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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Não assista à versão com 007!

Quer dizer, assista sim! Mas primeiro assista ao filme original. Não que o re-make Hollywoodiano seja ruim, mas perde em autenticidade. E é um mistério de detetive, e mesmo que seja esquecidinha como a blogueira que vos escreve, cedo ou tarde vai lembrar do desfecho e ficar triste por não poder se surpreender novamente.


O jornalista, Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), foi processado e condenado por divulgar uma história falsa em sua revista, já que suas provas despareceram sem explicação. Mas antes de cumprir pena, aceita um trabalho de detetive. É Contratado por Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube) para encontrar o assassino da sobrinha, que desapareceu em uma reunião de família há 40 anos.

Ao mesmo tempo conhecemos Lisbeth (Noomi Rapace, perfeita) uma hacker de vida conturbada e personalidade incomum, considerada incapaz pela justiça por isso vive sob condicional psiquiátrica. Depois de prestar um serviço onde "hackeou" o jornalista, a moça continua observando seus passos e acaba se envolvendo na investigação. 

Demora um pouco para a dupla se juntar oficialmente à investigação. A espera acontece não apenas para a tradicional apresentação dos personagens, mas também de situações que vão ganhar importância nos outros volumes da trilogia. Uma vez juntos, jornalista e hacker acham pistas frescas de um caso que até a polícia resolvera enterrar. Alem de descobrir outros mistérios e perigos da tradicional família Vanger. 

Uma boa história de detetive, das raras que ainda conseguem surpreender. Bem desenvolvida apesar do inicio um pouco lento. Com ótimas atuações especialmente de Rapace. O papel aliais colocou oficialmente a atriz no mapa.

E já que a comparação entre original e re-make é inevitável, segue um parágrafo sobre isso. Baseados no mesmo livro, os filmes são muito semelhantes. E mesmo Rooney Mara, segunda interprete de Lisbeth não fez feio em comparação com a atuação de Rapace. A grande diferença está, claro no idioma, e na fórmula. A versão Hollywoodiana é muito mais didática, o que não chega a ser um defeito, apenas uma comodidade para o expectador preguiçoso. A investigação pro exemplo conta com estilosos flahsbacks enquanto no original tinhamos apenas narração e no máximo uma foto. Merece sim ser visto, mas veja o original primeiro.

Interessante, intrigante e imprevisível faz o expectador torcer para que vire uma série de detetive com Mikael e Lisbeth trabalhando no estilo Sherlock e Watson. E que sim, tem sequencias! Entretanto, é possível que os próximos filmes não escolham um rumo tão previsível assim...

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