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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Keep moving forward!

Foi a primeira animação produzida na história do cinema. Apenas por isso Branca de Neve e os sete anões já é memorável. Afinal, não fosse ele, talvez não existissem todas as animações que tanto adoramos. Pensando melhor... é provável  que existissem sim, mas, com certeza, o cenário do cinema de animação seria bastante diferente.

Depois de sete décadas, estamos mais que autorizados a chamá-lo de atemporal. Afinal, ainda hoje em meio a tantos personagens, mais estilosos e divertidos, efeitos especiais e mesmo o 3D, encanta os pequenos. Tenho uma prova de 2 anos de idade que assiste por horas a fio: Qué vê "pechesa Eve", Bia! - Ela pede assim que chega aqui em casa.

E para completar, não há quem não tenha boas recordações de infância em relação ao filme. Afinal, ele está por aí há 70 anos, encantando uma geração após a outra. Já faz parte do imaginário coletivo. Ou alguém consegue imaginar os anões com outros nomes? Todos invenções de Disney.

Com tantos atributos, fica até difícil criticar!

A história já conhecida, foi bastante simplificada. Com passagens a menos, sobra bastante espaço para observar, conhecer, passar um tempo naquele mundo encantado na companhia dos personagens. Que importância tem para história observar a pobre tartaruga, "quase chegar" aos lugares? (ao menos ela é esforçada, ó a lição aí!) Talvez venha dessa pequena convivência nossa simpatia!

É doce e inocente, sem no entanto evitar as partes "feias", do mundo. Coisa que o "politicamente correto" fez desaparecer dos filmes infantis de hoje. As cenas da madrasta/rainha/bruxa, são assustadoras (novamente tenho a prova de 2 anos). Mas todo o desespero da petizada passa ao assistir o final trágico da malvada. - Ding Dong! The Wicked Witch is dead.

Ainda temos os animaizinhos prestativos (uns dois aqui em casa em dia de faxina e eu ficava satisfeita!). Os anões, que apesar de serem "elenco de apoio" dão um show a parte, são a alma, e a diversão do filme.
 
Depois de anos assistindo, só agora percebi: talvez a maçã envenenada fosse mágica de verdade, como na falsa promessa da madrasta. Afinal, o pedido da princesa ela realizou. Talvez se Branca de Neve estivesse segura limpando a casa dos anões ao invés de em um esquife brilhante no meio da estrada, o principe não a teria encontrado, levado para seu castelo, etc.

É curioso observar que um filme produzido em meio a tanta descrença, até da hora de seu desfecho trágico possa ser tão otimista. Deve ser influência de seu teimoso criador, cujo lema era: Keep moving forward! (Continue seguindo em frente!).

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