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Batman vs Superman: A origem da Justiça


Batman vs Superman: A origem da Justiça (Batman vs Superman: Dawn of Justice, 2016) é um filme correto - e, convenhamos, para um dos filmes mais aguardados do ano e reunindo dois dos maiores e mais queridos heróis dos quadrinhos, correto é pouco. O visual é lindo, como de se esperar, e há equilíbrio entre drama e ação para agradar a todos os gostos. O maior problema é que o filme não supera expectativas.

O início do filme, narrado sob o ponto de vista de Bruce Wayne/Batman (Ben Afleck), é de tirar o fôlego (especialmente se você estiver em uma sessão com exibição 3D): reviver o fatídico momento em que os Wayne são mortos naquele ponto de vista é angustiante. Uma rápida imersão na criação do mito Batman, pulamos para como o Superman (Henry Cavill, que parece ter internalizado bem o personagem) é apresentado para a sociedade: em meio ao caos que ele promove na cidade e dos milhares de pessoas que matou ao enfrentar o vilão Zod (Michael Shannon) no último filme solo do herói (se não o viu, vale a pena conferir antes de ir ao cinema - embora não seja obrigatório para a compreensão deste).
Onde está seu deus, agora?
Pessoas inocentes presas na cidade sendo destruída por um homem que, sabe-se depois, nem humano é. Tamanho poder preocupa Bruce, pois quem seria capaz de o impedir de destruir o planeta se o Superman assim desejasse? Não sendo o único a se preocupar com isso, e apesar de todo o bem que causou para o planeta depois que se revelou, o Superman agora tem que enfrentar a dúvida da população e das autoridades. Clark Kent e Lois Lane (Amy Adams) sentem a pressão sobre suas cabeças, e procuram, de alguma forma, recuperar as graças do herói nos noticiários. Lois decide investigar um possível complô para incriminar o Superman em um incidente no deserto (em que ele fora resgatá-la da morte certa), enquanto Clark se questiona porque ninguém se revolta com o Batman apesar de seu método violento (e, por vezes, questionável) de conseguir ajudar a população - inclusive com o apoio da polícia.
 
Enfim, o confronto que todos queriam ver
Além disso, um jovem e ambicioso Lex Luthor (Jesse Eisenberg, muito fora do tom) tem poder e dinheiro suficientes para conseguir por as mãos no que sobrou da nave kryptoniana e nos restos do General Zod, além de um carregamento especial de kryptonita. Seus experimentos são apresentados como "prevenção", um último recurso caso o Superman precise ser impedido, mas logo essa máscara cai. E descobrimos também que não é só o Superman que está na mira de Lex.

Lex Luthor (Eisenberg): mais megalomania e menos tiques nervosos, por favor.
O filme segue esse roteiro aí. Passo a passo, a estória se desenrola, ora mostrando o ponto de vista de Bruce (o Superman é uma ameaça, e ele precisa fazer alguma coisa a respeito), ora do ponto de vista de Clark (será que ele é mesmo mais perigoso do que bom para a humanidade?). Não há nenhuma revelação, ou reviravolta relevante na estória. Cenas de ação de tirar o fôlego, ok - tem bastante. Mas não é só isso que faz um filme de herói ser empolgante. Parece que as duas partes, drama e ação, estão um pouco desconexas. A tão temida atuação de Ben Afleck não deverá ser crucificada, apesar de não ser nada extraordinária. E o Lex de Eisenberg foi uma tremenda bola-fora: ficou parecendo que queriam desesperadamente recriar um vilão icônico como o Coringa de Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas, 2008) do que o Lex Luthor dos quadrinhos.

Mulher Maravilha (Gadot) em seu melhor momento no filme
E se você está se perguntando sobre a Mulher Maravilha (Gal Gadot, incrivelmente insossa), ela está ali apenas para apresentar os outros integrantes da futura Liga da Justiça. A participação dela nesse filme é inexpressiva, salvo o momento em que ela entra na batalha - e só o momento em que entra. Vários slow motion para valorizar o quanto ela é sexy enquanto "baixa o cacete" também incomodam, especialmente porque as outras cenas de luta tinham um ritmo alucinante e empolgante. Até quando, né?

Portanto, Batman vs Superman: A Origem da Justiça é um filme até bom, mas não inesquecível como muitos fãs gostariam que fosse. Vale a pipoca pela expectativa, pela sequencia introdutória e por algumas boas sacadas aqui e acolá. Só nos resta esperar pelos novos longas dos outros integrantes (o do Ciborgue promete ser o mais interessante) e desejar que o filme da Liga da Justiça consiga - com perdão do trocadilho - fazer justiça aos heróis.

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