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sábado, 13 de setembro de 2014

Quando alguém rouba a cena, e todos acompanham!

É muito difícil resenhar um filme de sua infância. Separar a memória afetiva da análise crítica. Dito isso, vamos à resenha.

Não é incomum humoristas serem escalados para fazer as vozes em uma animação, também não é incomum que quando o faze estes artistas roubem a cena. Mas, alguém teve de ser o primeiro. Este foi o Gênio da Lâmpada que ganhou vida (e mágica) através de Robin Williams. Se você esteve preso dentro de uma lâmpada, em uma caverna mágica nas últimas duas décadas, eis Aladdin.

Aladdin um órfão de bom coração sobrevive do jeito que pode nas ruas de Agrabah. Já a princesa Jasmine nunca pode sair dos terrenos do palácio. Ambos se sentem presos na situação em que vivem. Mas, tudo muda quando Jafar, grão-vizir do sultão resolve usar ingenuidade de Aladdin para recuperar uma lâmpada mágica.


Uma feliz adaptação do tradicional conto árabe Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, contido em As Mil e uma Noites. Com a tradicional fórmula Disney, que colocou o estúdio de volta ao topo das bilheterias no final da década de 1980, início de 1990. Roteiro bem amarrado, boas canções e direção de arte caprichada. 

E acima de tudo, boas piadas! Grande parte delas oriundas da liberdade criativa dada à Robin Williams. O ator e humorista incorporou, várias de suas imitações e piadas. Assim como os roteiristas perceberam que por ser o "ser mais poderosos do universo" (embora preso em uma lampadazinha), o Gênio, não está limitado ao seu tempo. As referências de diferentes épocas, e outras obras do estúdio, são minhas partes favoritas do longa. Embora, a maioria delas, realmente só entendi quando adulta. Ou seja, tem atração para os baixinhos e grandinhos.


Entretanto não é só do Gênio que é feito o longa. Todas as personagens tem seu carisma e suas piadas. Tanto que, há quem diga, que o Scar, Vilão de O Rei Leão, é um Jafar versão animal. Mas, isso é assunto para outro post.

Enquanto, o público enaltece a nova era da Disney, com as princesas de Frozen, mostrando que podem tomar atitude. É difícil não reparar, provavelmente começou ali (ou um pouquinho antes com A Pequena Sereia). Jasmine queria escolher seu futuro, e até saiu, literalmente, de sua zona de conforto para conseguir isso, ao pular os muros do palácio. E isso, formou as gerações de meninas a partir daí, e consequentemente as novas figuras femininas que estão surgindo.

Divertido, inteligente, fez parte da minha formação. Como eu disse no primeiro parágrafo, é difícil resenhar um filme de sua infância. Especialmente com os sentimentos nostálgicos aflorados pela repentina morte de Williams. Por hora, é isso que consigo analisar. Prometo tentar novamente daqui há alguns anos. 

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