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domingo, 8 de fevereiro de 2015

A episódica doce vida

Quase desisti de escrever esta resenha, apenas para evitar os comentários dos haters quando eu afirmasse: não gostei de La Dolce Vita (estranho mas, é difícil se referir ao filme com o título nacional)! Mas não desisti, afinal já é hora do pessoal da internet entender o direito ao gosto pessoal. E o fato de que você pode não se encantar com alguma obra, e ainda assim compreender sua qualidade e importância.

Marcello Rubini (Marcello Mastroianni) é um repórter sensacionalista sem grandes compromissos pessoais. Seguindo famosos e histórias incríveis, acaba ampliando seu papel de observador, participando destes universos sem de fato pertencer a eles.

Cada matéria, cada celebridade é um episódio na vida de Rubini. Apresentados sem ordem cronológica, ou mesmo conexão entre as histórias além da presença do repórter. Fellini traça um panorama de Roma no pós guerra. E faz uma crítica à superficialidade desta sociedade, que venera celebridades ao mesmo tempo que busca milagres a cada esquina.

Foi o estilo episódico e o ritmo que não agradaram a blogueira que vos escreve. Se a película tem mais apelo com determinado público, alguém com uma bagagem diferente, ou se eu apenas estava em um mal dia para esta produção, respondo em alguns anos. Quando finalmente eu tomar coragem para assistir o longa novamente.

Por hora, entre 8½ e A Doce Vida (os 2 filmes de Fellini que assitimos neste projeto), admito, não sou uma fã fervorosa do diretor. Mas, prometo continuar tentando. E aceito novos pontos de vista, ou sugestões para adentrar melhor no universo de Federico Fellini.

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