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domingo, 14 de abril de 2013

Nunca quis ser um gangster!

Henry Hill, sempre quis ser um gângster, desde que se entendeu por gente. E ele conseguiu. Começou cedo no "ramo", ainda garoto. Viveu os grandes momentos, teve poder, inspirava o temor das pessoas, tudo por que queria fazer parte de algo "significativo".

Baseado no livro Wiseguy, de Nicholas Pileggi, que por sua vez conta a trajetória real de Henry Hill (Ray Liotta) e seus companheiros, em especial Jimmy Conway (Robert De Niro) e Tommy DeVito (Joe Pesci). Além de alguns acontecimentos históricos, o filme fala sobre tudo de um estilo de vida, ao mesmo tempo estranho e familiar para nós.

De descendência majoritariamente italiana, os gangsteres vivem em uma sociedade só sua. Ainda escandalosos, e intrometidos como qualquer italiano participam das vidas e das famílias uns dos outros. Mas a familiaridade para no momento em que qualquer um do grupo se torne uma ameaça. Se tiver sorte será apenas excluído do círculo, em geral qualquer ameaça é eliminada. Negócios são assim, baby!

Magistralmente composto por Scorsese, é cheio de significados e super inventivo. Da direção de arte, à fotografia, até na liberdade dada à atuação, tudo está ali por uma razão: mergulhar o expectador naquele estilo de vida. E mais nos medos, motivações, anseios e inquietações de Henry.

Entretanto a narração constante incomoda, ao menos a esta blogueira que vos escreve. Sua função é clara: mostrar o que as personagens (além de Henry, sua esposa Karen Hill, vivida por Lorraine Bracco) estão pensando, em um universo em que nem tudo se pode expressar em voz alta. Mesmo assim a sensação é que o filme tentava me lembrar a todo o tempo, de que foi baseado em um livro, e em uma narrativa real. Cansativo!

Mas admito, a vida de Tommy, desde sua iniciação na "família", até que ele forme sua própria. Sua ascensão nos negócios, e sua escolha por deixar essa vida é uma história para lá de interessante. Especialmente por ser baseada em uma história real. E é muito bem contada por Scorsese, mantendo o interesse até daqueles que não têm o gênero entre seus favoritos.

Não entrou na minha lista de favoritos, é verdade. Mas seria sacrilégio dizer que é um filme ruim. Tudo bem, não se pode ter tudo que quer. Eu, apesar de me esforçar, não consigo amar filmes de gangsters. Enquanto Henry só conseguiu fazer parte de algo "significativo", quando desistiu de seu sonho e traiu seus companheiros. É claro, depende do ponto de vista, mas isso é assunto para outro post!

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