3 blogueiras + 1 desafio = aprimorar a cinefilia.
DVD, sofá e pipoca,
formando cinéfilas melhores!

sexta-feira, 13 de março de 2015

Espero que nem todos os sonhos de Lynch sejam assim...

... mas creio que muitos deles são. Ou eram na época em que o cineasta roterizou, dirigiu e executou outras inúmeras funções na produção de Eraserhead.

Em preto e branco, e com poucas palavras acompanhamos Henry Spencer (Jack Nance) quando sua vida outrora pacata, embora já dominada pela ansiedade, se torna uma confusão de medo e incerteza. Isso acontece quando ele teoricamente se torna pai, já que nunca temos certeza de que tipo de bebê é aquele. Se ele é real, ou apenas uma impressão da mente de Henry.
Very creepy Baby, ainda mais legal que Renesme!!!
Ora encurralado pelo cenário, ora preso em um mundo surreal, tudo é estranho e visualmente repugnante em sua nova condição. E nós observamos e absorvemos a estranheza daquele universo sem ter certeza de que em algum momento vamos compreendê-lo.

Eraserhead é um experimento de linguagem. Uma representação cinematográfica de medos, ansiedades, pesadelos e desejos. Bom, isto é! Na opinião desta blogueira que vos escreve.

David Lynch não explica do que se trata a produção e afirma que cabe a cada expectador interpreta-la a sua maneira. Então termino esta "quase resenha" com uma pergunta? O que você acha de Eraserhead?

0 comentários: