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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Estranho...

Então. Fazia tempo que eu queria ver Donnie Darko (Donnie Darko, 2001), uma vez que ele era super bem comentado por críticos e por amigos cinéfilos. Não sabia o que esperar - jurava que era um filme de terror, mas ao ler a sinopse já vi que não era bem assim - e posso dizer que fiquei meio decepcionada. Mas, no geral, achei interessante a ideia do filme.


Um jovem, Donnie (Jake Gyllenghal) sofre de sonambulismo e acaba comentendo alguns atos de vandalismo enquanto dorme. Quem o "obriga" a fazer as coisas é seu amigo imaginário Frank, um coelho humanóide gigante e sinistro, que o avisa que o fim do mundo está próximo. Depois que uma turbina de avião cai inexplicavelmente sobre seu quarto, justamente quando ele retorna pra casa depois de ter pssado a noite fora com Frank e ter recebido a mensagem do apocalipse, a paranoia de Donnie só aumenta.

O comportamento do rapaz fica cada vez mais agressivo, e novos incidentes vão acontecer. Estranhas coincidências também começam a surgir e Donnie passa a ficar obcecado com a ideia de viagem no tempo. As alucinações ficam mais fortes e constantes, e o dia do apocalipse chega antes de ele estar realmente preparado para isso. E a gente também.

Achei o ritmo do filme meio lento, talvez pra enfatizar a distância da realidade em que Donnie se encontrava, mas acabou parecendo que o filme se resolveria melhor em um curta do que em um longa. Vários personagens são apresentados de forma superficial, não há destaque na parte do ambiente familiar caótico em que Donnie vive, não há o tão esperado (por mim, ao menos) encontro entre ele e a Vovó Morte... Enfim, pequenos detalhes que, no fim, me incomodaram. Mas até que foi bacana ver os irmãos Gyllenghal interpretaso irmãos, e também foi divertido reconhecer rostos como Seth Rogen e Jena Malone, que à época estavam apenas despontando. Mais divertido ainda foi ver Patrick Swayze como um personagem sombrio e reconhecer a velhinha que morre no ônibus em Velocidade Máxima e o doutor do Plantão Médico (e agora Bibliotecário) na escola onde Drew Barrymore é professora - e juro que o carinha que apareceu na festa de Halloween vestido de lobo era o Ryan Reynolds!


Acho que acabei curtindo mais o filme por esses easter eggs citados do que pela estória em si. Para mim, não casou muito bem a teoria de viajar no tempo com o tom mais sombrio que foi impresso no filme. Achi que faltou alguma coisa pra dar liga entre desenvolver a psicopatia do jovem e desenhar a linha do tempo a ser desconstruída. Vou dar uma segunda chance ao filme no futuro (ou quem sabe isso já aconteceu e eu não sei?). Mas sei que já foi uma vitória não ter tido pesadelo com Frank.

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