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domingo, 7 de junho de 2015

Um coxinha com imaginação fértil!

Richard Sherman (Tom Ewell) é um típico pai de família de classe média em Nova York. E como de costume acaba de enviar sua esposa e filhos de férias para o interior, fugindo do insuportável verão na "Big Apple". Sozinho e com restrições alimentícias, o médico o proibiu de beber e fumar, Sherman se descobre em meio a temida "crise dos 7 anos de casamento". Situação que fica ainda pior quando ele conheçe a Garota (Marilyn Monroe), que toma conta do apartamento de seus vizinhos em férias.

Paranoia e muita imaginação regem essa comédia que abusa do perfil "sou sex-simbol, mas não sei disso", no qual Monroe era perita. Enquanto a moça, quer apenas uma boa companhia nas horas vagas, Richard tem as mais loucas fantasias, não apenas de um relacionamento entre ele e a "garota do andar de cima" (pois é ela não tem nome), mas também as consequências dele, como repercussão entre conhecidos, na TV, além é claro da reação de sua esposa.

De fato o protagonista de O Pecado Mora ao Lado, já apresentava uma imaginação fértil antes mesmo de Monroe dar o ar de sua graça. A imaginação do moço é tamanha que tenho certeza, ele deve ser avô de Walter Mitty (Ben Stiller, em A Vida Secreta de Walter Mitty).Além de uma irritante habilidade de falar sozinho, todo o tempo, e patetice exagerada. 

Sherman viajando na maionese de sua imaginação....

A supra mencionada e referenciada cena do vestido branco na ventilação do metrô pode decepcionar os desavisados. Uma vez que a versão real é bem mais curta e simples, que nosso "imaginário coletivo" construiu ao longo de décadas. Embora encaixe perfeitamente com a atmosfera e estilo do longa.

É o jeito meio bobão e desastrado que Ewell confere à seu personagem, que move a trama e segura o expectador. As aparições da figura carismática, quase mágica (especialmente se vista pelos olhos de Sherman) de Marilyn Monroe apenas adicionam um charme irresistível à esta comédia romântica "de época", logo, releve o machismo. 

Um tipo de filme que não se faz mais, mesmo porque não existem divas como Monroe perdidas por aí. Simplesmente adorável!

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