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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Indy, o Clark Kent da ciência

A primeira e única vez que conheci um arqueólogo na vida foi na pós-graduação. Quando o colega de classe se apresentou e disse qual era sua formação, foi inevitável fazer a piadinha: "Igual ao Indiana Jones!". Isso porque sou fã de Indy antes mesmo de saber o que significava arqueólogo, e, na minha infância, eles acabaram virando sinônimos. E só muito depois fui descobrir que a vida desses pesquisadores não era tão perigosa e cheia de aventuras como a do nosso herói. Que triste, né? Ia ser muito mais divertido!

Sempre gostei da história de jones ser uma espécie de Clark Kent da ciência: na maior parte do tempo, ele é um sóbrio professor (de óculos e tudo) que faz as alunas suspirarem em sala de aula. Olhando assim, ninguém desconfia, mas ele se transforma em Super-Homem assim que pega o chapéu e o chicote e fica praticamente invencível na sua busca por relíquias históricas. Sua única fraqueza (kriptonita?) não deixa de ser hilária: um inexplicável pavor por cobras.

Falar que as cenas de ação são incríveis é chover no molhado. Adorava todas aquelas armadilhas perigosas que Indiana enfrentava (e das quais sempre sobrevivia), das cenas de luta, das explicações históricas com um pé na realidade e alguma ficção. Mas eu gostava ainda mais do humor do personagem. Se não me falha a memória, nos filmes seguintes, ele vai ficando mais convencido e arrogante, o que só o deixou melhor ainda. Ah, eu já disse que achava Harrison Ford charmoso? Pronto, falei.

Revendo o primeiro longa da série não dá para ter saudade de quando o arqueólogo ainda tinha boas desculpas para assumir sua identidade secreta. A história se passava em 1936, e a relíquia em questão, uma arca milenar capaz de deixar qualquer exército indestrutível, estava na mira dos nazistas. Pensa bem: existe vilão melhor do que Hitler? Insuperável. Só me incomoda um pouco o final, quando o segredo da arca é enfim revelado. Eu abriria mão daqueles efeitos especiais todos (que, na minha opinião, são um pouco constrangedores) para deixar o mistério no ar. Ia ser muito mais legal se o objeto fosse destruído antes de ser aberto.

Mas não dá pra evitar a sensação de que a última continuação (Indiana Jones e o reino da caveira de cristal) não deveria nunca ter saído do papel. Além de 30 anos mais velho, nosso protagonista ainda teve que encarar um roteiro ruim de doer, uma vilã deslocadíssima (e olha que eu adoro a Cate Blanchett) e um final bobo. Vergonha alheia é pouco. Certos heróis deveriam ser como as relíquias de Indiana Jones: intocáveis. É melhor deixá-los quietinhos, no canto deles. Abrir a arca tira todo o charme...

2 comentários:

Fabiane Bastos disse...

Sabia que na época do vestibular eu cogitei fazer arqueologia, não deu tentei história, não passei acabei virando jornalista mesmo, rs.

Tô frustrada, só eu gostei do 4º Indy?

Sério, fora a parada dos Ets de outra dimensão, eu achei bacana. Gostei bastante de ver a Marion de volta. E daí que a Kate tá caricata pacas, no 3º filme eles derrubam um avião com a ajuda de guarda chuva! P/ mim tudo é festa!

Karol disse...

Gi! ADOREI o blog!!!! Muito bem estruturado! Já coloquei nos favoritos do voceselembra.
Beijão