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domingo, 3 de maio de 2015

Luzes, telecinese, paranóia e "ré mi do do sol"

O título acima é um resumo radical de minha primeira impressão de Contatos Imediatos do Terceiro Grau. Brincadeiras à parte, quem acompanha este projeto para formar cinéfilas melhores, já deve ter notado que tenho um pé atrás com grandes clássicos que ainda não assisti. O motivo: sua fama geralmente cria enormes expectativas, que geralmente estragam a experiência.
Pois com  Contatos Imediatos a história foi outra. Por algum motivo que a humanidade descompreende consegui passar a vida sem saber grandes detalhes do longa. Até esta semana tudo que eu sabia sobre a produção era, que Spielberg espantou o mundo com suas modernas técnicas de filmagem, e que se tratava de um filme sobre contato com alienígena. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que na verdade é uma obra constituida de luzes, telecinese, paranóia e "ré mi do do sol"...

Aviões desaparecidos da 2ªGM aparecem em um poeirento deserto. Objetos voadores não identificados se fazem notar nos "modernos" radares aéreos da década de 1970. Indianos entoam um misterioso mantra vindo dos céus. Em uma cidadezinha estadunidense, blackouts sem razão aparente e avistamento de luzes nos céus, geram tumulto e paranoia na população. Em especial no comum pai de família Roy Neary (Richard Dreyfuss), na mãe solteira Gillian Guiler (Melinda Dillon) e seu filho de três anos Barry (Cary Guffey).

Seguimos principalmente a obsessão de Roy, por respostas cujas perguntas desconhece. Sem, no entanto deixar de observar o comportamento, das autoridades, cientistas e exército à cerca dos misteriosos acontecimentos. Tudo isso para depois de quase duas horas de luzes, telecinese, paranóia e "ré mi do do sol" (também conhecido como suspense), descobrir uma versão adoravelmente ingênua de um primeiro contato pacífico entre homens e alienígenas.
Ingênua sim, o próprio diretor admite, e fez um E.T. e um Guerra dos Mundos, que vão de encontro a seu otimista primeiro contato para provar. Ingênua sim, ao acreditar que as autoridades e exército aceitariam servir apenas de apoio tático para os ciêntistas. Que nenhum destes homens da ciência teria um desejo incontrolável de capturar e estudar um dos pequenos visitantes. Ou ainda que todos os humanos envolvidos no evento aceitariam "numa boa" o fato de que os carinhas vêm abduzindo pessoas por décadas, apenas porque eles, benevolentemente, devolveram todos no final. 

Mas, ei! Nada de errado descobrir pontos de vista onde "o copo está meio cheio" de vez em quando. E mesmo que a história não estivesse bem amarrada (e está) as inovações tecnológicas já valeriam, a importância histórica, e o título de clássico que a produção carrega. 

Entretanto, esta blogueira esperava mais Contatos Imediatos do Terceiro Grau com os aliens e menos luzes, telecinese, paranóia e "ré mi do do sol". Fazer o que! Não se pode ter tudo!

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