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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Don't worry, be happy.

Sabe aquela história de que 'se uma coisa vai mal, ela pode piorar'? Então. Cantando na chuva (Singin' in the rain) é um filme que te ensina a não se desesperar. Não importa se o seu trabalho não é reconhecido hoje, amanhã ele será mais importante do que nunca. Não importa se hoje você tem que sair de um bolo para animar festas de aniversário, amanhã ocê será a grande estrela. Não importa se hoje você foi desmoralizado em sua arte, amanhã você vai provar que tem talento e que é realmente grande. Cada um tem um papel a cumprir, uma função a exercer e todos são necessários para o sucesso. Uma bela lição de esperança.

Uma das cenas mais lindas (e menos lembradas) do filme


Com certeza esse é um dos filmes mais deliciosos de se assistir de todos os tempos. Tudo encanta: os cenários grandiosos, o roteiro simples e eficiente, a aula sobre cinema e sobre como eram feitos os filmes mudos e a transição para os filmes falados, as atuações, as danças, as músicas. O clima leve vai do início ao fim, pitadinhas de sarcasmo se misturam a um lirismo tocante das cenas românticas, o vigor dos números musicais. Adoro!


A estrela Lina Lamont sendo dublada pela desconhecida e talentosa Kathy Selden


A história do filme é basicamente simples: conta os percalços da transição do cinema mudo para o falado, com todos os problemas que essa adaptação causava - principalmente na vida dos grandes astros Don Locwood (Gene Kelly, maravilhoso) e Lina Lamont (Jean Hagen, ótima). Até então, para ser ator de cinema, não era necessário ter boa voz ou dicção. Nem mesmo o texto dos atores precisava ser caprichado. Por isso atrizes como Lina eram grandes estrelas: ela era linda, e isso bstava. Uma alfinetada de mestre, não acham?


Cosmo Brown (Donald O'Connor) e sua sequencia hilariante

Minha sequencia preferida é uma das primeiras, em que Cosmo (Donald O'Connor, hilário) canta "Make them laugh". É de rolar de rir. Outra que também me encanta é a clássica dança na chuva. É tão característico essa felicidade boba, que faz a gente querer sair dançando na chuva, quando a gente está apaixonado... E quem nunca teve vontade de sair pulando em poças d'água quando era criança? Acho que é por isso, por essa felicidade genuína que Don transmite que essa cena é tão memorável. E o que falar de Debbie Reynolds? Com aquela carinha e voz de anjo é impossível não se encantar por sua Kathy Selden, a moça sonhadora e batalhadora que se faz de difícil, mas que não resiste ao charme de Don Locwood (também, quem resistiria?).

A cara da felicidade! Que vontade que dá de sair dançando assim na rua!

Quem nunca cantou ou dançou na chuva realmente não sabe o quanto é bom fazer isso. Pode estar o dia mais quente e ensolarado do verão, mas, se chover, vá para a rua dançar e cantar, o mais alto que puder. É legal. E se olharem para você com a quela cara de "esse cara tá doido", diga que você viu o filme e está recriando umas das mais belas cenas do cinema americano. Ou, simplesmente faça com Don, que olha para o guarda e justifica cantando: 'só estava cantando e dançando na chuva'.

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