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sábado, 4 de abril de 2015

Ouvir, aprender, nunca esquecer!

Demoramos muito para assistir a este clássico obrigatório para aulas de cinefilia e história mundial. Acredito que este fato se deva a dois fatores. Primeiro, o longa é de 1993, pouco antes de começarmos a aprender sobre história do mundo, e desde que saiu em VHS é material didático obrigatório. Logo, o assistimos em várias ocasiões, em diferentes idades. Segundo a produção é uma obra criada com tanto esmero que fica difícil analisá-la sem parecer mera bajulação.

Então vamos começar este comentário (não sou pretensiosa ao ponto de chamar de crítica) com a parte fácil, a sinopse. Oskar Schindler (Liam Neeson) é um homem de negócios, e vê na segregação dos judeus poloneses pelos nazistas a oportunidade de fazer fortuna. Membro do Partido Nazista, Schindler não vê problemas em fazer uso de suborno, "agrados" e manipulação para conseguir contratos. Já o talento para administração é nulo, logo ele conta com a ajuda de Itzhak Stern (Ben Kingsley), um judeu habilidoso para coordenar sua fábrica de potes e panelas.

É Stern o primeiro a ver na fábrica de a oportunidade de melhorar a vida de uma minoria. Lentamente, e quase sem perceber (ou admitir, já que significaria a morte) Schindler também adquire esta visão. Quando o Gueto é extinto e os judeus realocados para o campo de concentração, o negociante mantém e expande o esquema. Para tal chega até manipular Amon Göth (Ralph Fiennes) Tenente da SS responsável pelo campo.

Ao contar este pedaço em particular da história, que muitos desconheciam, A Lista de Schindler também conta a história como um todo. Aborda toda a trajetórias dos judeus, no projeto de "novo mundo nazista". Identificação, segregação, trabalho escravo, extermínio e a libertação tardia daqueles que sobreviveram ao genocídio. Não vemos Hitler, mas temos total compreensão de seu plano, da extensão de seu poder, e da lógica de pensamento que conseguiu que seus seguidores abordavam.

Também vemos histórias singulares vividas ou presenciadas por sobreviventes, o medo, a tristeza e o luto. Além claro, da evolução de Schindler, que embora gradual é marcada por uma cena em particular. A menina do casaco vermelho, um dos motivos do filme ser em preto e branco, e o símbolo da crueldade daquele período histórico. Para não dizer que sou apenas elogios ao filme, é está nesta passagem o único detalhe de produção que realmente me incomoda. Não há exatamente medo nos olhos da menina quando, esta se esconde debaixo da cama. Mas acredito que é pedir muito de uma menina de 4 anos, e tentar assustá-la de verdade para obter tal resultado seria uma escolha cruel demais. De qualquer forma a cena funciona, é tocante, muda o protagonista e é aquela que nos lembramos imediatamente ao mencionarem o filme.

Voltando à escolha pelo preto e branco, a opção dá um tom documental à produção. A ausência de cor e a granulação da película lembram os filmes produzidos pelo Partido Nazista que volta e meia assistimos no Discovery Channel. Além de aumentar o a gravidade, melancolia e dificuldade daquele mundo...

...Aquele mundo, história recente, mas que parece muito distante para muitos de nós. É essa, na humilde opinião da blogueira que vos escreve, o maior propósito desta produção, aproximar, esclarecer, não deixar a história ser esquecida ou repetida. Logo, é memorável o esmero da produção o esforço do elenco e equipe para tornar A Lista de Schindler a obra de arte melancólica e verdadeira que é.

Uma produção que deve continuar na lista de material didático e que deve ser revista em diferentes fazes da vida, por muitas gerações. Pois é assim uma das melhores maneiras de aprender e compreender história.

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