada ou canto junto?

Não sei se temo, dou risada ou canto junto. Este é na grande maioria do tempo o sentimento do espectador de The Rock Horror Picture Show. Isso, é claro, se este topar embarcar na loucura do roteiro musical sem preconceitos.


Brad (Barry Bostwick) e Janet (Susan Sarandon) decidem se casar e contar a boa notícia em primeira mão para um antigo professor amigo de ambos. Mas o pneu de seu carro furou, deixando o casal perdido no meio do nada. Sorte (ou não) que, perdido no meio do nada, existe um castelo, daqueles em que vítimas de filmes de terror cismam achar boa ideia entrar. É claro, para Brad e Janet também não é uma boa ideia. O proprietário do castelo, o dr. Frank N Furter (Tim Curry) é, por falta de palavra melhor, excêntrico.

É melhor parar a sinopse por aqui, caso contrário vou estragar uma das maiores qualidades do filme, a imprevisibilidade. Difícil imaginar a enrascada em que os protagonistas se meteram. Aliás, nem mesmo as atitudes de Brad e Janet, que deveriam ser o "tipico casal americano", são fáceis de prever.


Inclua no repertório reviravoltas do roteiro, ficção cientifica (à la Frankestein) crimes, sexualidade, adultério, bissexualismo, homossexualismo, traição, ciúmes, entre outros assuntos mais ou menos sérios. Todos abordados de forma divertida, despretensiosa, e na maioria das vezes impróprias. Somem-se aí as músicas, o nonsense, e os estranhos, porém carismáticos personagens, e é preciso um mergulho de "mente aberta" para apreciar . Para os fortes que conseguirem tal feito, a viagem é alucinante e divertida.

Sim, é divertido ver uma Susan Sarandon jovenzinha e cantante, mas quem rouba a cena é Tim Curry. Seu o anfitrião travesti, bissexual, desequilibrado, extravagante, sádico e tarado é o que move a trama e suas surpresas. Com tantos "atributos", maquiagem e paetês, não tem como não brilhar. O que não significa que o resto do elenco não esteja no tom correto, seja na atuação ou na música.

Homenagem a filmes de ficção científica e suspenses antigos, o longa é também uma sátira aos musicais. Que torçam o nariz aqueles que não gostam quando os personagens cantam e dançam sem motivo aparente, a música é uma das melhores partes do longa. As canções são enérgicas, suas letras se adequam perfeitamente à sua insana narrativa e de bônus ainda dá vontade de cantar e dançar junto. 

Assustadoramente, divertido e louco. É o que aconteceria caso um Dr Frankestein "exótico" resolvesse produzir um musical em pleno hospício. Basta curtir e tentar fazer o "Time Warp" no sofá!

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