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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Carismático e Irresisitível

Diversão até cansar!
Aprender assistindo filmes é muito fácil. E melhor, é divertido também. Cantando na Chuva se passa em uma época importante da história do cinema, quando os filmes aprenderam a falar. Os "talkies" (os filmes falados), chegaram desacreditados pelos donos de estúdios. Logo em seguida, encantaram as platéias causando uma correria nos estúdios para produzir a novidade.  Problemão para os atores, antes meros mímicos, agora tinham que decorar bons textos, falar bem e até cantar.

Don Lockwood (Gene Kelly), e Lina Lamont (Jean Hagen) são as maiores estrelas do cinema mudo da Monumetal Pictures, e também precisam "começar a falar". Entre problemas técnicos e de sincronia o maior deles é a falta de talento de Lina. Aula de cinema melhor impossível!

Achou pouco? Don se apaixona pela adorável e talentosa Kathy Selden (Debbie Reynolds). Muito bem acompanhado por ela e seu fiel e hilário amigo Cosmo (Donald O’Connor) ele consegue superar todas as diversidades dançando e cantando, na chuva se preciso!

E como dançam! Números grandiosos e bem coreografados. Músicas gostosas de ouvir, e de cantar junto. Difícil crer que foram escritas na década de 1920. Mas sou suspeita para falar. Adoro musicais! Pessoas cantando e dançando, em qualquer lugar, sem motivo aparente? O mundo real devia ser mais assim.

Musica de graça: a história congela para a cena
Romance, diversão e música e dança, só com isso o filme já seria divertido. Combinado com o esmero da produção para recriar os anos de 1920, o charme de Gene Kelly, a carinha de boneca e o jeitinho doce de Debbie Reynolds, fica impossível resistir ao longa. E ainda  sequer mencionei o show de atuação, do elenco de apoio. Estou falando da diva criada por Jean Hagen para a Lina e para o divertidíssemo e irônico Cosmo de Donald O’Connor. 

A combinação tem tanto carisma, que nem nos importamos de perder longos minutos assistindo a longa cena da Broadway. A trama simplesmente congela para que possamos assistir uma luxuosa sequência do filme, dentro do filme. Alguém se aborrece? A ansiedade para saber o filme da história passa, assim que nos encantamos com as cores, a dança...

Tá chovendo lá fora: vou aderir!
Voltando para o século XXI. Em tempos de 3D invadindo as telonas, impossível não comparar nossa época com a transição dos mudos para os "talkies". Será que daqui a alguns anos todos os filmes serão em terceira dimensão? Ou é só modismo?

Cantando na Chuva pode até ser lembrado pelo número de Gene Kelly cantarolando e sapateando feliz em um temporal, mas está longe de ser um filme de apenas um número. Tem romance, comédia, muita música, aprendizado e de quebra ainda nos faz sentir bem, a ponto de pessoalmente nos arriscamos na chuva.

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