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quarta-feira, 20 de março de 2013

Curiosidades de "Carlota Joaquina, Princesa do Brasil"

Primeiro filme da diretora Carla Camurati.

É considerado o marco zero da Retomada do Cinema Brasileiro, que ocorreu na segunda metade dos anos 90.

Produzido com baixo orçamento e distribuição artesanal feita pela própria diretora.

Estreou com apenas 4 cópias, e teve reações mornas em sua pré-estréia (que foi pública, com expectadores comuns, além dos jornalistas). Mas cresceu, ganhou o gosto do público e e se tornou o primeiro filme nacional da era pós-Collor a superar a barreira de 1 milhão de expectadores.

Devido ao baixo orçamento, São Luiz do Maranhão se tornou Lisboa. Planos fechados transformavam os poucos figurantes que o orçamento permitia em uma falsa multidão.

Carla Camurati
O filme faz uma sátira de personagens e acontecimentos históricos, ao retratar a vida da princesa espanhola, que se tornou rainha de Portugal, precisou fugir às pressas de Napoleão e viver durante 13 anos no Brasil. Cheio de absurdos históricos e lendas que podem (ou não) ter um fundo de verdade.

Tal abordagem da família real portuguesa, foi apresentada novamente anos mais tarde na minissérie para TV, O Quinto dos Infernos. Desta vez com conteúdo mais "picante", mas ainda assim com uma inevitável comparação.

Carlota Joaquina






Carlota em O Quinto dos Infernos (Betty Lago)

A então atriz mirim, Ludimila Dayer que viveu Carlota Joaquina na infância, recebeu o prêmio de "Atriz Revelação" da Associação de Críticos de Arte de São Paulo.
Fonte: Cinema de Novo - Um Balanço Crítico da Retomada, Luiz Zanin Oricchio

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