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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Um filme fraco para uma figura forte

"Tô entediada..."

A dama de ferro (The iron lady, 2011) é um filme desperdiçado. Com uma atriz incrível no papel principal, uma produção e maquiagem primorosos, o filme se perde entre fazer uma biografia filmada, uma homenagem à mulher forte da Grã-Bretanha nos anos 1980, uma crítica política e um melodrama barato.

Acho que a maioria das pessoas já ouviu falar de Margareth Tatcher, primeira mulher a ser Primeira-Ministra britânica - uma mulher mais poderosa do que a rainha em si. Independente do que fez pela política mundial ou de seu país, é inegável o fascínio que a figura de uma mulher tão poderosa em um mundo tão masculino, que enfrentou tanto preconceito - seja por seu sexo ou por sua classe social - a história dela, que com a idade e a perda do amado marido acabou por deixá-la mentalmente desestabilizada; uma história de vida deveras interessante foi transformado em um filme chato pra caramba de se ver.

No fim do filme a gente não sabe direito o passado da protagonista, não conhece o legado dela (seja bom ou ruim, não dá pra saber porque o filme fica tão em cima do muro...), nem nada. A caracterização de Tacher é muito boa, mas Streep parece um pouco forçada demais - principalmente no sotaque. Não concordei muito com o fato dela ter ganhado o Oscar por esse filme não, ela teve muitos outras interpretações melhores e não ganhou nenhum prêmio. Nisso eu acho que devo culpar a diretora, Phyllida Lloyd. Ela não soube aproveitar o material que tinha nas mãos nem adoçar a interpretação de Meryl, extrair dela o que ela sabe fazer de melhor, e o resultado acabou ficando caricata apesar de seu inegável talento.  Uma pena.

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