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domingo, 20 de setembro de 2015

Duras de matar!

Na verdade, tecnicamente não é tão difícil assim matar as personagens de Meryl Streep e Goldie Hawn, em A Morte Lhe Cai Bem. O complicado é manter as moças no tradicional estado inanimado dos defuntos em geral. Entretanto, como esta condição especial das moças causas "altas confusões" para o personagem de Bruce Willis, o trocadilho do título era inevitável!


Dito isto, senta que lá vem a sinopse, com possíveis "spoilers". (Hey, o filme é de 1992!)

A atriz Madeline Ashton (Streep) e a aspirante a escritora Helen Sharp (Hawn), são o que hoje em dia chamaríamos de "aminimigas". Logo não é surpresa quanto a atriz dá um jeito de roubar o noivo da "amiga" um famoso cirurgião plástico. Anos mais tarde "Mad" só tem uma preocupação: não envelhecer. É aí que Hel retorna, mais bela e jovem que nunca. A disputa recomeça, não apenas pelo marido em decadência pessoal e profissional Dr. Ernest Menville (Bruce Willis), mas pela juventude eterna.

Poção rosa  "pufante"
Agora pegue este enredo simples e inclua uma poção mágica misteriosa. O liquido cor de rosa "pufante" (faz "puf" sempre que o vidro é aberto), te dá beleza e juventude, mas não vida eterna. É aí que mora a pegadinha, seu corpo pode morrer e a partir daí você se torna uma espécie de zumbi com consciência, e sem fome de carne humana (até onde eu saiba).

Clássico da Sessão da Tarde. Certeza de que já eu já assistira várias vezes. Surpresa ao perceber que lembrava apenas de metade do filme. A metade mais mórbida, claro! É sério não eu não tinha memórias sobre todo o início do filme, e da origem das desavenças das moças. Se eu não lembro porque nunca vi esta parte, esqueci por não ser tão interessante quanto o resto, ou se a Globo mutilou demais o filme para caber no horário, é um mistério que provavelmente me seguirá para o túmulo.

Assim como a origem da misteriosa fórmula cor de rosa "pufante". Uma das melhores descobertas que fiz sobre esse longa ao revê-lo. Diferente dos longas de hoje em dia, ele não tem a mínima compulsão por explicar as origens da fórmula, da seita que a utiliza, de sua lider. As coisas são assim e pronto. O mundo é estranho e cheio de mistérios!


Por outro lado o enredo é simples até demais. Até a fuga de Menville no clímax é solucionada num pulo. O foco realmente é nos efeitos especiais somado ao humor. Que por sua vez são as melhores sequencias do filme. Provavelmente por isso a maioria de nós só lembra das cenas que ambas características se fazem presente.

Mencionar que o elenco, que ainda conta com Sydney Pollack e a exuberante Isabella Rossellinik, é mais que eficiente, chega a ser lugar comum. Mas não deixa de ser verdade.

A Morte Lhe Cai Bem é uma comédia mórbida, sem grandes pretensões e extremamente divertida. O êxito nos efeitos especiais complexos, apenas torna a produção mais deliciosa. Motivos suficientes para revê-la de vez em sempre!

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