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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

007 contra SPECTRE

 
Último filme de Daniel Craig como James Bond,  007 contra SPECTRE (007 - Spectre, 2015) é um bom desfecho para o ciclo iniciado em Casino Royale, uma homenagem a Goldfinger e um adeus digno de Craig ao icônico personagem.
 

O filme é basicamente uma investigação pessoal de Bond, pois ele é levado a seguir pistas que M (Dame Judi Dench) lhe forneceu antes de morrer sem a ajuda ou autorização da agência. Com os planos de fusão desta com outras agências de inteligência internacionais, afim de criar uma única agência de defesa, o futuro dos agentes 00 estava em cheque. Considerados ultrapassados e podendo ser substituídos por planos inteligentes, esses agentes especiais estavam no topo da lista de eliminação do conjunto de ações. Mas Bond não estava preocupado com isso.
 
Mônica Bellucci é oficialmente a bondgirl mais velha da história - uma das muitas referências a Goldfinger
Depois do incidente no Dia dos Mortos no México, mesmo sem autorização e sob forte vigilância, ele continuava sua investigação a despeito dos comandos do novo M (Ralph Fiennes, a.k.a. Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado) e desmandos do novo futuro chefão da inteligência, Max Denbigh (Andrew Scott, a.k.a. Moriarty da série de tv Sherlock), Bond acaba ouvindo uma referência ao Rei Pálido e uma organização secreta, da qual este fazia parte. Com toda a segurança nacional e mundial em jogo, além do próprio futuro da agência em risco, Bond não podia falhar.
 
Q (Whisshaw) e Bond (Craig): uma parceria afinada
Viajando pelo mundo atrás de informações sobre o tal Rei Pálido, o agente secreto se infiltra em uma das mais secretas organizações do mundo - a SPECTRE. Tendo matado um de seus membros no México, Bond comparece a uma reunião para escolher o novo substituto. É nessa secreta cerimônia que ele encontra o cabeça da organização, um homem que todos temem mas poucos realmente sabem quem são. Com a ajuda quase involuntária de Q (Ben Whishaw, excelente) e de Moneypenny (Naomi Harris), Bond consegue identificar o Rei Pálido: este é um vilão que já havia enfrentado no passado, o Sr. White (Jesper Christensen).
 
Madeleine (Sédoux): a maior paixão
Sr. White vive com medo, isolado do mundo - embora tremendamente vigiado pela SPECTRE. Sua única preocupação é com a filha, Madeleine (Léa Sedoux, linda de morrer), que é obrigada a se esconder e subaproveitar sua inteligência para não ficar na mira da sinistra organização - é ela quem tem a chave para a informação mais preciosa que White tem para desmantelar a SPECTRE. Com a promessa de protegê-la, Bond consegue seguir a pista já trilhada por White até chegar ao poderoso Oberhauser (Christopher Waltz, dispensa apresentações).
 
O roteiro é interessante por fazer de Bond um ponto central numa trama em que aparentemente ele está fora da jogada. Todo o plano da SPECTRE acaba por girar sob o passado do agente, e o futuro dos outros espiões (e, quiçá, do mundo inteiro) depende de como ele vai conseguir solucionar seus problemas pessoais. Uma mistura de homenagem ao clássico Goldfinger, com muitos easter eggs para os fãs irem ao delírio e Craig acertando a medida do humor do 007 e nos deixando com gostinho de "quero mais" (porquê só quatro filmes?!). Se nos outros longas com ele eu estranhava um Bond loiro, definitivamente ele acabou se tonando meu Bond favorito em Skyfall, e a despedida perfeita com SPECTRE só sacramentou minha opinião.
 
Bond (Craig) e o maravilhoso plano-sequência inicial: como não amar?
Não que o filme tenha sido perfeito. A fotografia excelente não chega aos pés da maravilha que foi a do seu antecessor, mas foi mais que eficiente; e o diretor Sam Mendes soube dosar ação e referências, além de conduzir muito bem o time estelar do elenco e dar um ritmo bom ao filme - nem dá pra notar que são quase 2h30 dentro do cinema. Os maiores problemas talvez tenham sido justamente o saudosismo (parece que esse é o tom que define o longa) e um tom de despedida precoce. Além, é claro, da trilha de Sam Smith - ela começa a rodar logo depois de uma incrível sequência inicial, cheia de ação, e cai naquele chororô que não emociona (apesar da edição e efeitos especiais terem caprichado). Tomara que o novo Bond seja tão surpreendente quanto foi Craig, e tomara que a próxima trilha seja mais legal que essa.
 

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